sábado, 31 de outubro de 2009

Evangélicos: consumidores chorões?



Gosto de dar minhas filosofadas. Aliás, para mim, filosofia é algo que afeta a vida prática das pessoas, e não, como alguns querem deixar a entender, a discussão de sexo dos anjos. A maneira como pensamos afeta completamente a maneira como agimos.

Quer um exemplo? Vivemos em um mundo pós-moderno. Neste nosso mundo, há uma verdadeira salada de vertentes de pensamento. Todas são válidas sob o guarda-chuva da pós-modernidade, uma vez que, segundo o relativismo (filhote mais famosinho da pós-modernidade), não há uma verdade única, não há um parâmetro absoluto e estabelecido que possa nos nortear em nossa caminhada de vida. Tudo vale. Diferente da música do Tim Maia, hoje vale até mesmo dançar homem com homem e mulher com mulher. Assim, uma pessoa pode ser advogada do naturalismo e do racionalismo ao mesmo tempo em que possui cristais energéticos e miniaturas de duendes para “atrair energias positivas”. Pode ser uma pessoa que afirma não acreditar em nada daquilo que não possa ser capturado pelos nossos cinco sentidos, mas ser fã de “feng-shui” e “i-ching”. Ou, ainda, ser membro de igreja evangélica com uma mentalidade mercantil.

Os evangélicos de hoje (com escassas exceções honrosas) não se portam mais como servos de Deus e irmãos uns dos outros. Portam-se, antes, como clientes vorazes, consumidores eternamente insatisfeitos. Obviamente não reconhecem ser assim, ao menos não no nível consciente e objetivo. Querem estar na “igreja da moda”. Querem se animar com o ânimo alheio – aliás, sobre essa história de “animação” vale escrever um livro! Querem cantar o que todo mundo canta; ou seja, música “bonitinha” (apesar de ter arranjo paupérrimo, rima indigente e teologia miserável), que dê um “tchan”. Querem uma pregação que não os incomodem com essas histórias dos nossos avós, com assuntos ultrapassados como cruz, pecado, renúncia, serviço, amor ao próximo. Antes, querem saber como Deus pode intervir em suas vidas somente o estritamente necessário para terem uma vida feliz, próspera, rica e robusta. Querem um culto “pra cima”, de duração não muito longa, para não perderem os gols da rodada do “Fantástico” ou mesmo uma pizza no fim de noite. Enfim, para esses vale o ditado: “o cliente sempre tem razão”. Será?

Os evangélicos de hoje em dia não querem compromisso com Deus. Não querem ser realmente orientados no caminho do Senhor. Acham que são autosuficientes, como só as crianças e os incapazes pensam. E, como crianças e incapazes, sendo contrariados, batem o pé e fazem beicinho, armando escândalo.

Confesso meu cansaço. Confesso que dá muita tristeza ver a igreja evangélica brasileira no atual estado em que se encontra. Confesso, porém, que há o compromisso de Deus com aqueles que são seus. A verdadeira igreja, que perpassa a estrutura eclesiástica e vai além dela, ainda é vitoriosa, apesar da imaturidade reinante. Jesus não estava de brincadeira quando disse que as portas do inferno seriam inúteis e impotentes frente à igreja, apesar dele não dizer o mesmo quanto à estrutura eclesiástica atual, que carece de nova Reforma (desta vez no campo relacional, como bem disse Francis Schaeffer). Que essa mentalidade mercanto-infantil, que está arruinando a vida de muita gente, possa encontrar seu fim logo, com a volta ao compromisso por meio de um avivamento real (ou a volta de Jesus, dependendo de sua linha escatológica). Enfim, que Deus tenha (ainda mais) misericórdia de nós!



• Rodrigo de Lima Ferreira, casado, duas filhas, é pastor da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil desde 1997. Graduado em teologia e mestre em missões urbanas pela FTSA, hoje pastoreia a IPI de Rolim de Moura, RO. 

Fonte: revdigao.wordpress.com ( Também na Revista Ultimato)






sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Aposentada morre e família espera três dias pela ‘ressurreição’ na Paraíba



Aposentada, antes de morrer, pediu que seu corpo não fosse mexido. Funcionário de cemitério disse que corpo não enrijeceu em 72 horas.

A aposentada Ivaneide Barbosa do Nascimento, 66 anos, morreu no sábado (24), mas só foi sepultada nesta terça-feira (27), em João Pessoa. Segundo familiares e amigos, a demora teria sido um pedido feito por ela em seu leito de morte. Irmã Neide, como era conhecida na capital paraibana, oferecia consultas espirituais para a comunidade e algumas pessoas chegaram a imaginar que ela pudesse ressuscitar.

A casa onde ela morava virou atração para curiosos durante os três dias que o corpo da aposentada ficou no local. Irmã Neide foi sepultada na tarde desta terça-feira no Cemitério Parque das Acácias.

“Havia uma expectativa de que ela ressuscitaria após três dias. Não posso dizer que cheguei a acreditar nisso, mas oramos muito e pagamos para ver. Passado o período, tivemos de providenciar o sepultamento”, disse Eudmarco Medeiro de Farias, 33 anos, secretário e amigo da família.

Carlos Antonio da Silva, 52 anos, que preparou o corpo da aposentada para o sepultamento, disse que nunca viu algo parecido. “Em dez anos de profissão no cemitério, nunca vi um corpo não enrijecer, não exalar odores e não inchar em 72 horas. Parecia que ela tinha acabado de morrer.”

Farias disse ainda que Irmã Neide, fez um último pedido instantes antes de morrer. “Ela falou para a funcionária que trabalha na casa dela para que a hora dela estava chegando e que não era para mexer no corpo dela durante três dias. Ela pediu que não fosse sepultada neste período.”

Segundo ele, os parentes da aposentada, que estão divididos em vários países e estados brasileiros, teriam tempo para vê-la antes do sepultamento. “Parecia que ela queria estar bem para se despedir da família. Todos consideram que ocorreu um milagre. Parecia que ela estava dormindo, apenas descansando”, disse Farias.

Assim como foi intensa a movimentação de curiosos na casa da aposentada desde sábado, o velório de Irmã Neide também atraiu muitas pessoas. Apesar disso, familiares e amigos não acreditam que a casa onde ela viveu se transforme em local de peregrinação.


Fonte: G1

Ainda tem gente de Deus - Em nome da Justiça



Em nome da Justiça
João Alexandre

 

Enquanto a violência acabar com o povão da baixada
E quem sabe tudo disser que não sabe de nada
Enquanto os salários morrerem de velho nas filas
E os homens banirem as leis ao invés de cumpri-las
Enquanto a doença tomar o lugar da saúde
E quem prometeu ser do povo mudar de atitude
Enquanto os bilhetes correrem debaixo da mesa
E a honra dos nobres ceder seu lugar à esperteza.

Não tem jeito não.

Só com muito amor a gente muda esse país
Só o amor de Deus pra nossa gente ser feliz
Nós os filhos Seus temos que unir as nossas mãos
Em nome da justiça, por obras de justiça
Quem conhece a Deus não pode ouvir e se calar
Tem que ser profeta e sua bandeira levantar
Transformar o mundo é uma questão de compromisso
É muito mais e tudo isso.

Enquanto o domingo ainda for nosso dia sagrado
E em Nome de Deus se deixar os feridos de lado
Enquanto o pecado ainda for tão somente um pecado
Vivido, sentido, embutido, espremido e pensado
Enquanto se canta e se dança de olhos fechados
Tem gente morrendo de fome por todos os lados
O Deus que se canta nem sempre é o Deus que se vive,
não
Pois Deus se revela, se envolve, resolve e revive
Não tem jeito não, não tem jeito não. ( Bis )

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Minha imaginação sobre Deus



"Eu imagino Deus como a fonte de toda a energia que criou e mantém o equilíbrio
do universo.
Vejo Deus na flor e na abelha que lhe suga o néctar para produzir o mel;
e no pássaro que devora a abelha; e no homem que devora o pássaro; e no verme que devora o homem.
Eu vejo Deus em cada estrela no céu, nas minhas noites nas pousadas, e nos olhos
tristes de cada boi, ruminando na envernada...
Só não consigo ver Deus no homem que devora o homem, e por isso acho que ainda tenho muito o que aprender nesses caminhos da vida..."


Benedito Ruy Barbosa







Papa reafirma que só Igreja Católica pode interpretar a Bíblia




É da Igreja, nos seus organismos institucionais, a palavra decisiva na interpretação da Escritura, disse Bento XVI

VATICANO – Papa Bento XVI reiterou com firmeza, em um encontro com estudantes e professores do Pontifício Instituto Bíblico, que apenas a Igreja Católica pode interpretar “autenticamente” a Bíblia.

“À Igreja é destinado o trabalho de interpretar autenticamente a palavra de Deus escrita e transmitida, exercitando a sua autoridade em nome de Jesus Cristo”, defendeu o papa, ao se reunir com cerca de 400 estudantes, funcionários e docentes em comemoração aos cem anos da fundação da entidade pontifícia.

