quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

O ultimo post do ano - A equipe do Veshame deseja a todos um feliz 2010!




Para os seguidores, visitantes e habituais comentadores do Veshame, aos meus leitores em geral, os meus sinceros votos de uma boa passagem de ano e um excelente 2010, espero continuar a merecer as vossas leituras no próximo ano, e que os veshames diminuam!Nosso muito obrigado a todos!




quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Expulso, pastor processa igreja e pede R$ 1 milhão



Rafael Ferreira, que se diz ex-homossexual, acusa a Mundial de preconceito


Depois de denunciar que foi vítima de espancamento por parte de um colega de trabalho, o pastor Rafael Alves Ferreira foi expulso pelos dirigentes da Igreja Mundial do Poder de Deus, em Cuiabá. Rafael decidiu, então, mover uma ação de indenização por danos morais. Os advogados do pastor devem pedir uma indenização de R$ 1 milhão à igreja.

Em entrevista ao MidiaNews, Rafael contou que, quando estava dormindo, foi acordado "aos murros" por outro pastor, conhecido como Jademir. Segundo ele, a agressão pode ser justificada pelo fato dele ser "ex-homossexual".

Rafael garantiu que a agressão foi motivada pela intolerância do colega, que, segundo ele, não acredita na sua conversão à religião. Rafael era o responsável por conduzir os trabalhos da ala jovem da igreja da Capital. Frequentemente, ele ocupava espaço no Canal 8 (ex-TV Bandeirantes), arrendado pela Igreja Mundial do Poder de Deus para mostrar os trabalhos realizados pela instituição.

Tudo começou no fim de semana passado, quando Rafael decidiu registrar um boletim de ocorrência na Polícia Civil, registrando a agressão sofrida. A atitude do colega, para ele, é um gesto de preconceito, já que ele garante não praticar mais atos homossexuais. "Um pastor que é preconceituoso e homofóbico jamais pode ser chamado de pastor", afirmou.

Rafael Ferreira também revelou que, após o ocorrido, o pastor Jademir, acusado de cometer a agressão, ainda fez um comentário preconceituoso sobre o caso. "Ele ainda andou dizendo que o Ibama fez uma visita a ele, porque teria batido em um 'veado'", contou.

Ele também se disse indignado com o descaso da igreja, que o expulsou antes mesmo de ouvir a sua versão sobre os fatos. Na avaliação dele, isso é prova de que os dirigentes da Mundial não aceitam o fato dele ter sido homossexual e hoje ser convertido.


Fonte: MidiaNews





Charge do Veshame - Quem é quem?


terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Pastores capricham no visual por novos fiéis


É interessante verificar como os evangélicos hoje se colocam de maneira diferente à frente de seus horários na televisão. Silas Malafaia, por exemplo, sempre se mostra o mais seguro e convincente de todos, enquanto RR Soares, cantando e pregando, dá o tom de conversa com os seus seguidores. Mas não para por aí, embora se torne impossível discorrer sobre todos.

Os pastores e bispos da Igreja Universal, na Record ou fora dela, nunca mudaram a sua maneira de se apresentar. Camisa e gravata, sem paletó, e todos praticamente usando a mesma entonação no falar. Mas com uma importante diferença em relação ao passado: hoje estão mais elegantes, penteados e barbeados, e por certo usando algum perfume de marca.

Percebe-se que há toda uma produção por trás. Cenários bem cuidados e a visível intenção de atingir inclusive as classes mais favorecidas. Um trabalho diferente, por sinal, do que é realizado pelo ascendente Valdemiro Santiago, da Igreja Mundial do Poder de Deus, que prefere aparecer mais próximo de seus seguidores.

Camisa sempre suada, toalha no pescoço, não raramente é flagrado abraçando os que procuram as suas palavras e os seus milagres. Aliás, algo que Edir Macedo fazia no passado, e Santiago, um de seus antigos seguidores, nos dias atuais, faz melhor do que ninguém. Interessante verificar o que existe de diferente ou de coincidente entre eles.





 

Da série - O Senhor da Criação



 Clique na imagem e baixe para o seu PC

Outras imagens da série, clique aqui.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Congresso de avivamento da Assembléia de Deus com sorteio de carro 0km!




Confira o vídeo da abertura doAvivamento Total 2010 Assemléia de Deus Bom Retiro  


Fonte: http://www.adbomretiro.com.br (Assembléia de Deus Bom Retiro)

Nota do blog



Queridos leitores, a equipe do Veshame gostaria de pedir desculpas pela ausência de postagens nesses últimos dias! O motivo foi que houve um problema no BLOGGER, tornando quase impossível afixar comentários e, em alguns casos, impedindo mesmo a abertura da página principal do blog. Segundo informações da equipe do "BLOGGER" do Brasil, o problema aos poucos está sendo solucinado.Esperamos que já esteja tudo bem, até porque precisamos "tirar" o atraso.


sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

O Veshame Gospel e os Bichinhos de Jardim desejam a todos um Feliz Natal!


quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Cartaz com José e Maria na cama gera protestos na Nova Zelândia



Um outdoor colocado do lado de fora de uma igreja anglicana da Nova Zelândia, mostrando a imagem de Maria na cama com José, está provocando protestos de cristãos no país.

O outdoor traz a legenda Poor Joseph. God was a hard act to follow (“Pobre José. Foi difícil vir depois de Deus”, em tradução livre), sugerindo que a cena ocorreu após a Concepção do Menino Jesus.

Segundo o vigário da igreja St. Matthew-in-the-City, Glynn Cardy, a ideia do cartaz era questionar estereótipos e promover o debate entre os fieis sobre o nascimento de Jesus Cristo.

Mas a Igreja Católica condenou o outdoor, chamando-o de “inapropriado” e “desrespeitoso”.

Apenas horas depois de ser exibido em público, o cartaz foi vandalizado com tinta marrom.

Sátira

O vigário Glynn Cardy disse que o objetivo do cartaz era satirizar a interpretação literal da concepção de Cristo.

“Estamos tentando fazer com que as pessoas pensem mais sobre o sentido do Natal”, disse ele à agência de notícias New Zealand Press Association (NZPA).

(O Natal) tem a ver com um Deus espiritual masculino enviando seu sêmen para que uma criança nasça ou com o poder do amor em nosso meio?”, questionou.

Cardy disse à NZPA que a igreja recebeu e-mails e telefonemas sobre o polêmico outdoor.

“Cerca de 50% disseram ter adorado, e cerca de 50% disseram que era terrivelmente ofensivo”, disse ele, “mas foram cerca de 20 comentários sobre o cartaz. Isso é a Nova Zelândia.”

‘Ofensivo’

A porta-voz da Diocese Católica de Auckland, Lyndsay Freer, disse que o poster era ofensivo para os cristãos.

“Nossa tradição cristã de 2 mil anos diz que Maria permanece virgem e Jesus é filho de Deus, não de José”, disse ela ao jornal New Zealand Herald. “Um cartaz como esse é inapropriado e desrespeitoso.”

O grupo de defesa dos valores familiares Family First disse que qualquer debate sobre o nascimento de Jesus de uma Virgem deve ser realizado dentro da igreja.

“Confrontar crianças e famílias com o conceito, com um outdoor na rua, é completamente irresponsável e desnecessário”, disse o diretor do grupo Bob McCroskrie ao site de notícias stuff.co.nz.

Fonte: BBC Brasil

Caminho, Verdade e Vida



Siga-me.
Eu sou o caminho a verdade e a vida.
Sem o caminho não há como ir;
sem a verdade não há saber;
sem a vida não há viver.
Eu sou o caminho que você deve seguir;
a verdade que você deve crer;
a vida pela qual você deve esperar.
Eu sou o caminho inviolável;
a verdade infalível;
a vida sem fim.
Eu sou o caminho mais reto;
a verdade soberana;
a vida verdadeira, vida abençoada, vida incriada.

Autor - Thomas à Kempis, De Imatatione Christi, 1418

Conheça outros texto da série rabiscos - Clique aqui 

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terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Evangélicos querem que Microsoft mude o atalho para salvar documentos de CTRL+S para CTRL+J


Fundadores da Igreja Jesus Saves, autora da campanha.

Segundo o folhetim evangélico americano Moses Cradle Board News um abaixo assinado está circulando por diversas igrejas dos Estados Unidos pedindo para a Microsoft que a mudança da tecla de atalho para salvar documentos, o atual ctrl+s, mude para o ctrl+j.

A justifica dos evangélicos é que o J deve salvar, pois só Jesus Salva e também que o S é a letra inicial de Satã. “Há cada vez um número maior de evangélicos ingressando no mundo da informática e é interessante a personalização do produto para agradar esse nicho novo do mercado” explicou o consultor em informática Arnold Hadley.

