terça-feira, 29 de março de 2011

CARPE DIEM





“Curta a vida, pois a vida é curta.” E realmente é. A única certeza na vida de todo homem é saber que um dia irá morrer. E, mesmo que muitos evitem o assunto, não há ninguém que nunca tenha pensado sobre isso. Salomão diz em Eclesiastes 7:2: “É melhor estar num velório do que ir a uma festa, pois todos vão morrer um dia, e é bom pensar nisso enquanto ainda há tempo.” Mas não é preciso ir a um funeral para compreender que a morte é certa, muitas vezes repentina, não faz acepção de pessoas e não depende da nossa vontade. (Ec 8:8a)


Não é minha intenção causar temor ao falar sobre a morte, mas sim estimular uma nova postura diante da vida. “Ninguém pode fazer o homem voltar depois de morto para aproveitar aquilo que ainda vai acontecer.” (Ec 3:22b) Eis a atitude correta a se adotar diante da vida: Aproveitá-la! Como diz aquela música: "Viver e não ter a vergonha de ser feliz."


Buscar a felicidade não é pecado. Muitos sabem que não é, mas agem como se fosse. Pelo contrário, Deus é mais glorificado quando somos felizes. “Que adianta o homem viver dois mil anos sem desfrutar a felicidade?” (Ec 6:6)


Não buscar a felicidade é pecado. Buscar recompensa pelas nossas obras não é errado. O pecado está em desejar apenas as recompensas materiais e não as espirituais, como os galardões. Deus por várias vezes incentiva e até mesmo ordena em sua palavra que aproveitemos a vida. É um mandamento.“Por isso, desfrute a vida...” (Ec 8:15a) Alegre-se em todos os dias de sua vida.” (Ec 11:8a)


A vida é um presente de Deus (Ec 3:13) e Ele quer muito que nós o utilizemos, gastemos, aproveitemos. Ele não quer que olhemos pra esse presente e reclamemos porque não é do jeito que esperávamos, porque não é perfeito, porque não é igual ao do vizinho, ou porque exige esforço de nossa parte.“Aceitar o seu destino e aproveitar aquilo que ganha, isso é sem dúvida um presente de Deus.” (Ec 5:19b)


Nós não temos tudo o que queremos. É ilusão achar que seremos plenamente satisfeitos nessa vida, pois nosso coração é ambicioso e sempre quer mais e melhor.


Nós temos tudo o que precisamos. Olhe ao seu redor. Você tem saúde, família, emprego, comida, roupa, casa. Mesmo que não tenha todas essas coisas, tem pelo menos alguma delas. Mesmo que não tenha nenhuma delas (o que é muito difícil), mas você tem vida e isso é o suficiente para ser feliz.


Felicidade é diferente de alegria. Felicidade não é um estado, uma emoção. Felicidade é um modo de vida, uma decisão. A felicidade não está em momentos, pessoas, eventos, coisas, circunstâncias. A felicidade está no modo como enxergamos e aproveitamos a vida. “Contudo, você deve lembrar que há dias de trevas, e serão muitos.” (Ec 11:8b) Mas é possível ser feliz até na tristeza. Como?

Só há felicidade com Deus. “Porque ninguém pode se alegrar (...) sem Deus.”(Ec 2:25)

Ser feliz é praticar o bem enquanto viver (Ec 3:12).

Ser feliz é ter pessoas para compartilhar (Ec 4:8) e amar (Ec 9:9).

Ser feliz é fazer tudo com prazer (Ec 9:7) e bem feito (Ec 9:10a).

Ser feliz é fazer tudo o que tem vontade de fazer e conhecer, mas ciente das consequências. (Ec 11:9b)

Ser feliz é temer a Deus e guardar os seus mandamentos (Ec 12:13).

“A pessoa que fizer isso não precisará olhar para trás e se preocupar com a brevidade da vida, porque Deus encheu seu coração de alegria.” (Ec 5:20)


CARPE DIEM (Aproveite o momento)!!!

