domingo, 28 de fevereiro de 2010

Justiça manda sindicato dar carteira de jornalista para Edir Macedo



O desembargador Fernando Marques, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, determinou ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio que emita carteira de identidade de jornalista em nome do bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus. A decisão atende a recurso impetrado por Macedo, que, em 2001, entrou na Justiça para conseguir o documento, negado pelo sindicato.

O bispo tem registro de jornalista colaborador, e o sindicato argumentava que era necessário ter o de jornalista profissional. Macedo perdeu em primeira instância. Com a derrubada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) da obrigatoriedade do diploma para exercer a profissão, o TRF decidiu em favor de Macedo.

O julgamento do recurso aconteceu em agosto, mas somente este mês o sindicato foi comunicado. O advogado da entidade, Walter Monteiro, informou que já entrou com uma petição informando ao juiz que o sindicato está à disposição para a expedição do documento (emitido pela Federação Nacional dos Jornalistas/Fenaj), mas questiona o fato de a Justiça reconhecer a função de jornalista colaborador, que, segundo ele, não existe na lei:

- Sugerimos na petição que o bispo tire o registro profissional, que é muito fácil hoje em dia, automático. Após a decisão do STF, qualquer um pode pedir - afirmou Monteiro, lembrando que, após a resposta da Justiça à petição, Macedo terá de comparecer ao sindicato para cumprir os trâmites de expedição da carteira.

O sindicato também ressaltou o fato de a decisão do STF não ter acabado com a obrigatoriedade do registro profissional.

O advogado do bispo na ação, Oscarino de Almeida Arantes, disse considerar a petição do sindicato uma tentativa de adiar a decisão.

Edir Macedo e outras nove pessoas ligadas à Igreja Universal respondem a processo na Justiça de São Paulo, em agosto passado, os Estados Unidos também decid sob a acusação de lavagem de dinheiro desviado da igreja, de maneira reincidente e com organização criminosa, e formação de quadrilha.

Fonte: O Globo

A glória que criou asas



A glória de Efraim lhe fugirá como pássaro (Os 9.11a)

Não é de uma hora para outra que se adquire glória. Ela custa muito caro. Exige tempo, coerência, ausência de escândalos, vitórias sucessivas e a bênção do Todo-poderoso. Mas o caminho inverso é muito diferente. Por qualquer loucura, por qualquer fracasso, a glória se retira bruscamente, de uma hora para outra.

Na linguagem realística de Oséias, “a glória de Efraim lhe fugirá como pássaro”. Ela está aqui e não mais estará. É como diz Zofar, um dos amigos de Jó: “[O orgulho] voa e vai-se como um sonho, para nunca mais ser encontrado, banido como uma visão noturna” (Jó 20.8). É como argumenta Salomão: “As riquezas desaparecem assim que você as contempla; elas criam asas e voam como águias pelo céu” (Pv 23.5).

Efraim brincou com a glória passada. Descuidou, prostituiu-se com os baalins, “baalizou-se” e pronto. Só resta pronunciar a palavra icabode, que significa “glória nenhuma” e confessar sem rodeios: “A glória se foi de Israel” (1 Sm 4.22).

Para trás de mim todo e qualquer descuido, todos os baalins da vida e todos os “icabodes”!

Retirado de "Refeições Diárias com os Profetas Menores" (Editora Ultimato, 2004).

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Olimpíadas Pentecostais de Inverno - Com Valdemiro Santiago

Super resumo da espiritualidade alheia



A maneira com que as pessoas se relacionam com o culto comunitário a Deus reflete necessariamente a natureza do relacionamento que possuem com a pessoa de Jesus. Simples assim.

Tentativas de se criar processos que facilitem a caminhada com o evangelho podem ser os maiores inimigos da multiplicação de uma fé genuína. Isso ocorre por que as pessoas nascem com uma tendência natural de valorizar o lado místico das coisas, quase sempre desprezando a compreensão que poderiam obter através de suas ações.