Bento XVI também destacou que, sem a fé e a tradição da Igreja, a Bíblia torna-se um livro “lacrado”.

“Se as exegeses querem ser também teologia, é preciso reconhecer que a fé da Igreja é aquela forma de simpatia, sem a qual a Bíblia torna-se um livro selado: a tradição não fecha o acesso à Escritura, mas, sobretudo, o abre”, disse.

De acordo com o pontífice, “por outro lado, é da Igreja, nos seus organismos institucionais, a palavra decisiva na interpretação da Escritura”, sendo esta “uma única coisa a partir de um único povo de Deus, que tem sido seu portador através da história”.

“Ler a Escritura com união significa lê-la a partir da Igreja como seu lugar vital e acreditar na fé da Igreja como a verdadeira chave da interpretação”, explicou Bento XVI.

O papa relembrou também que o aumento do interesse pelo livro sagrado católico no decorrer deste século ocorreu graças ao Concílio Vaticano II, especificamente à constituição dogmática Dei Verbum sobre a Revelação Divina.

Entre os presentes na reunião estavam o prefeito da Congregação para a Educação Católica, cardeal Zenon Grocholewski, e o padre Adolfo Nicolás Pachón, da Companhia de Jesus.



Fonte: Estadão

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Aos pregamores do Evangelho...



Pregar o Evangelho com palavras e com a dedicação de quem vive apenas para fazê-lo, é como a existência de um cozinheiro, cujos elementos usados para cozinhar são encontrados apenas no jardim/pomar da Palavra que esteja plantada em seu coração.

Encontrados os elementos, o cozinheiro os põe nas panelas de seu ser para preparar.

Uma vez que tudo esteja pronto nele/panela, ele, que é também o Chef, prova antes em si mesmo, e, estando bom, ele serve aos demais.

O problema é o pregador Fastfood...

Ele compra pronto...

Ele encomenda...

Ele pede no Delivery...

Ele tem que viver fazendo promoções...

Assim, o negócio da vida dele passa ser o de dono de restaurante de franquias consagradas...

Pregador!

Seja uma pregamor!

Sirva apenas o que for comida verdadeira em seu próprio coração, alimento plantado nele, colhido nele, e preparado por você, em você, para você; e, depois, só depois, para os outros; aos quais você servirá com alegria de um servo que se apresenta diante do Rei com os melhores e mais excelentes pratos, tanto em sabores quanto na saúde de seus conteúdos.


Fonte: Caio Fabio

Bons tempos que não voltam, mas nunca serão esquecidos! (3)

I Vencedores Por Cristo - A começar em mim (1985)
 

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Quando Deus é transformado em ídolo.


 
Deus é transformado em ídolo quando o relacionamento com Ele é fundamentado em relações de mérito e demérito, pois nesse caso o fator determinante do relacionamento é o humano, que faz por merecer ou deixa de merecer, isto é, Deus apenas reage. Deus é gratuidade. Deus é transformado em ídolo quando o relacionamento com Ele é fundamentado em relações de causa e efeito, pois isso implica confinar Deus às regras de um mecanismo que pode ser ativado ou desativado, e nesse caso se pretende manipular Deus por meio da descoberta dos botões que o fazem funcionar. Deus é incondicionado.

Pastor Ed René Kivitz.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Era uma Igreja muito engraçada ...



...não tinha teto, não tinha nada.

Essa noite, eu tive um sonho de sonhador, sonhei com uma igreja esquisita. Ela não tinha muros, piso, púlpito, bancos ou aparelhagem de som. A igreja era só as pessoas. E as pessoas não tinham títulos ou cargos, ninguém era chamado de líder, pois a igreja tinha só um líder, o Messias. Ninguém era chamado de mestre, pois todos eram membros da mesma família e tinham só um Mestre. Tampouco alguém era chamado de pastor, apóstolo, bispo, diácono ou Irmão. Todos eram conhecidos pelos nomes, Maria, Pedro, Afonso, Julia, Ricardo...

Todos os que criam pensavam e sentiam do mesmo modo. Não que não houvesse ênfases diferentes, pois Paulo dizia: “Vocês são salvos por meio da fé. Isso não vem das obras, para que ninguém se glorie”, enquanto Tiago dizia: “A pessoa é aceita por Deus por meio das suas obras e não somente pela fé”. Mas, mesmo assim, havia amor, entendimento e compreensão entre as pessoas e suas muitas ênfases.

Não havia teólogos nem cursos bíblicos, nem era necessário que ninguém ensinasse, pois o Espírito ensinava a todos e cada um compartilhava o que aprendia com o restante. E foi dessa forma que o Agenor, advogado, aprendeu mais sobre amor e perdão com Dinorá, faxineira.

Não havia gente rica em meio a igreja, pois ninguém possuía nada. Todos repartiam uns com os outros as coisas que estavam em seu poder de acordo com os recursos e necessidades de cada um. Assim, César que era empresário, não gastava consigo e com sua família mais do que Coutinho, ajudante de pedreiro. Assim todos viviam, trabalhavam e cresciam, estando constantemente ligados pelo vínculo do amor, que era o maior valor que tinham entre eles.

Quando eu perguntei sobre o horário de culto, Marcelo não soube me responder e disse que o culto não começava nem acabava. Deus era constantemente cultuado nas vidas de cada membro da igreja. Mas ele me disse que a igreja normalmente se reunia esporadicamente, pelo menos uma vez por semana em que a maioria podia estar presente. Normalmente era um churrasco feito no sítio do Horácio e da Paula, mas no sábado em que eu participei, foi uma macarronada com frango na casa da Filomena. As pessoas iam chegando e todos comiam e bebiam o suficiente.

Depois de todos satisfeitos, Paulo, bem desafinado, começou a cantar uma canção. Era um samba que falava de sua alegria de estar vivo e de sua gratidão a Deus. Maurício acompanhou no cavaquinho e todos cantaram juntos. Afonso quis orar agradecendo a Deus e orou. Patrícia e Bela compartilharam suas interpretações sobre um trecho do evangelho que estavam lendo juntas. Depois foi a vez de Sueli puxar uma canção. Era um bolero triste, falando das saudades que sentia do marido que havia falecido há pouco tempo. Todos cantaram e choraram com ela. Dessa vez foi Tiago que orou. Outras canções, orações, hinos e palavras foram ditas e todas para edificação da igreja.

Quando o sol estava se pondo, Filomena trouxe um enorme pão italiano e um tonelzinho com um vinho que a família dela produzia. O ápice da reunião havia chegado, pela primeira vez o silêncio tomou conta do lugar. Todos partiram o pão, encheram os copos de vinho e os olhos de lágrimas. Alguns abraçados, outros encurvados, todos beberam e comeram em memória de Cristo.

Acordei com um padre da Inquisição batendo à minha porta. Junto dele estavam pastores, bispos, policiais, presidentes, ditadores, homens ricos e um mandado de busca. Disseram que houvera uma denúncia e que havia indícios de que eu era parte de um complô anarquista para acabar com a religião. Acusaram-me de freqüentar uma igreja sem líderes, doutrina ou hierarquia; me ameaçaram e falaram: “Ninguém vai nos derrubar!”. Expliquei: “Vocês estão enganados, não fui a lugar nenhum, não encontrei ninguém ou participei de nada... aquela é apenas a igreja dos meus sonhos”.

Por: Tonho [foi coordenador do UG -Min. Jovem do Portas Abertas]


Charge do Veshame - Seria a visão islâmica de Adão e Eva? Ou a visão fundamentalista de qualquer religião sobre Adão e Eva?


domingo, 25 de outubro de 2009

Música Cristã de qualidade!

sábado, 24 de outubro de 2009

Polêmica ! Grupos gays exigem 50 mil sachês de gel lubrificante e 50 mil preservativos.



Rio - O prefeito de Duque de Caxias, José Camilo Zito, disse ontem que não pretende proibir a 4ª Parada LGBT do município, marcada para o dia 15 de novembro, mas que ainda não entendeu o motivo de alguns pedidos, segundo ele, ‘muito estranhos’. Um dos dez pedidos feitos pelos organizadores, o Grupo Pluralidade e Diversidade (GPD) e a Organização de Direitos Humanos Projeto Legal, se referem à doação pela prefeitura de 50 mil sachês de gel lubrificante e 50 mil preservativos. Ele propõe reunião com organizadores.

“Por que a prefeitura tem que dar gel lubrificante e preservativo? Nós temos outras prioridades, que são a Educação e a Saúde”, argumenta ele. Zito também afirmou que não é contra a realização do evento — marcada inicialmente para o dia 11 de outubro, a parada foi cancelada pelo prefeito — mas não pretende gastar “um centavo” com a parada.