Contribuição da leitora Débora Silva

segunda-feira, 28 de março de 2011

Pastor entrevista demônio que mata quem não é dizimista!!

domingo, 27 de março de 2011

Jesus Não É Uma Máquina De Venda Automática

Humor cristão - Cassiane Cover




Vi no Pulpito Cristão

sábado, 26 de março de 2011

Igreja evangélica lança rede social paga exclusiva para fiéis



A igreja evangélica Assembléia de Deus (ministério do Belém) lançou uma rede social paga para unir os seus fiéis. Chamado de Comunidade AD, o site cobra um pagamento mensal para o usuário se conectar ao seu pastor, irmãos e conferir horários de cultos e o dia exato da santa ceia, por exemplo.

De acordo com a igreja, a mensalidade serve para contribuir diretamente com as obras da Igreja. Há opções para pagamento em boleto ou por meio de um cartão promocional pré-pago e os valores variam de R$ 14,95 por mês a R$ 59,70 (9,95 por mês no plano semestral).

Fonte: Jornal da Band

sexta-feira, 25 de março de 2011

Pastor dos EUA é demitido por duvidar da existência do inferno

O pastor americano Chad Holtz, demitido por apoiar livro que questiona crença cristã

O pastor americano Chad Holtz foidemitido do cargo, em uma igreja em Henderson, na Carolina do Norte, nos EUA, depois de postar em sua página no Facebook um comentário a favor de um livro que levanta questões sobre algumas crenças do que acontece depois da morte. Dois dias depois do comentário, Holtz foi demitido.

No livro recém-lançado “Love Wins” (“Amor Vence”, em português), o autor Rob Bell, também pastor, questiona se o inferno seria mesmo um lugar de tormento como muitas religiões afirmam.

“Acho que a justiça virá, e o julgamento final vai acontecer. Mas não acho que isso signifique vida eterna ou um tormento”, disse Holtz ao site "MSNBC". “Mas não entendo porque pessoas da minha igreja não estão prontas para deixar isso [essa interpretação] para traz. É algo com o que eu ainda estou lutando”, completou o pastor.

No livro, Bell, que é fundador da Mars Hill Bible Church, em Grandville (Michigan), hoje com mais de 10.000 seguidores, critica a crença de que um número seleto de cristãos vai passara eternidade na felicidade do céu, enquanto todos os outros serão atormentadoseternamente no inferno.


"Isso é um equívoco, é tóxico e subverte a disseminação contagiosa da mensagem de amor,perdão, paz e alegria de Jesus que o nosso mundo precisa, desesperadamente, ouvir", escreve ele no livro.

Bell afirma que o inferno assumiu uma alto grau de importância na doutrina cristã. Em sua visão, o inferno se tornou uma questão de livre arbítrio e já existe na vida real. Ele cita como exemplos as guerras e as relações de abuso.

"Eu pensei, ‘está OK’", disse o presidente da igreja Batista do sul, Albert Mohler, depois de participar de em um fórum na semana passada sobre o livro de Bell. "Em um certo sentido, todos nós queremos desesperadamente dizer isso. A questão é com base em quê podemos dizer isso?", questiona Mohler.


Fonte: UOL

Ainda tem gente de Deus - Confissões de Uma Figueira...



