terça-feira, 30 de junho de 2009

Onde o Diabo e Deus dão-se as mãos

Uma noite, percorríamos o centro de minha cidade, quando passamos em frente a uma igreja neopentecostal da moda. Eu nunca havia entrado num templo neopentecostal, e, mais do que tudo nesta vida, continuo não tendo vontade de entrar em nenhum até o presente dia.

Ficamos então na porta do recinto eu e um amigo. Ele queria entrar, eu não. Devido ao impasse, ficamos fora, e uma obreira da igreja veio até nós e nos fez companhia. Ela foi bastante simpática e respondia às nossas perguntas, feitas com a falsa ignorância de duas mentes cínicas.

Depois de vermos muitos cacarecos vendáveis para satisfazer o coração fiel mais ingênuo, como cruzes de palito de picolé que protegem a casa contra as artimanhas do Diabo, vimos o pastor cantar um música que contrastava com o local, pois chamavam aquilo de "igreja". Da música eu não me lembro muito, exceto que o pastor a tocava num teclado enquanto pulava de um pé para o outro (acho que aquilo para ele devia ser dança), e que a letra falava várias vezes que o "encosto" iria sair mas não citava a palavra cadeira. Não sei onde ele aprendeu a bizarra doxologia que entoava, se num terreiro, ou se era de sua péssima autoria mesmo, só sei que achei muito estranho alguém falar em demônios numa música enquanto dança alegremente num lugar chamado "igreja".

Como se aquilo não fosse o bastante para uma noite só, houve exorcismo de "encostos": claro, não podia deixar de haver... E eu perguntei à "obreira" aparentando realmente ter dúvidas: Por que os demônios se manifestam nas igrejas se sabem que vão ser expulsos? Não seria melhor ficar agindo calados para serem mais eficientes? E por que o pastor conversa com eles durante o culto?

A obreira virou-se para mim com simplicidade e ternura e disse: "Os demônios falam na igreja para exaltar o poder de Deus e engrandecer o evangelho, eles estão cooperando com a obra para que as pessoas conheçam a Deus". E, impressinado com a resposta incoerente, eu repliquei: "Mas no caso, sendo um demônio, não deveria falar mentiras e ser contra o evangelho para que as pessoas não cressem em Jesus? Por que o Diabo e suas hostes cooperariam com o Reino de Deus todos os domingos durante os cultos?"

Sem perceber a contradição risível do que havia acabado de dizer, a cooperadora olhou-me, atenciosamente, e replicou: "Os demônios são assim".

Parece que algumas fichas não caem. Ou parece que convém para certas pessoas que a ficha não caia.

Retirei-me com pena daquela mulher, aparentemente enredada nas mentiras e inconsistências dos ensinos de nossos dias. Pelo seu relato, o Diabo não deveria ser tão mal assim, quiçá um cara mal-entendido que de vez em quando pisa na bola, mas que, certamente, deve trabalhar na igreja dela, fielmente, com a propagação do seu "evangelho", lado a lado com "Deus", porque, naquela noite, eu vi e ouvi um monte de coisas, exceto o que deveria ter sido dito daquele nobre carpinteiro de Nazaré, ao mesmo tempo um frágil vaso de barro e o incomparável Senhor de todas as coisas.

Disso extraí uma triste constatação: em certas cabeças, o Diabo e Deus deram-se as mãos e vivem sua vida de encenação do evangelho todos os dias no palco da vida, a fim de encher auditórios e trazer lucros a pretensos sacerdotes. É apenas conhecendo Jesus, a Verdade, que haverá libertação para que tais pessoas, enredadas pela farsa, possam distinguir essa encenação em que crêem da realidade que lhes cerca. E cabe a nós levar-lhes a esta Verdade.