“Também não vou ceder carro, funcionário, banheiro químico e nem tíquete-alimentação, como está no pedido”, explicou Zito, enfatizando que não tem discriminação contra homossexuais.

Sharlene Rosa, do grupo GPD, concorda com a reunião, mas antecipa esclarecimentos. “A população homossexual é a mais atingida pelas doenças sexualmente transmissíveis. Tanto os preservativos quanto os sachês de gel lubrificante são distribuídos às prefeituras pelo Ministério da Saúde. Fazem parte do kit entregue em todas as paradas”, disse.

Segundo Sharlene, só em Copacabana costumam ser entregues cerca de 1 milhão de preservativos. “Os preservativos não são para ser usados no dia da parada, fazem parte da campanha de esclarecimento”, disse.


Fonte: O dia

Da série - O Senhor da Criação

“Os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos.“   Salmo 19:1                    


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sexta-feira, 23 de outubro de 2009

A cruz faz propaganda de Deus



Deus não é apenas o Criador do espaço que abriga toda matéria e toda energia. João teve a candura de proclamar que “Deus é amor” (1Jo 4.8, 16). J. I. Packer acrescenta que essa declaração “é uma das mais tremendas encontradas na Bíblia -- e também uma das menos compreendidas”.

Uma coisa dá importância à outra. Apesar de ser o criador de todas as coisas visíveis e invisíveis, Deus é amor. Apesar de ser capaz de amar, Deus é o desenhista, o executor e o sustentador de todo o universo conhecido e desconhecido. Uma coisa fala da majestade; outra, do sentimento. Deus cria e se relaciona. Se Deus criasse e não se relacionasse, a criação seria órfã. Seria como um bebê saudável, perfeito e bonito sem mãe e sem pai. Uma das evidências do amor de Deus pela criatura é a ordem da criação. Ele só criou o ser humano no sexto “dia”, depois de ter criado tudo para sua sobrevivência, para seu conforto e para sua realização, inclusive sua capacidade de amar e de ter companhia.

Todavia, a maior propaganda do amor de Deus é a cruz: “Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm 5.8).

Packer explica que o amor de Deus não é causado, mas voluntário e espontâneo. Ele ama os não-amados e os não-amáveis. O tratamento que ele dispensa às criaturas e aos pecadores está cheio de amor por dentro e por fora. Ele os trata com misericórdia do princípio ao fim.

Embebecido pelo amor divino, Paulo se põe de joelhos diante do Pai e faz uso da oração para que os crentes de Éfeso sejam capazes de sentir e compreender “quão extenso, quão largo, quão profundo e quão alto é, na realidade, o seu amor” (Ef 3.18, BV). Porém, o próprio Paulo sabe de antemão que nem eles nem ninguém conseguirá plenamente tal façanha. Assim como ninguém consegue medir a água do mar com as conchas das mãos ou o céu palmo a palmo (Is 40.12), é também impossível medir ou pesar o amor de Deus.

A mais famosa e confiável declaração de amor é também o versículo mais conhecido da Bíblia: “Deus amou o mundo tanto, que deu o seu único Filho, para que todo aquele que nele crer não morra, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16, NTLH). À essa passagem deve-se juntar o comprovante dela: Deus “nem mesmo deixou de entregar o próprio Filho, mas o ofereceu por todos nós!” (Rm 8.32, NTLH).

Packer está certíssimo quando diz que “a cruz é a prova extrema da realidade e da imensidão do amor de Deus”!



Fonte: Ultimato

Rede Record...que responsabilidade social?

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

O paradígma de uma vida bem vivida


 
Se tenho toda a fé, grandes ideais, planos magnifícos e maravilhosas visões, mas não tenho o amor que transpira, sangra, lamenta, ora e se declara, eu não sou nada

Se tenho toda a fé, grandes ideais, planos magnifícos e maravilhosas visões, mas não tenho o amor que transpira, sangra, lamenta, ora e se declara, eu não sou nada

Perguntaram à Madre Teresa qual era o segredo de seu sucesso, ao que ela respondeu: “ não sabia que Deus havia me chamado para ter sucesso.” De fato, no mundo das grandes realizações, o ser humano é mensurado pelo que realiza: que número de medalhas que obteve, no caso de um atleta, qual a percentagem de clientes que a empresa angariou no mercado, no caso de um executivo, enfim a lista é infinita.

Tenho observado que no nosso universo religioso, no caso, evangélico, o parâmetro para se avaliar uma igreja, um pastor ou um líder eclesiástico qualquer, está intrinsecamente ligado às conquistas: qual o número de membros de sua igreja? Ou, quantas congregações tem a sua denominação? E assim a avaliação de um “bom ministério”, uma “boa igreja” reduzem-se às questões numéricas, que acredita-se, ser o reflexo de um ministério eficaz.

O mundo pós-moderno é o universo do sucesso. Não se admite o remanso, o espírito reflexivo, o “ser estando”, como diria Caio Fábio. Refletir sobre as atitudes interiores que o motivam a realizar algo é perda de tempo. Não há espaço para o pensar intimista, tudo é milimetricamente orquestrado para a produção.

A sociedade tornou-se, nessa cosmovisão, um lugar meramente utilitário, e por incrível que pareça, moldou as nossas relações humanas. Já observou que os relacionamentos conjugais são definidos a partir dessa premissa: “o que essa pessoa pode me proporcionar?”. Em uma empresa um novo colaborador pensa: “que benefícios posso auferir?”, nas organizações eclesiásticas: “de que forma essas pessoas podem ajudar-me a elevar o meu status social?”.

A questão passa também por uma nova práxis ética, a forma de ser e estar é motivada pelas ambições pessoais e profundamente egoísta: quanto ganho, aonde posso chegar, que status pode me proporcionar, que posição irei galgar, etc.

Vítor Cláudio, psicoterapeuta e representante português na Comissão Permanente de Ética da Federação Europeia das Associações de Psicólogos, diz: “hoje é importante quem “tem”, não é importante quem “é”. Ser íntegro… não interessa… a integridade não se “vê”, por isso valoriza-se o que se tem. Os sistemas relacionais são fundamentados no “ter”. O outro não olha verdadeiramente para nós, mas para o que temos.”

Quando o sucesso é a meta a conquistar, então os meios utilizados pouco importam: o estudante pode “colar”, qual o problema? O que está em causa são as boas notas. Um produto pode ser plagiado, afinal o que vale são os lucros. Um colega pode “puxar o tapete” do outro, “ enfim, pode ser uma ameaça ao meu sucesso.”

Era de esperar que no meio evangélico nas suas multifacetadas denominações e organizações se agissem de forma diametralmente oposta ao nosso sistema secular, ledo engano, em algumas dessas organizações vê-se as mesmas práticas mundanas: líderes autoritários, políticos evangélicos corruptos, crentes antiéticos, igrejas mercadejando o evangelho barateando a graça de Deus, enfim vale tudo nessa arena aonde o valor é o sucesso.

Uma grande parte do universo evangélico decidiu por uma práxis orientada para um ativismo, que gera seres obcecados por eventos, congressos, reuniões, retiros, etc. Tudo isso tem o seu valor na sua devida normalidade, mas quando torna-se um fim em si mesmo em busca de significado, aí temos uma patologia.

Observa-se um grande número de pessoas religiosas, mas nem por isso, melhores em sua humanidade. Pode-se até afirmar que vivemos no século da “espiritualidade,” entretanto, pratica-se uma vivência relacional materialista e secularizada, que paradoxo!

Um homem de negócios perguntou a Eugene Peterson: porque será, pastor, que quando estou conversando com um ministro do evangelho, sinto-me como se estivesse falando com um homem de negócios mas, quando estou perto de um monge budista sinto-me mais próximo de Deus!?

A espiritualidade pós-moderna é individualista, hedonista e narcisista, essa trilogia encaixa-se perfeitamente nos interesses do homem atual. Assim temos uma realidade religiosa que serve aos desejos mais perversos da humanidade decaída: prestígio, poder, dinheiro, status, saúde e sucesso. Tem-se então um mundo de possibilidades e realizações nas diversas “agências religiosas, ao dispor de todos aqueles que a procuram.”

A questão que se coloca é: o que é que conta: o sucesso alcançado a qualquer custo e preço ou no que a pessoa se tornou? As escrituras relatam a vida de um homem que conquistou tudo o que desejou: o direito da primogenitura, a benção do pai, e a riqueza do sogro, entretanto, à medida que multiplicavam-se os seus bens diminuia a sua humanidade: trapaça, mentira, perversidade são sinónimos da palavra usurpador. Realizou os seus objectivos mas maculou a sua santidade, desumanizou-se, perdeu a integridade. Aparentava sucesso mas interiormente sabia que era um fracassado ética e moralmente.

Tomás de Aquino, o proeminente teólogo do final da idade média, quando visitou o vaticano, observou a “glória” da igreja: ouro e bronze expostos em seus majestosos portais, ao que o Papa lhe disse: “agora a igreja não pode dizer não temos ouro nem prata.” Ele respondeu-lhe: “Mas também a igreja agora não pode dizer: “levanta-te e anda.” Ganhou poder e glória mundana mas perdeu toda a sua essência e vitalidade: a presença de Deus.