Conheço muitas pessoas que pensam que o culto é o produto final daquilo que é a função da igreja na vida das pessoas. Por este conceito estar invertido, criamos tantas anomalias espirituais… como os parasitas (ou vampiros), que semana após semana recarregam suas energias sugando tudo que podem… seja nas palavras que convém, seja na oração de encerramento; ou como os anestesiados que, indiferente de qualquer coisa que Deus queira fazer, já estão confortáveis em se relacionar com o evangelho e com as demais pessoas dentro de limites considerados seguros.

E esta análise não é novidade alguma. Da multidão que se aglomerava para ouvir pessoalmente os ensinos de Jesus, o que mais havia era gente destes dois grupos. Quantos não o seguiram com o intuito de usufruirem das multiplicações de pães, da cura das doenças e demais milagres? E quantos o seguiram por que ele estava na moda? Ambos os grupos naufragaram antes da conclusão da obra da cruz.

Igualmente nós, precisamos saber em que grupo estamos.

Uma vez compreendendo que nossa vivência com o evangelho não deve se dar mais nestes níveis superficiais, estaremos aptos a manifestar a natureza de nossa vocação. Os condenados caminhando velozmente para a perdição inevitável. E os santificados, mesmo tentando seguir o curso da vontade deste mundo, não conseguindo se distanciar da obra redentora da cruz. A diferença entre os dois é sutil… mas reveladora!

Com a compreensão de que fazemos parte dos “salvos”, agora expressaremos nossa espiritualidade em função de nosso relacionamento com a pessoa de Jesus. Nossa adoração se dará em cada pequeno detalhe. E contaminaremos as reuniões públicas e as enfadonhas reuniões sociais/políticas que esta geração insiste em chamar de igreja.

Uma fé genuína não é aquela que vê virtude na desgraça que a igreja se tornou. Mas é aquela que ignora a instituição hipócrita e continua trabalhando onde as pessoas vivem. A igreja deve estar onde as pessoas estão.

Autor: Ariovaldo Ramos

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Homem gago apanha dentro da igreja universal do Reino de Deus

Testemunho de um homem que afirma ter apanhado dentro de uma igreja universal

Falar de Deus



[Deus]… é a mais carregada de todas as palavras humanas. Nenhuma tem sido tão aviltada, tão dilacerada. Precisamente por isso eu não posso renunciar a ela. Todas as gerações humanas fizeram passar sobre esta palavra o peso de suas angústias; esmagaram-na contra o solo; por isso ela jaz no pó, esmagada pelo peso de todas. As gerações dos homens, com suas divisões religiosas, dilaceraram a palavra: por ela mataram e por ela morreram; ela traz em si as marcas de todos eles, o sangue de todos eles. Onde poderia eu encontrar palavra igual a esta para designar o Altíssimo! Se usasse o mais puro e mais brilhante conceito do mais profundo tesouro dos filósofos, encontraria ali apenas uma imagem descompromissada, mas não a presença daquele a quem me refiro, daquele a quem as gerações dos homens honraram ou rebaixaram com todos os horrores da vida e da morte…
[Por isso] temos que respeitar aqueles que a rejeitam, por se rebelarem contra as injustiças e loucuras que tanto gostam de se apoiar na autorização de ‘Deus’; mas não podemos abandoná-la. É bem compreensível a proposta de muitos, de que durante algum tempo não se fale das ‘últimas coisas’, a fim de redimir as palavras maltratadas! Mas dessa forma elas não serão redimidas. Não podemos lavar a palavra ‘Deus’, nem podemos remendá-la; mas podemos levantá-la do chão, manchada e dilacerada como está, e erguê-la sobre um momento de grande preocupação.

- Martin Buber, citado por Hans Küng em O Princípio de Todas as Coisas, Editora Vozes, 2009.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Dízimo Virtual - Pague com $ Pague Seguro da UOL $

 

Imagem enviada por e-mail a redação do Veshame.