"Disse Jesus aos judeus que haviam crido nele: 'Se vocês permanecerem firmes na minha palavra, verdadeiramente serão meus discípulos. E conhecerão a verdade, e a verdade os libertará'. " Joao 8.31-32 - NVI

"Respondeu Jesus: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim." João 14.6 - NVI


Avelar Jr.
Também no blog Não, Obrigado!

segunda-feira, 29 de junho de 2009

RR Soares pode ocupar a vaga de Gugu no Sbt



O pastor R.R. Soares, que aluga horários em algumas emissoras de TV para exibir seu programa, foi uma das alternativas propostas pelo SBT para preencher o buraco na grade da emissora caso Gugu assine contrato com a Record.

A informação é da coluna Mônica Bergamo, publicada na Folha desta terça-feira (23). A íntegra da coluna está disponível para assinantes do jornal e do UOL.

De acordo com informações da coluna, o nome do pastor foi levantado pela emissora durante reunião nesta segunda-feira (22).

Segundo a coluna “Ooops!”, do UOL, a Record ofereceu ao apresentador um salário de R$ 3 milhões para que Gugu comande um programa dominical.

Além das cifras milionárias, a Record ainda ofereceu uma série de benefícios, bem como mais espaço na grade de programação, nos próximos oito anos.

SBT nega intenção de alugar horários de sua grade para R.R. Soares

O SBT divulgou uma nota esclarecendo uma informação divulgada na coluna da jornalista Mônica Bergamo da edição desta terça-feira (23) do jornal Folha de S.Paulo.

Segundo o jornal, o pastor R.R. Soares, que aluga horários em emissoras de TV para exibir seu programa, “era uma das alternativas colocadas na mesa para preencher eventual buraco que seria deixado pela saída de Gugu Liberato do SBT”.

Apresentador do “Domingo Legal”, Gugu tem sido assediado pela Record, emissora concorrente. Assinada pela direção geral do SBT, a nota diz que o aluguel do horário para R.R. Soares é “especulação”.

“Caso o apresentador Augusto Liberato venha a deixar o SBT, a diretoria não pretende alugar horários e permanecerá cumprindo os contratos comerciais com seus anunciantes em todas as faixas horárias”, conclui a emissora.

Fonte: Portal Imprensa
Via: Holofote


sábado, 27 de junho de 2009

Baú da Infelicidade



Há alguns anos atrás havia um programa de auditório no SBT cujo objetivo era divulgar uma marca que hoje está em baixa no mercado, o “Baú da Felicidade”, onde os caçadores de facilidades investiam na compra de um carnê com a promessa de participarem de sorteios onde as portas da riqueza seriam abertas permitindo que os incautos tirassem o pé da lama.


Lembro-me dos tempos em que o homem do Baú, com todo o seu poder de persuasão, nos programas dominicais, levava pessoas de todas as partes do Brasil ao palco, colocava-as numa tribuna e então cidadão orgulhoso de estar diante das câmeras de um canal de televisão em rede nacional contava a sua vida, seus sonhos, suas frustrações e seus desejos. No quadro “A PORTA DA ESPERANÇA” o sujeito era convidado a expor o seu maior desejo e com a abertura da tal porta seu sonho poderia se tornar uma realidade.

Era interessante ver a ansiedade e a expectativa do candidato, não faltavam emoções nem torcida no auditório para que ele obtivesse sucesso no investimento que ele havia feito no tal carnê do “Baú da Felicidade”. Eu achava interessante, chegava até a me emocionar com algumas histórias e a forma dramática como eram relatadas e quando as pessoas não conseguiam ganhar o que queria, via no olhar delas uma ponta de decepção. Lembro-me de muitas pessoas que se tornaram celebridades por ter passado pela PORTA DA ESPERANÇA e realizado o seu sonho.

O Baú fez a felicidade de muita gente, mas outros tantos nunca viram a cor do dinheiro ou do tão sonhado prêmio e seus sonhos viraram pesadelos… A PORTA DA ESPERANÇA engordou a conta do Senhor Abravanel causando anemia psicológica e financeira nos que acreditaram poder, da noite para o dia, mudarem duas vidas.