O Brasil figura entre os países com o maior indíce de crescimento evangélico do mundo, contudo, as mudanças de natureza social e moral não são correspondentes a tal crescimento, conclui-se que crescimento numérico nem sempre é sinônimo de mudança de vida.

Na eternidade quando estivermos perante o Pai Celeste seremos avaliados, não pelo grau de sucesso que tivemos, e sim, pela fidelidade que demonstramos na vivência cristã. Na perspectiva da avaliação meramente funcional o apóstolo Paulo foi um fracasso: morreu decapitado. Na visão divina foi fiel à sua vocação e chamado.

Questionamos então: qual a prioridade fucral na vida? Ou seja, o que é que conta, àas conquistas ou o que a pessoa se tornou como ser humano transformado a semelhança de Cristo? Charles Swindoll transcreve uma carta de uma missionária no Sudão que capta muito bem o valor de uma vida bem vivida: “... Se tenho toda a fé, grandes ideais, planos magnifícos e maravilhosas visões, mas não tenho o amor que transpira, sangra, lamenta, ora e se declara, eu não sou nada. Se tenho o poder de curar todos os tipos de doenças e enfermidades, mas machuco corações e magôo sentimentos por querer o amor que é bom, eu não sou nada. Se escrevo livros e publico artigos que deixam o mundo de boca aberta, mas falho em transcrever a palavra da cruz na linguagem do amor, eu não sou nada. E pior que isso tudo, eu posso ser competente, ocupado, exigente, pontual e bem equipado, mas como a igreja de Laodicéia, causar enjôo a Cristo.”

Portanto, é preciso avaliar como se está caminhando para que ao escrever, pregar ou fazer qualquer outa coisa, não seja o caso de ser encontrado “reprovado.”( 1 cor 9.27). No amor de Cristo.

Por: Josenaldo Silva - Lisboa, Portugal
Fonte: Eclesia

Super pastor Street Fighter II Turbo - Round 2

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Bispa top model na passarela

Robô inicia transcrição do Novo Testamento



Abre esta Terça-feira em Lisboa, no Museu das Comunicações, a exposição multimédia “A Bíblia para Todos”, que tem como principal elemento um robô que transcreverá o Novo Testamento, evocando a tarefa executada pelos monges copistas da Idade Média.
Durante nove semanas, 24 horas por dia, o dispositivo proveniente da Alemanha reproduzirá os livros correspondentes à segunda parte da Bíblia, utilizando a letra do primeiro livro impresso por Gutenberg, precisamente a Sagrada Escritura.
A cópia corresponderá à mais recente versão do texto bíblico, denominada “A Bíblia para Todos”, primeira edição literária da Sagrada Escritura publicada em Portugal, e que, por esse motivo, se distingue por não indicar os capítulos e os versículos.

Além do robô, a exposição mostra pela primeira vez uma Bíblia manuscrita por cerca de cem mil pessoas em Portugal, uma réplica da prensa de Gutenberg, duas apresentações multimédia, uma colecção de objectos com os vários suportes da mensagem bíblica, desde a tradição oral à era digital, e um scriptorium moderno, onde os visitantes podem juntar a sua caligrafia à Bíblia Manuscrita.
A mostra, que pode ser visitada até 21 de Dezembro, assinala os 200 anos da primeira distribuição de bíblias em Portugal pela Sociedade Bíblica.


Fonte: Eclesia

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Calendário retrata santos como transexuais



Associações espanholas de defesa dos direitos dos homossexuais lançaram um calendário com imagens baseadas em conhecidas obras de arte sacra, especialmente aparições da Virgem Maria, mas interpretadas por transexuais.

No chamado Calendário Laico, cada mês está representado por uma livre interpretação de cenas famosas do imaginário católico, como a de Nossa Senhora de Fátima diante dos três pastores. Mas redecorada com a estética gay.

As imagens mostram santas em versões drag queen, usando mantos, coroas, colares, braceletes, tendo preservativos coloridos como aplique e até vibradores no alto das coroas.

Depois do sucesso de uma experiência-piloto – com 500 cópias esgotadas na parada do orgulho gay, em junho -, o calendário laico começa a circular em Madri nesta semana com tiragem de 10 mil exemplares.

Para o Coletivo de Gays, Lésbicas, Transexuais e Bissexuais de Madri (Cogam), autores do polêmico calendário, a publicação tem como objetivo reivindicar que, em um país laico, os feriados santos sejam substituídos por eventos sociais.

O grupo sugere, por exemplo, que 25 de dezembro seja declarado oficialmente o dia da democracia em lugar do Natal.

“E porque não?”, questionou o presidente do Cogam, Miguel Ángel González, em entrevista à BBC Brasil.

“Talvez muita gente prefira comemorar coisas com as que se sente mais identificada, como o dia do meio ambiente ou dia da diversidade.”





Fonte: O Globo

Humor - Um casamento muito animado...adorei a originalidade!

domingo, 18 de outubro de 2009

O socorro do Senhor



O meu socorro vem do Senhor, que fez os céus e a terra. (Sl 121.2.)

Há duas perguntas soleníssimas. Uma é: “Até quando?” A outra é: “De onde?”
Com a primeira se quer saber quanto tempo vai durar o sofrimento. Com a segunda se quer saber de onde virá o livramento.

O “até quando?” tem ficado sem resposta. Pode durar “um instante” ou apenas uma noite (Sl 30.5), como pode durar “sete tempos” (Dn 4.32) ou a vida inteira. A rigor, a única certeza que se tem quanto à durabilidade da dor é que ela só será plena e definitivamente debelada na plenitude da salvação, cuja ocasião é guardada em segredo (Mc 13.32).

Já o “de onde vem o meu socorro?” é diferente. A resposta está escondida no coração humano desde a criação. Os crentes lembram-se dela constantemente. Os não-crentes só se lembram dela nos momentos de maior angústia e quando não enxergam outro tipo de socorro.

Num dos salmos de peregrinação, os judeus perguntavam quando subiam juntos para Jerusalém: “Levanto os meus olhos para os montes e pergunto: De onde me vem o socorro?” E, em seguida, ofereciam uma resposta corajosa e precisa: “O meu socorro vem do Senhor, que fez os céus e a terra” (Sl 121.1,2).

A mesma pergunta e a mesma resposta fluíram da boca de Paulo, quando ele chegou à conclusão de que o pecado mora dentro dele e guerreia contra ele: “Quem me livrará da minha escravidão a essa mortífera natureza inferior?” (Rm 7.24, BV). A resposta do apóstolo ao seu próprio grito de desespero é tão convincente que ele a apresenta em forma de adoração: “Que Deus seja louvado, pois Ele fará isso por meio do nosso Senhor Jesus Cristo!” (Rm 7.25, NTLH).

Retirado de “Refeições Diárias com o Sabor dos Salmos” (Editora Ultimato, 2006).
 


"Eu fico com a pureza das respostas das crianças"


"Deixem vir a mim as crianças e não as impeçam; pois o Reino dos céus pertence aos que são semelhantes a elas” Lucas 18.6

sábado, 17 de outubro de 2009

Quebrando paradigmas




Os cristãos não têm mais templos, nem sacerdotes que oferecem sacrifícios a um Deus ultrajado em sua justiça, e não precisam guardar dias sagrados ou observar rituais para a purificação pessoal e veneração a Deus.

O apóstolo Pedro é porta voz da doutrina do Novo Testamento a respeito do culto ao ensinar que aqueles que estão em Cristo são semelhantes a pedras vivas, edificados como casa espiritual, para sacerdócio santo, a fim de que ofereçam sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por meio de Jesus Cristo (1 Pedro 2.5). O único sacrifício espiritual agradável a Deus que um cristão pode oferecer é a sua própria vida: Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional (gr. logiken: genuíno, legítimo, autêntico). Em outras palavras, se a igreja, em Cristo, é templo de pedras vivas, cada cristão é um sacerdote, e sua própria vida, o sacrifício, então o culto ganha outra dimensão.

Este novo conceito de culto traz duas implicações. A primeira é que “a vida é um culto”, e nesse caso, “quer comais, quer bebais, ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus” (1 Coríntios 10.31). O que costumamos chamar de louvor, com pessoas reunidas para cânticos, é um momento no todo da adoração, e não a totalidade de nossa devoção a Deus.

A segunda implicação é que apresentar a vida como um sacrifício vivo a Deus, necessariamente desemboca no serviço. Russell Shedd diz que “o corpo e a mente não são sacrificados num altar, segundo o modo da antiga aliança, mas incorporados no serviço ativo dentro do corpo de Cristo, a Igreja. Os dons distribuídos pelo Espírito Santo são um sinal claro da aprovação de Deus aos sacrifícios vivos que lhe foram oferecidos”.

