domingo, 28 de fevereiro de 2010

A glória que criou asas



A glória de Efraim lhe fugirá como pássaro (Os 9.11a)

Não é de uma hora para outra que se adquire glória. Ela custa muito caro. Exige tempo, coerência, ausência de escândalos, vitórias sucessivas e a bênção do Todo-poderoso. Mas o caminho inverso é muito diferente. Por qualquer loucura, por qualquer fracasso, a glória se retira bruscamente, de uma hora para outra.

Na linguagem realística de Oséias, “a glória de Efraim lhe fugirá como pássaro”. Ela está aqui e não mais estará. É como diz Zofar, um dos amigos de Jó: “[O orgulho] voa e vai-se como um sonho, para nunca mais ser encontrado, banido como uma visão noturna” (Jó 20.8). É como argumenta Salomão: “As riquezas desaparecem assim que você as contempla; elas criam asas e voam como águias pelo céu” (Pv 23.5).

Efraim brincou com a glória passada. Descuidou, prostituiu-se com os baalins, “baalizou-se” e pronto. Só resta pronunciar a palavra icabode, que significa “glória nenhuma” e confessar sem rodeios: “A glória se foi de Israel” (1 Sm 4.22).

Para trás de mim todo e qualquer descuido, todos os baalins da vida e todos os “icabodes”!

Retirado de "Refeições Diárias com os Profetas Menores" (Editora Ultimato, 2004).

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