Iniciada publicação da Bíblia em quadrinhos


A publicação mundial da primeira Bíblia em quadrinhos, nos formatos impresso e digital - para iPhone e iPod Touch -, já é realidade. A iniciativa inovadora partiu de uma editora espanhola, que prevê edições em sete idiomas até o final de 2011.

A edição impressa está organizada em quatro volumes: “Jesus. A palavra”, publicada em dezembro de 2009; “Jesus. A luz”, que será publicada em março próximo; “O Antigo Testamento. O Gênesis”, previsto para dezembro de 2011; e “O Antigo Testamento. O Êxodo”, previsto para março de 2011.

Já a edição digital será lançada num total de seis álbuns. Estão sendo preparadas também versões para aparelhos como o Blackberry.

Os quadrinhos digitais estarão disponíveis em sete idiomas, por meio da Apple Store do iTunes, acompanhados do suplemento gratuito “A Bíblia das Crianças”. Usuários das versões digitais poderão adquirir ainda as versões impressas pela internet.

A estrutura dos textos contidos nos quadrinhos é uma transcrição fiel dos textos bíblicos originais, sem adaptações. O trabalho de documentação gráfica para fazer os desenhos foi exaustivo, pois visou manter o mais verdadeiro possível as ilustrações da região de Israel, a arquitetura e utensílios da época.

Os quadrinhos são dirigidos ao público composto por meninos e meninas com idades entre 7 e 13 anos.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Mulher Vômita Cobra dentro da Igreja. Mais uma do pastor da unção da galinha!

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Charge do Veshame - A oferta

Visitem o site do Izidro, ele trasnmite a palavra de Deus de uma forma prática e engraçada. http://karapuca.blogspot.com/

Estou à venda


O jumento selvagem mantém-se livre, mas Efraim vendeu-se para os seus amantes (Os 8.9)

Efraim não foi vendido aos seus amantes. O que a Bíblia diz é que Efraim vendeu-se a eles. A diferença é enorme. No primeiro caso, estamos diante de um assassinato; no segundo, diante de um suicídio. Efraim não é vítima, mas autor de uma transação imprópria.

José foi vendido por seus próprios irmãos por 20 peças de pratas a uma caravana de ismaelitas que se dirigia ao Egito (Gn 37.25-28). Jesus foi vendido por um dos seus amigos e apóstolos aos chefes dos sacerdotes por 30 moedas de prata (Mt 26.14-16).

Os que se vendem são mais numerosos que se pensa. Muitos se sustentam ou se enriquecem graças a esse estranho comércio. A prostituta se vende, o matador profissional se vende, o mercenário se vende, a testemunha falsa se vende. É uma prática corrente entre políticos corruptos, delegados corruptos, comerciantes corruptos e assim por diante.

No caso de Efraim, isto é, do povo de Israel na pessoa do rei Menaém, ele se vendeu ao rei da Assíria por 35 toneladas de prata para manter-se no trono (2 Rs 15.19).

Por dinheiro algum, por proteção alguma, vou me vender seja a quem for!

Retirado de "Refeições Diárias com os Profetas Menores" (Editora Ultimato, 2004).

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Alvos de zombaria


Seus líderes serão mortos à espada [...]. E por isso serão ridicularizados no Egito (Os 7.16b)

Ridicularizados logo no Egito, onde haviam sido maravilhosamente distinguidos por Deus por ocasião do êxodo, provavelmente 700 anos antes, lá pelo ano 1446 antes de Cristo.

Há pessoas que são ridicularizadas por sua própria culpa. Esse era o caso dos líderes religiosos e civis de Israel na época do profeta Oséias, simplesmente porque se afastaram de Deus e não quiseram voltar a Ele, perdendo, então, sua bênção e seu apoio. É também o caso de Sansão, quando teve seus olhos vazados e foi levado ao templo de Dagon para divertir os filisteus (Jz 16.25). Também era o caso dos 450 profetas de Baal que não conseguiram que o seu deus incendiasse o altar construído por Elias no monte Carmelo (1 Rs 18.27).