Confissões de Uma Figueira
Composição: Stenio Marcius

Ele veio a mim
Procurando por frutos, veio a mim
Estendeu Sua mão
Percorreu minhas folhas, meus ramos
Nada encontrou
Foi tão triste, mas nada encontrou
Mal podia acreditar
O sol bateu e eu me escondi
A chuva em mim e eu me encolhi
Terra boa nas minhas raízes
Mas eu não frutifiquei
De que me vale tantas folhas
Vistoso verde, inútil e belo
E agora o que é que eu vou dizer
Tive tudo e nada fiz

Ele me falou
Eu retorno na próxima estação
Abandona o egoísmo
Ninguém é o fim de si mesmo
Olha ao teu redor
Tanta gente faminta ao teu redor
Alimenta a multidão
Senhor eu vou me expor ao sol
Às chuvas quero me entregar
Nunca mais assim inutilmente
Ocupar o meu lugar
Eu vou fincar minhas raízes
As águas puras procurar
Quero carregada me encurvar
Com meus frutos Te adorar

Da série - O Senhor da criação

Clique na imagem e baixe para o seu PC

Feliz aquele que é perdoado



Natã respondeu: O Eterno perdoou o seu pecado; você não morrerá.

2 Samuel 12.13

Você já passou pela experiência de ter recebido perdão de alguma dívida ou ofensa cometida contra alguém? Sem dúvida, algo maravilhoso é a certeza absoluta de ter recebido perdão. É como se um peso tremendo fosse retirado dos ombros. A consciência que estava aflita e perturbada pode desfrutar de paz e tranquilidade.

O melhor da história é que Deus pode perdoar completamente qualquer pecado, por pior que seja, desde que haja arrependimento sincero e abandono do pecado.

Davi pecou e foi confrontado com seu próprio pecado. Ele foi corajoso o suficiente e humilde o bastante para reconhecer seu erro e admitir sua culpa. Ele chorou amargamente, mas recebeu a melhor notícia que alguém pode ouvir: Deus perdoou seu pecado.

Tão alegre Davi ficou ao saber que estava perdoado, que compôs uma bela canção de louvor ao Senhor, que inicia com a seguinte declaração: “Bem-aventurado aquele cuja iniquidade é perdoada, cujo pecado é coberto” (Sl 32.1).

Fonte: Ultimato

segunda-feira, 14 de março de 2011

"Segunda Feira Forte Da Potência de Deus" - Pr. Flamarion Rolando, no fundo do poço!!!



Dica do Leandro Barros - Salvador - BA

Fábrica de Monstros


Semanas atrás, o SBT exibiu uma matéria que tratou de uma menina conhecida por “missionarinha”, que, supostamente, curava pessoas num templo comandado por seu pai, que dizia-se “pastor”. Na reportagem, via-se claramente uma criança utilizada e moldada segundo o modelo imposto e emulado por pessoas religiosas e ávidas por sinais e maravilhas (e dinheiro também?) de que Deus a usaria para realizar prodígios de cura. A criança, em entrevista, dizia perante as câmeras que era “feliz”, que “gostava” do que fazia e que era “uma criança normal”, com um discurso quase que mecânico ou programado.

O pior de tudo o que foi exibido é que, depois de os declarados instantaneamente “curados” irem à frente – para o êxtase geral dos fiéis que lotavam o templo e, na certa, o gazofilácio daquele ministério também – pudemos observar tristes resultados: uma grande piora no quadro clínico de uma senhora que tinha esporões nos pés, sofria grandes dores e não podia andar direito; e o falecimento de um rapaz por complicações de um câncer que atingia os órgãos internos, que lhe causava dores abdominais e que o havia motivado a buscar sarar-se.

Coisas assim têm um impacto arrasador na fé das pessoas e no testemunho cristão. Assim, entrevistado por Roberto Cabrini, âncora do programa, que buscava explicações para essas sessões de curas que não davam certo, o pastor culpou a fé das pessoas, buscando afastar de si parte da responsabilidade pelas melhoras que não ocorreram. Foi de uma infelicidade funesta. Entretanto, isso não se trata de um evento isolado, mas de algo que já virou "feijão com arroz" no meio dito “evangélico”.