Os líderes de diversas igrejas americanas defendem a mudança e afirmam que não se trata de fanatismo religioso. Segundo consta no trecho que justifica o abaixo assinado, a adoção da nova tecla de atalho significa “Uma homenagem ao Todo Poderoso e uma forma de lembrarmos, em nossos corações e reforçar em nosso subconsciente a importância de Jesus em nossas vidas”.

O reverendo Al Green apoiou a causa “Eu acredito que só Jesus salva e por isso a mudança é importante. Precisamos extinguir Satanás de nossas vidas, inclusive nas pequenas coisas” justificou.

Já para o diretor de relações públicas da Microsoft, Ronald Sailog, a história não condiz com a realidade, mas pode ser uma oportunidade de negócio “Eu não acredito realmente que eles pensem em uma ligação da Microsoft com Satã, é claro que o S é salvar. Mas nós analisaremos e talvez poderemos criar um versão gospel do Office, Já que há milhões de cristãos que utilizam computadores pessoais. É um mercado que não inclui somente evangélicos, e sim todos que acreditam em Jesus de alguma forma” relatou.

Por enquanto o abaixo assinado segue pelas igrejas, e uma posição oficial da Microsoft sobre a iniciativa popular só deve acontecer assim que o documento for recebido.


Fonte: Bobagento

Não aguento mais a teologia da prosperidade!


segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Medidor de bondade! MUITO BOM!


Covardes, calados.



É impressionante o número de pessoas que defende os profetas da prosperidade. Basta você postar algo sobre eles e o batalhão ultra fundamentalista entra em ação. Escrevi sobe o Malafaia e seus milhões arrecadados com a venda da Bíblia de R$900,00, neguinho só faltou me matar.

As defesas são as mais sem contexto que eles poderiam arrumar. "Não toque no ungido hein", "Cuidado com a língua", "não podemos criticar o ministério alheio", teve até gente falando que esses caras ajudam a gente a exercitar nossa fé!

Por favor, desculpem-me a maioria esmagadora dos leitores do blog que não precisaria ler isso, mas por conta da enxurrada de besteiras que tenho visto preciso me manifestar. Posso até estar correndo o risco de perder leitores com essa declaração, mas creio que João Batista, o apóstolo Paulo, Elias o profeta fariam o mesmo, sem medo de perder meia dúzia de seguidores. Prefiro fidelizar quem zela pelo evangelho puro, do que ficar agradando um bando de covardes que não tem o mínimo crivo bíblico para enxergar o mal irreparável que esses caras que se dizem pastores e missionários fizeram a igreja brasileira.

Portanto, pra você que defende a venda da Bíblia da unção financeira, pra você que adora a campanha da fogueira santa, pra você que acha normal um bando de pastores se reunir para bolar estratégias para limpar o bolso do povo, contando dinheiro em reuniões e rindo da cara do pobre, pra você que apoia até morrer gente criminosa que esconde dinheiro em Bíblias pra não ser flagrado pela federal e muitas outras peripécias vai aqui meu desabafo: "Bando de covardes é o que vocês são. Um grande bando de covardes."

Não me venham dizer frases como: "Seu coração está cheio de rancor" e etc, porque estou plenamente calmo e livre para escrever o que estou escrevendo, apenas percebi que vocês que são alcoviteiros desses aí, precisam acordar e enxergar que não dá mais pra investir em quem não prega o evangelho do Reino, a esses o póstolo Paulo escreveu o seguinte: "Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema." e prossegue no verso seguinte dizendo: "Assim, como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema."

Se algum de vocês ainda tem dúvida de que esses caras estão pregando outro evangelho, me desculpem mas está faltando leitura bíblica pra esse. E façam um favor ao mundo, calem a boca! Vocês estão trocando a maravilhosa oportunidade de ficarem calados pela engenhosa arte de falar besteiras sem tamanho. Então, façam um favor a humanidade, fiquem quietos.

E no mais, tudo na mais santa paz!


Autor: Pr. Marcio de Souza (Blog do autor) 

domingo, 20 de dezembro de 2009

Fora da prisão



Liberta-me da prisão, e renderei graças ao teu nome. (Sl 142.7.)

Prisão é muito mais do que aquele cubículo onde se coloca o culpado de algum crime. Pode ser uma situação temporária de intenso sofrimento para o qual parece não haver alívio de espécie alguma. Pode ser uma enrascada na qual se cai e da qual parece impossível sair devido ao emaranhamento das circunstâncias. Pode ser algum período de angústia insuportável, sem abertura, sem janela, sem sol, sem claridade. Pode ser a “prisão de Deus”, nome dado pelos antigos à doença. Pode ser a escravidão ao álcool, às drogas, à pornografia. Pode ser as quatro paredes da imaginação, dentro das quais nós mesmos nos colocamos.

Frente a qualquer tipo de encarceramento, a prece é a providência mais fácil e mais promissora. Foi o que o salmista fez: “Liberta-me da prisão e renderei graças ao teu nome” (Sl 142.7). Pois prisão é prisão mesmo. Nela não há portas abertas nem alçapões escancarados. Somente Deus pode soltar as algemas, adormecer profundamente os guardas e abrir os portões de ferro (At 12.6-12).

Além de dar comida aos famintos e de levantar os abatidos, “o Senhor liberta os presos” (Sl 146.7). É Ele que tem quebrado as correntes, despedaçado as portas de bronze e rompido as trancas de ferro para soltar o seu povo no correr da história (Sl 107.14-16). O próprio salmista é um dos agraciados: “Senhor, livraste-me das minhas correntes” (Sl 116.16). Por mais reforçada que seja, a prisão prende apenas a pessoa, não a sua súplica!

Retirado de “Refeições Diárias com o Sabor dos Salmos” (Editora Ultimato, 2006).

Enquanto isso, na sessão do descarrego - "Direito espiritual de ser próspero!"


sábado, 19 de dezembro de 2009

É possível amar o estranho?


 
“Amarás o teu próximo como a ti mesmo” ─ este enunciado, que é considerado um dos pilares básicos do Cristianismo, tem sido objeto de muitas interrogações através dos tempos.

O pai da psicanálise, que se debruçou durante toda a sua vida, estudando os meandros da alma humana, achou esquisita essa formulação Neo-Testamentária.

Podemos amar o inimigo? Isso é possível? O amor como algo precioso, se deve gastá-lo com qualquer que não o mereça ─, como àquele que nos é estranho?

Foi o psicanalista Jacques Lacan (1959 e 1960) quem se aprofundou no tema, fazendo uma releitura das obras de Freud (Judeu pelo lado paterno e Cristão pelo lado materno).

Lá onde Sigmund Freud parou, ante o paradoxo do enunciado cristão, Lacan retoma a especulação sobre o amor ao inimigo, afirmando categoricamente: “Amar o seu semelhante é amar a si mesmo; é amar ao outro, mas um outro, que está em mim mesmo, e não somente quando o outro é amável, mas também quando o outro conhece a angústia ou o sofrimento, pois esta angústia já foi ou poderá, talvez ser minha um dia. Amar o inimigo é entender que a maldade que eu pressinto no outro está igualmente em mim e não tem por efeito encorajar a agressividade, mas ao contrário, visa contê-la, limitá-la e fazer barreira. Se o outro é a minha imagem, lhe fazer mal será fazer mal a mim próprio. Destruir o outro seria um atentado contra meu próprio “eu”.

Quando nos lançamos sobre o outro com sadismo, ferocidade e ódio, ele já não é mais nosso semelhante, e sim um objeto a mercê de nosso bel prazer.

Na história que o evangelista Lucas conta do Samaritano, levanta-se uma questão: Por que este samaritano esteve tão tocado de compaixão? Por que ele e não os outros, representantes da Lei, que passaram de modo indiferente junto ao ferido? Talvez, simplesmente, porque neste homem ferido à beira da estrada, o Samaritano pode se enxergar. Ele teve a capacidade de se ver no outro. O sofrimento do outro era o seu sofrimento. Deve ser por este mesmo motivo que quando choramos sobre um doente, derramamos lágrimas sobre a imagem de nós mesmos, representado pelo moribundo.

Por outro lado, quando, com conhecimento de causa acusamos o outro de invejoso, estamos simplesmente corroborando que um dia já experimentamos secretamente a inveja, Ao ver ali a nossa frente o indivíduo com este sentimento a aflorar, reprovamos nele aquilo que já foi ou ainda faz parte de nós.

Se o outro não é percebido como nosso semelhante, se o outro não permite mais essa identificação, então surge a indiferença, que pode culminar lá mais na frente com a produção da agressividade.

Para a ontologia do relacionamento humano não importa, talvez, o que Deus é em sua essência, mas sim o que Deus é naquele que pensa diferente de nós. À medida que nos afastamos do outro que nos é estranho, nos distanciamos do verdadeiro “ser”.