Mas que relação pode haver entre o CRISTIANISMO e a PORTA DA ESPERANÇA? Não, não há qualquer possibilidade. Pelo menos para nós cristãos que temos um Deus justo e misericordioso, que zela por Sua Palavra, que cuida dos seus e que entregou Seu Filho por amor a nós pecadores, não, não há qualquer afinidade. Mas há quem encontre tais semelhanças nas práticas de ambas as partes, mesmo que muitos não queiram vê-las e eu sou um deles.

Estive pensando esta semana sobre a similaridade entre o animador de auditório e apresentador Silvio Santos e o EVANGELHO DA PROSPERIDADE de nossos dias. Há uma grande semelhança entre ambos e isto não se pode negar. Os dois vivem da exploração da desgraça alheia e de uma proposta irracional que passa pela troca de favores, onde o pagamento em dia das mensalidades pode resultar em benefícios diretos para o cidadão. No caso do Baú era o Banco Panamericano, para os teólogos da prosperidade vale qualquer um banco, conquanto que seja na conta determinada por eles para tais arrecadações. Parece até que a inveja levou os líderes religiosos adeptos da prosperidade a copiarem na sua totalidade as táticas empregadas pelo programa de auditório do Senhor Abravanel para conquistarem e aprisionarem as suas presas. Paga-se o boleto bancário e as coisas tornam-se mais fáceis, a conquista torna-se numa questão de tempo.

Senhor Abravanel, fez fama e dinheiro vendendo o tão conhecido Baú da Felicidade. Era um carnê de pagamento mensal que recompensaria a fidelidade financeira e a pontualidade dos seus clientes com prêmios e mais prêmios. Era a farra dos presentes(?) onde eletrodomésticos, móveis, brinquedos, automóveis e até imóveis eram sorteados entre os que estivessem rigorosamente em dia com o seu carnê.. Sim, bastava adquirir um carnê e pagar todos os meses, RIGOROSAMENTE em dia como fazia questão de frisar o apresentador.

Hoje em dia quantos são aqueles que querem fazer do seu “carnê de dízimo” ou do “boleto bancário” de depósito um carnê do Baú da Felicidade? Quantos são aqueles que, direcionados por seus líderes inescrupulosos e oportunistas, acham que tem algum privilégio ou algum benefício diante de Deus só porque pagam em dia seus dízimos ou suas contribuições? A igreja tem se tornado num clube de investimento, numa espécie de Bolsa de Valores Celestial onde os índices, pelas palavras dos diretores dos pregões religiosos, estão sempre em alta, é lucro certo. Você aplica hoje e pela fidelidade, e somente por ela, amanhã tem bons rendimentos. Sete vezes mais, cem vezes mais, sei lá quanto, tudo depende da sua fé e da sua lealdade (R$). Vale lembrar que a maioria absoluta destes líderes religiosos jamais entraram na fila de um destes bancos para efetuarem qualquer depósito, pelo contrário, só aparecem para sacarem os dividendos de suas promessas duvidosas feitas ao povão. Isto sem falar nos gordos salários que, de uma forma ou de outra, estão garantidos e são os primeiros a serem cobertos pelas ofertas doadas pelos fiéis.

O cristão, motivado pela baixaria que envolve o EVANGELHO DA PROSPERIDADE, tem deixado de lado a adoração, o respeito, a dependência e o amor a Deus para buscar apenas e tão somente bênçãos financeiras, curas, libertação e uma vida fácil. Para alguns Deus deixou de ser Deus e virou mercador, agiota, cambista ou um camelô. Quantos são aqueles que esperam que Deus abra as Portas da Esperança, aguardando ver sua benção, ou seu prêmio ou sua recompensa sendo agraciada. Vão à igreja, servem ao Senhor somente pela gratificação, somente pelas promessas ou pelo prêmio que está em jogo. A morte e o sacrifício de Jesus para nos livrar do pecado e da perdição eterna não tem valor algum, o que querem mesmo são suas “bençãos”, aqui e agora. Sofrimento? Nem pensar!

