sexta-feira, 27 de agosto de 2010

O dia da desgraça



Tranqüilo esperarei o dia da desgraça, que virá sobre o povo que nos ataca (Hc 3.16)

A justiça pode parecer tardia, mas nunca é ausente. Deus ganha sempre. Nunca perdeu nem vai perder uma batalha sequer. Mas Ele não tem a pressa, que gostaríamos que Ele tivesse.

Precisamos acabar com a pressa. Um dos métodos bem-sucedidos para fazer isso é a prática de antegozar a justiça absolutamente certa, mas ainda distante. Essa foi a conduta de Habacuque: “Tranqüilo esperarei o dia da desgraça, que virá sobre o povo que nos ataca”.

Tranqüilo, e não agitado, nervoso, impaciente e vacilante. O “dia da desgraça”, o dia da manifestação pública do juízo, bem próximo ou muito distante, virá e isso é suficiente.

Essa tranqüilidade, além de evitar o desperdício de energia, impede a precipitação, a tentação de assumir o papel que pertence exclusivamente a Deus, como está escrito: “A mim pertence a vingança e a retribuição” (Dt 32.35). Na mesma passagem está escrito: “No devido tempo os pés deles escorregarão”.

Não me deixarei inquietar com a transitória predominância do mal contra o bem!

Retirado de Refeições Diárias com os Profetas Menores (Editora Ultimato, 2004).

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