O homem só pode corresponder à relação com Deus da qual ele se tornou participante, se ele na medida de cada dia atualiza ou vê Deus no outro e no mundo.

O pensar midiático dos dias atuais tem nos transformados em “estrangeiros” de nós mesmos. Ficamos exilados em nossas próprias casas. Sentenciados a entender os outros e por ninguém ser entendido. Por vezes, deixando a frivolidade errante que leva nossos pensamentos a lugares comuns, às vezes paramos e nos massificamos com o “isto” ou “aquilo”, provocadores de efêmeros gozos. Mas, logo, logo, somos transportados a um deserto, aonde iremos descobrir um raio de silêncio em meio ao infernal tumulto sem sentido do cotidiano. É neste silêncio que começamos a sentir, e ouvir o inominável “estrangeiro” dentro do nosso Ser, que nada mais é, que o nosso outro incomodado pela estranheza da diferença.

“Ao estrangeiro não afligirás, nem o oprimirás, pois estrangeiro fostes na terra do Egito”. (Êxodo 22: 21)

 Por Levi B. Santos  - extraído do seu blog Ensaios e Prosas

Charge do Veshame - "A paz irmão Ari"


sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Evangélicos honestos e evangélicos corrompidos, qual a diferença?



Os evangélicos precisam encontrar quem lhes compre o voto, o corpo, a sensibilidade, o tempo, a criatividade e a energia vital? Como resgatá-los de ideologias constituintes do vilipêndio da pessoa e do corpo, já discriminadas pela cor da pele, pelo tipo de cabelo, pela opção sexual, pelo peso e altura, se aí estão igualados na exposição da mídia como objeto de consumo do poder político? Sem falar do abuso do culto neoevangélico à corrupção (como no mito da Hidra de Lerna, monstro que habitava uma caverna e infestava o pântano por inteiro; serpente imortal, com nove cabeças indestrutíveis, hálito fétido capaz de destruir a vida ao redor).

Evangélicos oram após receberem propina. Parte da informação sobre o vídeo em que aliados do governador do Distrito Federal, alvos da Operação Caixa de Pandora, são denunciados publicamente. Cena repetida na mídia: "evangélicos agradecendo a prosperidade vinda da corrupção". O tema do povo infiel dá o tom para a pré-comemoração do Natal profano. Os textos bíblicos para o Advento, ao contrário, são quase apocalípticos: pregam a conversão, “metanoia”, fazem exigências éticas, criticam o culto e práticas religiosas sem justiça ao povo.

Isso pouco interessa aos neoevangélicos, mais uma vez apontados na corrupção política. O testemunho bíblico, pregação cortante contra a corrupção como aço temperado, é impressionante. Pessoas se comovem e se aproximam para perguntar: “Que devemos fazer?” (Lc 3.7-18). Prova da perplexidade: pessoas perceberam que o batismo cristão tem exigências quanto ao comportamento testemunhal. A resposta indica: “Convertam-se!”. No meio da sociedade brasileira somos iguais? Evangélicos honestos e corrompidos? O tripé que caracteriza a vida moderna -- dinheiro, poder e individualismo -- é a consagração da desigualdade até mesmo no nosso meio. Confundidos com a corrupção, quem diria hoje: “Evangélicos, reserva moral da nação”?

Jamais na história do mundo o culto à individualidade foi tão acentuado. Temos aqui um tempero forte para a religião da prosperidade. Característica principal da (anti)teologia neoevangélica. "Lamento que a religião esteja tão banalizada ao ponto de as pessoas não a verem como serviço a Deus e ao próximo, mas como servir-se da fé e do próximo; isso é uma inversão total de valores bíblicos", disse uma autoridade católica.

A perplexidade está na defesa dessa "religião", e que o povo evangélico se sinta justificado, confundindo ainda mais o que é verdadeiramente prosperidade como retribuição de Deus à fidelidade, fé, confiança (“emunah”), porque não há paz sem justiça em toda a Bíblia. Como admitir que Deus possa ser homenageado pela corrupção, chantageado ou transformado num caixa eletrônico, porque é fiel ao crente corrupto?

Recuperar a concepção da alma evangélica como totalidade viva (“nephesh”, no hebraico bíblico: corpo e alma, vida ética, pessoal e socialmente) torna-se uma tarefa prioritária de reconstrução do conceito para o cristão bíblico (“Eis que faço novas todas as coisas...”, Ap 21.5b). A integridade evangélica sofre violências incríveis, como a ganância pelo poder. Fome, sede, nudez, doença, prisão referem-se a este corpo ameaçado pelo mundo contemporâneo. Sistemas econômicos mortíferos tornam-nos mercadorias vivas (como lagostas no tanque de vidro de restaurante japonês).

Necessitamos da salvação de nós mesmos, inimigos que somos do projeto de Deus, enquanto apoiadores da religião da prosperidade. As multidões, cuja infidelidade é proverbial nas Escrituras, prostituem-se facilmente, por isso não escapam da exortação: “Raça de víboras, façam coisas que mostrem que vocês se arrependeram”. As alegações sobre o pertencimento a um povo eleito, álibi para desafiar as necessidades colocadas pelos profetas, são respondidas com veemência: “Eu afirmo que até dessas pedras Deus pode fazer descendentes de Abraão!”. O Novo Testamento explicita a alegria da justiça e da salvação que chegam. Sendo insensíveis, podemos ser substituídos até por pedras ou elementos naturais (“Digo-vos que, se estes se calarem, as pedras clamarão”).

• Derval Dasilio é pastor da Igreja Presbiteriana Unida do Brasil. www.derv.wordpress.com

Grandes sucessos do Mi$$ionário R.R $oares


quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Cantora Cassiane volta para MK Music com o rabo entre as pernas”...

 Ceia de Natal na MK Music está completa!


Ontem a MK Music esteve em festa! O motivo? Cassiane, o Fiesta Sadia, chegou a tempo da Ceia de Natal da gravadora. E como todo frango vem acompanhado de farofa, Jairinho também estava ao lado de sua esposa.



No site oficial da gravadora, uma singela nota registrou a visita de Cassiane e Jairinho na MK Music com direito a uma foto do casal com Yvelise de Oliveira – reparem no murro que a velha está prestes a dar em Jairinho caso ele não sorrisse.

E por falar em registro, o canal oficial da gravadora no YouTube hospedou mais de 5 vídeos da vista ilustre da “filha pródiga” ao terreno da inimiga felina. É nítido o desconforto de Jairinho, a aula “como se falsa por um dia” com Cassiane e a cara de “você vai ter que me engolir” a la Zagalo de Yvelise de Oliveira.

Na Rádio 93 FM, ao lado de Yvelise de Oliveira, Cassiane deixou uma mensagem sobre perdão. Já era de se esperar, não é mesmo minha gente? Ou vocês acham que ela iria falar sobre a Arca de Noé?

Ela bem que poderia falar sobre mentira, ganância… Enfim, falar a verdade! Mas como tem gente que ainda acredita que Pamela é inocente quanto as suas fotos, também existem aqueles que acreditam que Cassiane e Yvelise de Oliveira se amam no amor de Cristo… Pobres almas!

Para saber mais sobre o “Dia da Falsidade” na MK Music, é só seguir a Alomara no Twitter, acessar o Site Oficial da gravadora e o YouTube.

PS: O próximo CD da cantora sairá pela gravadora em 2010.



Noite feliz na terra de ninguém: Natal de 1914



No Natal de 1914, em plena Primeira Guerra Mundial, soldados ingleses e alemães deixaram as trincheiras e fizeram uma trégua. Durante seis dias, eles enterraram seus mortos, trocaram presentes e jogaram futebol

Finalmente parou de chover. A noite está clara, com céu limpo, estrelado, como os soldados não viam há muito tempo. Ao contrário da chuva, porém, o frio segue sem dar trégua. Normal nesta época do ano. O que não seria normal em outros anos é o fedor no ar. Cheiro de morte, que invade as narinas e mexe com a cabeça dos vivos – alemães e britânicos, inimigos separados por 80, 100 metros no máximo. Entre eles está a “terra de ninguém”, assim chamada porque não se sobreviveria ali muito tempo. Cadáveres de combatentes de ambos os lados compõem a paisagem com cercas de arame farpado, troncos de árvores calcinadas e crateras abertas pelas explosões de granadas. O barulho delas é ensurdecedor, mas no momento não se ouve nada. Nenhuma explosão, nenhum tiro. Nenhum recruta agonizante gritando por socorro ou chamando pela mãe. Nada.
E de repente o silêncio é quebrado. Das trincheiras alemãs, ouve-se alguém cantando. Os companheiros fazem coro e logo há dezenas, talvez centenas de vozes no escuro. Cantam “Stille Nacht, Heilige Nacht”. Atônitos, os britânicos escutam a melodia sem compreender o que diz a letra. Mas nem precisam: mesmo quem jamais a tivesse escutado descobriria que a música fala de paz. Em inglês, ela é conhecida como “Silent Night”; em português, foi batizada de “Noite Feliz”. Quando a música acaba, o silêncio retorna. Por pouco tempo.
“Good, old Fritz!”, gritam os britânicos. Os “Fritz” respondem com “Merry Christmas, Englishmen!”, seguido de palavras num inglês arrastado: “We not shoot, you not shoot!”(“Nós não atiramos, vocês também não”). 