As pessoas vivem neste mundo materialista de qualquer forma, de acordo com seus desejos, anseios e vontade, desagradando a Deus, dando ouvido a tudo que é besteira que se tem pregado por aí e acham que só pelo fato de freqüentarem uma igreja ou mantiverem a sua fidelidade financeira, Deus tem alguma obrigação em abençoá-los. Tem alguns mais arrogantes e espertalhões que chegam ao cúmulo de “determinar” o agir de Deus. Do alto de seus saltos e de suas prepotências afirmam ter autoridade de Deus para determinarem qualquer coisa na face da terra e o fazem sem o menor pudor, sem qualquer sentimento de humildade. Aliás, orgulham-se do que fazem, e enchem-se de vaidade por terem aos seus pés tantas pessoas desesperadas. Afinal, eles são os donos do BAÚ DA INFELICIDADE ESPIRITUAL, os senhores do poder. O empresário, animador de auditório e apresentador Abravanel tem sim, a obrigação legal de premiar seus clientes, está em contrato. As pessoas pagam para isso. Para ele não importa se o cidadão é um adúltero, um fornicador, um homicida, um corrupto ou sonegador de impostos. Ele quer que eles paguem e para isto ele investe alto nas propagandas. Ele ganha com isso, ficou rico assim. E Deus?

Deus depende de seu dinheiro ou de sua fidelidade financeira? Deus depende de você? De forma alguma. O que Ele quer é o seu coração, seu compromisso, sua santidade e principalmente a salvação de sua alma, pois é ela que irá habitar nas mansões celestiais um dia. Deus não está nem um pouco preocupado se você é rico ou pobre, se mora num casebre ou em uma mansão, pois Ele já proveu um meio de você ter uma vida eterna, livre do pecado, livre da morte, da maldição, do sofrimento. Não aqui, mas na eternidade, com Ele. Deus quer e pode nos abençoar, mas isso por Sua graça e misericórdia, não porque “determinamos”, mereçamos ou “decretamos”, ou fazemos isso ou aquilo. É Ele quem decide. Deus é Deus! É assim que afirma a Bíblia: “Se o Senhor quiser, e vivermos, faremos isto ou aquilo” – Tiago 4:15.

Eu aguardo com ansiedade, como servo de Deus, sim a abertura da PORTA DA ESPERANÇA, mas aquela porta aberta por Jesus, que um dia todo crente salvo, passará para chegar as Mansões Celestes, para uma eternidade com Deus. O meu sonho é de um dia poder encontrar o Mestre e abraçá-lo reconhecendo o seu sacrifício feito por mim na cruz do Calvário. Que Deus, em Cristo, nos abençoe e nos guarde para este grande dia.

Por: Carlos Roberto Martins de Souza
Via: Gospel Prime

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quinta-feira, 25 de junho de 2009

Shalom



Shalom é uma emocionante palavra hebraica. "Paz" não é suficiente para traduzi-Ia. Shalom é plenitude, totalidade, continuidade, saúde perfeita, bem-estar completo.

Para o indivíduo, shalom é saúde do ser em todos os aspectos; entre pessoas, significa relacionamentos de confiança, franqueza e cuidado que capacitam a plenitude; em grupos e na sociedade, envolve justiça social de modo que nenhum interesse sectário oprima ou explore o outro; para a natureza significa viver independente e responsavelmente, sem poluição ou destruição.

Shalom abrange toda a realidade, tanto estrutural como pessoal. Fala do estado de negócios em que tudo opera e coopera como Deus originalmente planejou. Não é uma realização humana, mas um dom de Deus.

Quando Deus criou o mundo, tudo estava no shalom com ele e com tudo mais. Então veio a queda. Fora do relacionamento correto com Deus, tudo perdeu o shalom, ficando em desarmonia individualmente e com os outros. Em seu amor, Deus sempre buscou restaurar o shalom do seu universo. Seu modo de fazê-Io foi por meio do seu filho, "o Príncipe do shalom".

