sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Esse tal de "reteté"!



Quem inventou esse tal de "reteté"? Seja lá quem lançou isso no meio pentecostal, "reteté" virou moda, estilo musical, estilo de pregação e por aí vai. Sinceramente, respeito e admiro todas as manifestações religiosas no meio pentecostal. Mas também é preciso ver as coisas com o olhar do bom entendimento.

O tal do "reteté", em muitos cultos de algumas igrejas que se dizem pentecostais, é uma mistura de arrastapé, golpes de karate e umas gritarias esquisitas. O grande problema não está nas manifestações corpóreas e vocais em si, mas no sentido, na finalidade . Qual a razão de tudo isso? Tem gente que entra no "reteté" com uma "cara lavada"... você percebe que a coisa é forçada, interpretada, encenada. Qual o propósito relevante dessas experiências? Que fundamento há? Já ouvi um defensor do reteté recorrer ao texto paulino que afirma que "Deus escolheu as coisas loucas desse mundo para confundir as sábias". Já ouvi dizer também que Davi entrou no "reteté" na ocasião do retorno da Arca da Aliança para Jerusalém. Os de espírito mais humorístico dizem que Jesus era do "reteté". Afirmam que o "reteté" é alegria no e do Espírito, é o explodir da glória de Deus, é o transbordar da unção, capaz de levar a pessoa a perder o domínio do próprio corpo. Os praticantes do reteté alegam que as expressões são involuntárias e imprevisíveis, ou seja, não é a pessoa, mas o Espírito de Deus que dela se apodera, conduzindo-a aos movimentos e manifestações.

Longe de mim ser grosseiro com a fé de alguém. O que desejo não é agressão, muito menos escárnio, mas sim, reflexão. Observo, não raras vezes, pregadores e cantores que praticam o reteté para emocionar as pessoas. Meu pastor contou a história de um jovem pregador que, antes de pregar, virava-se para um de seus amigos e dizia: “quer ver como coloco fogo nesse culto”! Pregava meia dúzia de palavras, fechava a Bíblia, tirava o paletó e soltava um carrilhão de “línguas estranhas” e “profetadas” e desferia uma série de socos e chutes no ar. E a galera ia à loucura! O mais importante esse jovem negligenciava nas suas pregações: a exposição da Palavra que cura, salva e transforma. Tem muita gente cheia de “reteté” e sem fé, sem amor, que não gosta de ler a Bíblia nem frequentar os cultos de estudo da Palavra de Deus. Já vi cada coisa, meu povo! Tem gente que pula, sapateia e redopia... sai do culto caluniando o irmão, chega em casa e bate na esposa. Acredito que quando o Espírito nos controla um novo coração é implantado em nós.

O problema é que o reteté se tornou uma cultura tão forte em algumas igrejas, que a maioria das músicas evangélicas, no estilo pentecostal, são feitas no ritmo que proporcione um clima propício para que as pessoas entrem no “reteté”. Surgiu até um grupo chamado “Fogo no Pé”, que canta um forró gospel pentecostal, ideal para ser tocado nos cultos e vigílias, cujo interesse seja o de levar todo mundo a se “descabelar” no “reteté”, ao invés de se buscar mais comunhão com Deus em oração e adoração. Tem pregador que, ao concluir a mensagem, pede para que alguém cante uma “música de poder” ou de “fogo” para que o povo entre no reteté. Isso virou moda gente! Em muitos eventos “pentecostais” se o pregador e o cantor não forem do “reteté”, não fizerem o reteté, enfim, o povo sai falando mal, dizendo que o camarada não tem unção. Um dia eu convidei um jovem pastor para pregar em um congresso de adolescentes na minha igreja. Um irmão me perguntou: “esse pregador é do reteté?” Gentilmente respondi: “se ele é do reteté, isso não sei; o que sei é que ele é um pregador, e é isso que nós precisamos em nosso congresso – alguém que pregue a Palavra”.

Tem gente que pratica o reteté sem saber o porquê e o pra quê. “As coisas de Deus não se explicam”, afirmam alguns. É preciso pedir-se desculpas à irmã Hermenêutica e ao irmão Bom Senso, infelizmente tão desprezados por alguns crentes. É preciso que se leia mais os ensinos de Paulo aos irmãos coríntios. É preciso um resgate da espiritualidade genuína. Pelo menos eu faço minha parte, praticando tudo aquilo que é santo, tudo que é louvável, tudo que tenha algum proveito.

Crédito: Jonathas Da Silva Diniz

Confira o resultado da enquete - Você concorda com crianças pregarem nas igrejas?

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quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Tá dominado, tá tudo dominado!


Não são poucas as pessoas que ao perceber que as promessas de Deus estão demorando em cumprir-se em suas vidas são tomadas pela ilusão que o Senhor as deixou sozinhas. Na verdade, muitos desistem de seus sonhos, ideais e projetos por não conseguir dominar suas emoções e nem tampouco confiar na ação soberana do Senhor.

A Bíblia nos aponta um Deus que tem controle sobre todas as coisas. Nada foge ao seu domínio. Mesmo assim, somos tentados a achar que em determinados momentos o Senhor encontra-se distante das nossas crises e problemas. Isto porque, temos uma grande dificuldade de compreender os altos e baixos que a vida comumente nos impõe.

Na verdade, somos influenciados pela opinião de que, quando as coisas vão bem, Deus está conosco e que ao contrário disto, ele nos abandona deixando-nos sozinhos com os nossos problemas. Quando pensamos assim, ao sofrermos qualquer tipo de adversidade, quase que instantaneamente é comum sermos tomados pela sensação que ele nos desamparou deixando-nos impotentes frente aos problemas.

Ao enxergamos a vida por este prisma, somos impedidos de compreender a soberania de Deus na vida e na história. É Imprescindível que entendamos que em todos os instantes, quer sejam bons ou maus, o Senhor sempre se encontra presente.

Deus é o único que possui uma completa e ampla visão de toda nossa existência. Ele sabe qual o melhor caminho a tomarmos. Ele conhece nossa estrutura emocional além de conhecer o trajeto ideal para cada um de nós.

Certa vez ouvi uma estória muito interessante, que bem aplicada, pode trazer luz as nossas mentes quanto à soberania de Deus sobre a história de cada uma das nossas vidas.

“Há muitos e muitos anos na China um homem bem idoso recebeu de um viajante uma égua de presente. Imediatamente, os moradores daquele lugar emitiram ao velhinho a seguinte opinião: Você está louco! Já não tem dinheiro para sustentar sua família, de que maneira você poderá cuidar deste animal? O velhinho ouvindo atentamente os vizinhos, sabiamente respondeu: Pode ser que seja bom, pode ser seja ruim! O tempo passou e a égua fugiu. Contudo, alguns dias depois ela voltou com um outro cavalo em sua companhia. E os moradores do lugarejo emitiram a seguinte opinião: Que bom! Que maravilha! Até pouco tempo você não tinha nada e agora têm dois cavalos! Mais uma vez o velhinho replicou dizendo: pode ser que seja bom, pode ser que seja ruim! Este senhor tinha um filho jovem e bonito. O rapaz vendo a beleza do cavalo resolveu montá-lo, mas, num determinado momento de sua cavalgada, sofreu um terrível acidente, ficando paralítico. O populacho novamente murmurou dizendo: Está vendo, se você não tivesse aceitado a égua de presente, ela não teria fugido e, trazido este cavalo que inutilizou para sempre o seu filho. Mais uma vez o sábio chinês replicou: Pode ser que seja bom, pode ser que seja ruim! Alguns dias se passaram e uma guerra irrompeu naquela nação. O rei convocou todos que se encontravam com saúde para a batalha. Entretanto, o filho do velho Chinês não pôde ser convocado devido à paralisia que o acometera. Neste ínterim, mais uma vez o povo emitiu sua opinião: Que providência divina! Enquanto os nossos filhos morrem no campo de batalha o seu pela misericórdia de Deus sobrevive. E outra vez mais o Sábio chinês afirmou: Pode ser que seja bom, pode ser que seja ruim!”

Toda vez que descansamos no Senhor, confiando absolutamente no seu domínio e poder, somos tomados pela sensação de que a vida tem sentido e que os episódios do dia a dia estão, na verdade, inseridos em um grande plano de Deus. Na vida nada acontece por acaso, todas as coisas estão debaixo do domínio do Senhor.

Quando aprendemos a descansar no Senhor, conseguimos enxergar Cristo em nossos barcos existenciais. Isto significa dizer que ainda que nossas embarcações sejam sacudidas pelas ondas do mar e pelos fortes ventos das tempestades, mantemo-nos convictos de que na vida não existem acidentes. Por exemplo, é completamente possível que alguns de nós venha a morrer em um acidente qualquer, sem contudo que isso represente uma morte acidental. Isto porque, em Deus não existe a possibilidade de surpresas. Não nos é possível conceber a idéia de que alguma coisa tem o poder de sair do controle de suas mãos. Ele é o único com capacidade e competência para enxergar todas as fases da vida. Seja portanto tomado pela convicção, de que todas as coisas estão sob o controle daquele que criou os céus e a terra, e que nada, absolutamente nada, acontece ocasionalmente.