Estamos em algum lugar de Flandres, na Bélgica, em 24 de dezembro de 1914. E esta história faz parte de um dos mais surpreendentes e esquecidos capítulos da Primeira Guerra Mundial: as confraternizações entre soldados inimigos no Natal daquele ano. Ao longo de toda a frente ocidental – que se estendia do mar do Norte aos Alpes suíços, cruzando a França –, soldados cessaram fogo e deixaram por alguns dias as diferenças para trás. A paz não havia sido acertada nos gabinetes dos generais; ela surgiu ali mesmo nas trincheiras, de forma espontânea. Jamais acontecera algo igual antes. É o que diz o jornalista alemão Michael Jürgs em seu livro Der Kleine Frieden im Grossen Krieg – Westfront 1914: Als Deutsche, Franzosen und Briten Gemeinsam Weihnachten Feierten (“A Pequena Paz na Grande Guerra – Frente Ocidental 1914: Quando Alemães, Franceses e Britânicos Celebraram Juntos o Natal”, inédito no Brasil).

Por: Bruno Leuzinger

Clipe da Ratinha: "Pede agora o Espírito Santo"

Vejam que clipe tosco! A Wendy Sulca que se cuide...

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Pastor Pilão descendo a imigrantes com sua ferrari 360 moderna


Ainda tem gente de Deus - Stênio Marcius canta a canção "acordo"

 

Música: Acordo
Composição: Stênio Marcius


Me diga, andorinha, você que já voou o mundo inteiro
Se houve um momento só, por cima de um continente,
Por sobre qualquer cidade, em que te faltou o céu?
Será que o infinito espaço a teu redor é suficiente
Pra voares livre e viver feliz?

Me diga, peixinho dourado, senhor do vasto oceano
Que brinca nas correntezas, se esconde em velhos navios
Mergulha nas profundezas, sem nunca chegar ao fim
Será que os 7 mares que são teus têm bastante água
Pra nadares livre e viver feliz?

Puxa uma cadeira, minh'alma, que eu quero te perguntar
Porque me roubas a calma, me botas tristeza no olhar?
Vamos entrar num acordo, vida tranquila viver
Lembra daquilo que o Mestre falou:
"A minha Graça te basta!"

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

$uper $anta Ceia Feliz



Cada dia que passa eu fico mais aterrorizado com as tendências da “gospelização” do evangelho. Tá, eu sei que “gospel” é evangelho em inglês e poderia ser redundante, mas não é em português. Estou usando esse termo para explorar a acepção comercial que ele ganhou ao substituir a palavra “sacra” no mercado fonográfico (música “sacra”; música gospel. Convenhamos: o “gospel” não é muito “sacro” hoje em dia); e também porque este termo ganhou uma penetração e popularização vertiginosa devido ao crescimento da população evangélica e do mercado voltado a esse segmento. “Gospel” sempre aparece nas embalagens de cacarecos evangélicos para vender. “Gospel” é “fashion”, vende, é “cool”, é “forward-looking” (termos em inglês, por alguma razão, sempre apelam mais para a simpatia dos consumidores, como os R$, 0,99 centavos no final dos preços). “Gospel” é diferente de "evangelho", que é cafona, quadrado, “coisa de crente” - por isso uso aquele termo no sentido pejorativo de “fé-comércio”.


O movimento “gospel” é repleto de novidades para não ficar obsoleto, e sempre apela com aquele quê de “você precisa disso”, usando Jesus como seu garoto-propaganda (Não o Jesus Luz, da Madonna), mas sem nenhum respeito ou reverência que lhe são devidos, a fim de conquistar os corações mais fervorosos e lucrar.


Sempre achei que desde que a discussão sobre a fermentação ou não do pão da Santa Ceia (que foi uma das razões para o Grande Cisma – a separação da Igreja em Católica e Ortodoxa, séculos atrás), esta ordenança teria ficado imune a grandes inovações teológicas e controvérsias. Entretanto, fiquei sabendo hoje que já existem pessoas pregando que a Ceia do Senhor seja abolida, e, lógico, baseando isto na própria Bíblia que nos manda celebrá-la!


Isso me lembrou de que, há algum tempo, ouvi falar de um pastor que acrescentou outros elementos simbólicos à Santa Ceia (que “antigamente” era celebrada com pão e vinho). “Felizmente”, alguns deles não chegaram a ser Fandangos sabor presunto ou Mentos e Coca-Cola. Mas, com que direito se modifica uma celebração que o próprio Jesus instituiu, em que o pão simboliza seu corpo e o vinho seu sangue, e que deveria lembrar-nos de sua morte voluntária para pagar a pena de nossos pecados, ao mesmo tempo que testemunhamos a fé na sua volta até que ela ocorra?


Ainda bem que não tem uma rede de "fast-food" gospel (Pelo menos eu não conheço nenhuma, mas, se houver, não me avisem!). Se não, com certeza, já teríamos notícias de uma “Santa Ceia Drive-Thru” ou de um telefone de encomendas para entrega em domicílio de um “Kit Melq(uesedeque) Super Santa Ceia Feliz”!


Mas é claro, lógico e evidente que um “Kit Melq Super Santa Ceia Feliz” somente teria valor memorial, e “unção”, se fosse ingerido com a família diante de um culto veiculado por uma TV a cabo “gospel”.


Com tantas ideias mirabolantes do meio evangélico, vindas de vários lugares, cada uma mais bizarra que a outra, e na velocidade da luz, a única coisa que me surpreende é que, até agora, não inventaram um concurso de “doutrinas” e “moveres” com premiação, reconhecendo o talento e a criatividade de indivíduos cujo engenho em aproximar a fé e o comércio, seguindo os moveres capitalistas dos “ungidos” desses Brasilzão (e dos States), os quais mexem uns milionésimos de porcento no nosso PIB e deixam, pelo menos, os seus consumidores e o Fisco muito contentes (isso quando não ocorre junto coisas como lavagem de dinheiro, sonegação de impostos e evasão de divisas...).


Mas eu vou parando por aqui, que eu não quero dar mais ideias (e preciso registrar com a máxima urgência a patente destas antes que alguém o faça).


Fonte: Vi no blog nao-obrigado

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Freddie Mercury Prateado entrevista o "pastor" Marco Feliciano


"Oração da propina" escandaliza e arranha credibilidade de evangélicos


 

(ALC) A Ordem dos Ministros Evangélicos do Gama, cidade satélite de Brasília, protocolou na Câmara Legislativa do Distrito Federal pedido de cassação de mandato do governador José Roberto Arruda, suspeito de comandar esquema de corrupção que inclui a distribuição de dinheiro a deputados da base aliada.

A representação da Ordem dos Ministros Evangélicos foi encaminhada na quarta-feira, 2, pelo pastor Oséa Rodrigues de Oliveira, depois que a Polícia Federal deflagrou, no dia 27 de novembro, a operação Caixa de Pandora.

Arruda, do partido DEMocrata, aparece, numa das gravações, recebendo dinheiro do seu ex-secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa, autor das denúncias. As imagens mostram políticos acomodando o dinheiro em sacos de papel e meias.

Evangélicos ficaram escandalizados com a “oração da propina”, proferida pelo presidente da Câmara Legislativa, deputado Leonardo Prudente, do DEM, e pelo corregedor da casa, deputado Júnior Brunelli, do Partido Social Cristão (PSC), acusados de envolvimento no esquema de corrupção. Na oração, eles agradecem a Deus pela “bênção” de terem Durval Barbosa em suas vidas, que integrava o governo Arruda.

Indagado sobre o uso e significado da oração quanto a questões públicas, o pastor presidente da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), Walter Altmann, esclarece que ela é uma interlocutora “confiante e despojada com Deus”, mas nunca um instrumento de busca ou registro de benefícios pessoais injustificados.

Pessoas cristãs também intercedem em favor das autoridades constituídas, “pedindo a Deus que as oriente em suas ações, para que estejam sempre voltadas ao interesse público, em particular às necessidades das pessoas mais vulneráveis.”

Altmann destaca que a Igreja não foi constituída para ser um balcão de negócios, mas é a comunidade de pessoas falhas, mas agraciadas que exercem a liberdade cristã obtida no serviço desinteressado ao próximo e no louvor a Deus.