Há outros que são ridicularizados por ódio e despeito. Ninguém foi tão ridicularizado em público como Jesus. A coroa de espinhos, o manto de púrpura, o cetro falso, a expressão “salve, rei dos judeus!” e os joelhos dobrados dos soldados representam apenas parte da zombaria que o Senhor sofreu em seu último dia de vida (Mt 27.27-31).

Para não ser ridicularizado por razão justa, nunca vou jogar fora a bênção do Senhor!

Retirado de "Refeições Diárias com os Profetas Menores" (Editora Ultimato, 2004).
 

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

A perfeita imperfeição da Igreja

 
Leia: Mateus 18

Tem gente que ainda não entendeu que quando Jesus disse “onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, eu aí estou no meio deles”, Ele estava ensinando qual é o vértice espiritual e histórico que dá significado à Igreja; ou seja: Ele ensina o que “realiza a verdade” da Igreja, como encontro humano.
E o contexto fala de reconciliação. Um irmão “ofendido” tem que procurar o “ofensor” e tentar ganhá-lo. E isto deve ser feito insistentemente, até que o próprio ofensor rejeite toda conciliação.
A palavra grega que designa essa “reunião” é mesma que fala de harmonia, como se o que estivesse em curso fosse uma “afinação de instrumentos”.
O outro pólo mais adulto dessa proposta está em Lucas, quando Jesus diz que se deve perdoar ao irmão até setenta vezes sete num único dia.
Ou seja: a proposta de Jesus nos põe a todos de calça curta, e necessitados de dizer: “Senhor, aumenta-nos a fé; pois ainda não somos cristãos”.
Até o quarto século o que impressionou os “pagãos” que observavam os cristãos não era a “perfeição” deles, mas o amor e a graça com a qual se tratavam e tratavam o mundo.
“Olhem como se amam!”—era a estupefação que ecoava nas palavras de gente que olhava os cristãos de fora, conforme vários testemunhos encontrados em antigos textos históricos.
Portanto, a perfeição da igreja é não se “vender como perfeita”, mas sim se revelar, sem ensaio e performance, como lugar de misericórdia e graça.
Não é possível esperar perfeição de nenhum de nós. Somos caídos e maus... o melhor de nós ainda é mau.
O que nos faz diferentes é nossa atitude, se é honesta com a nossa própria Queda, e, sobretudo, sincera com a Graça que todos nós temos recebidos.
Daí a perfeição do discípulo ser sua humildade... humildade para ser, sem ser ainda o que deseja; humildade para viver com misericórdia, pois ele mesmo carece dela, todos os dias, nos céus e na terra.
Repito: o problema da “igreja” nunca foram os seus erros humanos, mas sim a sua arrogância em relação a não se enxergar, e oferecer-se como a Representante de Deus na terra.
Quem desejar, que tente!
Mas no dia em que deixarmos de lado toda essa empáfia e formos apenas gente da Graça, então, assustados veremos o respeito que o mundo nos terá; conforme aconteceu até ao ano 332 da presente era, ainda que algumas vezes o lugar do testemunho tenham sido cruzes e arenas...
E havia problemas antes disso? Sim, sempre houve muitos problemas!
Quem conhece a História sabe deles. E quem lê os textos produzidos nos dois primeiros séculos, sabe da quantidade de dificuldades internas que os vários grupos cristãos tiveram. Todavia, tais problemas não foram problemas reais enquanto o sentido de “irmandade na Graça” esteve presente.
Não foi a perfeição da Igreja que abalou o Império Romano. Foi a sua perfeita-imperfeição; ou seja: sua humanidade vivida sob a graça; e que falava da Boa Nova em Jesus, não nela mesma. Nela havia humildade, serviço, confissão, comunhão e coragem sem empáfia.
Me sinto um bobo escrevendo coisas tão BÁSICAS, mas é que fico assustado quando vejo que os crentes de hoje não têm umbigo; e pensam que estão inventando a “igreja” agora.
E pior: dói-me ver que alguns dizem: “É assim mesmo... temos que nos acostumar... quando é que já foi diferente?”
Bem, foi diferente apenas enquanto todos se sabiam filhos da misericórdia; e buscavam renovar a mente conforme o entendimento na Graça; e que só se manifesta no nível horizontal como amor e simplicidade no trato humano, que acontece naturalmente quando a arrogância dá lugar à gratidão em razão da consciência acerca do perdão recebido.
Jesus não pede perfeição — mesmo quando diz: “Sede perfeitos, como perfeito é vosso Pai...”—, pois, a única perfeição humana é assumir sua própria imperfeição; e, assim, imitar o Pai, não em sua Perfeita-Perfeição, mas em Sua Graça, que Ele derrama sobre justos em injustos.
A perfeição da Igreja é ser humildemente filha desse Pai que a todos trata com misericórdia!
Quem não for cego, que veja; quem não for surdo, que ouça; quem tiver entendimento, não o feche; e quem tiver sido objeto da Graça, que a sirva aos outros.