Quando Jesus nasceu, o hino cantado sobre Belém foi "Glória nas maiores alturas a Deus, shalom na terra entre os homens ... ". O Messias viera para "guiar nossos pés pelo caminho do shalom". Ele foi o homem do shalom. Seus milagres foram sinais de shalom que prometiam uma criação restaurada à plenitude; aos que ele curava, dizia: "Vai em shalom". Foi o shalom que os discípulos ofereceram quando foram dois a dois; rejeitar o shalom era rejeitar 3 salvação.

Como aquele que veio para "trazer o shalom às nações", Jesus montou no jumento para entrar na Cidade de Shalom (Jerusalém). Tantas vezes ele havia orado pele shalom daquela cidade, agora chorava por ela. Na última ceia. ele disse: "Em mim tenhais shalom. No mundo tereis aflições".

Reconciliados

Foi profetizado que Deus faria nova "aliança de shalom" e Jesus sabia que isso viria por meio da morte do Messias, por isso ele falou da "nova aliança no meu sangue". lsaías havia dito: "O castigo que nos traz shalom estava sobre ele e por suas feridas fomos curados". Ele deu seu shalom para trazer shalom para todos. Paulo escreveu que "foi do agrado de Deus" fazer shalom "pelo sangue de sua cruz". A missão de Jesus foi trazer shalom, e ele passou esse ministério de reconciliação aos seus discípulos: "Shalom seja convosco! Assim como o Pai me enviou, eu vos envio".

Por intermédio da fé no Messias "temos shalom com Deus". Esse relacionamento reconciliado coloca pessoas anteriormente separadas em shalom umas com as outras. Até mesmo judeus e gentios podem unir-se nele, "pois ele é o nosso shalom [... ele] destruiu a parede de separação, a barreira de inimizade [...] para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo shalom". O povo de Deus está livre de discriminação e opressão de raça, cultura, idade, sexo - ou estará negando Jesus. Temos de "viver em shalom uns com os outros" e "buscar shalom para todos os povos". Jesus não disse: "Bem-aventurados os que fazem shalom"? Seu povo agora é o sinal do futuro reino no qual haverá "justiça, shalom e alegria no Espírito".

Os poderosos entre o povo de Deus antigamente falharam em fazer shalom e justiça; por isso foram deportados para a Babilônia. Por meio de Jeremias, Deus lhes disse (e a nós): "Procurai o shalom e a prosperidade da cidade, para onde vos fiz transportar [...] porque se ela prosperar [tiver shalom] vós também prosperareis [tereis shalom]". Apenas quando partilhamos da missão de Deus no mundo podemos receber o seu dom para nós.

Enquanto aguardamos a "nova terra" do Messias "onde habita a justiça", ele insiste conosco para que "estejamos em shalom". Os propósitos de Deus se realizarão inteiramente por meio de seu Filho. Todo não-shalom será
erradicado e "a nova Cidade de Shalom" virá entre nós. Jesus trará shalom a toda a criação: "as feras do campo terão shalom com os homens". Como disse o profeta: "O seu reinado e seu shalom, não terá fim". E por meio dele "justiça e shalom se beijarão".

O evangelho, então, é "boas novas de shalom". Foi Deus que enviou a palavra, "e, vindo, ele evangelizou shalom a vós que estáveis longe, e aos que estavam perto". Nas palavras do profeta Isaías: "Quão formosos são sobre os montes os pés do que [...] proclama shalom [...] que faz ouvir a salvação, que diz [...] O teu Deus reina!".

Seria surpreendente que treze cartas do Novo Testamento comecem com "graça e shalom da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus", o Messias? Ou que shalom esteja tão freqüentemente nas orações do povo de Deus? "O shalom de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e as vossas mentes no Messias Jesus."

Por: Jim Punton

Extraído do Livro Fundamentos da Teologia Cristã, organizado por Robin Keeley. Ed. Vida, 2000.


Postado por Avelar Jr.
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quarta-feira, 24 de junho de 2009

Cachorrada gospel na TV

Aparece na Band, na RedeTV!, na CNT, mas nesta última emissora, eu não sabia que ele gostava de aparecer tanto.