A IECLB, disse, espera que as responsabilidades no caso do escândalo do DEM em Brasília sejam apuradas exaustivamente e que as instâncias competentes tomem as medidas cabíveis ansiadas pela população.

A Câmara Legislativa do Distrito Federal recebeu oito pedidos de “impeachment” do governador. À imprensa, Arruda disse que o dinheiro que recebera era para comprar de panetones que seriam distribuídos aos pobres.


Fonte: http://www.alcnoticias.org/

Charge do Veshame - A culpa é sempre do diabo???







sábado, 12 de dezembro de 2009

Como já dizia o Cazuza " Vamos pedir piedade, SENHOR PIEDADE!"


"Junto aos rios da Babilônia nós nos sentamos e choramos "



Junto aos rios da Babilônia nós nos sentamos e choramos com saudade de Sião. (Sl 137.1.)

Junto aos rios da Babilônia. Depois da queda de Jerusalém no ano 586 a.C. Poderia ser em muitos outros lugares e em muitas outras ocasiões. Poderia ser no Egito, na Assíria, na antiga União Soviética, na Europa. Poderia ser nos campos de concentração de Berger-Belsen, Buchenwald e Dachau, na Alemanha; no campo de concentração polonês de Auschwitz; ou no campo de concentração de Mauthausen, na Áustria.
Poderia ser junto ao rio Reno, na Alemanha nazista, na primeira metade do século 20.

Junto aos rios da Babilônia — os rios Tigre e Eufrates (os mesmos que cortavam o Jardim do Éden) e os muitos canais que haviam por ali. Durante o exílio forçado de sete décadas. Bastante longe da saudosa Sião, do saudoso Templo, a habitação do Senhor, dos parentes que permaneceram na saudosa pátria e dos saudosos tempos de paz com Deus. Tudo cheira saudade, melancolia, nostalgia, tristeza e dor.

Os opressores de então eram muito ingênuos ou muito insensíveis ou muito cínicos. Pois pediram aos exilados que cantassem para eles canções alegres, uma das canções do hinário de Sião. Eles atiçaram a memória e a saudade do culto e das assembléias solenes, da banda e do coro dos levitas, do Santo Lugar e do Lugar Santíssimo, dos gestos e das roupas do sumo sacerdote, do altar e do gazofilácio, dos sábados e das luas novas, da Páscoa e da festa dos tabernáculos.

Os oprimidos reagiram de modo correto: sentaram-se e choraram às margens do Tigre e do Eufrates. Suas harpas penduraram-se nos salgueiros que ali havia e negaram-se terminantemente a cantar as canções do Senhor fora da pátria, em terra estrangeira (Sl 137.1-4)!

Retirado de “Refeições Diárias com o Sabor dos Salmos” (Editora Ultimato, 2006)

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Minha declaração de não-fé



Existem várias e diversas declarações de fé. São documentos históricos importantes que servem como resumo daquilo que uma comunidade ou localidade específica crê. A mais conhecida delas é o Credo Apostólico, em que todo cristão se vê identificado. Há a Confissão de Westminster, a Helvética, a da Guanabara, o Pacto de Lausanne, entre outros.

Porém, como vivemos em um tempo estranho (passamos daquilo que Francis Schaeffer denomina “linha do desespero”) onde o “não” significa “sim”, o “sim”, talvez” e o “talvez”, “quem sabe, pode ser, passa lá em casa para tomar um café”, resolvo fazer uma confissão de fé diferente. Faço uma confissão de não-fé.

Não creio que o Espírito Santo mude de ideia a cada seis meses, feito barata tonta, teleguiado por gente com desejos inconfessáveis.

Não creio que Deus tenha se “esquecido” de derramar seus dons por dois mil anos, reavivando somente agora alguns dons específicos, como línguas.

Não creio em apóstolos auto-nomeados, auto-ordenados e auto-consagrados. Napoleão Bonaparte sagrou-se imperador e deu no que deu.

Não creio na autoridade bíblica de pessoas que não se submetem a outros, em atitude de total arrogância e prepotência, fazendo do espelho e do afago bajulador os melhores aliados.

Não creio que Deus tenha eleito pessoas especiais dentro de sua eleição salvadora. Tropa de elite é coisa só de filme, ou de polícia.

Não creio na total autonomia humana em fazer escolhas certas sem a ação direta de Deus, especialmente em relação à salvação. Se posso mudar de ideia sobre o que almoçar, quanto mais para algo tão importante quanto seguir a Jesus!

Não creio que meu ego, corrompido pelo pecado, seja um referencial na minha adoração a Deus. Não creio ainda que a adoração deva ser necessariamente individual. A experiência coletiva é altamente benéfica para quebrantar potenciais megalomanias.

Não creio que a submissão, ou melhor, a subserviência da igreja ao Estado seja algo do agrado de Deus. A história se repete como farsa, como bem disse Karl Marx, e Constantino serve de aviso contra a tentação de se aliar ao poder temporal e poder espiritual.

Não creio que constituições, estatutos, manuais, apostilas e coisas parecidas tenham o mesmo peso das Escrituras na vida de um cristão.

Não creio que o ego ou o espelho sejam padrão e medida para a espiritualidade e conduta na vida cristã de outros. Se temos a Bíblia como fonte inesgotável de sabedoria, qualquer tentativa de ir além disso é confissão de farisaísmo.

Não creio em barganhas com Deus. Se eu fosse abençoado única e exclusivamente com a salvação eterna, sem nenhuma bênção aqui na terra, ainda assim teria muito o que agradecer. Afinal, Deus salva e abençoa não por obrigação e pressão, mas por amor e misericórdia.

Não creio no divórcio entre minha vida religiosa e minha vida, digamos, “civil”. Os puritanos tinham um lema genial: “Aquilo que você faz fala tão alto que não consigo escutar aquilo que você diz”. São separações assim que geram episódios bizarros como a “oração pela propina alcançada”.

Não creio em demônios que tomam conta de certas regiões geográficas, ou mesmo de anjos que os combatem nessas mesmas regiões.

Não creio em copo de água em cima da televisão, rosa ungida, toco de carvão, corredor de sal grosso e outras “macumbas gospel”. Os sacramentos são elementos comuns (pão, água, vinho) que servem de canal para a graça em nossas vidas. Mas tudo o que citei anteriormente, em vez de ser só uma cópia malfeita dos sacramentos, é, em sua essência, tentativa de manipular um pretenso mundo espiritual a favor daquele que pede.

Vou terminar minha declaração de não-fé com uma declaração de esperança: “Creio e espero que Deus, em sua infinita graça, venha restaurar os corações e as mentes da igreja evangélica brasileira, tornando-a saudável e livrando de seus tumores e mau humores. Derrama sua graça sobre nós, Senhor!”.


Rodrigo de Lima Ferreira, casado, duas filhas, é pastor da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil desde 1997. Graduado em teologia e mestre em missões urbanas pela FTSA, hoje pastoreia a IPI de Rolim de Moura, RO.

Enquanto isso, na sessão do descarrego - Ex-noiva de Exu caveira


quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Bezerro "divino" nasce com cruz na testa.



Família americana acha que o bovino é um enviado do céu´.
Todo mundo sabe que as vacas são sagradas na Índia. A gente nem sabe direito qual é a religião dos indianos (em tempo, a maioria deles é hindu) ou que língua eles falam (de novo, a maioria fala hindi). Mas, a gente conhece a história de que na Índia ninguém come carne de vaca e que lá os bovinos andam soltos pelas ruas.
Bem, a cidade de Sterling não fica na Índia. Esse vilarejo rural está incrustado na divisa dos Estados de Connecticut e Rhode Island, no leste dos Estados Unidos. Mas lá, os moradores estão falando que um bezerrinho é um enviado do céu.
Moses (Moisés, em inglês) nasceu com uma marquinha em forma de cruz na testa. Foi o suficiente para que todos na cidade achassem que o animal trazia uma mensagem de Deus.
Seu dono, Brad Davis, acredita que o boizinho é sagrado. No entanto, o americano ainda não conseguiu decifrar a mensagem que o bovino teria trazido do céu.
Em entrevista ao jornal Norwich Bulletin, o professor Ric Grummer dava a entender que, mais uma vez, a ciência iria acabar com a fé das pessoas. Segundo o cientista, é bem normal um boi Holstein como Moses nascer com algumas marcas brancas. No entanto, sua revelação seguinte foi surpreendente.
- Uma marca de forma de cruz é bem incomum. Eu diria que o sinal de Moses é único.







Carteira Profissional de Pastor?


quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Da série - Vamos pensar um pouco: Brasil Laico, a grande mentira.



As autoridades brasileiras enfrentam um grande dilema quando precisam separar o religioso do secular, e, nesse afã de legislar as questões étnicas, religiosas e culturais costumam se perder. Sim, porque as etnias possuem culturas religiosas e culturais; e estas, geralmente são culturas advindas de crenças e práticas religiosas.