Pense nisso!

Fonte: Renato Vargens

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Cantora " evangélica" Pâmela - "Eu quero muito, muito mais"

E se você pensa que já tinha visto todas as fotos exclusivas do arquivo confidencial de Pamela, se enganou.
Pamela é mesmo uma levita que só bebe da Shekinah, que tem a Marca da Promessa com um piercing no umbigo, que alta madrugada vai e lá está ela se divertindo em “vigílias”. Esta mulher de Deus é prospera! Possui fartos seios de Abraão mesmo que estes sejam de silicone, lota a mala do carro só com coisa boa, afinal… Deus tem o melhor pra vida dela, não é mesmo, minha gente? Mesmo que seja por meio do seu dinheirinho…

“Vamos beber porque amar ta difícil”
“Vamos beber porque enganar os crentes é fácil”
"Vamos beber porque a MK me defende!"
“Vamos beber porque eles não podem”
As meninas rodando no poder na vigília!
Strike a pose!
Os seios de Abraão (silicone) e a Marca da Promessa (piercing)

Fonte: Blog Crítica Cristã
Fotos: Crítica Cristâ

Da série - O Senhor da Criação

* Baixe para seu PC

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Charge do veSHAME - Morreu e não deu o dízimo

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

O Armagedom da Moda. E de como [NÃO] Reconhecer um Crente.



Definitivamente a gente escuta muita coisa esquisita na vida. E isso falando em qualquer assunto. Uma tarde, na época em que eu fazia faculdade, conversávamos sobre várias coisas, e eu não lembro o que houve que uma colega me perguntou:

- Ah, e você é crente, Avelar?!
- Sou, sim. Você não sabia? - e perguntei rindo - Será que eu me comporto tão mal assim que você ainda não tinha percebido?
- Não. É que você não parece com crente, Avelar. Eu até cogitei a hipótese, mas sei lá... Você sempre sorri, ri, conta piada e conversa com todo mundo...
- E por acaso crente não faz isso, não?
- Bom, eu não conheço crentes assim. Geralmente é um pessoal sério que só anda de roupa social e com a Bíblia debaixo o braço... E você não é assim. Então eu achei que você não era crente.

E por aí você vê como o povo conhece um crente: uma figura tipicamente antipática e sisuda. Mas é que as pessoas no geral julgam pela aparência e pela primeira vista, o que as pode levar a equívocos gigantescos. Sem contar as generalizações e os estereótipos baseados até mesmo em casos isolados.

Narrando esse episódio para um amigo meu, ele me disse que isso já tinha acontecido com ele, alguém não achar que ele fosse crente por causa de uma informalidade banal:

- "Ela me disse que até pensava que eu era crente. Mas quando viu que eu mascava chiclete e andava de chinelo descartou a idéia na hora!"

Quer dizer, agora crente não pode mais mascar chiclete e andar de chinelo?! Isso, sim, é que é um preconceito inusitado!

Essa típica mania de julgar pelas aparências e de medir pessoas com os olhos, além de pecado é muito feia. Permanece na cabeça das pessoas que o crente: a) se é homem, é o sujeito de semblante sério, bem-vestido ou vestido formalmente e de Bíblia na mão ou debaixo do braço; b) se é mulher, é aquela de saia nos tornozelos, cabelo grande, sem maquiagem, sem cabelos tingidos e que anda com a Bíblia na mão ou na bolsa.

Ainda tem os estereótipos "plus", que permitem adivinhar com certa margem de acerto de que igreja a pessoa é: a) se veste camisa branca, gravata e calças escuras, mochila e um crachá no bolso é mórmon; b) se usa roupa social, cabelo repartido e penteado para um lado e uma pasta de couro ou uma pasta transparente cheia de papeis, é testemunha-de-jeová; c) se definitivamente não usa qualquer tipo de maquiagem, não passa uma tesourinha sequer no cabelo nem cobre os fios brancos da cabeça com tinta, é da Congregação Cristã no Brasil ou de uma igreja pentecostal...

Mas um dia apareceu uma cena alucinante, da qual eu jamais, em toda a minha existência, efêmera por aqui porém eterna no reino dos céus, me olvidarei - never, ever and ever: uma senhora testemunha-de-jeová que usava um terninho feminino com saia, que seria muito elegante não fosse numa padronagem de oncinha do topo ao rodapé. Foi inédito. Foi uma Sessão da Tarde. Foi... 101 Dálmatas! Tão, tão impagável que eu me segurava para não rir! De onde a mulher tinha saído, de algum programa de música brega? Fiquei com tanta pena dela que quase ofereci minha própria toalha para ela não sair com aquilo pela rua. Espero que o IBAMA não a tenha devolvido à mata pensando que ela tivesse escapulido de lá. Seria até legal se ela andasse com uma placa "Proteja a onça-pintada", conscientizando as pessoas da importância da preservação do meio-ambiente... Ela foi atingida pelo Armagedom da moda e não sabia.

Enfim, não se conhece uma pessoa pela aparência sempre. Mas algumas coisas que nunca mudam terminam por criar uma espécie de jurisprudência do julgamento à primeira vista que nos permite passar muita vergonha de nós mesmos e ser pegos de surpresa de vez em quando: seja o juiz de cabelo cumprido, o crente com tatuagem, o policial à paisana... o visual de uma pessoa pode dizer algo, mas não diz tudo. As atitudes é que gritam. E por mais que devamos nos vestir com decoro e bom-senso, não é apenas por isso que devemos ser conhecidos como discípulos de Cristo, e sim pelo amor e pela identidade de vida com ele.

Pra terminar isso, eu vou citar um causo que aconteceu comigo e que me deu muita raiva: Moro a cinco minutos da igreja que frequento. E meu estilo é calça jeans ou cargo, camiseta e tênis. Também corto meu cabelo curto e raramente o penteio - é prático. Todos os domingos passava por um senhor que era pastor na igreja aqui da esquina. Nós sempre nos cruzávamos e ele sempre me via passar com uma Bíblia de zíper debaixo do braço quando cada um de nós ia ao templo.

Pois bem, eu sempre o cumprimentava e ele nunca respondia, até que chegou o dia que passei a ignorá-lo, apesar de suas cãs.

Um belo dia, antes de ir à igreja, eu decido que vou de terno e gravata. Saí todo arrumadinho e com a mesma Bíblia debaixo do braço. Nesse belo dia, o mesmo pastor que nunca falava comigo, apesar de me ver todos os domingos com a biblinha debaixo do braço indo para a igreja diz: "Boa noite, irmão!"

Nem lembro se respondi e o que teria dito. Mas eu me lembro do que pensei: veio na minha cabeça: por que não pará-lo tirar o terno e, erguendo-o bem alto diante dele, falar para o blazer e a gravata: "Vamos, pessoal, respondam ao senhor! Ele está cumprimentando vocês!"... Parece que minha amiga que falava de crentes antipáticos não estava totalmente sem fundamento.

Por Avelar Jr.
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Não, Obrigado!

sábado, 22 de agosto de 2009

STJ MANTÉM DUAS CONDENAÇÕES CONTRA IGREJA UNIVERSAL

Quinta-feira, 20 de Agosto de 2009

Primeiro caso: Exorcismo à força em pessoa epiléptica

O aposentado Higino Ferreira da Costa afirmou que ao passar mal na frente de um dos templos onde a Universal realiza seus cultos em São Paulo foi submetido a uma sessão de exorcismo. Disse, ainda, que os “obreiros” da Igreja o teriam levado para o altar, onde acabou desmaiando e teve várias convulsões.

Declarou, ainda, que após a sessão de exorcismo foi conduzido ao banheiro e agredido a socos e pontapés. Além disso, os pastores teriam subtraído de seu bolso a quantia que havia retirado do caixa eletrônico antes de passar mal.

Em primeiro grau, o pedido de indenização foi negado. Entretanto, ao julgar a apelação, o Tribunal de Justiça de São Paulo condenou a Universal ao pagamento de 50 salários mínimos vigentes ao tempo do pagamento e assentou: “Não se pode negar que a agressão sofrida pelo apelante e perpetrada pelos obreiros da apelada, com a finalidade de praticarem com ele algum tipo de exorcismo, implica dor e humilhação, passíveis de reparação na esfera civil como dano moral, previsto no próprio texto constitucional”.

No STJ, a defesa pretendia o seguimento do recurso especial interposto por ela para afastar a condenação em danos morais. Ao decidir, o ministro Luis Felipe Salomãoafirmou que é vedado, ao Tribunal, rever os fundamentos que levaram o TJSP a entender ter sido comprovado o dano moral que deu causa à indenização (Súmula 7/STJ).