Mas o que tem causado essa busca desenfreada por milagres? De um lado há pessoas carentes que não têm mais a quem recorrer por não terem atendidas as suas orações e buscam qualquer coisa em que se apegar; de outro, pessoas que sabem utilizar essa situação em benefício próprio, incentivando a convicção de que todos obterão tudo o que querem, ignorando e deixando os outros ignorarem os desígnios soberanos de Deus para cada pessoa. Ainda existem aqueles que querem milagres como condição para crer e aqueles cuja fé só se sustenta por aquilo que vê. Temos um sistema de impiedade quase perfeito.

(Alguém aí se lembra dos fariseus que exigiam milagres de Jesus e foram repreendidos por ele? E dos adoradores das bestas prodigiosas do Apocalipse? E dos alertas quanto aos falsos profetas e falsos cristos que fariam sinais para enganar as pessoas? É importante lembrar que "cristos" significa "ungidos". Logo, prezada galera do "não-toqueis-nos-meus-ungidos", nem todo "ungido de Deus" é, de fato, um ungido de Deus, ok? Existe charlatanismo também e sintam-se devidamente alertados por Jesus!)

Há meio que um círculo vicioso em tudo isso, visto que a “fé” (não me refiro aqui à fé bíblica, mas à crença de que tudo vai ser como queremos se tivermos força de vontade: uma filosofia parecida com aquela do livro “O Segredo” que já se instalou há muito tempo no seio de algumas comunidades da igreja) se torna uma droga moral que causa dependência:

“Eu vou à igreja porque Deus vai fazer milagres”, não para escutar a palavra de Deus, servir ou ter comunhão com os irmãos; “eu vou contribuir porque eu quero restituição, quero muito mais do que eu dou”, não porque eu me sinta grato pelo que Deus me deu, pelo que tem feito em minha vida; “eu participo da obra de Deus porque vejo o poder de Deus agindo maravilhosamente”, não porque tenho obrigação de obedecer e servir, ou porque serviço deva ser algo que se brote naturalmente de um coração transformado por Deus; “eu contribuo, participo de campanhas e frequento os cultos porque, se não o fizer, eu posso ser castigado, empobrecido, amaldiçoado ou ver minha situação piorada, também porque eu posso ser mal visto pelos outros crentes e repreendido ou censurado pelo pastor”; “eu espero milagres do jeito que eu quero e quando eu quero justamente porque contribuí e cri, porque já paguei a Deus adiantado” (leia-se: “dei dinheiro à igreja ou aos líderes humanos dela” – vulgo: “semeei”, “plantei uma semente”); “eu não aceito um 'não' como resposta porque agora eu sou ‘filho do Rei’ e ‘decreto’, tenho ‘direitos a exigir’”, não porque o Rei é soberano e eu não, não porque o Rei é Senhor e eu servo...

E assim vamos rolando na esteira de uma linha de produção ideológica de “monstros”, que se autoalimenta de sua própria ambição e orgulho. Monstros criados e mantidos assim não podem ser comparados à igreja de Cristo porque não expressam o caráter e o espírito de Cristo ou de seus discípulos. Os discípulos de Cristo sempre estiveram junto dele por quem ele era, e não apenas pelo que ele fazia. O que ele fazia apenas testificava de quem ele era: o Salvador prometido por Deus, não um milagreiro errante ou um mágico de rua, digo, "de templos". Todavia não é essa a mentalidade que parece prevalecer no meio evangélico. E isto me assusta horrores!

Hoje temos um clube de viciados em sinais, de caçadores de recompensas, vampiros espirituais, mercenários que não se preocupam em arriscar a própria alma... O que me traz à lembrança que...

“Tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre” – 1 João 2.16,17.