Os constituintes de 1988 tentaram separar a igreja do Estado, mas, enraizada na cultura brasileira, a igreja – e me refiro à igreja católica apostólica romana – continua a gozar de privilégios únicos na nação. Agora um projeto que entrou em regime de urgência favorece a igreja de Roma em todos os setores da sociedade brasileira. Confesso que não tive acesso ao teor do projeto.

Existem perguntas que precisam ser respondidas: Quem mantém a iluminação das catedrais, a reforma de templos católicos históricos e outros benefícios? E as grandes instituições de caráter filantrópico que não fazem filantropia, como Universidades e hospitais que não mais atendem ao pobre e ao necessitado, mas que continuam isentas de impostos? E ouvi dizer que em algumas cidades o imposto de transmissão ITBI vai para os cofres da igreja!

Um véu de mistério encobre essas e outras questões. Quem fiscaliza a grande quantidade de dinheiro que é recolhido ou ofertado pelo povo nas grandes festas das padroeiras? E onde é aplicado o dinheiro? E o lucro dos objetos religiosos vendidos em Aparecida do Norte? Recolhem-se os impostos devidos ao Estado? São questões que não incomodam a sociedade brasileira, porque o Estado laico fecha os olhos em tudo o que se refere aos católicos romanos, mas os mantêm bem abertos quando se trata da igreja evangélica.

É aqui que o Brasil mente pra si mesmo. Não somos um Estado laico, mas católico romano. Constitucionalmente o Estado é laico, na prática é católico romano. Haja vista o envolvimento dos governos sempre que um Papa visita o país. Quem arca com as despesas?

Ora, que se use um mesmo peso e uma só medida para todas as religiões e igrejas, porque o Estado é laico, não religioso.

Existe um rumor de que os templos católicos sejam extensão da Sé de Roma, uma espécie de consulado, e que, portanto, são invioláveis. Ora, não sei se isto é verdade – que me respondam com documentos comprobatórios os que desse tema sabem – porque se o for, então não podem recolher ofertas nem dízimos, por se tratarem de consulados. Mas, é aqui que as autoridades se perdem, porque Roma tem um poder religioso, social e político sobre as nações do mundo, e consegue, pelo que se vê, manter as benesses político-sociais de que precisa.

Separar o religioso, isto é, a igreja do laicato é tarefa hercúlea. Porque este é o Brasil indecifrável, místico, em que fé e política, ação social e ideologias se mesclam e se enraízam formando uma nova cultura. Num país em que o religioso e o secular vivem lado a lado – nem sempre harmoniosamente – desde os tempos do império, é preciso coragem para legislar e separar a religião do Estado.

Existe ainda muito preconceito contra tudo o que não se afirma como católico romano. Ou estou errado ao fazer este juízo?

Ora, num Estado laico não se pode manter símbolos religiosos em locais públicos, é o que afirma o Ministério Público Federal de São Paulo. Reagindo contra a ação pública que o MPF ajuizou em São Paulo, o Ministro Gilmar Mendes do Supremo reagiu com ironia: “Tomara que mandem retirar o Cristo Redentor”.

A questão não é a presença de símbolos religiosos – esses fazem parte da cultura ocidental cristã. A Cruz e o crucifixo são os símbolos mais vistos nas repartições públicas, nas escolas, nos tribunais de justiça, e olhando-se pela ótica positiva estão ali para lembrar que um homem fez a diferença dois mil anos atrás, morrendo a favor dos pecados da humanidade. A partir dessa leitura, esses símbolos são bons.

Por outro lado, deve-se respeitar os que nesses símbolos não acreditam, e, sendo laico, o Estado deveria retirá-los das repartições públicas! Um Estado deve ser imparcial e respeitar todas as crenças sem favorecer a estes ou aqueles. Assim, as estátuas religiosas dos católicos e das religiões afro-brasileiras, e também os monumentos à Bíblia deveriam ser retirados dos locais públicos. Em certo sentido, os espaços públicos, como praças, praias, entradas de cidades e montes ficariam mais natural sem esses monumentos religiosos. O Cristo Redentor no Rio deveria acolher ao seu lado outras representações religiosas.

Não seria isso, no entanto, uma afronta à espiritualidade do povo? Pois, procedendo assim, negaremos nossa herança cristã. Pedi a um amigo, bispo de uma igreja, que me desse sua opinião, já que ele exerce alta função em defesa das leis. E ele me disse:

“Estado laico é aquele que não toma partido em matéria de religião, isto é, não favorece religião alguma. O objetivo da regra não é proteger o Estado e sim a liberdade de culto. Impede-se que o Estado restrinja a liberdade de culto, seja perseguindo, seja favorecendo excessivamente certa confissão religiosa. Os símbolos são expressão de cultura e não ofendem o Estado laico. Nem os feriados, ou o Cristo Redentor, e nem a estátua de Têmis nas portas dos Tribunais”.

“A constituição americana foi a primeira a dispor sobre a matéria e diz o seguinte:  "O Congresso não aprovará nenhuma lei relativa ao estabelecimento de religião ou que proíba seu livre exercício". Esse é o espírito da regra, proteger a liberdade de culto. Não visa a dar ao Estado uma faceta exclusivamente secularizada, despida absolutamente de suas raízes religiosas. Os símbolos, ainda que católicos, são cristãos e, a meu ver, nos interessam, pois mantém viva a lembrança que a nossa herança, inclusive quanto ao modelo de Estado, é cristã. Idéias como a democracia, dignidade da pessoa humana, solidariedade, etc., obviamente possuem fontes cristãs, e assinalar isso simbolicamente não implica qualquer prejuízo à regra do Estado laico.”

Falou. E eu acrescento:

O que não deve ocorrer num Estado laico são os benefícios do Estado à igreja de Roma em detrimento das demais. Em inaugurações públicas lá está o bispo diocesano, ou o padre da paróquia representando Roma, e por que não se convidam os líderes de outros grupos sejam estes evangélicos ou não? Os direitos devem ser estendidos a todas as religiões, sim, até àquelas de que não gostamos. O Estado que se diz laico, não poderia beneficiar este ou aquele grupo. Ou beneficia a todos, ou não leva ninguém para a inauguração. Se um bispo católico romano é convidado, todos os líderes que representam outras religiões daquela região devem ser convidados também.

As religiões têm seus símbolos religiosos. A cruz faz parte do cristianismo, assim como a espada e a meia-lua fazem parte da cultura islâmica e o martelo e a foice da religião comunista.

É bom que este tema seja levantado num momento em que o projeto de lei 1736/2009 estará sendo apreciado e votado pelo plenário.

No jornal Estado de São Paulo (11/08/2009) Gilmar Mendes declarou: “Se aprofundarmos essa discussão e formos radicais, vamos rever o calendário? Nós estamos agora no ano de 2009, que significa 2009 anos depois de Cristo. Vamos colocar isso em xeque? O próprio calendário, o sábado, o domingo, será revisto? A Páscoa, o Natal?”, questionou. “Muito daquilo que se diz que é algo religioso, uma expressão de símbolo religioso, na verdade é uma expressão da civilização ocidental cristã”, opinou.

Tem razão, neste ponto, o ministro, porque o calendário, os domingos, o Natal e a Páscoa têm origem na cristandade.

Mas, senhor ministro, se vivêssemos num Estado laico, como os ateus querem que vivamos, desapareceriam todos os feriados religiosos da nação, como o Natal, a Páscoa, o 2 de Novembro, o 12 de Outubro e outras datas em que se cultuam os santos católicos. É bom e ruim. Bom, porque prevaleceria o bom senso, e os verdadeiramente cristãos não precisariam se submeter a tais feriados. Ruim, porque seria a negação de uma cultura cristã, seja católica ou protestante.

Já pensou nisso? É aqui que o Estado deveria agir como laico – mas, a grande mentira é que se defende um Estado laico à parte do que é religioso, enquanto o próprio Estado continua a ser bem religioso – e a favor dos católicos romanos.

 O Brasil deve ser laico sem favorecer a católicos, protestantes, budistas ou a quem quer que seja. O Brasil laico de hoje é uma farsa, uma grande mentira a céu-aberto.

É de se pensar.


Autor: Pator João A. de Souza Filho.

Ex pastor evangélico revela truques psicológicos de como arrancar dinheiro dos incautos




terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Conheça os segredos da dieta de Jesus para você emagrecer com saúde



 
A dieta de Jesus foi um dos grandes temas das reportagens sobre alimentação saudável de 2009. Pregando uma alimentação parecida com a seguida por Cristo, esse regime alimentar proíbe o consumo de carnes de animais que ruminam e incentiva consumo de pães, peixes e até vinho. Confira mais detalhes sobre essa dieta, listados no livro homônimo, da autora Heloisa Bernardes.
 