Agravo 981417

Segundo caso: Publicar em jornal foto de mãe de santo com manchete ofensiva

Em 1999, a Folha Universal publicou uma matéria com o título “Macumbeiros charlatões lesam o bolso e a vida dos clientes” e utilizou uma foto da ialorixá Gildásia dos Santos e santos como ilustração.

Gildásia faleceu, mas seus herdeiros e espólio ingressaram com uma ação de indenização por danos morais. A 17ª Vara Cível do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) condenou a Igreja Universal ao pagamento de R$ 1,4 milhão como indenização, com base na ofensa ao artigo 5º, inciso X, da Constituição Federal (proteção à honra, vida privada e imagem). Além disso, a Folha Universal também foi condenada a publicar, em dois dos seus números, uma retratação à mãe de santo.

A Igreja Universal tentou se livrar do processo alegando que o jornal é pessoa jurídica distinta sua, mas o relator, o juiz convocado convocado do Tribunal Regional Federal da 1ª Região Carlos Fernando Mathias, não aceitou o argumento porque embora a gráfica e a Igreja Universal sejam pessoas jurídicas diferentes, elas obviamente pertencem ao mesmo grupo, como atestam os estatutos de ambas e são corresponsáveis pelo artigo, logo a Universal pode ser processada pela família.

O ministro-relator considerou também que a ofensa à mãe de santo foi uma clara causa de dor e embaraço aos herdeiros e que o pedido de indenização é um direito pessoal de cada um deles. Ele apontou que a jurisprudência do STJ é clara nesse sentido.

Por fim, quanto ao valor, ele entendeu que o fixado pela Justiça baiana era realmente alto, o equivalente a 400 salários mínimos para cada um dos herdeiros. Assim, pelas peculiaridades do caso, reduziu a indenização para um valor total de R$ 145.250,00, correspondente a R$ 20.750,00 para cada herdeiro.

Em embargos de declaração, a Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), seguindo o voto desembargador convocado Honildo de Mello Castro manteve a decisão do próprio colegiado que reconheceu a obrigação de a Igreja Universal do Reino de Deus indenizar em R$ 145,2 mil os filhos e o marido da mãe de santo baiana Gildásia dos Santos e Santos.

Resp 91331

Com informações do STJ


Via blog: http://www.adreferendum.net

Até que ponto gostamos de ser enganados?


Não se preocupe, eu não vou fazer um ensaio psicológico abordando temas e detalhes técnicos sobre o assunto. Definitivamente! Não estou habilitado para isso. Ademais, acredito que já temos material suficiente para afirmar, categoricamente, que o homem é um ser que gosta de ser enganado.

Não é de hoje, começou lá no Éden, em uma conversinha de Eva com uma serpente - imagina se conversar com uma serpente ia dar coisa boa! Se estudarmos a História como um todo, tanto a narrativa bíblica quanto os documentos extrabíblicos veremos essa realidade (também não vou entrar no assunto História. Nunca fui bom nisso no colégio, na realidade eu geralmente dormia nas aulas). Olhe para o hoje, para o agora, o presente. Veja quantos são os exemplos do homem sendo enganado e gostando disso, ou pelo menos fingindo que não o foi. Quantas vezes você foi ao shopping, mercado, restaurante ou seja lá onde for e pagou sua conta, em dinheiro, e ficaram te devendo um ou dois centavos e você fez de conta que não viu? Tá vendo, até você (e eu, claro!) gosta de ser enganado!

Se você ligar no noticiário da TV ou navegar em qualquer site de noticias aqui mesmo na Internet verá que estamos novamente vivendo uma guerra entre gigantes: de um lado todo o império da maior massa de comunicação do País e de outro um homem de deus e sua trupe, ou seja, estamos vivendo e fazendo História! Não quero, e não vou, defender aqui A ou B. Não é esse o objetivo deste artigo, mas como você já sabe vou falar do povo que é enganado.

Todo mundo sabe - a menos que nas últimas décadas você esteve morando em Marte - que há indícios de que a Record foi comprada com dinheiro de fieis seguidores do bispo Macedo (ele deve estar mal, ainda não foi aceito como apóstolo!). Isso não sou eu quem diz, é nada menos que o Ministério Público. Vamos aos fatos! Quando você entrega na sua igreja, seja ela qual for, sua oferta ou seu dízimo o faz, primeiramente, na intenção de reconhecer que tudo o que você tem veio de Deus, ou seja, seria sua forma concreta de expressar sua gratidão para com Deus. Depois você o faz porque sabe das necessidades da igreja local: aluguel (ou construção) do templo, água, energia elétrica, manutenção do pastor - quando este recebe da igreja), etc, etc, etc... O banco que você senta, o som que você ouve, as paredes que te acolhem, os instrumentos dos músicos, nada disso caiu do céu. Vai dizer que não sabia?

Enfim, esse deveria ser o destino, a aplicação correta do dinheiro colhido em qualquer igreja, seja ela pequena ou mega, "rica" ou "pobre". Mas, como nem tudo é perfeito e temos acompanhado isso, o pessoal anda utilizando para outras finalidades, como a citada acima por exemplo. E o povo, mesmo sabendo de todas essas maracutaias de seus líderes, continuar a seguí-los, a entregar seu suado salário ou outros valores e bens como se nada tivesse acontecido, como se tudo isso não passasse de uma mera perseguição. Quer exemplo maior de que o homem gosta - e quer - ser enganado?

Em um outro caso, um casal que tentou entrar nos EUA com dinheiro ilegal, não declarado, dentro de uma Bíblia (isso o tornaria santo?) foi preso e o povo continua a adorá-los como se aquilo fosse algo mais normal do mundo, como respirar ou tomar um copo de água. Tem alguns até tatuando em seus corpos "Morrer até renascer". Não, ops! Eu acho que é "Renascer até morrer". Bom, na realidade não faz diferença pois isso não deixa de ser uma forma de idolatria. Eu pergunto: o que torna esse casal menos criminoso que um cidadão que mata ou rouba por prazer? Infringiu a Lei, é criminoso! Eu fico imaginando: se meu líder é capaz de fazer uma coisa dessas, do que mais ele seria capaz?

Estes são apenas alguns casos dentro da nossa realidade. Hoje em dia basta apenas um cidadão oferecer - ou mentir - um pouco mais e lá está uma grande quantidade de pessoas o seguindo, o defendendo e o adorando. Não se racionia mais, não se analisa, não se estuda. Tudo é aceito como vem, de onde vem. E tudo vai bem, até mesmo quando estamos sendo enganados, quando somos feito de otários. Afinal, gostamos disso e até defendemos nossos enganadores. Pra que se preocupar?

O estado letárgico que a igreja se encontra, deixando se dominar pelo inimigo tem permitido que verdadeiras aberrações aconteçam em nosso meio. E lá vai o povão ser enganado cada vez mais e mais. Ao final das contas, quando a coisa aperta de vez, a resposta não é nada menos que algo semelhante aquilo que nosso estimado presidente da República andou proferindo diante de alguns fatos passados: "Eu não sabia de nada". Como se isso nos isentasse de termos sido enganados.

* deus neste texto foi tratado como deus (com "d" minúsculo) porque acredito que o cidadão em questão não seja um homem ungido pelo Deus Eterno, quiçá pelo "deus" deste século que atende pelo nome de Mamom.


Fonte: Sem forma

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Ainda tem gente de Deus


Deus é Real Vencedores Por Cristo
Se eu fosse contar o que de alguém ouvi
Poderia um detalhe esquecer
Pois quando se conta algo que não se viu
Muita gente talvez não vá crer.

Mas o que senti com o toque da fé
E até com os olhos da alma eu vi
De um tempo e escute e verás afinal
Que o Deus que eu achei é real

O Deus que o mundo tão lindo criou
Tanto amou a você e a mim
Por isso Seu Filho ao mundo mandou
Nos trazer salvação que é sem fim

Mas o que senti com o toque da fé
E até com os olhos da alma eu vi
Deixa claro Ele vive em meu coração
Encontrei Seu perdão e a paz sem igual

Digo então que o meu Deus é rea-a-a-al
Deus é rea-a-a-al, Deus é real!

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Goiás intima pastores por suposto esquema de pirâmide


Um total de 18 pastores evangélicos foi intimado, pela Polícia de Goiás, a prestar depoimento amanhã (10) no inquérito que investiga um suposto esquema de pirâmide denominado Elite Activity. De acordo com o delegado Waldir Soares de Oliveira, titular do 22º DP da Vila Mutirão, região Noroeste de Goiânia, os religiosos estariam envolvidos na pirâmide, que entrou no País no ano passado.

"O esquema atraiu cerca de uma mil pessoas em Goiás, outras 72 mil pessoas em sete Estados no País e tem ramificações entre brasileiros que moram nos Estados Unidos", afirmou o delegado, que preside o inquérito. Segundo ele, a Polícia Federal e a Interpol foram acionadas, na semana passada. Segundo ele, a Elite, empresa que supostamente administra a pirâmide, tem sede em Austin (Texas). Soares garante que todos os religiosos a serem ouvidos no inquérito, podem ser indiciados por formação de quadrilha, estelionato e crime contra a economia popular.