E que os crentes em Deus (e ilustre-se Deus aqui como: “um grande e forte vento que fendia os montes e quebrava as penhas” + ”um terremoto”  + “um fogo” – 1Reis 19) não estão preparados realmente para crer em Deus (e ilustre-se Deus aqui como: “uma voz mansa e delicada” que diz “Que fazes aqui?”; Ou mesmo como “...O meu escolhido [de Deus]... [Que] promulgará o direito para os gentios. [Que] não clamará, nem gritará, nem fará ouvir a sua voz na praça. [Que] não esmagará a cana quebrada, nem apagará a torcida que fumega; [Que,] em verdade, promulgará o direito. [Que] não desanimará, nem se quebrará até que ponha na terra o direito; e as terras do mar aguardarão a sua doutrina.” – trechos de 1Reis 19 e de Isaías 42).

O que temos é mais uma multidão que quer encher a barriga de pão e peixe enquanto deixa os aflitos e feridos de lado e que não poderá resistir ao ouvir o Senhor dos senhores dizer-lhes: “Na verdade, na verdade vos digo que me buscais, não pelos sinais que vistes, mas porque comestes do pão e vos saciastes... O espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos disse são espírito e vida. Mas há alguns de vós que não crêem... Quereis vós também retirar-vos?” – João 6.

Dificilmente encontraremos os bem-aventurados que após ouvirem algo assim dirão: “Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna. E nós temos crido e conhecido que tu és o Cristo, o Filho do Deus vivente.” – João 6.

Será que vamos ter que sair mesmo peregrinando por aí com uma lanterna procurando aqueles que, mesmo no sofrimento e nas maiores dificuldades da vida, sorrirão de felicidade e de gratidão ao Mestre, que, tomando-lhes pelas mãos, sussurra... “A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza”? – 2Co 12.9.

Se depender do que estamos vendo na prática, porque a lei da oferta e da procura está incentivando a produção de monstros e da "fé monstruosa" a pleno vapor, algum cristão aí me empresta algumas pilhas, por favor?


Por Avelar Jr.
Também publicado no Não, Obrigado!

quinta-feira, 10 de março de 2011

“BOATE EVANGÉLICA, CERVEJA SEM ÁLCOOL...” – NÃO É O MUNDO NA IGREJA?


----- Original Message ----- From: “BOATE EVANGÉLICA, CERVEJA SEM ÁLCOOL...” – Não é o mundo na igreja? To: contato@caiofabio.com Sent: Friday, June 10, 2005 5:00 PM Subject: Socorro - Será que sou mais um "evangélico"?



Querido Pastor Caio Fábio,

Graça e Paz nAquele que nos satisfaz em tudo!

Nasci em um lar evangélico, aprendi que nosso testemunho de cristão deve servir de luz para o mundo, que como crentes em Cristo Jesus não somos diferentes mas devemos fazer a diferença... Será que já estou sendo "evangélico"?

Mas a cada dia que passa entro mais em contradição, não com minha fé em Cristo Jesus, mas com as doutrinas impostas pelas "igrejas". Sou de uma igreja bem formal.

Sempre aprendi, e cresci com isso, que o crente deveria ser diferente, pois tem a luz de Cristo, e porque crente é o sal da terra.

Sei que já me entende...

Não gostaria de julgar as pessoas, as atitudes delas; mas cada dia que passo, vejo que a Igreja de Cristo tem-se confundido com as coisas do mundo.

Existem coisas que não consigo aceitar nem entender, como: "Boate evangélica; crente bebendo cerveja santa; festa junina santa; baile santo"... Hoje em dia tudo é permitido... Qual a diferença do povo de Deus?

Sou um jovem de 28 anos e não me enquadro no estereótipo "quadrado", mas será que a "igreja", "doutrina", conseguiram me fazer ser "quadrado"?

Será que eu deveria evoluir juntamente com as inovações propostas pelo mundo?

Obrigado pela atenção e amor dispensado.

Abraços,

Marcelo

Obs: Não poderia deixar de dizer o quanto teu site é abençoado.

NEle, em Quem a Graça é superabundante.

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Amigo e irmão Marcelo: Graça, Paz e Bem!