Segundo a autora, a dieta inspirada na alimentação registrada na Bíblia permite a ingestão de pães graças à capacidade desse alimento de baixar o nível do colesterol ruim no sangue, aliviar a prisão de ventre e aumentar a sensação de saciedade. Para melhorar seus benefícios, opte pela versão integral e fique atenta ao consumo.
 
Peixes também estão liberados por serem fontes de nutrientes e gorduras poli-insaturadas como o ômega-3, que diminui os riscos de doenças cardiovasculares e combate o mau colesterol. Esse alimento também possuí proteínas que favorecem o processo de digestão.



Também graças as suas gorduras do bem, o azeite está presente na alimentação inspirada nos tempos bíblicos. Considerado um alimento funcional, o azeite diminui a mortalidade por infarto.


 

Entre as ervas a recomendada para o consumo é o alecrim. Seus ramos perfumam as receitas, tornando mais simples a diminuição do consumo de sal, são diuréticos e auxiliam na digestão.

 
Como em toda boa alimentação, as verduras e legumes também se fazem presente. Fonte de sais minerais e vitaminas, a alface recomendado pela dieta tem pouquíssimas calorias, diminui o inchaço e ainda tem efeito calmante.

E como nem só de saladinhas sobrevive uma pessoa de dieta, o livro sugere também o consumo moderado de vinho. A bebida tem substâncias antioxidantes que preservam a saúde do organismo, além de auxiliar na digestão e prevenir males como pedras nos rins, segundo estudo da Harvard.









                                                                                                                 
Fonte: Abril

Deus não é servo. Deus é Deus!



Ando muito entristecido com algumas coisas que vejo por aí. Isso não é novidade e não sou o único. O respeito para com Deus acabou faz muito tempo (isso não é necessário dizer!) mas o que mais me incomoda é que até mesmo dentro das igrejas isso tem acontecido. Já não se vê tanta reverência como antigamente (e olha que não sou tão velho assim).

Não quero aqui acusar ou julgar ninguém. O que pretendo é apenas externar minha revolta e tristeza diante de tantos absurdos que andam acontecendo. É claro, sou homem e como tal estou sujeito aos mesmos erros.
Uma das coisas que mais me deixa indignado nos dias atuais é o fato de as pessoas – e eu digo isso me referindo a líderes religiosos – acharem que Deus é seu servo. Ou seja: Deus tem que me dar um carro/uma casa/uma esposa/um emprego/etc…  Ah, se Deus não fizer eu paro de ir à igreja(!). Meu Deus, quanta aberração!

Deus abençoa sim aos seus filhos e nisso Ele tem grande prazer. Entretanto existem princípios para isso, e princípios devem ser observados, seguidos.  Quer um exemplo bem prático? Vamos lá!

No capítulo 6 de Mateus, na primeira parte do versículo 33, Jesus conversando com seus discípulos os exortava exatamente sobre isto, dizendo: “Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça…”. No contexto deste relato vemos que o Senhor estava os orientando a respeito das inquietações da vida. Certamente havia no meio deles alguém preocupado com as contas a pagar, com os problemas cotidianos. Coisa normal de qualquer ser humano, mas o ponto crucial desta mensagem é justamente isso: crer que ao se viver uma vida de comunhão com Deus, buscando sempre em primeiro lugar o reino de Deus e sua justiça, o próprio Deus se encarrega de cuidar de nossa vida. Quero dizer com isso que ao se buscar uma vida com Deus, devo cruzar os braços e esperar as coisas acontecerem?

De maneira alguma, seria loucura eu incentivar tal coisa ou qualquer pessoa se dispuser a fazê-la. O que o Senhor nos ensina aqui é que eu não preciso brigar com Deus para obter algo, fazer chantagem emocional, ameaçá-Lo ou seja lá o que for mas ao contrário, tão somente ter uma vida de comunhão com Deus. Note bem que o Senhor Jesus ao se referir ao reino de Deus de imediato afirma que juntamente com este devemos buscar também sua justiça.

Trocando em miudos: o reino de Deus beneficia a mim, a justiça de Deus, aos que estão ao meu redor. Não adianta eu ter um viver santo com Deus, beneficiando somente a mim mesmo, se tenho agido injustamente com meus irmãos, amigos, vizinhos…

Já ví e ouvi vários pregadores, das mais diversas denominações pregarem mensagens baseadas neste versículo. Uma mensagem mais bonita que a outra. As pessoas se emocionam, choram mas todos, eu disse TODOS, se atêm somente na última parte do versículo, onde diz que todas as coisas nos serão acrescentadas. Mas quais são aqueles que estão dispostos a terem uma vida de compromisso, pagando o preço de seguir a Deus fielmente e, sempre, em primeiro lugar, buscar a Deus sobre todas as coisas? É aí onde o sapato aperta.

Tá afim de ser abençoado? Cansado de se preocupar com as situações da vida e não ver uma solução? Quer de fato viver uma vida próspera e cheia de bençãos para contar? Pague o preço! Mas que preço?

    “Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas”. Mateus 6:33

Ou prefere chantagear a Deus e correr o risco de, além de não conseguir a vitória, ficar de fora de Seu reino? Lembre-se: você sem Deus é nada, Deus sem você… continua sendo Deus!

Faça uma análise de sua vida, de seus atos e atitudes. Veja se o erro para tanto problema está em Deus ou em você mesmo.

Um grande abraço no amor d’Aquele que nos amor em primeiro lugar.



Fonte: Sem forma



segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Mortes em rituais satânicos?


Praia do Futuro: policial e perito observam o cadáver da jovem Nayara, que foi esfaqueada e violentada

Uma história macabra, repleta de mistério e de crimes com requintes de perversidade. Este é o enredo de mais uma sigilosa investigação que a Polícia cearense está realizado e à qual o Diário do Nordeste teve acesso com exclusividade. O caso está em andamento no 32º DP (Bom Jardim) e trata de uma sequência de assassinatos ocorridos em diferentes bairros da Capital, mas que têm ligação entre si. Os suspeitos são membros de terreiros de Umbanda.

Os assassinatos, com características de rituais de magia negra, começaram a acontecer no meio do ano. As vítimas foram sequestradas, levadas para locais ermos - como encruzilhadas, matagais e estradas de terra em pontos desabitados - e mortas a facadas, tiros e, ainda, submetidas a abusos sexuais. A Polícia tem ainda a informação de que os crimes foram filmados pelos assassinos e as imagens exibidas em rituais de Umbanda em terreiros no Bom Jardim.



Uma carta

A Polícia mantém extrema cautela em relação à investigação. Na semana passada chegou às mãos das autoridades uma prova reveladora. Uma carta apócrifa revelou a sequência dos assassinatos, indicação de nomes das vítimas e dos locais das execuções.

O Diário conferiu os casos citados na carta - a partir de seu levantamento estatístico dos homicídios na Grande Fortaleza - e constatou que, realmente, todos eles aconteceram.

Foram registrados pela Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (Ciops) e todos estão ainda sem elucidação. E mais: em alguns deles os peritos e policiais que foram aos locais encontraram junto aos cadáveres restos de objetos usados em rituais de Umbanda. Pelo menos sete assassinatos foram citados na carta e o Diário comprovou o seu cometimento. O primeiro deles aconteceu no dia 22 de maio, logo no começo da manhã, quando o corpo de uma mulher foi encontrado às margens da Lagoa do Tabapuá, em Caucaia. O cadáver apresentava vários golpes de faca e sinais de abusos sexuais. O corpo foi mandado para o Serviço de Verificação de Óbito (SVO) e ali permaneceu durante mais de 20 dias. Ninguém o reclamou. Sem identificação, o cadáver foi enterrado, como indigente, no Cemitério do Bom Jardim.

O segundo assassinato atribuído aos suspeitos da seita aconteceu menos de duas semanas depois, na manhã do dia 5 de junho, quando o corpo de uma garota, que estava sem-despida, foi descoberto no matagal no mangue do Cocó, às margens da Avenida Governador Raul Barbosa, na Aerolândia. No dia seguinte, a família identificou a vítima como sendo a jovem Emanuella Maria da Silva, 17. A suspeita inicial seria mais crime praticado a mando de traficantes de drogas.

No dia 17 de junho, o corpo de Tiago de Sousa, 19, foi encontrado por sua mãe em uma cova rasa, num matagal na Rua Orlando Dias, na Granja Lisboa. No local, o escrivão Josenildo Moura de Menezes, do 32º DP, descobriu que havia restos mortais de animais e roupas manchadas de sangue, indicando que naquele local teria ocorrido um ritual de magia negra.