Até agora, de acordo com a polícia, o grupo de pessoas supostamente lesadas estaria concentrado em Goiânia. Consta no inquérito que o suposto esquema usa a Bíblia para tentar enganar as pessoas. No site em português www.eliteactivity.com.br, os organizadores do "Elite Activity" garantem que o sistema de doação não é uma pirâmide, mas "uma crença nascida da tentativa de partilhar". Isso significa, segundo a Elite, o direito do indivíduo de dar e receber doações.

O direito à abundância da Elite resultou, na semana passada, na prisão em flagrante de um pastor, Elias Pereira de Deus, e um diácono, Geraldo Alves de Carvalho, no 22º DP. Eles atuavam, segundo a polícia, num dos bairros mais pobres de Goiânia, o Jardim Primavera, e teriam convencido mais de 300 pessoas para aderir ao esquema. Pelo sistema de "doações" de R$ 200 em dinheiro, cada participante deveria convidar mais duas pessoas que, por sua vez, chamariam outras duas. Na multiplicação da base, cada cabeça receberia oito vezes o valor investido graças ao "círculo de abundância".

O sistema, em ciclos, também possibilita a cada "membro" mudanças de ciclos de doações, num total de sete, com valores variando entre R$ 100 a R$ 500. "Para cada uma das sete doações há oito doações a receber", indica o site. "A promessa é que, no final de cada ciclo, o participante receberia até R$ 568 mil", disse o delegado.

Fonte: Correio Brasiliense

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Pastora Ludmila Ferber: um ser de luz vivente

No dia 16 de Junho deste ano, ocorreu em Agudos (SP) um show com a Pastora Ludmila Ferber. No repertório canções como “Nunca Pare de Lutar”, e segundo pessoas que estiveram no evento foi uma grande noite de celebração.

Durante uma ministração profética da Pastora dos Sonhos de Deus, eis que ela é envolvida por uma luz. Prova disto, é este vídeo abaixo filmado pela “colega” Glaucy e colocado no YouTube pelo “nem” Hebert. Veja que fato sobrenatural ao 2min37seg!



É ou não é uma palhaçada? Sabem o que é isso? Resultado de uma das mais profundas ignorâncias humanas. Essa duplinha aí se tirasse uma foto da Pastora com os olhos vermelhos, iriam dizer que o Espírito Santo estava nela, pois os Seus olhos são como chamas de fogo!

Fonte: Crítica Cristã

Enquanto isso na sessão do descarrego



domingo, 16 de agosto de 2009

Se a TV é do cão, qual é o canal preferido dele?

Nesta semana todos acompanhamos os acontecimentos relacionados com a guerra dos gigantes da comunicação brasileira, a Rede Record e a Rede Globo.

De um lado, a Globo trouxe para a TV - e com grande destaque - a notícia já veiculada em vários jornais de que a Igreja Universal do Reino de Deus fora denunciada pelo Ministério Público por vários crimes como lavagem de dinheiro, falsificação de documentos e ocultação de bens com a ajuda de empresas fantasmas, além de desviar o dinheiro das contribuições da Igreja Universal para a compra de empresas jornalísticas e bens particulares em detrimento da própria instituição, valendo-se da religião como pretexto para lucro e da isenção de impostos que têm os templos de qualquer culto.

Nas matérias, além de manchetes e trechos dessa pauta publicados em outros veículos de informação, a Globo utilizou imagens de fiéis doando dinheiro em cultos da Universal e de Edir Macedo treinando seus pastores para obter doações de fieis em tom de escánio da fé alheia - as mesmas imagens que Edir Macedo tentou judicialmente obrigar o Google a retirar do YouTube

Por outro lado, a Record defende-se afirmando a legitimidade das ofertas dos fieis e a confiabilidade da Igreja Universal, e alega que os ataques desferidos são fruto da perda de audiência e, portanto, perda do monopólio da informação por parte da Globo, que teria de obtido financiamento público ilegalmente para a construção do Projac (prédio onde esta grava grande parte de seus programas), apoiado a ditadura militar, manipulado a opinião pública, citando casos clássicos como os de Brizola e de Fernando Collor, além de acusar a família Marinho de falsificação de documentos.

Agora tudo foi lançado no ventilador e a baixaria está generalizada. É hora de expor os esqueletos do armário do adversário e esforçar-se por evitar inutilmente que a própria reputação não seja danada em contrapartida. O fato é que ambos os concorrentes são podres, sabem disso, e a guerra está aí.

Infelizmente o que está acontecendo em termos de guerra midiática não vem de um arroubo de preocupação genuína dessas emissoras com o povo brasileiro, mas de uma sórdida disputa de interesses financeiros. Nada mais imoral que isso. Não fosse a gana por dinheiro, poder e influência desses dois demônios em conflito, a população poderia ser roubada até da própria alma que eles não estariam nem aí.

Assim, não importa quem ganhe essa batalha vil, da qual somos espectadores, a corrupção e a mentira continuarão por aí, sempre prosperando, seja no âmbito governamental, jornalístico ou religioso. Mas, pelo menos, a gente agora pode tirar proveito de conhecer algumas verdades antes omitidas por total falta de escrúpulos dessas empresas e abrir os olhos para não sermos tão crentes em qualquer coisa ou pessoa. Um pouco de desconfiança e ceticismo de vez em quando não fazem mal a ninguém. E nesse caso, então...

[Dizem as más línguas que Sílvio Santos não entrou nesse balaio de gatos ainda porque a Record já comprou "Pica-Pau" e "Bela, a Feia" (convenhamos: esta é da Televisa, a antiga paquera do SBT e a mesma produtora mexicana do Chaves; "Bela" é mais do mesmo gênero novelédia pastelão barata de mulher embarangada que fica bonita no final), e se o Bispo , que já anda arrastando asa para a Televisa, comprar "Chaves", o SBT vai à falência, já que não tem outra coisa para a gente assistir. "E todo cuidado é pouco nesse momento, não é, patrão?"

"É isso aí, Lombardi!"]

sem sucesso.

Torçamos para que justiça seja feita dessa vez e que os responsáveis punidos, porque, caso as denúncias apresentadas pelos dois lados estejam corretas, o povo brasileiro já sofreu, além de um grande prejuízo espiritual e intelectual, um enorme dano financeiro que precisam ser (e dificilmente serão) reparados.

E hoje à noite esta dupla de pugilistas que lutam entre si (e contra nós) vai ter outro "assalto". ;)


Por Avelar Jr.
Também publicado no blog Não, Obrigado!

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

O barraco continua!!! Rede Globo vs Rede Record - Os dois lados da moeda

Ataque



e contra ataque...

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Líder evangélico ataca Universal por guerra de TVs



N
um discurso de nove minutos, improvisado, o pastor pentecostal Silas Malafaia, da Assembleia de Deus, atacou pesadamente a Igreja Universal do Reino de Deus por causa da chamada "guerra das TVs". Dizendo-se imbuído (por Deus) da missão de defender o povo evangélico da guerra de duas emissoras, Malafaia comparou a Record com um império do mal. A Globo foi poupada. O discurso aparece em um vídeo gravado no final de 2007 que voltou a circular na internet.

O evangélico também cobrou da Universal menos empenho em ganhar dinheiro e mais "em pregar a palavra" de Deus. "Vocês estão perdendo o foco (como igreja)", criticou.

"Estou dando alerta como um profeta de Deus. A comunidade evangélica não vai ser jogada numa guerra porque alguém que tem um problema emocional não resolvido, de ódio, porque foi perseguido lá atrás... e agora, a todo custo, quer quebrar o concorrente, quer fazer uma guerra."

"Nós, evangélicos, não temos nada a ver com isso (...) O dinheiro da igreja a serviço do diabo e do pecado numa guerra ilógica."

Ao final da cabongada, Malafaia se desculpou: "Não me levem a mal, vos amo, é por isso que estou dando este alerta."

Missionário, conferencista Malafaia surge com frequência dentro do horário de outras igrejas, como a do Mundial do Poder de Deus, na Rede TV e canal 21. Ele tem programa na Band, é escritor, poeta e compositor.

Fonte: Ricardo Feltrin - Colunista do UOL



quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Torturado por um mantra



C
erta vez eu fui resolver certos assuntos pessoais em Cuiabá, a bela e quente capital matogrossense. No dia em que ia voltar para casa resolvi passear um pouco. E o que é que a gente faz com tempo livre? Passeia no shopping. E lá fui eu, rumo a um bonito shopping, ao lado de um templo evangélico gigantesco.


Ao chegar visitei algumas lojas, mas logo rumei a uma de departamentos, daquelas onde vendem de tudo: de meias para bebês a impressoras a laser. Como gosto de filmes de ação, lá fui eu para a seção de DVDs, para ver se compraria um do James Bond.