Reuniões para louvor e cânticos, muito embora justificadas pelo Novo Testamento, eram, entretanto, um parêntesis na vida de serviço sacerdotal da Igreja no mundo, e não a totalidade de sua dedicação a Deus. Os cristãos não prescindem dos grandes ajuntamentos para louvor e edificação… mas a celebração não encerra a totalidade da vivência da fé, sendo, de fato, apenas uma de suas partes… sendo inclusive muito reducionista do amplo sentido de servir a Deus.

A igreja de Jesus é, portanto, desafiada pelo Novo Testamento, a viver além dos limites do templo, do domingo, do culto e do clero. Muito provavelmente nada disso seja novidade. O problema é que nossa prática eclesiástica não acompanha nossa lucidez teológica... a igreja não se vê mais como um instrumento nas mãos de Deus para “fazer convergir em Cristo todas as coisas, tanto as que estão no céu quanto as que estão na terra” (Efésios 1.10). Isto é, a igreja perde o sentido de missão, pois se o Senhor Jesus quer exercer sua autoridade no universo criado por meio da igreja, ela não pode permanecer intra-muros... O maior desafio pastoral contemporâneo é pegar os cristãos reunidos no templo, no domingo, para o culto onde o clero desempenha sua performance, e despejá-los na segunda-feira para a vivência da fé, onde quer que se encontrem. Deixar que a igreja se compreenda como “comunidade reunida para o culto” é uma completa distorção dos propósitos de Deus.



Autor: Ed René Kivitz
Notas: Extraído de Quebrando Paradigmas, publicado em setembro de 1995

Fonte: Irmãos
Via: Bereianos

Preso há 1 ano, Lindemberg trabalha e participa de cultos



Ligado a cultos evangélicos e assíduo participante das missas celebradas na P-2 (Penitenciária Dr. Augusto César Salgado) de Tremembé, a 138 km de São Paulo, o motoboy Lindemberg Fernandes Alves, 22 anos, completa na próxima terça-feira um ano na unidade prisional e mantém a esperança de liberdade em dois habeas-corpus cujos méritos devem ser julgados pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) até novembro deste ano.

Lindemberg Alves está preso pela morte da ex-namorada Eloá Cristina Pimentel, 15 anos, em Santo André, após um sequestro com mais de 100 horas de duração ocorrido no dia 13 de outubro de 2008. Eloá morreu no dia 17 de outubro, após ser baleada durante o desfecho do sequestro. Integrantes do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) da Polícia Militar alegam que invadiram o onde a estudante era mantida refém, juntamente com a colega Nayara Rodrigues, à época com 15 anos, após terem ouvido um tiro.
Além da religião, o motoboy também busca no trabalho em uma oficina de driblar o cotidiano da penitenciária, que abriga presos de casos de grande repercussão. Ele foi transferido para a P-2 no dia 20 de outubro de 2008 por questões de segurança, depois de sofrer ameaças no Centro de Detenção Provisória de Pinheiros, na capital paulista.
"Ele participa de todos os nossos cultos e demonstra arrependimento por uma atitude impensada em um momento de fragilidade", disse Marli Sacramento Lélis da Silva, secretária da Capelania Evangélica de Presídios do Estado de São Paulo. A capelania promove cultos evangélicos todos os sábados na unidade prisional. Marli disse que o apoio da família de Alves tem sido fundamental. "Eles estão constantemente visitando o Lindemberg", afirmou.
Segundo a advogada Ana Lúcia Assad, defensora de Alves, ele também tem procurado participar das celebrações de missas que acontecem aos finais de semana na P-2. "O Lindemberg está levando a vida dele na forma que é possível, trabalha em uma empresa que faz fechaduras, frequenta cultos evangélicos e missas. Ele está bem e tem as rotinas de um preso comum", disse a advogada, que realiza nesta sexta-feira uma de suas visitas quinzenais ao rapaz.
Em relação aos habeas-corpus, Ana Lúcia explicou que um dos pedidos é para que Alves responda em liberdade, enquanto que outro reivindica a nulidade do processo. "Na audiência em janeiro deste ano em Santo André, fizemos requerimentos que foram indeferidos pelo juiz. Nós pedimos o depoimento de dois policiais militares e o exame do sangue encontrado na arma de um dos policiais".
A expectativa do Ministério Público é de que o julgamento de Alves em um júri popular venha a ocorrer em 2010.

Relembre o caso
A estudante Eloá Cristina Pimentel, então com 15 anos, foi refém pelo ex- por 100 horas no apartamento em que morava com a família, num conjunto habitacional na periferia de Santo André, região do Grande ABC paulista. Inconformado com o fim do namoro, o motoboy Lindemberg Alves, 22 anos, invadiu o apartamento no dia 13 de oububro de 2008. Ele chegou a manter quatro reféns, mas no mesmo dia libertou dois adolescentes que estavam no local. No dia seguinte, libertou Nayara. No entanto, como parte das estratégias de negociação, a adolescente voltou ao apartamento na manhã do dia 16, sendo feita refém novamente.
O sequestro terminou no dia 17 de outubro, quando o Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) explodiu a e deteve Lindemberg. As amigas Nayara e Elóa deixaram o apartamento feridas por disparos feitos pela arma usada por Lindemberg. Na noite do dia 18, foi diagnosticada a morte cerebral de Eloá.

Terra/Notícias Cristãs

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Video polêmico - Pastores evangélicos acusam crianças de bruxaria

Pastores de igrejas evangélicas na Nigéria estão acusando crianças de serem bruxas, levando ao abuso e a crueldade indiscritíveis a crianças inocentes. Elas estão sendo abandonadas pelos pais e algumas estão sendo mortas.


Saindo do buraco



É imprecionante como se pode receber dicas para sair da crise, sair do buraco, da encrenca mesmo.

As igrejas e programas de TV, juntamente com as seitas (bom as neopentecostais as copiam descaradamente) oferecem de tudo, desde o treinamento de pastor/apostolo/guia/xamã até ao consumidor final.
Já existe até Universidade de técnicas xamãs, é isso mesmo.

Bom, daqui a pouco surgirá a UER - Universidade de Embromação Religiosa, rsrs, será que já tem? Implicita? Do tipo `ou dá....`.

Por exemplo, não precisa de Bíblia, é só ser 'boa pinta', saber falar 'meu amigo e minha amiga', ops, é necessário saber dar banho no freguês, e saber lidar com encostos, rsrs.

Em busca da exelência espiritual, enxergar a realidade das marés naturais da vida (como diz a propaganda xamã), os incautos religiosos tentam buscar em seus gurus (guru é o que não falta), trilhar o caminho do sagrado, querem atravessar os portais ''da mente, das emoções, do corpo e do espírito (como a propaganda xamã diz), aí o pastor/apóstolo/guru se apresenta como o ''facilitador'' e um tipo de terapeuta clínico, e clínica aqui, é aquela inclusive que descaradamente aparece em forma de programa gospel na telinha.

As técnicas xamãs são: Restaurar funções instintivas adormecidas na cura do trauma, recuperar os elos do parentesco ancestral entre homens de animais, compactuar com o divino.......

É, parece que é isso mesmo que estamos vendo nas igrejas e nos programas de TVs (exetuando-se os animais, irracionais é claro, rsrs?????).

Os Pops da TV brasileira nem despistam as cópias. Como o homem tem sede de Deus mas não quer beber da Água da Fonte, então, estes charlatães, ''facilitadores'' lhes oferecem águas dos ribeiros das superstições, da idoloatria, águas fétidas, incluindo as ''Sete Águas'', então é claro, quem não quer ir a Fonte, bebe lama, lama essa que sai dos ''ministros de luz'', aqueles mesmos que satanás se obriga em transformá-los mentirosamente, embasar suas promessas de 'bem viver' debaixo de uma 'benção' safada, arrogante e cheia de asneiras terrenais.

Agora já é oferecido Spa Espiritual, do tipo Retiro Holístico em finais de semana, mais ou menos como os Encontrões do G12.

Para sair da crise, sair do buraco a pergunta bíblica continua viva:

''Ou que daria o homem pelo resgate da sua alma?'' Marcos 8:37

Para a saída existem de tudo:
Formação em Reiki; Acumpultura; Medicina Quântica; Cone Chinês; Apometria; Fotografia Kirlian e Bioeletrografia; Astrologia Psicológica; Tarô Egípcio; Koryô; Plantas Medicinais (antigo curandeiro); Mesa Radiônica; Massagem ayurvédica; Yoga; Lion Gong; Formaçao de Pastor (com direito a carteirinha e filiaçao em Convenção, com respaldo jurídico para 'montagem de igreja'); cursos de 'Avivalista' (detonadores de eventos gospels); cursos em divindades e blá, blá, blá......