Mais mortes

Um dos crimes mais intrigantes para a Polícia no rol dos que estão sendo investigado diz respeito à morte do agente sanitarista Antônio Silva de Oliveira. Ele foi executado, a tiros, no dia 30 de agosto passado. O cadáver foi achado na Rua Júlio Colf, no Jardim Jatobá. Ao lado dele havia um bilhete com referências a rituais de magia negra e citações de nomes de umbandistas. O mesmo aconteceu com outro cadáver encontrado, dias depois, na localidade de Campo Grande, em Caucaia.

Também está sendo investigada a morte de uma terceira mulher, identificada como Nayara Rodrigues de Freitas, 19. À exemplo do que aconteceu com a mulher assassinada em Caucaia e com a adolescente estuprada e morta no Mangue do Cocó, Nayara foi executada e seu corpo jogado em uma vala dentro de um matagal entre os bairros Serviluz e Praia do Futuro. O corpo também apresentava sinais de violência sexual.



AMEAÇADOS
Terror entre os umbandistas


Uma carta de quatro folhas, relatando a sequência de mortes e dando os nomes dos autores das execuções chegou, na semana passada, às mãos do delegado Jacob Stevenson Mendes e do escrivão Josenildo Moura de Menezes, ambos lotados no 32º DP (Bom Jardim) e que estão investigando os assassinatos.

A carta, cujo teor foi obtido, com exclusividade, pelo Diário do Nordeste, fala da forma como os crimes são praticados, quem são os seus autores (praticantes de Umbanda) e o motivo deles. Revela ainda que, o mesmo grupo que vem cometendo os assassinatos também é o responsável pela violação de túmulos nos cemitérios de Fortaleza, cujo material (restos mortais humanos) é utilizado nos rituais de magia negra.

"Ele implorou para não morrer, mas foi oferendado a Oxossi. Foi executado com um tiro na nuca", diz um trecho do manuscrito que está de posse da Polícia. A descrição seria da morte de um agente sanitarista cujo corpo foi encontrado na manhã do dia 30 de agosto último, no Jardim Jatobá (Zona Sul). O Diário buscou informações sobre o crime citado na carta e constatou que ele realmente aconteceu. A vítima, identificada como sendo Antônio Silva de Oliveira, foi morta a tiro e o cadáver jogado em via pública.

Assim também aconteceu com Francisco George Raulino da Silva, cujo corpo apresentava lesões provocadas a tiros e golpes de faca, fato acontecido por volta de 5h41 do dia 24 do mês passado, na Rua Descartes Braga, Bom Jardim.



Notificar

Ainda esta semana, a Polícia vai notificar as pessoas citadas nas primeiras investigações, ao mesmo tempo ouvir familiares das pessoas assassinadas. A busca por provas deve incluir também um confronto entre os laudos cadavéricos produzidos pelos peritos legistas da Coordenadoria de Medicina Legal (CML), da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce). Até que tudo seja devidamente esclarecido, com a identificação dos matadores, o mistério vai persistir.


Leia a reportagem completa no Diario do Nordeste

sábado, 5 de dezembro de 2009

Pastor e sua aula de higiene.....morro e não vejo tudo!!!

O Circo gospel



Pois é Spyware*, é incrível como esses pastores conseguem surpreender até mesmo a nós que estamos do lado do “nosso pai que está cá embaixo”.

Nosso agente Greenbelly* tem feito um ótimo trabalho na região sul do país. Circulando por essas igrejas novas ele vê e ouve coisas das mais pitorescas.

Confesso, Spyware, que eu mesmo, por mais incrível que possa parecer, fico chocado e ao mesmo tempo feliz com esses relatos. O Greenbelly ouviu de um mesmo pastor duas pregações que estão arrancando risos dos nossos colegas da ZonQunran*. Eu gostaria de ter estado lá e ouvido o que ele ouviu. Ele viu e ouviu um pastor pregando em dois cultos, na mesma igreja. Num dos cultos o pastor falou sobre um tal de “Calebe” que, na língua hebraica segundo ele, significa “cão”. A partir disso ele elaborou uma mensagem no mínimo estapafúrdia e que seria forte candidata a levar o prêmio de “Mensagem do Ano”. Depois de dizer que Calebe significa “cão”, ele afirmou que Deus gosta de Calebe. “Assim como o cão marca seu território fazendo xixi, nós temos que marcar nosso território”, continuou o erudito pastor. Ele ainda contou sobre uma experiência vivida numa visita que fez a um estádio de futebol. Nessa visita, conforme seu relato pessoal, perante uma plateia de crentes atentos e ao mesmo tempo incrédulos, descobriu que próximo ao estádio havia um ponto de prostituição e resolveu fazer xixi nos lugares onde ficavam as prostitutas. Por ter feito o tal xixi as prostitutas não apareceram mais, concluiu com grande sabedoria o pastor. Enquanto isso algumas das pessoas presentes no culto gritavam “glória a Deus”, outros se contorciam nas cadeiras. Os gritos de “aleluia”, da parte de alguns, ficaram mais acalorados quando o referido pastor desferiu: “Quando você crê em Deus até o seu xixi tem poder”.

Nosso agente Greenbelly pensava que o tal pastor nunca mais seria convidado para voltar àquela igreja. Mas para sua surpresa nesse último final de semana lá estava ele de novo, na mesma igreja, numa cidade turística do sul do Brasil. Não deu outra. Não demorou muito e as pessoas começaram a se contorcer nos bancos. O tal pastor esbravejou umas loucuras que deixou todos boquiabertos, sem reação, especialmente quando ele disse: “Deus vai te penetrar. Abra as pernas para Deus te penetrar. Tem gente colocando preservativo em Deus. Ele vai romper teu hímen espiritual”.

Ora, Spyware, enquanto tivermos pastores como este atuando nas igrejas, não precisamos nos preocupar. Eles já fazem o nosso trabalho melhor do que nós mesmos.
 

* Nomes fictícios

    
Robson Ramos

Pois é Spyware*, é incrível como esses pastores conseguem surpreender até mesmo a nós que estamos do lado do “nosso pai que está cá embaixo”.

Nosso agente Greenbelly* tem feito um ótimo trabalho na região sul do país. Circulando por essas igrejas novas ele vê e ouve coisas das mais pitorescas.

Confesso, Spyware, que eu mesmo, por mais incrível que possa parecer, fico chocado e ao mesmo tempo feliz com esses relatos. O Greenbelly ouviu de um mesmo pastor duas pregações que estão arrancando risos dos nossos colegas da ZonQunran*. Eu gostaria de ter estado lá e ouvido o que ele ouviu. Ele viu e ouviu um pastor pregando em dois cultos, na mesma igreja. Num dos cultos o pastor falou sobre um tal de “Calebe” que, na língua hebraica segundo ele, significa “cão”. A partir disso ele elaborou uma mensagem no mínimo estapafúrdia e que seria forte candidata a levar o prêmio de “Mensagem do Ano”. Depois de dizer que Calebe significa “cão”, ele afirmou que Deus gosta de Calebe. “Assim como o cão marca seu território fazendo xixi, nós temos que marcar nosso território”, continuou o erudito pastor. Ele ainda contou sobre uma experiência vivida numa visita que fez a um estádio de futebol. Nessa visita, conforme seu relato pessoal, perante uma plateia de crentes atentos e ao mesmo tempo incrédulos, descobriu que próximo ao estádio havia um ponto de prostituição e resolveu fazer xixi nos lugares onde ficavam as prostitutas. Por ter feito o tal xixi as prostitutas não apareceram mais, concluiu com grande sabedoria o pastor. Enquanto isso algumas das pessoas presentes no culto gritavam “glória a Deus”, outros se contorciam nas cadeiras. Os gritos de “aleluia”, da parte de alguns, ficaram mais acalorados quando o referido pastor desferiu: “Quando você crê em Deus até o seu xixi tem poder”.

Nosso agente Greenbelly pensava que o tal pastor nunca mais seria convidado para voltar àquela igreja. Mas para sua surpresa nesse último final de semana lá estava ele de novo, na mesma igreja, numa cidade turística do sul do Brasil. Não deu outra. Não demorou muito e as pessoas começaram a se contorcer nos bancos. O tal pastor esbravejou umas loucuras que deixou todos boquiabertos, sem reação, especialmente quando ele disse: “Deus vai te penetrar. Abra as pernas para Deus te penetrar. Tem gente colocando preservativo em Deus. Ele vai romper teu hímen espiritual”.

Ora, Spyware, enquanto tivermos pastores como este atuando nas igrejas, não precisamos nos preocupar. Eles já fazem o nosso trabalho melhor do que nós mesmos.


* Nomes fictícios


Atutor:  Robson Ramos é autor de Evangelização no Mercado Pós-Moderno, acadêmico de Direito, bacharel em teologia pela Faculdade Teológica Batista de São Paulo e mestre em Estudos do Novo Testamento pelo Pittsburgh Theological Seminary, EUA. É também blogueiro, responsável pelo www.mateus21.com.br
 



 
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