quarta-feira, 28 de julho de 2010

Desabamentos



As comportas dos canais são abertas, e o palácio desaba (Na 2.6)


Logo o palácio? O palácio não é o prédio mais importante da nação? A sede do governo não está ali? Não é a casa do rei? Por que não desabaram as construções mais antigas ou mesmo aquele poste ou aquela ponte?

A Bíblia está cheia de desabamentos. Desabou a casa do filho mais velho de Jó e todos os filhos morreram (Jó 1.18,19). Desabou o templo de Dagom, o deus dos filisteus, sobre cerca de três mil homens e mulheres (Jz 16.23-30). Desabou a grande estátua do pesadelo de Nabucodonosor (Dn 2.31-35). Desabou a torre de Siloé, soterrando 18 pessoas (Lc 13.4).

O desabamento nem sempre é uma expressão de juízo de Deus. Também nem sempre é um mero acidente. Pode ser uma coisa ou outra.

O pior de todos os desabamentos aparece no final do Sermão do Monte. Jesus deixa bem claro que aquele que constrói seu edifício religioso, sua esperança, sobre a areia e não sobre a rocha, terá a infelicidade de ver o desabamento de tudo, mais cedo ou mais tarde (Mt 7.24-29).

Lerei e porei em prática o que está escrito nas Escrituras para não ver meu edifício religioso desabar!

Retirado de Refeições Diárias com os Profetas Menores (Editora Ultimato, 2004).

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