quarta-feira, 10 de março de 2010

Saudosismo



Fui eu quem ensinou Efraim a andar, tomando-o nos braços (Os 11.3)

Assim como o pai ou a mãe se lembram com olhos molhados de emoção do nascimento do bebê e de seus primeiros movimentos, Deus também se lembra ternamente de Israel: “Fui eu quem ensinou Efraim a andar, tomando-os nos braços”.

Essa lembrança se torna mais emotiva e chorosa se o pai ou a mãe comparam os dias de hoje com os dias de ontem, a docilidade da criança de então com a rebeldia do jovem de hoje. O relacionamento presente conduz à lembrança do relacionamento passado. Uma situação assim leva inevitavelmente ao saudosismo — o gosto superestimado pelo passado.

O saudosismo sobrevive de lembranças e por vezes lança mão também da imaginação. Na maior parte das vezes caminha das lembranças mais remotas para as lembranças mais recentes. Mas pode acontecer o inverso. De qualquer modo, o saudosismo é sempre uma incursão na história.

O saudosismo pode ser um instrumento de terapia, enquanto não for uma idéia fixa.

Não me afastarei do padrão básico de fé e de comportamento no tempo e no espaço.

Retirado de "Refeições Diárias com os Profetas Menores" (Editora Ultimato, 2004).

2 comentários:

História e Debate disse...

Parabenizo a todos que fazem o Veshame Gospel. Tenho não só acompanhado os posts, mas sou seguidor desse blog e resolvi divulgá-lo no meu. Sou pastor presbiteriano e tenho um blog de história. Gostaria se possivel, ver o meu blog divulgado no Veshame Gospel. Façam uma visita e veja se vale a pena. Abraço. Aguardo.
http://historiaedebate.blogspot.com/

Reflexões Bíblicas - Duarte Rego disse...

Parabéns pelo post.
Escrevi algo do gênero em meu blog recentemente.

O saudosismo pode ser um "pau de dois bicos"

Abraços.

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