Leia Romanos 14 e você entenderá qual é a postura de um cristão frente coisas desse tipo. A leitura é tão simples que não farei comentário algum, pois sei que você entenderá.

Há, todavia, algumas coisas que gostaria de tratar com você, pois tenho algumas opiniões a lhe dar.
1o. Boate de crente, cerveja de crente, e tudo mais de crente e para crente, além de ser, em-si, algo careta e feio, é sintoma e manifestação de que os crentes não são o sal da terra, mas sim o sal dentro do saleiro. Ora, isto é reflexo daquilo que foi ensinado aos crentes: que o diabo mora na boate, que os demônios vivem no álcool e que o mundo é um lugar, não um espírito. Assim, quanto mais pensam que o mundo é feito de lugares, mais eles se tornam mundanos, visto que não vão aos lugares do mundo, mas criam seus “corbãs” (Mc 7:9-13) a fim de jeitosamente darem seus “jeitos” em relação àquilo que se diz ser mundano, mas que eles não vêem mal algum em fazer, tendo que fazê-lo dentro do aquário cristão, visto que para eles o mundo é um lugar, não um espírito. Assim, eles tornam mau, pela sua própria alienação e preconceito, algo que em si nem é bom e nem é mau, dependendo apenas de como cada um lida com a coisa em si.

2o. O mundo é um espírito, de acordo com Paulo. Ele chama de “curso deste mundo”, cuja tradução modernizada seria “o fluxo da corrente deste mundo”. Ora, esse espírito do mundo foi jeitosamente vinculado pelos evangélicos às coisas do lazer, do prazer, da diversão, dos relacionamentos, das festas, das boates, dos cigarros, das bebidas, das roupas e dos cosméticos. Assim, mesmo que uma pessoa que seja bondosa, sóbria, piedosa, misericordiosa, madura, limpa de olhos, sem inveja, não interessada em fofocas nem em disputas de espaço religioso, e plena de amor a Deus — ainda assim a tal pessoa será considerada mundana se tomar cerveja ou outra bebida alcoólica, se gostar de dançar, se fumar cigarro, se vestir-se bem e conforme gostos modernos e se não falar conforme a língua do gueto cristão. E isso é assim porque para os “evangélicos” o que contamina o homem é o que entra pela boca e não o que sai do coração. Ou seja: a maioria dos “evangélicos” são discípulos dos fariseus enquanto pensam que são discípulos de Jesus.
3o. No ensino da Palavra há “um mundo” ao qual se deve odiar e há “um mundo” ao qual se deve amar. O mundo que se deve odiar é feito de espíritos de maldade, inveja, corrupção, malícia, manipulação, ódio, raivas, iras, perseguições, antipatias, inafetividade, e objetização do próximo. Esse é mundo que se deve odiar, e que existe tanto na “igreja”, em seus concílios e em suas convenções, quanto em qualquer disputa política no Congresso Nacional. Já o mundo que se deve amar é feito de gente, de todo tipo de gente, e tem a ver com a celebração da vida, da alegria, da comunhão humana, da sociabilidade que aproxima os diferentes; visto que tal “mundo” é objeto do amor de Deus: a humanidade.

4o. Assim, em Jesus, o mundo existia muito mais no Sinédrio de Jerusalém do que na casa dos publicanos. Era em Jerusalém, a Jerusalém dos cultos ininterruptos, onde Jesus via o mundo; e é de lá que vêm os poderes acerca dos quais Jesus diz: “Vamo-nos daqui; pois aí vem o príncipe deste mundo” — embora quem chegue sejam as autoridades religiosas a fim de prendê-lO.

5o. Se o mundo, segundo Jesus, fosse festa, bebida, dança, etc, então, se deveria dizer que Jesus era um mundano, visto que Ele comia de tudo (a ponto de Lhe chamarem "glutão"), bebia de tudo (a ponto de ser designado como "bebedor de vinho"), andava com todos (a ponto se ser chamado "amigo de pecadores"), e não criava eventos para os pecadores, de um lado, e para os discípulos, de outro. Ao contrário, Ele levava os discípulos para a boate dos publicanos, para a festa dos pecadores, para os banquetes dos mundanos, do ponto de vista da religião.