Na loja estava tocando um CD “ultramantreiro”, daqueles que fazem a festa gospel bombar. Comecei a reparar na letra, e de repente o cantor solta: “Eu quero fazer uma aliança com o Senhor inquebrável, / Inabalável / Eu quero fazer uma aliança com o Senhor / Meu Deus / De ser fiel até o fim”. Será que Deus faz aliança assim, desse jeito, conosco? Afinal, ainda que eu seja cristão, não deixei de ser pecador falho e imperfeito. Como Deus pode confiar em uma aliança assim, “inquebrável”, com alguém como eu? Se nem o apóstolo Pedro foi fiel até o fim, traindo Jesus no meio da sua jornada, imagine eu!

Bom, depois dessa, ouvi o seguinte: “A minha fidelidade, a minha obediência / Sempre vai tocar o coração de Deus / A minha santidade, me leva em tua presença / Eu amo tua casa, eu sou filho teu”. Fora o erro de concordância, que dói no fundo do ouvido, eu nunca tinha ouvido algo tão medonho assim. Quer dizer que são meus esforços próprios que chamam a atenção de Deus? O que dizer de Isaías 64.6, em que o profeta afirma que minha própria justiça não passa de lixo para Deus? Não foi ele quem tomou a iniciativa de vir em minha direção, revelando-se em amor em misericórdia? Quer dizer que precisei fazer uma pequena chantagem, um “charminho” pra cima de Deus? Quer dizer que a santidade, a fidelidade e a obediência são frutos de meu próprio labor? Puxa vida, é só eu, eu, meu, meu... Deus está se tornando acessório. Mas vamos em frente, que ainda não apresentei a última, que quase me matou.

A letra dizia assim: “A tua unção está em mim / Se eu for até o fim / Eu não vou medir esforços / Para receber o que tu tens pra mim / Eu tomo posse da minha herança / Sou herdeiro da promessa de Deus / Eu tenho fé e confiança / Que eu já recebi tudo aquilo que é meu”. Na hora me lembrei das palavras de Paulo a Timóteo, onde ele aconselhava o jovem pastor: “E na verdade todos os que querem viver piamente em Cristo Jesus padecerão perseguições” (2Tm 3.12). Paulo não fala em unção sobre Timóteo, nem fala em perseverar para conquistar aquilo que Deus tem para ele (a perseverança se dá em outro nível, não nesse materialismo barato), mas sim fala a respeito de restrição, renúncia e sofrimento por amor a Cristo.

Só sei que depois de ouvir tanto mantra, saí da loja sem comprar o DVD do James Bond. Perdeu a graça. Na saída da loja, recoloquei meu CD player portátil para tocar e começou uma bonita canção de Carly Simon que dizia: “You’re so vain / You probably think this song is about you” (“Você é tão fútil / Você provavelmente pensa que essa canção é a seu respeito”). Dizem as más línguas que ela escreveu essa música pensando em Warren Beatty, um antigo namoro. Mas, adaptando para o nosso tempo, penso que os mantreiros cantam (inconscientemente) isso é para Deus. Nas canções de muitos, o Pai se tornou fútil e sem sentido. Pensam que cantam a respeito dele, contudo criam um falso ídolo, um bezerro, não de ouro, mas de plástico (dos CDs e dos cartões de crédito) e de papel-moeda.

Consegui escapar da sessão de tortura. Porém ainda sinto dores, especialmente quando penso em milhares de pessoas que aceitam, de bom grado, trocar o Deus verdadeiro por esse baal pós-moderno, se iludindo e enganando a outros. O anestésico para essas dores é o estudo da Palavra. Mas será que a igreja evangélica brasileira ainda se interessa por essa cura?


• Rodrigo de Lima Ferreira, casado, duas filhas, é pastor da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil desde 1997. Graduado em teologia e mestre em missões urbanas pela FTSA, hoje pastoreia a IPI de Rolim de Moura, RO. revdigao.wordpress.com
Fonte: Ultimato

Promotoria quer cooperação de países no caso Universal

"Segundo dados da Receita Federal, a Universal arrecada cerca de R$ 1,4 bilhão por ano em dízimos"

O Ministério Público de São Paulo vai pedir a cooperação internacional para investigar os crimes de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha supostamente praticados por líderes da Igreja Universal do Reino de Deus, informa reportagem de Marcio Aith, publicada nesta quarta-feira pela Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal). Segundo a reportagem, o pedido deverá compor a segunda fase da investigação dos promotores paulistas contra Edir Macedo, fundador da Igreja Universal, e outras nove pessoas ligadas à igreja, denunciadas na última segunda-feira à Justiça de São Paulo. A denúncia resulta de uma investigação que quebrou os sigilos bancário e fiscal da Universal e levantou o patrimônio acumulado por seus membros com dinheiro doado pelos fiéis, entre 1999 e 2009. A Folha informa que, segundo dados da Receita Federal, a Universal arrecada cerca de R$ 1,4 bilhão por ano em dízimos. Somando-se as transferências atípicas e os depósitos bancários em espécie feitos por pessoas ligadas à Universal, o volume financeiro da igreja entre 2001 e 2008 foi de cerca de R$ 8 bilhões, segundo informações do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), órgão do Ministério da Fazenda que combate a lavagem de dinheiro. Outro lado O advogado dos líderes da Igreja Universal, Arthur Lavigne, afirmou que ainda analisará a denúncia feita pelo Ministério Público. Segundo a defesa da Universal, as empresas apontadas pela Promotoria como fachada para a movimentação do dinheiro pago por fiéis como dízimo já foram fiscalizadas pela Receita e tiveram as contas aprovadas.

Fonte: Uol

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Big Brother Religioso com Rabinos, padres, irmãs e monges tentando converter ateus


Um novo reality show televisivo na Turquia mostrará rabinos, padres, irmãs e monges tentando converter ateus em fieis. O Vaticano enviará um padre, um monge budista foi recrutado, e os ateus que se converterem ganharão uma viagem para algum lugar sagrado. A autoridade religiosa muçulmana da Turquia não achou graça.

O Channel T não tem exatamente uma das maiores audiências da televisão turca. E esta estação de público segmentado, espremida numa área comercial de Istambul, ganhou as manchetes principalmente por causa da mulher que a comanda, Seyhan Soylu. Com frequência chamada apenas de “Sisi” pela imprensa, ela tem 36 anos, é uma jornalista, ex-policial, transsexual e enfant terrible da Turquia.

Aos 20, filho de um diplomata e graduado na academia de polícia, ele fez uma operação para trocar de sexo. Aos 22, Sisi apareceu na capa da Playboy, e desde então desenvolveu um interesse por política em grande escala. Como funcionária pública, Soylu tomou parte na derrubada do primeiro-ministro fundamentalista Necmettin Erbakan em 1997. Em setembro passado, a loira eloquente de braços tatuados foi até presa por suspeita de ser integrante da Ergenekon, uma organização ultranacionalista que Ankara acredita ter planejado um golpe para derrubar o governo.

Então talvez não seja nenhuma surpresa que Sisi também seja a força por trás do programa de televisão mais controverso do país. Durante semanas, o reality show criado pela chefe do Channel T e chamado “Tövbekarlar yarisiyor” (algo como “Competição dos Penitentes”) esteve no centro do debate público. O programa mostra 12 ateus e vários representantes religiosos, incluindo um padre católico e um ortodoxo, um imã muçulmano, um rabino judeu e um monge budista.

Autoridade religiosa: “Uma depreciação da religião”
Durante oito semanas, os clérigos, agindo de forma independente uns dos outros, tentarão converter os candidatos ateus às suas respectivas crenças. O programa incluirá conversas face-a-face, sessões de perguntas e respostas em grupo e visitas a mesquitas e igrejas. Se os religiosos conseguirem converter um participante, este ganhará uma viagem para o lugar sagrado da religião em questão. Um muçulmano recém-convertido fará uma peregrinação a Meca às custas do canal, um judeu irá para Jerusalém, um católico para o Vaticano e um budista para o Tibete.

Isso soa como uma piada, mas os criadores do programa no Channel T são muito sérios a respeito. “Selecionamos nossos 12 ateus entre mais de 200 inscritos. Já temos um compromisso do Vaticano, que planeja nos enviar um padre”, disse Soylu em seu escritório no bairro de Güngören em Istambul. Um rabino e um monge budista também foram recrutados. Inicialmente, o canal teve dificuldades em conseguir um representante do Islã, mas eventualmente encontrou um imã tunisiano disposto a aceitar o desafio.

Soylu diz que a autoridade religiosa hesitou em permitir a participação de um imã turco no programa, mas isso é um eufemismo. O Departamento de Assuntos Religiosos (Diyanet) de Ankara reagiu com irritação ao anúncio do Channel T sobre os planos para o programa. “Nenhum imã” participará desse programa “ordinário”, disse o presidente do Diyanet Ali Bardakoglu numa entrevista à TV. O programa, disse ele, não passa de um “erro fatal” e, mais do que isso, representa uma “depreciação da religião”.