Tudo para lesar aqueles que as vezes, com sinceridade buscam saciar sua sede de Deus, o vazio da alma, na lábia desses miseráveis. Quando alguém em sua sede espiritual liga a TV, logo aparece um maldito com um vaso de água podre, então esse alguém bebe e sempre busca mais, água podre que não é de graça, ela sempre é untada com uma pequena colaboração para manutenção do LAMAÇAL da miséria gospel em que este mundo está afundado.


 "Jesus respondeu e disse-lhe: Se tu conheceras o dom de Deus e quem é o que te diz: Dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva.'' João 4:10
 
Graças a Deus que tomei e estou tomando da Fonte de Água Viva, e não aceito lama.

Sou bereiano.


Fonte:Bereiano

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Misericórdia versus Moralidade



A segunda maneira pela qual a revolução de Jesus me afeta centraliza-se em como devemos olhar para as pessoas “diferentes”. O exemplo de Jesus convence-me hoje porque sinto uma guinada sutil na direção inversa. Conforme a sociedade se desenvolve e a imoralidade aumenta, ouço alguns cristãos clamarem de que precisamos demonstrar menos misericórdia e mais moralidade, clamores que retrocedem ao estilo do Antigo Testamento.

Uma frase utilizada por Pedro e Paulo tornou-se uma de minhas imagens preferidas do Novo Testamento. Temos que administrar, ou “ser despenseiros” da graça de Deus, dizem os dois apóstolos. A imagem traz à mente um dos antiquados “vaporizadores” que as mulheres usavam antes de se aperfeiçoar a tecnologia dos sprays. Apertava-se uma bomba de borracha e gotículas de perfume saíam dos buraquinhos na outra ponta. Algumas gotas bastavam para o corpo inteiro; alguns poucos apertões bastavam para mudar a atmosfera de um quarto. Creio que é assim que a graça deve operar. Ela não converte o mundo inteiro ou toda uma sociedade, mais enriquece a atmosfera.

Agora receio que a imagem predominante dos cristãos tenha mudado de um vaporizador de perfume para diferentes embalagens de sprays: o tipo utilizado para exterminar insetos, Veja, uma barata! Spray nela. Veja, um foco do maligno. Spray nele. Alguns cristãos que conheço assumiram a tarefa de “dedetizadores morais” para a sociedade infestada pelo mal que os rodeia.

Sinto uma profunda preocupação por nossa sociedade. Estou tocado, entretanto, pelo poder alternativo da misericórdia demonstrada por Jesus, que veio para os doentes e não para os sãos, para os pecadores e não para os justos. Jesus nunca aprovou o mal, mas estava pronto a perdoá-lo. De alguma forma, ganhou a reputação de amigo dos pecadores, uma reputação que seus discípulos correm o risco de perder. Como diz Dorothy Day: “Eu realmente só amo a Deus na proporção em que amo a pessoa que menos amo.


Phillip Yancey - Extraído do livro “Maravilhosa Graça”

Reteté x Bereanos


 
Olá meus amigos e leitores!
Diante do quadro atual que vivemos, passamos por uma hora crítica em que precisamos avaliar e julgar os ensinamentos contundentes dos pregadores da boa vida e parar e pensar numa teologia bíblica.

Cada vez mais tenho percebido que parte dos evangélicos estão vivendo um estranho tipo de evangelho. O sensacionalismo bem como o emocionalismo, fruto do chamado Reteté tem ditado em nome do Espírito Santo comportamentos absolutamente contrários aos ensinos bíblicos.
Em nome da experiência, doutrinas e práticas litúrgicas das mais RIDICULAS que têm se multiplicado em nossos arraiais - "Sapatinho de fogo, unção do cajado, do riso, do leão, da urina, galo que profetiza, kung-fu", entre tantas outras mais, me faz abordar esse assunto.

Talvez ao ler este texto você esteja dizendo: quem somos nós para julgar alguém?
A Bíblia nos ensina que não podemos julgar ninguém. Ora, quando o Senhor Jesus advertiu contra o juízo temerário (Mt 7:1-6), Ele não estava declarando pecaminoso e proibido toda e qualquer forma de juízo. Dentro do contexto de Mateus nosso Senhor nos induz a discernir quem é cão e porco para que não se desperdice a graça de Deus. Julgar não é pecado! Afinal o próprio Deus exerce juízo. Ele mesmo nos ordena exercer o discernimento, que diga-se de passagem é o dom mais ignorado, e talvez o mais odiado hoje em dia.
Cristo julgou os escribas e fariseus pelo seu comportamento hipócrita e doutrinariamente distorcido (Mt 23:1-36). Se o julgar não é o papel de um homem de Deus, então creio que tanto os profetas do Antigo Testamento como os apóstolos devem ser despidos deste título! O que falar então dos crentes de Beréia? Ora, diz a Bíblia que eles não engoliam qualquer ensinamento, antes pelo contrário, verificavam se o ensino estava de acordo com a sã doutrina.
Como já escrevi inúmeras vezes, creio veementemente que boa parte dos nossos problemas eclesiásticos se deve ao fato de termos abandonado as Escrituras. Não tenho a menor dúvida de que somente a Bíblia Sagrada é a suprema autoridade em matéria de vida e doutrina; só ela é o árbitro de todas as controvérsias, como também a norma para todas as decisões de fé e vida. É indispensável que entendamos que a autoridade da Escritura é superior à da Igreja, da tradição, bem como das experiências místicas adquiridas pelos crentes. Como discípulos de Jesus não nos é possível relativizarmos a Palavra Escrita de Deus, ela é lâmpada para os nossos pés e luz para os nossos caminhos.
O reformador João Calvino costumava dizer que o verdadeiro conhecimento de Deus está na Bíblia, e de que ela é o escudo que nos protege do erro.
Em tempos difíceis como o nosso, precisamos regressar à Palavra de Deus, fazendo dela nossa única regra de fé, prática e comportamento.

O que precisamos, de verdade, é retornar aos tempos dos "joelhos calejados", tempos em que gastavamos horas meditando na Palavra do Senhor individualmente, tempos em que choravamos diante do Pai por sermos pecadores e não merecedores de tanto amor, tempos em que havia união entre as igrejas de Cristo, tempos em que não havia falsidade dentro da da casa do Senhor, tempos em que pastores eram respeitados e não invejados por outros pastores.... Um dia retornaremos a essa condição.... MARANATA Ora vem Senhor Jesus!
SOLA SCRIPTURA - bradou Martinho Lútero
 



Enquanto isso, na sessão do descarrego...


quarta-feira, 14 de outubro de 2009

A igreja brasileira e o jogo do contente.



Às vezes tenho a impressão que parte da Igreja Evangélica Brasileira gosta de fazer o jogo do contente. Bom, antes de qualquer coisa deixe-me explicá-lo que jogo é esse, até porque, os que não leram Polyana, talvez não saibam explicar o real significado disso. O jogo do contente é uma filosofia de vida "bem alto astral", criada pela tal Polyana, e é muito simples: você deve ficar contente com tudo o que acontece, porque tudo sempre poderia ter sido pior.

Pois é, essa é exatamente a brincadeira preferida da igreja brasileira. Isto porque, as heresias se multiplicam a olhos vistos e o povo de Deus finge que nada está acontecendo ao seu redor. Para estes, a melhor coisa a ser feita, é ocultar a realidade, disfarçando o caos teológico, anunciando a existência de um pseudo-avivamento, onde risos, decretos e unções se fazem presentes.

Infelizmente tais pessoas optaram por viver num mundo da fantasia, preferindo a escravidão a libertar-se da “matrix”. Para estes o simples fato de alguém denunciar as heresias e distorções teológicas lhes proporcionam uma enorme insatisfação, até porque, as acusas possuem o poder de destruir os seus lindos e maravilhosos castelos de areia.

Caro leitor, sinceramente na atual circunstância não nos é possível brincarmos de Polyana. Vivemos dias nevrálgicos onde as heresias neo-pentecostais se multiplicam assustadoramente, levando uma enorme multidão a experiência de um evangelho absolutamente antagônico ao Evangelho do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Isto posto, somos chamados em nome do amor cristão a denunciarmos os conceitos espúrios e fraudulentos propagados e anunciados pelos falsos profetas da teologia da prosperidade.

Fonte: Renato Vargens



Bons tempos que não voltam, mas nunca serão esquecidos! (2)

Jesus Cristo Mudou Meu Viver - Som Maior - 1980

terça-feira, 13 de outubro de 2009

O encontro de Marco Feliciano e o Reverendo Caio Fábio




O pastor Marco Feliciano esteve, na semana passada, com o reverendo Caio Fábio, uma das lideranças evangélicas mais conhecidas do país. O encontro ocorreu na residência do reverendo, em Brasília, onde discutiram sobre a igreja e os caminhos das lideranças. “No aconchego de seu lar, fui recebido como um irmão, porém nunca nos havíamos falado”, lembra o Pr. Marco.