6o. Jesus também não bebia cerveja ou vinho sem álcool. O vinho que Ele criou em Caná era vinho mesmo, como convinha ser em qualquer festa. Além disso, nos dias dEle, Joaquim Jeremias nos diz que a bebida mais comum era a "cevita", uma cerveja muito apreciada pelo mundo romano e por todas as pessoas da Palestina. Isso sem falar que o vinho da Ceia, segundo Paulo (I Co 11), tinha o poder de fazer embriagar ("...ao passo que há quem se embriague...”). Portanto, os cristãos originais não tinham essa neurose acerca de bebida alcoólica, até porque não dá para ser discípulo de Jesus e praticar essa forma de ascetismo —ou qualquer outra forma de ascetismo—, visto que Jesus era tudo, menos ascético; e o ensino de Paulo aos Colessenses é flagrantemente contrário ao ascetismo do tipo “... não bebas isto, não proves aquilo, não toques aquilo outro...”, coisas essas que Paulo diz que têm “aparência de sabedoria e humildade, mas que não têm valor algum contra a sensualidade”.

7o. O mundo que mais me apavora é esse mundo maligno que se disfarça de religião de Deus. É aí que as mais estranhas e malignas manifestações do mundo se manifestam, embora ninguém dance, beba ou fume. Sim, eles não fazem nada disso. Porém, devoram-se uns aos outros, conspiram contra os irmãos, torcem pela queda de alguns, alegram-se com suas vitórias filhas da malícia e vivem para garantir o cosmético de sua falsa humildade, as quais são os disfarces dos lobos que se vestem de ovelhas.

8o. Eu sou contra qualquer coisa "para crente", pois apenas aumenta o engano do ascetismo e exacerba a doença religiosa, a qual advoga que crente vota em crente, dança com crente, bebe bebida de crente, e vive num mundo paralelo. Ora, Jesus apenas pediu que estivéssemos no mundo, porém livres do mal. Para Jesus, fugir da vida era se tornar sal que perde o sabor, e que para nada mais presta, nem para o monturo.

9o. Eu vou a boate quando dá —infelizmente, hoje em dia, muito raramente. Mas quando vou, vou a uma boate de gente, onde eu possa dançar com minha mulher, e dançar músicas normais, conforme a poesia da vida. Quase não bebo, pois, depois de duas hepatites, meu fígado não gosta do impacto da bebida em meu organismo. Todavia, meu paladar gosta de um bom vinho, de uma cerveja geladinha num dia quente, de um “Porto” após as refeições, de uma caipirosca na praia, e de champanhe nas celebrações solenes.

10o. O que vejo é que pessoas para as quais esses mandamentos da etiqueta evangélica herdada dos missionários americanos —filhos do puritanismo anglo-saxão— são um problema, esses mesmos são os que mais se complicam na vida, posto que não sabem por que são obrigados a desgostar do que naturalmente gostam e por que têm que chamar de maligno aquilo que para eles não é nada. Assim, um dia essas pessoas explodem, e os resultados são desastrosos, posto que Paulo disse que o ascetismo não tem nenhum valor contra a sensualidade ou contra a embriaguez.
Ora, isto dito, quero afirmar mais o seguinte:

1o. Careta você é. Sim, um caretão evangélico. Explico: Você só me escreveu isso porque não gosta de ver boate de crente (nem eu), mas não consegue negar seu conflito e sua vontade de ser normal e poder gostar de tudo o que você gosta sem culpa, só que você não pode em razão das proibições dos fariseus que o discipularam.