Mustafa Çagrici, mufti supremo de Istambul, que, assim como Bardakoglu, está entre as vozes mais moderadas do Islã turco, teme a falência do mundo Oriental. Experimentar com Deus, diz ele acaloradamente, é prejudicial à harmonia pública.

“Queremos ajudar as pessoas a encontrar Deus”
Soylu, que vê a si mesma como uma “muçulmana devota com visões não dogmáticas” num país com uma população na qual 99% das pessoas pertencem à mesma religião, lançou um contra-ataque. “Onde está o problema? Nós não queremos incitar uma guerra religiosa”, diz ela. “Queremos ajudar as pessoas a encontrar Deus”.

Se o programa de fato acabar ofendendo as sensibilidades religiosas, o canal pode esperar receber uma multa da agência que regula a mídia turca. Na pior das hipóteses, ele poderá enfrentar a perda de sua concessão.

Ironicamente, os fiscais da mídia turca têm lidado com um número cada vez maior de programas absurdos há algum tempo. Na batalha por telespectadores, os canais turcos estão superando uns aos outros com programas de mau gosto como “Ver coskuyu” (algo como “Mostre do que é Capaz”), no qual os candidatos são cobertos de pequenos insetos ou recebem choques elétricos enquanto cantam uma música. Em outro programa, que foi acusado de sexismo, um homem enfrenta 50 mulheres loiras num teste de conhecimento – eventualmente ele ganha, mostrando que as loiras são intelectualmente inferiores.

O programa de Sisi sobre os ateus e a religião é relativamente inofensivo em comparação. A socióloga turca Nilüfer Narli sente até que ele preenche uma necessidade social: “a crescente curiosidade em relação às outras religiões”. Enquanto isso, ainda não está certo quando o programa “Competição de Penitentes” irá ao ar. O canal primeiro anunciou sua estreia para setembro, mas agora um conselheiro do Channel T disse que ele não será lançado antes de outubro – depois do Ramadã, o mês de jejum islâmico.

Fonte: Uol

Da série: Ainda tem gente de Deus



Postas Abertas

Composição: Paulo Cesar,

Ontem deixou sua casa e saiu pelo mundo
De coração lá no fundo eu não entendi
Tudo o que fiz, o que ele quis, meus braços abertos ficaram
E ainda estão assim, e vão continuar, até um dia vê-lo regressar
Posso pensar no que o mundo lhe tem preparado
Sei provações tem passado e tudo por quê?
Falsos amigos por aí, conselhos vazios, mais cheios de palavras vãs
Que grande ilusão, mentiram ao seu jovem coração
Mas... nunca é tarde não, sai da escuridão, há um novo dia, nova manhã
A mesma casa tem portas abertas, pessoas certas, amigos e irmãos
Parece sonho mas nem a distância me engana
O coração de quem ama não pode esquecer
Seus passos fracos, tropeções, seus olhos rebrilham e choram;
Pai, eu sei que errei, mas vim para acertar, permita-me de novo aqui ficar
Pai só lamento que onde passei via muitos
Filhos sem rumo, sem teto e carentes de amor
o Senhor lhes dê a mão, lhes mostre de novo o caminho
Para um renascer, um novo proceder, na mais perfeita e bela comunhão
Mas... nunca é tarde não, sai da escuridão, há um novo dia, nova manhã
A mesma casa tem portas abertas, pessoas certas, amigos e irmãos

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Jesus, me ajuda a andar de bicicleta?

Por Avelar Jr.
Também no Blog Não, Obrigado!

As imagens abaixo fazem parte de uma coleção que objetiva "lembrar às crianças que Jesus está sempre com elas" e que Ele "está conosco em tudo o que fazemos, cuidando de nós e envolvido em todas as nossas ações e atividades", segundo o site que as comercializa.

Inegável que essas estatuazinhas são uma bela maneira de se ganhar dinheiro. Mas, cá entre nós, não vá me dizer que você também não queria ganhar uma delas!

Quem quiser me mandar uma de presente, vai me deixar muito feliz se não ficar apenas na intenção.

Ah, e eu prefiro a da bicicleta, tá bom?




domingo, 9 de agosto de 2009

Compre Deus por apenas R$ 900,00



Video sugerido por um dos nossos leitores.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Onde está Deus quando as coisas vão mal?

O texto abaixo, que eu achei belíssimo e que trata da existência do sofrimento e da justiça de Deus, foi citado no livro "Onde está Deus quando as coisas vão mal?", escrito por John Blanchard e publicado pela Editora Fiel. O autor deste texto não é identificado pelo autor, que menciona apenas que ele foi publicado em 1960. (A propósito, recomendo a leitura desse livreto, que tem apenas 40 páginas).



No final dos tempos, bilhões de pessoas se apresentaram diante do trono de Deus. Muitas retrocederam ante a luz que resplandecia diante delas. Mas alguns grupos que estavam na frente conversavam veementemente, não com temor servil, e sim com agressividade: "Deus pode nos julgar?"

"Como Ele pode saber algo a respeito de sofrimento?", questionou uma moça ousada. Ela puxou com rapidez a manga de sua veste para mostrar o número tatuado de um campo de concentração nazista. "Suportamos terror... espancamento... tortura... morte!"

Em outro grupo, um homem curvou o seu pescoço, dizendo: "O que vocês acham disto?", ele perguntou, mostrando uma horrível marca de corda. "Linchado por ser negro e não por cometer algum crime!"

Em outra multidão, uma estudante grávida, com olhos taciturnos, murmurou: "Por que eu tive de sofrer? Não foi minha culpa".

Espalhados ante o trono, havia milhares de grupos como esses. Cada pessoa tinha uma queixa contra Deus, por causa do mal e sofrimento que Ele havia permitido neste mundo. Quão feliz estava Deus em viver no céu, onde tudo era doçura e luz, onde não havia lágrima, nem medo, nem fome, nem ódio! O que Deus sabia a respeito de tudo que os homens tinham sido obrigados a suportar neste mundo? "Deus leva uma vida muito tranqüila", eles diziam.

Cada grupo apresentou o seu líder, escolhido por haver sofrido mais do que os outros do grupo. Um judeu, um negro, alguém de Hiroshima, uma pessoa que fora horrivelmente afligida por artrite e uma criança teratogênica. No centro da aglomeração, eles conversaram entre si.

Por fim, estavam prontos para apresentar o seu caso e o fizeram com muita perspicácia. Antes de se qualificar para ser o juiz deles, Deus tinha de suportar o que eles haviam suportado. Haviam chegado ao veredicto de que Deus fosse condenado a viver na terra - como homem! Deveria nascer como judeu; a legitimidade de seu nascimento teria de ser questionada. Ele deveria realizar uma obra tão difícil, que sua família pensaria estar louco, quando tentasse realizar essa obra. Ele deveria ser traído por seus amigos íntimos; enfrentar falsas acusações, ser julgado por um júri preconceituoso e condenado por um juiz medroso. Deveria ser torturado e, por fim, entender o que significa ser terrivelmente abandonado e deixado solitário. Depois, Ele deveria morrer em agonia, de tal modo que não haveria dúvidas quanto à sua morte. E grande número de testemunhas deveriam comprová-la.

Enquanto cada líder anunciava a parte de sua sentença, um intenso murmúrio de aprovação saía dos lábios das pessoas ali reunidas. Quando o último líder terminou de proferir a sentença, houve um silêncio prolongado. Ninguém proferiu nenhuma palavra. Ninguém se mexeu, pois todos sabiam que Deus já havia cumprido a sua sentença.


Postado também no blog de Avelar Jr.: Não, Obrigado!

Davi dançou, eu também quero dançar!



E
ste é um dos argumentos que mais escuto da parte daqueles que defendem a "dança litúrgica" durante os cultos públicos nas igrejas evangélicas. Se o rei Davi dançou diante da arca de Deus, quando a mesma estava sendo trazida de volta para Jerusalém, por que nós não podemos, da mesma forma, expressar nossa alegria diante de Deus em nossos cultos, com danças de caráter religioso? Afinal, a Bíblia menciona não só Davi, mas Miriã e outras pessoas que dançaram de alegria na presença do Senhor (a imagem ao lado de Davi dançando é do famoso pintor francês James Tissot).

Não consigo me convencer com este argumento. Eu sei que existem outros, mas este, em particular, não me convence. Não é que eu seja contra a dança em si. Sinceramente, não vejo como considerar a dança como um ato pecaminoso, como parece que alguns segmentos evangélicos fazem. Se Davi dançou, e com ele outros personagens da Bíblia, isto pode não provar que devemos dançar em nossos cultos, mas no mínimo é uma evidência de que a dança em si não é pecaminosa, errada ou imprópria para o cristão. A não ser, é claro, aquelas danças sensuais, provocativas, eróticas ou, no mínimo, sugestivas, que despertem paixões e a lascívia. Nesse caso, me junto aos Pais da Igreja, como Basílio, João Crisóstomo, Agostinho, Tertuliano, entre outros, que condenaram veementemente este tipo de dança por parte parte dos cristãos.