Foram duas horas de conversa, durante as quais Feliciano pôde conhecer um pouco mais de Caio. “Ouvi palavras profundas, arraigadas em Cristo e carregadas de amor fraterno. Pude conhecer um pouco da alma deste pensador, e suas palavras se misturam com uma poesia incrível”, lembra. Conceitos, valores, a igreja moderna, o Evangelho: tudo passa pelo pensamento de Caio Fábio. “Com tanta bagagem assim, é claro, não deixou de me aconselhar e instruir, o que ouvi com reverência”.

Feliciano diz que se emocionou várias vezes durante a conversa, inclusive ao ouvir o desabafo de um líder que foi ferido, machucado. “Porém, como diz o poeta cristão, ‘os mais belos hinos e poesia foram escritos em tribulação’”, lembra. Talvez por isso, o reverendo se mantém de pé até hoje.

“Descobri que sua história começa em Manaus, quando, ainda aos 18 anos de idade, já começava a aparecer na TV. Hoje, com 54 anos, tem uma história que precisa e deve ser respeitada. Pregador e conselheiro de nações, urge que sua voz profética ressoe nos ouvidos desta geração jovem. Muitas vezes fui acalentado pelo doce Espírito Santo enquanto ouvia suas mensagens”, conta o pastor Marco.

No final do encontro ficou agendada uma entrevista para o programa Tempo de Avivamento, exibido pela RedeTV aos domingos, às 13 h



Por favor, vem me buscar!




Andei vagando como ovelha perdida; vem em busca do teu servo, pois não me esqueci dos teus mandamentos. (Sl 119.176.)

O salmista se soltou, se desprendeu do pastor e das outras ovelhas, não passou aquela noite no aprisco e se perdeu. A experiência não foi boa. Teve saudade das verdes pastagens e das águas tranqüilas, da vara e do cajado do pastor, da mesa farta e do cálice transbordante, da unção com óleo, da bondade e da fidelidade diárias do Senhor. Então fez uma das mais ternas de suas muitas orações: “Andei vagando como ovelha perdida; vem em busca do teu servo, pois não me esqueci dos teus mandamentos” (Sl 119.176).

Essa experiência tem muito a ver com a parábola contada por Jesus Cristo. A história é a mesma. Gira em torno de uma ovelha perdida. Na primeira versão, o foco está na ovelha, que se vê vagando pelos campos e acaba suplicando ao pastor que vá buscá-la. Na segunda versão, o foco está no pastor do rebanho, que sente falta da ovelha perdida e sai à sua procura (Lc 15.4-7).

Quando se desprendeu do rebanho, o salmista não era um estranho na casa de Deus. Ele conhecia os mandamentos. Ele apenas fraquejou, deu-se o luxo de ter uma aventura qualquer lá fora. Mas a lembrança dos mandamentos, o peso da lei do Senhor tornaram aquela iniciativa incômoda, estranha, desnecessária, infeliz e demasiadamente afoita. Daí a confissão: “Andei vagando como ovelha perdida”. Daí o pedido de socorro: “Vem em busca do teu servo”. Outras vezes o salmista se separou do rebanho e outras tantas vezes ele voltou.

Vale lembrar a palavra de João: “Escrevo-lhes estas coisas para que vocês não pequem. Se, porém, alguém pecar, temos um intercessor junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo” (1 Jo 2.1).

Retirado de “Refeições Diárias com o Sabor dos Salmos” (Editora Ultimato, 2006).


domingo, 11 de outubro de 2009

Evangelho da Prosperidade: é isso o sal da terra?

O protetor que jamais se omite



Ele não permitirá que você tropece; o seu protetor se manterá alerta. (Sl 121.3.)

Pedras ao longo do caminho não faltam! É muito fácil tropeçar e cair. Tiago não esconde que “todos tropeçamos de muitas maneiras” (Tg 3.2). A possibilidade é tal que “ao meio-dia tropeçamos como se fosse noite” (Is 59.10). Ao mesmo tempo é importante não tropeçar. Segundo Jesus é melhor perder um dos olhos e uma das mãos que tropeçar e cair (Mt 5.29,30).

À vista de tudo isso, a mensagem do salmista é por demais alvissareiro: “[O Senhor] não permitirá que você tropece; o seu protetor se manterá alerta” (Sl 121.3). A tradução da Bíblia Hebraica é mais explícita: “Ele não permitirá que resvale o seu pé, pois jamais se omite”. O cântico de Ana já havia dito isso: “[Para não caírem] ele guardará os pés dos seus santos” (1 Sm 2.9).

Existe um consenso sobre essa proteção da parte do Senhor. O apego de qualquer pessoa à sabedoria, como atributo de Deus, dá a ela o privilégio de seguir o seu caminho com firmeza, livre de um eventual tropeção, “pois o Senhor será a sua segurança e o impedirá de cair em armadilha” (Pv 3.26). O Senhor é aquele que vigia a sua vinha, isto é, o seu povo, regando-a constantemente e protegendo-a dia e noite “para impedir que lhe façam dano” (Is 27.3).

Quem sabe Paulo tenha se inspirado no salmista para afirmar: “Deus é fiel [e] não permitirá que vocês sejam tentados além do que podem suportar” (1 Co 10.13).

É possível reunir e resumir todas essas promessas de proteção na advertência mor: “Eu sou a videira; vocês são os ramos. [Assim] sem mim vocês não podem fazer coisa alguma” (Jo 15.5).

Retirado de “Refeições Diárias com o Sabor dos Salmos” (Editora Ultimato, 2006).

sábado, 10 de outubro de 2009

Aprumando o peito de um cabra da peste



O que nos motiva a agir de certa forma e não de outra diante do certo e do errado? Seria nossa educação acadêmica, nossa consciência, ou nossas emoções?

Em Romanos 2.14, 15, o apóstolo Paulo escreve: “Quando, pois, os gentios, que não têm lei, procedem, por natureza, de conformidade com a lei, estes mostram a norma da lei gravada no seu coração”.

Em outras palavras, o selo do criador, que nos identifica como seres humanos, que define nossa humanidade, foi gravado em nossos corações.

Alguns argumentam que essa capacidade de discernimento moral é um produto do processo de evolução do ser humano. Porém, se a base é o instinto natural, qual instinto deveríamos obedecer? Nossos instintos estão em guerra. A decisão de agir corretamente não pode ser baseada em outro instinto -- é a lei natural ou moral escrita em nossos corações.

Qualquer civilização ou cultura que rejeita a realidade e a importância dessa lei moral torna-se insustentável e caminha para a autodestruição. A cultura moderna não é uma exceção. Continuamos a clamar por qualidades impossíveis, e esse é o caráter tragicômico da nossa cultura e condição. Estamos produzindo homens sem coração, sem estrutura moral, e esperamos deles virtudes e ações corretas. Ridicularizamos a decência e o pudor e nos chocamos ao encontrar os corruptos e pedófilos em nosso meio.

À medida que essas distorções e heresias morais penetram em nossa vida, o resultado é a conivência com o subjetivismo, o relativismo, o materialismo, o sensualismo exagerado etc. Precisamos lutar contra as distorções sutis das virtudes e características da nossa cultura, como por exemplo, a tendência do jeitinho e da flexibilidade brasileira se transformarem em corrupção; a disposição da criatividade se converter em heresia; da alegria e do calor humano se tornarem promiscuidade.

Este subjetivismo atua até nos eufemismos da língua, atenuando o caráter imoral de certos comportamentos. Por exemplo, a promiscuidade sexual é hoje chamada de “ficar”, infidelidade sexual de “pular a cerca”, e qualquer outra forma de pecado de “pisar na bola”.

Santo Agostinho define a virtude como a disposição ordenada das afeições, na qual cada objeto corresponde ao grau de amor que lhe é apropriado. Em Provérbios 22.6 lemos: “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele”. Uma explicação adicional poderia ser incluída: “Quando a idade da razão por fim lhe chegar, então, com a educação que recebeu, ele abrirá seus braços para dar as boas-vindas aos ensinamentos obtidos e os reconhecerá por causa da afinidade que tem por eles”.

Uma reação exagerada da igreja é se isolar por meio de modelos de um puritanismo do passado e de culturas diferentes quando, na realidade, o que necessitamos é o desenvolvimento de uma estratégia que se aplique ao contexto da cultura brasileira. Precisamos de um movimento sólido de purificação autêntica nas igrejas nos moldes da nossa própria cultura.

Nossa cultura é aqui representada por conveniência pelo “cabra da peste” -- o homem corajoso (ou mulher destemida), de muitas virtudes, de coração bom, mas meio bruto, consciente de algumas de suas obrigações, mas com uma visão distorcida pela luta pela sobrevivência; homem de fé invejável, mas confusa pela idolatria e religiosidade popular. Essa figura representa o brasileiro típico, lutador -- não o jagunço ou o marginal violento, e também não o sofisticado, de coração duro, “miolo mole”, que rejeita a lei natural/moral e a graça de Deus.