2o. Você está se esforçando para ver “o mundo” nessas bobagens que foram criadas pelo próprio ascetismo evangélico e pela hipocrisia da religião, sempre tentando manter os crentes sob a tutela da “igreja”, e isso até na hora de dançar. E você faz isso da maneira mais “evangélica” possível, isto é, coando os mosquitos (as bobagens de crente que querem ser normais mas não têm permissão para isso; daí criarem esses “híbridos”), enquanto engole os camelos (o sistema de controle “evangélico”, com suas proibições, as quais condenariam como mundano o próprio Jesus).

O que se tem que saber é que uma pessoa que aparecesse fazendo o que Jesus fazia (curas, milagres e libertações) e dizendo o que Jesus dizia, se, todavia, vivesse com a liberdade que Ele tinha de comer e beber nas festas dos “mundanos” (publicanos e pecadores), tal pessoa seria vista pelos “evangélicos” do mesmo modo que os fariseus e religiosos viram Jesus em Seus dias.

Ou seja, o olhar dos “evangélicos” não vê a vida com os olhos de Jesus.

Ora, quem quer que não veja a vida com os olhos de Jesus, mesmo que seja cristão ascético, esse é mais mundano do que os “mundanos” que tal pessoa condena.

Minha sugestão a você é que esqueças as doutrinas de homens que lhe ensinaram, e que abra os evangelhos e as cartas de Paulo, e os leia com a mente mais virgem que você tiver; e, assim, depois me escreva, e me diga se sua mente não mudou completamente.

Eu teria muito mais a lhe dizer, especialmente quanto ao risco de você estar com raiva de não ter nem a cabeça boba dos que criam “boate para crentes” nem ter a liberdade para viver a vida conforme a sua consciência, visto que sei que você já não é quem um dia foi, porém ainda não teve a coragem de assumir sua própria consciência diante de Deus, pois teme transgredir os mandamentos dos anciãos.

Receba meu carinho e meu abraço!

Um beijão para você!

NEle, que comia e bebia com pecadores, e ia onde era convidado com boas intenções,

Caio Fábio



Charge do veshame - Pena que meu ministério é outro...

A carpintaria


De onde lhe vêm estas coisas?... Não é este o carpinteiro? Marcos 6.2-3

A palavra carpinteiro aparece apenas duas vezes nos Evangelhos; uma delas, chamando Jesus de “carpinteiro”, e outra, se referindo a ele como “o filho do carpinteiro”. A partir disso, deduzimos que José havia trabalhado como carpinteiro, que Jesus havia sido seu aprendiz, e que assumiu a carpintaria após a morte de José.

Embora a palavra tektõn pudesse ser usada para qualquer artesão ou oficial, ela normalmente está relacionada a alguém que trabalha com madeira. Assim, Jesus sem dúvida deve ter feito ou consertado móveis e utensílios agrícolas. J. E. Millais, o pintor pré-rafaelita de meados do século 19, pode ajudar-nos a visualizar o interior da carpintaria em seu quadro com esse título. O menino Jesus está no centro da cena.
Aparentemente, ele se machucou com um prego. José se inclina para examinar o ferimento, enquanto Maria busca consolá-lo com um beijo e o jovem João Batista está carregando uma tigela de água para lavar o machucado. Jesus se encontra inclinado sobre o balcão, que parece simbolizar o altar do sacrifício.

Alguns líderes cristãos do início do movimento trabalhista britânico se inspiraram em Jesus, pois ele dignificou o trabalho braçal. James Stalker, em seu livro A Vida de Cristo (1879), escreveu:

Seria difícil esgotar a importância do fato de que Deus escolheu para seu Filho, quando este habitou entre os homens, dentre todas as posições possíveis em que poderia tê-lo colocado, a de um operário. Ele imprimiu às labutas comuns dos homens uma honra eterna.

Leitura recomendada: Atos 20.33-35

Retirado de A Bíblia Toda o Ano Todo (Ultimato, 2007)
 
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