Mas, nem toda dança é sensual. Quando eu estava estudando para meu doutorado nos Estados Unidos frequentava com minha família uma igreja presbiteriana muito firme biblicamente. Uma vez por mês os casais da igreja se encontravam no salão social num sábado a noite onde, liderados pelo pastor e sua esposa, ouviam música country, jazz, clássica, e eventualmente dançavam (cada um com seu cônjuge, veja bem!). Minha esposa Minka e eu estivemos lá umas poucas vezes. Nós mesmos não chegamos a dançar, sou meio duro nas articulações e daria um espetáculo horroroso, matando a Minka de vergonha... hehehehe. Mas foi uma experiência muito interessante, que me marcou pela alegria, naturalidade e pureza do evento. E serviu para demonstrar o que eu já pensava, que dançar em si não é pecado.

Voltemos a Davi. Por que então não consigo aceitar que o exemplo dele é definitivo como base para as danças litúrgicas, ministérios de coreografia, dança profética e grupos de danças durante os cultos?

Bem, primeiro porque não acredito que devamos fazer normas ou estabelecer princípios gerais para a vida da igreja simplesmente a partir de atos, ações, eventos, incidentes envolvendo os heróis da Bíblia. Nem tudo o que aconteceu na vida deles pode virar paradigma para os cristãos. A não ser aquelas coisas que a própria Bíblia determina. Jesus, por exemplo, recomendou que imitássemos Davi em sua atitude para com a lei cerimonial (Mat 12:3). Davi é citado como homem segundo o coração de Deus (Atos 13:22), que serviu a Deus em sua própria geração (Atos 13:36), no que deveria ser imitado. Sua fé o coloca na galeria dos heróis da fé em Hebreus (11:32) e serve de exemplo para nós. Ainda poderíamos mencionar seu arrependimento e contrição após ter pecado contra Deus (Salmos 32 e 51). Tais coisas são norma e regra geral para todos os cristãos. Isto não significa, todavia, que cada atitude de Davi sirva de modelo para nós.

Uma segunda dificuldade que tenho é com este tipo de interpretação, muito popular hoje entre os evangélicos, que simplesmente transpõe para nossos dias os eventos históricos narrados na Bíblia, sem levar em consideração o contexto cultural, histórico, teológico e literário dos mesmos, e os usa como base para construir ritos, práticas e regras a serem seguidos nas igrejas cristãs. Moisés bateu com a vara na rocha - lá vem a reencenação do episódio nas igrejas como símbolo da vitória. Ouvi falar que a derrubada da muralha de Jericó foi recentemente reencenada numa igreja (usando uma muralha de isopor e gelo seco) como base para se clamar a vitória para o ano de 2009. E por ai vai. A lista é enorme. No caso de Davi, não poderíamos esquecer que na cultura do Antigo Oriente as danças eram usadas como manifestação popular pelas vitórias militares obtidas, e eram geralmente lideradas pelas mulheres. Foi o caso com a dança de Miriã (Ex 15:20), a filha de Jefté (Juízes 11:34), as mulheres de Judá (1Sam 18:6) e a própria dança de Davi (2Sam 6:20). Ao que parece, o povo saia em passeata dançando em roda (sobre dança de roda, veja Juízes 21:21 e 23). Até onde sei, no Brasil não se costuma celebrar as vitórias com danças de roda. As danças têm outra conotação e servem a outros propósitos, nem sempre moralmente neutros.

Tudo bem, vá lá. Vamos supor, por um momento, que a dança de Davi sirva de base para nós, cristãos. O que o evento lúdico do rei de Israel poderia nos autorizar? Com certeza, não autoriza que dancemos nos cultos públicos de nossas igrejas, pois a dança de Davi foi numa passeata religiosa, nas ruas de Jerusalém, algo espontâneo e do momento. Ele não marcou um culto no templo de Jerusalém, que era o local determinado por Deus para os cultos a Ele, onde foi dançar de alegria perante o Senhor. Até onde eu sei, nos cultos determinados por Deus no Antigo Testamento não havia dança alguma. Deus não determinou a dança como elemento de culto, não há qualquer registro de que as mesmas fizessem parte do culto que lhe era oferecido no templo. E acho que os apóstolos e primeiros cristãos entenderam desta forma, pois não há danças nos cultos do Novo Testamento.

Se formos usar o exemplo de Davi como base, chegaremos à conclusão que a dança dele também não autoriza a criação de grupos de dança litúrgica nas igrejas, que se apresentam regularmente nos cultos. Não justifica nem a criação dos ministérios de dança e a descoberta do dom espiritual da dança litúrgica e profética. A dança de Davi foi um evento isolado e individual. Não foi feita por um grupo que treinava e ensaiava para se apresentar regularmente nos cultos do templo. Aliás, não encontro no Antigo Testamento qualquer indicação de que havia em Jerusalém um grupo de levitas que se dedicavam ao ministério da dança litúrgica e que se apresentavam regularmente durante os cultos no templo de Deus. E deve ser por isto que também não encontramos estes grupos no Novo Testamento. Acho que o rei de Israel cairia de costas se ele visse tudo o que se inventou hoje no culto a Deus com base naquele dia em que ele saltou de alegria diante da arca do Senhor.

Por último, acho que este tipo de argumento, "Davi dançou, eu também quero dançar", deixa de lado alguns princípios importantes sobre o culto que devemos prestar a Deus. Primeiro, que embora toda nossa vida seja um culto a Deus (veja 1Cor 10:31), Ele mesmo determinou que seu povo se reunisse regularmente para cultuá-lo, cantar louvores a seu Nome, buscá-lo publicamente em oração e ouvir Sua Palavra. Uma coisa não exclui a outra, mas não devem ser confundidas. Nem tudo que cabe na minha vida diária como culto a Deus caberia no culto público e solene. Por exemplo, posso plantar bananeira para a glória de Deus, mas não vejo como justificar isto no culto público regular das igrejas. Cabia perfeitamente a Davi dançar de alegria naquele dia, na procissão de vitória, nas ruas de Jerusalém. Todavia, não o vemos fazendo isto no templo de Jerusalém, durante os cultos estabelecidos por Deus.

Segundo, não podemos inventar maneiras de cultuar a Deus além daquelas que Ele nos revelou em Sua Palavra. Os elementos que compõem o culto a Deus, até onde eu entendo a Bíblia, são a oração, o cantar louvores, a ação de graças, a leitura e pregação da Palavra, as contribuições voluntárias de seu povo, o batismo e a Ceia (quando houver). É claro que a Bíblia não estabelece ritmos musicais, não nos dá orações fixas e nem mesmo uma ordem litúrgica a ser seguida. Mas, ela nos dá os princípios e os elementos do culto que Deus aceita. A questão, portanto, não é se Davi e outros heróis da fé dançaram, mas sim se as danças litúrgicas fazem parte daquele culto que Deus determinou em Sua Palavra. E mesmo que eu não tenha nada contra o dançar em si, não vejo como as danças possam ser enquadradas como elementos de culto.

Enfim. Ao ler a história da dança de Davi o que aprendo é o amor que ele tinha ao Senhor, e a alegria que o dominava pelas coisas de Deus. Aprendo que devo amar ao Senhor e me alegrar com as coisas dele à semelhança de Davi. Todavia, não creio que a maneira com que Davi expressou estes sentimentos seja elemento de culto para os cristãos. O texto está muito longe de requerer isto. Sei que vou escandalizar muita gente ao dizer que eu não veria problemas com grupos de coreografia para evangelizar ou mesmo para participar em reuniões sociais dos jovens e adolescentes de nossas igrejas (sobre boate evangélica, falaremos em outra oportunidade). Mas o culto público a Deus, quer nos templos, quer em qualquer outro lugar, é regido pela regra: "só devemos adorar publicamente a Deus com aqueles elementos de culto que encontramos na Bíblia".

Termino lembrando que neste post estou interessado apenas no uso do episódio da dança de Davi como base para as danças litúrgicas. Há vários outros argumentos usados para defender esta prática, cada vez mais comuns nas igrejas evangélicas (como por exemplo o Salmo 150), que não receberam atenção aqui, mas que podem ser alvo de uma futura postagem sobre o assunto.

Fonte: O Tempora, O Mores

Enquanto isso na sessão do descarrego

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Shu profético



PARTE I

Existem comportamentos evangélicos extremamente esquisitos. Um deles é o tal do Shu! Bom, antes de qualquer coisa deixe-me explicar: segundo alguns adeptos do neopentecostalismo Shu é um clamor profético, uma Palavra profética lançada nas regiões celestiais, à semelhança de um ato profético, feito para extirpar a presença do pecado e convidar a vinda do Senhor Jesus com Sua Santidade!