 Nossa perfeição é a Justiça de Cristo!

 Caio Fábio

Música cristã de qualidade - O Tapeceiro

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Charge do Veshame - Maldição hereditária

Da série - O Senhor da Criação

Clique e baixe para o seu PC

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Crente de R$ 1,99?

O ídolo de madeira

Eles não clamam a mim do fundo do coração quando gemem orando em suas camas (Os 7.14)

O que está acontecendo com os israelitas? Qual é o pivô da queixa de Deus: “Eles não clamam a mim do fundo do coração quando gemem orando em suas camas”? O problema está na ausência de profundidade da oração ou no endereço da oração? Eles estão orando da boca para fora ou estão se dirigindo não a Deus, mas aos deuses estranhos?

Na verdade a queixa de Deus é de que os israelitas estão clamando do fundo do coração a outros deuses. Deus já havia denunciado isso de modo mais claro: “Eles pedem conselhos a um ídolo de madeira” (Os 4.12).

A prostituição sagrada é tão grave e generalizada que o povo regride a ponto de voltar à idolatria das nações vizinhas, moldando ídolos de prata e ouro, parecidos com os bezerros de ouro de Jeroboão ou com o “ídolo vergonhoso” de Baal-Peor (Os 9.10). Deus se vê obrigado a explicar: “Este bezerro procede de Israel! Um escultor o fez. Ele não é Deus. Será partido em pedaços o bezerro de Samaria.” (Os 8.6).

Prefiro orar a Deus que não tem ouvido, mas ouve, a orar ao ídolo que tem ouvido, mas não ouve!

Retirado de "Refeições Diárias com os Profetas Menores" (Editora Ultimato, 2004).
 

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Pomar


As Sagradas Escrituras são um pomar onde crescem macieiras cheias de maçãs vermelhas, doces e perfumadas, oferecidas a quem quiser apanhar e comer. Mas nesse mesmo pomar também crescem espinheiros, joás de lobo, losnas amargas. O homem sábio sabe distinguir entre as maçãs e as plantas bravas.

Colhe a maçã, sente seu doce e o seu perfume e diz: “Palavra do Senhor”. O tolo pensa que tudo o que cresceu no pomar é coisa de Deus, não sabe distinguir, colher os espinhos, os joás de lobo, a losna, come-os, sua boca sangra com os espinhos e seu estômago sente ânsias de vômito com a losna. Mas ele, tolo, repete: “Palavra do Senhor” ... Bem disse Jesus que o homem bom tira coisas boas do seu bom tesouro. O homem mau tira coisas más do seu mau tesouro.

Rubem Alves em "Ostra Feliz Não Faz Pérola"

Enquanto isso, na sessão do descarrego - Transferência de unção

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Valdomiro santiago e o carnê da coluna sagrada

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Teologia Estepe e Teste Vocacional

Hoje eu estava pensando em vocação. Vocação significa chamado, e é coisa séria. Principalmente quando falamos de uma vocação divina, quando Deus nos chama de alguma forma para algum ministério, lugar, profissão etc.

