domingo, 14 de fevereiro de 2010

O ídolo de madeira

Eles não clamam a mim do fundo do coração quando gemem orando em suas camas (Os 7.14)

O que está acontecendo com os israelitas? Qual é o pivô da queixa de Deus: “Eles não clamam a mim do fundo do coração quando gemem orando em suas camas”? O problema está na ausência de profundidade da oração ou no endereço da oração? Eles estão orando da boca para fora ou estão se dirigindo não a Deus, mas aos deuses estranhos?

Na verdade a queixa de Deus é de que os israelitas estão clamando do fundo do coração a outros deuses. Deus já havia denunciado isso de modo mais claro: “Eles pedem conselhos a um ídolo de madeira” (Os 4.12).

A prostituição sagrada é tão grave e generalizada que o povo regride a ponto de voltar à idolatria das nações vizinhas, moldando ídolos de prata e ouro, parecidos com os bezerros de ouro de Jeroboão ou com o “ídolo vergonhoso” de Baal-Peor (Os 9.10). Deus se vê obrigado a explicar: “Este bezerro procede de Israel! Um escultor o fez. Ele não é Deus. Será partido em pedaços o bezerro de Samaria.” (Os 8.6).

Prefiro orar a Deus que não tem ouvido, mas ouve, a orar ao ídolo que tem ouvido, mas não ouve!

Retirado de "Refeições Diárias com os Profetas Menores" (Editora Ultimato, 2004).
 

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