Em algumas igrejas, no período de louvor com música, é comum entre uma canção e outra ouvirmos dos cantores a expressão em questão. É Shu para lá, Shu para cá, Shu em louvores alegres, em canções tristes, Shu em todo tempo e todo momento.

Pois é, o que me chama a atenção é que em nenhuma parte das Escrituras Sagradas vemos o Senhor ou os apóstolos orientando a Igreja de Cristo a pronunciar SHU enquanto canta. Ora, creio veementemente que boa parte dos nossos problemas eclesiásticos se devem ao fato de termos abandonado a Palavra de Deus. Aliais, vamos combinar uma coisa: que capacidade impressionante esse pessoal tem de inventar novas doutrinas.

Caro leitor, como já afirmei inúmeras vezes, não tenho a menor dúvida de que somente a Bíblia Sagrada é a suprema autoridade em matéria de vida e doutrina; e que somente ela é o árbitro de todas as controvérsias, como também a norma para todas as decisões de fé e vida. Isto posto, afirmo que qualquer comportamento, ensino, ou prática que não se adéqüe as Sagradas Escrituras deve ser rechaçado pelo povo de Deus.

Diante disto minha oração é que o Senhor nos reconduza a simplicidade da adoração levando-nos a viver um Cristianismo descomplicado onde a Graça de Deus se manifesta de modo abundante e abençoador.

PARTE II

Adoração extravagante.

O louvor da sua igreja é extravagante? Não? Então você está fora do mover de Deus. É exatamente isso que algumas pessoas têm dito àqueles que não aderiram a um dos mais novos métodos de adoração.

No Brasil, os representantes mais conhecidos deste estilo de louvor congregacional são Davi Silva, Mike Shea, Ludmila Ferber, David Quinlan e Ministério Diante do Trono. Em linhas gerais, essa tendência afirma a necessidade de uma adoração sincera, abundante, espontânea, totalmente guiada pelo Espírito de Deus. Para estes a palavra “extravagante” fala da atitude do adorador, a qual deve sobrepujar os padrões formais e expressar sua adoração em termos de liberdade e espontaneidade. Nesta perspectiva, o verdadeiro adorador voa como águia, ruge como leão, salta como coelho, canta de costas para o público, além de rolar pelo chão quando tocado por Deus. Para os adoradores extravagantes o que vale é romper com os paradigmas religiosos, manifestando através do louvor congregacional uma adoração desprovida de frieza espiritual. Segundo estes, tudo é válido desde o riso incontido ao choro histérico por parte dos adoradores.

Caro leitor, vamos combinar uma coisa? Em nenhum momento as Escrituras Sagradas nos ensinam a cantar extravagantemente. O Novo Testamento não nos concede respaldo teológico para que entoemos cânticos cuja inspiração é de cunho delirante. Ora, vale a pena ressaltar que o nosso louvor ainda que emocionado deve ser absolutamente racional.
Ah! Que saudade do louvor onde Cristo era o foco da adoração. Ah! Que saudade do tempo em que se cantava e entoava cânticos por missão! Lembro-me de momento maravilhosos onde a igreja prostrava-se em adoração ao Senhor cantando a Deus com coração contrito e quebrantado.

Prezado amigo, diante de tanta extravagância alguma precisa ser feita, os valores do reino de Deus precisam ser resgatados, e o evangelho de Cristo vivenciado.

Amados, mais do que nunca é imprescindível que reflitamos a luz da história sobre o significado e importância da Reforma. Acredito piamente que os conceitos pregados pelos reformadores precisam ser resgatados e proclamados a quantos pudermos, até porque, somente agindo desta forma poderemos sair deste momento preocupante e patológico da igreja evangélica brasileira.

Uma nova reforma Já!

Fonte: CACP (autor dos textos: Pr. Renato Vargens)

sábado, 1 de agosto de 2009

Vamos pensar um pouco - Vivemos o Evangelho do "ser" ou do "ter"?


O bem estar da civilização ocidental, infelizmente, é medido pelo sucesso profissional, que por sua vez obedece aos padrões culturais baseados na felicidade a qualquer custo. Não resta dúvida de que necessitamos do TER para que possamos sobreviver condignamente, porém, o grande X do problema, é que nossa sociedade nos impõe o TER como um fim em si mesmo. É quando se diz: “Aquele ali sim, vale dez milhões de dólares”.

É logo cedo, como tenra criança, que aprendemos a colocar o TER no topo de nossos maiores anseios. Quem de nós quando criança não ouviu a célebre frase: “Se você se comportar bem vou lhe dar um grande presente!” É justamente nessa época que é plantada a semente do TER no psiquismo infantil ainda em formação.

Apesar dos grandes mestres do passado terem ensinado que não devemos nos guiar pelo instinto de posse, o anseio do Ter continua no centro de nossas idealizações.

Os Evangelhos estão repletos de inúmeros ensinamentos valorizando o SER e não o TER. É célebre a frase dita por Cristo: “Que aproveita ao homem ganhar o mundo e perder a sua vida”. O próprio Marx num rasgo de humanismo falou: “O nosso ideal deve consistir em SER muito e não TER muito”. Buda certa vez disse: “Para chegarmos ao mais elevado estágio do desenvolvimento humano, não devemos ansiar pelas posses. Erich Fromm, escreveu a seguinte fórmula: “eu sou = o que tenho e o que consumo”. O Mestre Judeu Martin Buber, autor do antológico “Eu e Tu” disse também, à respeito do TER: “Aquele que só conhece o mundo como algo que se utiliza, vai conhecer a Deus do mesmo modo”.

Desde os pré-socráticos, passando por Heráclito e Hegel já se falava na idéia do SER, como algo que implicava transformação, em contraste com a monotonia das relações sociais e religiosas baseadas no “é dando que se recebe” ─ como um fim em si mesmo.


Infelizmente, o cristianismo gospel tem enveredado pelo caminho comercial do TER, onde a maior bênção divina é a prosperidade econômica. As seitas da prosperidade crescem em progressão geométrica, valendo-se de uma espécie de deturpação grosseira dos pressupostos judaicos do Velho Testamento. Para validar a teoria do TER, usam como carro-chefe, a grande promessa que Deus fez a Abraão, de que ele iria possuir a terra que manava leite e mel: “A tua descendência, dei esta terra, desde o rio Egito até o grande rio Eufrates” (Gêneses 15: 18).

O crente Gospel da prosperidade que se guia pelo TER, parece mais uma eterna criança de peito, berrando pela mamadeira. É aquela pessoa que não quer crescer para ficar sempre dependendo do leite, quando no dizer do apóstolo Paulo: “...pelo tempo de crente, já deveria ingerir alimentos sólidos”. (Hebreus 5: 12).


A teologia da prosperidade terrena não resiste a essa simples reflexão: O herói da prosperidade é aquele sujeito conquistador, sempre vitorioso, cheio de poder, de fama e de louros, aquele que tudo pode e nada sofre. Já o autêntico herói cristão é totalmente o avesso do primeiro: é aquele cuja maior satisfação é dar a vida a Deus e em prol do seu semelhante, sem pensar em recompensa, porque aquilo que se faz pensando em receber algo em troca, se constitui a própria negação do amor. Cristo foi um herói que não teve onde repousar a cabeça. Um herói que não empregou a força. Um herói que não queria governar nem possuir coisa alguma, tendo por isso, atraído os pobres e não os ricos. Um herói que ao observar profundamente o mundo fútil do TER, disse: “É mais fácil um camelo passar no fundo de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus” (Mateus 19: 24).

Se fizermos uma leitura da Bíblia fora do seu contexto e de um modo literal, sem levar em conta o simbolismo de suas inúmeras figuras de linguagem, corremos o risco de pensar que lá na eternidade seremos regidos pelo modo TER, que no fundo no fundo, não deixa de ser a nefasta teologia da prosperidade levada às últimas conseqüências. Em outras palavras, é o mesmo que dizer: “Aqui na terra eu não tenho uma luxuosíssima mansão como a de muitos ministros da prosperidade, mas lá no Céu, um dia, eu poderei dizer afinal: agora sim, “eu tenho”(*) uma muito mais rica do que a deles”. Pergunto eu: “Ter para mostrar a quem?”

Sinto tristeza ao ver “o utilitário religioso” transformando o nome de Deus, irremediavelmente, num “ISSO” ou “AQUILO”, como se Ele fosse um objeto nobre entre os demais objetos.

Qual a opção que a Instituição religiosa no modo TER oferece, senão esta: “Observar estritamente as suas regras ou se retirar. Não esquecendo uma terceira opção, que seria a de fingir que é um de seus membros, tentando servir a dois senhores.

(*) A forma “eu tenho” ─ no hebraico, significa desejo possessivo ou egoístico, podendo ser substituído por: “é só para mim”.


Ensaio por Levi B. Santos

 
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