Muita gente que eu conheço já passou dos 20 e não sabe o que quer da vida. Alguns passaram dos 30. Alguns, talvez, morram sem saber. Outros recusam-se a morrer sem descobrir a que vieram, e, para estes, existem os testes vocacionais, questionários de perguntas óbvias, que levam a conclusões pouco satisfatórias e que permitem que você saiba o resultado enquanto está respondendo. Ex:

1. Você prefere visitar o Museu da Língua Portuguesa ou ficar em casa preparando uma buchada?

2. Você prefere ver um clipe de Cyndi Lauper ou percorrer uma trilha ecológica?

3. O que você gostaria de ganhar de seus pais: um animal ou uma luneta?...

Depois que você "descobre" que gosta de música, idiomas e animais, surge a dificuldade cruel em saber se você vai alfabetizar macacos, criar um coral de papagaios ou virar cantor de fado ou de música sertaneja. Daí você volta para a primeira categoria: os que provavelmente vão morrer trabalhando insatisfeitos e se acostumarem com o que fazem porque paga razoável e fingindo que se encontrou. É a vida! Mas quem sabe você não encontra uma paixão pelo que faz e segue em frente?

Como se reconhece um chamado? Isso é muito subjetivo, o que torna as conversas sobre o tema muito mais interessantes. Já conversei com muitos profissionais a respeito de por que eles fazem o que fazem ou são o que são hoje em termos de profissão, ofício, ministério, etc. e se sentem felizes; e sobre como descobriram que era isso que eles queriam fazer, e as respostas são muito diferentes. O segredo, no entanto, parece ser, na maioria dos casos, na base da tentativa e erro.

Há pessoas que têm uma determinada formação e exercem uma atividade totalmente distinta, e com paixão, como alguém que conheço que é formado em Psicologia e ensina História, outro que largou a faculdade de Medicina, contrariando toda a família, para ser pastor, e outros que se formaram em algum curso e têm atividades no Judiciário e em outras repartições públicas. Tive um professor, que é Promotor de Justiça, que fez três faculdades até descobrir o que realmente queria ser: ele lutou por isso e chegou lá. E vi uma mulher que foi para a área de Biologia estudar micróbios por causa dos problemas de flatulência que tinha.

Outras pessoas são peculiares: parece que nasceram para o que fazem, têm certeza disso, começam e vão até o fim. Isso me parece raro, admirável. Mas acho que não conheço ninguém assim.

Conversando com seminaristas e pastores, já ouvi várias histórias de como se sentiram chamados para a obra de Deus, para chamados pastorais, missonários, ministeriais... Nesses papos, lembro-me de um trecho engraçado:

- Beltrano, às vezes as pessoas me perguntam por que não sou pastor ou advogado; ou por que, pelo menos, eu não quis fazer seminário, apesar de já ter sido convidado e ter ouvido muitas sugestões nesse sentido. Eu não quero advocacia ou pastorado para mim, acho duas coisas muito bonitas e admiro muito quem exerce esses ofícios com honestidade, e vivem deles, mas, sinceramente, não vejo como coisas para mim, não combinam comigo, não me atraem. E você, como foi que descobriu sua vocação?

- Eu estava estudando para o vestibular de uma faculdade, para um curso de nível superior, e orei assim: “Senhor, se eu não passar no vestibular, eu vou entender que está me chamando para estudar Teologia”.

Como?! Teologia e seminário são uma espécie de “estepe” para vestibulandos fracassados? Uma coisa assim... “Deus, se eu não prestar pra mais nada nessa vida e estiver inteiramente convencido disso, eu vou ser pastor?”. Pastorado é um “seguro-desemprego”? Ao ouvir isso, é difícil conter a gargalhada, tanto que quem me disse isso, disse rindo. E tenho certeza de que, por mais esquisito que pareça, ele está no lugar certo. E tem gente que, além de pôr a Teologia como plano B, ainda pede para Deus abençoar e passar no vestibular para o plano A – e pede oração a toda a igreja. Nessa hipótese, confesso que nem sei se devo orar para que passe no vestibular, já que põe o seminário como uma ideia pouco desejável!