Com aprumar o peito desse indivíduo e lutar contra essa condição trágica? A resposta vem da ênfase nos princípios universais de comportamento humano, tais como o respeito à vida humana, a lealdade às obrigações da família, a prática da justiça, da misericórdia e da veracidade.

Ao enfatizarmos e promovermos a objetividade e a necessidade da prática desses princípios escritos no coração do homem como um pré-requisito para mantermos a sustentabilidade da sociedade e nossa humanidade, e proclamarmos a salvação na pessoa do Senhor Jesus e a necessidade da santidade e obediência à lei revelada, estaremos participando como agentes de restauração e redenção, aprumando o peito de um cabra da peste até que chegue a plenitude dos tempos.


Paulo Ribeiro é engenheiro elétrico e sua esposa,  Adriana, é médica. Ambos são professores no Calvin College, no estado americano de Michigan.
 






Motivações para ir a igreja


Vi no: Blog do Rodomar

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Um culto tipicamente pentecostal parte II - O retorno de Mariazinha






Para que o leitor entenda, leia primeiramente o artigo anterior, intitulado " Era uma vez... Um culto tipicamente pentecostal" 
 

Atenção: esta história é baseada em “fatos reais”. Os nomes foram alterados para preservar a identidade das pessoas aqui envolvidas.

Passados alguns meses desde a sua experiência traumática na Igreja Evangélica Pentecostal, irmã Mariazinha já se sentia forte o bastante para visitar outras igrejas novamente sem entrar numa crise de pânico. Fora-lhe preciso muita auto-terapia para superar o incidente, mas irmã Mariazinha finalmente conseguiu aceitar a outro convite – desta vez numa Assembleia de Deus. Isso mesmo! Foi em uma das nossas que os fatos narrados aqui aconteceram.

Era uma igreja de médio porte, bem arrumada e com cadeiras estofadas.

-Muito confortável! – pensou irmã Mariazinha consigo.

Um irmão filmava o culto, que era transmitido por duas televisões de LCD, o que facilitava a visão dos irmãos que sentavam-se mais ao fundo.

Como sempre, o culto, que estava marcado para as 18h, começou com atraso.

O pastor, que não aparentava ter mais de 50 anos, deu início ao culto não exatamente com uma saudação seguida de uma oração, mas sim com um berro para o irmãozinho que cuidava dos microfones e neste momento estava na galeria:

-Ei, Joãozinho! Cadê o microfone do púlpito, meu filho?

O rapaz desceu correndo e trouxe o microfone ao pastor, que cedeu logo a oportunidade à orquestra, e o culto começou pra valer.

Irmã Marizinha, como nunca gostou de sentar nos primeiros bancos em uma igreja desconhecida, escolheu um lugar no fundo e na ponta. Atrás dela havia uma passagem e mais cadeiras atrás.

Quando o culto começou, a igreja ainda estava vazia, mas as pessoas logo começaram a chegar. Apesar de Mariazinha querer se concentrar no culto, era impossível que ela não reparasse nas pessoas que chegavam, pois cada um que passava por trás dela queria levar-lhe alguma coisa embora: uma irmã passou toda espavorida e quase leva o cabelo da irmã Mariazinha embora; um irmão que chegou pouco depois, deu-lhe uma cotovelada na cabeça e nem mesmo se desculpou; e assim foi praticamente durante todo o culto. As pessoas passavam pra lá e pra cá e esbarravam na pobre irmã Mariazinha, que pensava qual era o problema consigo mesma:

-Mas o que está acontecendo aqui? Será que ninguém me viu?

Foi então que ela se lembrou de mais um detalhe: desde que chegara na igreja, ninguém a havia cumprimentado! Todos a olhavam simplesmente como se não a vissem!

Juntando as peças do quebra-cabeças, irmã Mariazinha, chocada, pensou consigo:

-Oh, meu Deus! Não pode ser! SERÁ QUE EU FIQUEI INVISÍVEL?

Num gesto de desespero, irmã Mariazinha retirou um pequeno espelho de sua bolsa e lentamente o levou à altura dos olhos, estando com eles ainda fechados. Ela, na verdade, estava com medo de olhar e comprovar sua invisibilidade.

Devagar, irmã Mariazinha abriu os olhos e... viu sua imagem naturalmente refletida no espelho.

-Ufa! Que susto! É, acho que não estou mesmo invisível... são as pessoas desta igreja que são mal-educadas mesmo!

Decidida a permanecer na igreja até o final do culto e cultuar a Deus independente de qualquer bolsada, pancada ou puxada de cabelos, irmã Mariazinha fez o máximo que podia para concentrar-se no culto.

Foi então que ela percebeu: havia sentado na última cadeira do lugar onde o grupo das irmãs sentava, e havia uma senhora que simplesmente não parava de encará-la. Pensando bem, “encarar” não era a palavra mais adequada para descrever aquilo: a senhora a olhava tão feio, mas tão feio que parecia que ia fuzilar Mariazinha com os olhos!

-Mas o que foi que eu fiz? – pensou irmã Mariazinha consigo.

De repente, num lampejo de percepção, irmã Mariazinha se deu conta: provavelmente ela havia sentado na cadeira cativa daquela senhora e, ao que parece, a irmã carrancuda não estava gostando muito disso.

Como já não havia mais lugares disponíveis, irmã Mariazinha permaneceu ali, sentindo-se mal com tudo e com todos.

Não houve apresentação de visitantes no culto, que foi bastante demorado, por sinal. Quando finalmente o culto acabou, irmã Mariazinha levantou-se o mais depressa que pôde, para evitar ficar careca, ou sem cabeça no momento da saída das pessoas da igreja. Pegou sua bolsa e começou a caminhar em direção à porta de saída. Foi impedida por uma multidão de pessoas que queriam sair todas ao mesmo tempo, sem a menor consideração umas pelas outras. Irmã Mariazinha sentiu como se estivesse no Metrô Sé ás 18h de uma segunda-feira chuvosa...

Muitos empurrões e cotoveladas depois, irmã Mariazinha finalmente conseguiu sair da igreja – sem ganhar um cumprimento sequer – com aquela sensação de que, no que dependesse dela, nunca mais poria os pés naquela congregação.

Ela então pôs-se a pensar em como um visitante não crente se sentiria naquela igreja... Será que ele se sentiria bem recebido? Será que ele voltaria ali? Será que alguma vez ele voltaria numa igreja evangélica novamente? Será que ele aceitaria a Jesus e viraria um crente também algum dia?


Fonte: Blog da Vanessa

A moda gospel que vem por aí


quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Desisto!!! UNÇÃO DO CELULAR?

Em espírito e em verdade



Ao ensinar que Deus é Espírito e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade, estava respondendo uma pergunta da mulher samaritana que queria saber o lugar certo de adorar.

A pergunta da samaritana fazia sentido para uma mente religiosa, que aprendeu a se relacionar com Deus a partir de lugares, pessoas e rituais sagrados. A religião faz isso mesmo, oferece uma forma e um conjunto de regras para que a relação com o divino aconteça da maneira correta. As pessoas precisam de dias, horas, atividades e lugares específicos onde materializar a pessoa e a presença de Deus. Precisam também de pessoas sagradas, que representem Deus, ouçam a voz de Deus e falem em nome de Deus.

Parece coisa de criança, que quando pergunta quantos dias faltam para a a Páscoa, a gente tem que mostrar os quadradinhos do calendário ou colocar um montinho de palitos de fósforo, que vão sendo subtraídos a cada dia, e então a gente diz: "falta um monte assim". A mente humana tem necessidade de dar forma, mensurar e delimitar, para poder avaliar, contabilizar e controlar.

Quando a samaritana perguntou a respeito do lugar certo para adorar, na verdade trazia uma afirmação nas entrelinhas de sua questão: existem regras que explicam como Deus funciona. Este é o pensamento mecânico, de causa e efeito, do tipo "se, então": se eu sou fiel no dízimo, então Deus me abençoa; se eu sou assíduo aos cultos, então vou crescer na fé; se eu leio a Bíblia todo dia, então terei sabedoria; se obedeço a Deus, então ficarei livre das desgraças; se eu me santifico, então minha adoração será recebida por Deus; se, então, se, então...

Mas Jesus não acreditava nisso. Sua proposta foi radical. Ensinou que jamais alguém deveria tentar confinar Deus a um lugar, um ritual, uma doutrina, uma idéia, uma forma e muito menos uma fôrma. No lugar da objetividade do relacionamento que pode ser medido e verificado, Jesus propôs a subjetividade da intimidade que ocorre na dança da Santíssima Trindade: adorar ao Pai, no espírito que é Santo, e no Filho que é a verdade. Não é tanto uma questão de regras de adoração para que Deus funcione, mas das coisas do coração, que como disse o filósofo, tem razões que a própria razão desconhece.



Por: Ed René Kivitz
Fonte: Ibab

Enquanto isso,na sessão do descarrego...


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