Não descarto de que muitos chamados genuínos acontecem assim, como “planos B”. (Mas não deixa de ser hilário!) Até por que um cara muito corajoso (e muito mole), rezou, séculos atrás, rogando que se fosse salvo da tempestade que desabava sobre ele, entregaria-se à vida eclesástica... Foi o cara que depois pregou as 95 Teses na porta de sua igreja e fez explodir a Reforma Protestante. E podemos negar, apesar de engraçado, e da aparente (in)disposição de ir, que ele foi um vocacionado por Deus como muitos que estão por aí abençoando vidas?

Professor, advogado, palhaço, vendedor ambulante, policial, comerciante, chapeado, pastor ou o que for, seja sempre dedicado. E seja sempre uma bênção. Como cristão, ainda que você não saiba o que quer fazer na vida, tenha em mente:

“Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; vós, sim, que, antes, não éreis povo, mas, agora, sois povo de Deus, que não tínheis alcançado misericórdia, mas, agora, alcançastes misericórdia. Amados, exorto-vos, como peregrinos e forasteiros que sois, a vos absterdes das paixões carnais, que fazem guerra contra a alma, mantendo exemplar o vosso procedimento no meio dos gentios, para que, naquilo que falam contra vós outros como de malfeitores, observando-vos em vossas boas obras, glorifiquem a Deus no dia da visitação. – 2Pe 2. 9-12

Postado por Avelar Jr.
Também publicado no Não, Obrigado!

 

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Cid Guerreiro apresenta o seu Axé Gospel no Carnaval


Depois de fazer história na década de 80 com a música “Ilariê”, hit imortalizado pela Rainha dos Baixinhos, Xuxa, Cid Guerreiro inova ao se apresentar no Carnaval com composições de Axé Gospel. Atualmente, o cantor e compositor está promovendo seu novo disco, e vai tocar em cima do trio elétrico, misturando o ritmo da Bahia com canções que falam de Deus.
Cid Guerreiro é um dos precursores do Axé Music, começou a sua carreira há 25 anos em parceria com os cantores Luís Caldas e Sarajane, no trio Tapajós. Os amigos e parceiros seguiram seus caminhos e Cid Guerreio foi morar no Rio de Janeiro, quando compôs Ilariê e outros sucessos da Xuxa como “Tindolelê” e “Eu tô feliz”.
Para Cid, houve dois momentos do Ilariê. O primeiro momento foi de grande sucesso, o segundo foi de forte discriminação por parte dos evangélicos. Sua música foi acusada de fazer culto ao demônio. “Eu não fiz uma música que falava do diabo, a minha intenção era apresentar uma música que tivesse um refrão com uma sonoridade nova. Ilariê vem de hilário, hilariante”, explica Guerreiro.
As acusações não permitem que Cid diminua a importância que o Ilariê teve em sua carreira. A canção, para Cid, significou uma mudança definitiva em sua carreira profissional, um passo inicial para os grandes sucessos que o compositor faria.
Cid é evangélico há quatro anos e superou os momentos mais difíceis. “Nos meus testemunhos sempre digo que essa discriminação foi um dos motivos que me fizeram ficar tanto tempo fora da religião”, conta Cid. Agora o momento é de novos projetos. Atualmente, Cid está fazendo Axé Gospel, levando o ritmo baiano com religiosidade. “A Bahia é a terra de todos os ritmos. Está na hora de se abrir espaço para o Axé Gospel”, diz Guerreiro.
Ele promete repetir o sucesso de 2009 e trazer novamente em 2010 a experiência de misturar gospel e axé no Carnaval, em cima do trio elétrico. Cid vai trazer as músicas de seu disco Guerreio de Deus e levar a sua mensagem para o público: “Mesmo sendo o Carnaval uma festa da carne, nós temos que deixar o corpo para Jesus. Temos que deixar espaço para Deus tomar conta”.

10 coisas que você não deve fazer ao chegar as portas do céu!

 
Pesquisa personalizada