Valdemiro Santiago, Apóstolo fundador da Igreja Mundial do Poder de Deus, estorou no Brasil depois de fazer prodígios e milagres em sua igreja, com a veiculação de emissoras abertas.

A IMPD recebe cerca de 100.000 mil pessoas por culto, são verdadeiros milagres que conquistaram o Brasil, e por onde ele passa, arrasta multidões.

E quem não gostou nem um pouco disso, foi R.R. Soares. O fundador da IIGD, comprou todos os horários de Valdemiro Santiago na CNT, e depois disso, Valdemiro entrou novamente para a grade da CNT, mesmo com a ameaça de R.R. Soares, que disse para a emissora “Se ele entrar, eu saio!”.

Recentemente, Valdemiro falou em seu programa, que enquanto ele está pregando a palavra de Deus, curando… um outro Missionário, líder de uma igreja, está vendendo antena (Nossa TV) e Macarrão (Turminha da Graça).

Mas o pior da declaração de Valdemiro não foi isso, ele disse que o R.R. Soares (ele não cita o nome, mas dá dicas), foi até a Austrália tirar o programa dele do ar, e colocar o Show da Fé, oferecendo o dobro.

Valdemiro ainda falou que adimirava o R.R. Soares, e visilmente emocionado, disse que achava que ele era usado por Deus, mas que agora viu que ele é usado mesmo, é pelo “Capiloto”

Pelo jeito, depois de anos e anos, R.R. Soares não quer perder o seu lugar ao sol, e não quer deixar ninguém cortar o “barato dele”.

Isso que é bom testemunho, não é mesmo, minha gente?

Fonte: Crítica Cristã
Título original da postagem - O Missionário R.R. Soares gostar de aparecer

Da série - Ah, o passado, esse troço que ninguém apaga!



Terceiro álbum da carreira da cantora Cristina Mel lançado em 1993 pela gravadora Bompastor

segunda-feira, 22 de junho de 2009

A graça não é de graça



A graça é tudo. Só não é de graça. Os teólogos dizem que ela é “preveniente” (antecede a decisão e o esforço humanos), “eficaz” (o que Deus propõe e cumpre não falha), “irresistível” (o chamado é tal que o favorecido não consegue fazer-se de surdo) e “suficiente” (ela pode salvar perfeitamente os que se aproximam de Deus por meio de Cristo). Porém todos são obrigados a acreditar e a proclamar que a graça não é de graça.


A remoção do pecado e da culpa não é feita de qualquer modo. A tese multissecular é que “não havendo derramamento de sangue não há perdão de pecados” (Hb 9.22, NTLH). Nem na antiga aliança nem na nova. A graça, definida pelo teólogo Gerson Luís Linden como o “favor imerecido de Deus manifestado àqueles que mereciam apenas condenação”, custa um preço muito alto, como salienta o apóstolo Pedro:

“Vocês sabem que não foi por meio de coisas perecíveis como prata ou ouro que vocês foram redimidos de sua maneira vazia de viver, mas pelo precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro sem mancha e defeito” (1Pe 1.19).

A partir da leitura de Levítico, o terceiro livro da Bíblia, onde “os conceitos de pecado, sacrifício e expiação são usados no Novo Testamento para interpretar a morte de Cristo” (Bíblia de Estudos Genebra, p. 129), é fácil -- e até emocionante -- descobrir que a graça não é de graça.

De acordo com as cerimônias e os rituais estabelecidos por Deus e entregues ao povo de Israel, todos que quebrassem, propositalmente ou não, uma das leis do Senhor e fizessem o que é proibido teriam de oferecer um sacrifício pelo pecado. Não importava se o transgressor fosse um cidadão comum, alguém revestido de autoridade ou o próprio sumo sacerdote; não importava se fosse um indivíduo ou o povo todo (Lv 4.1-35) -- ninguém seria dispensado do sacrifício. Os ricos teriam de oferecer um bovino de grande porte; os de classe média, um caprino de pequeno porte; os pobres, duas aves: rolas ou pombos; e os que estivessem abaixo da linha de pobreza, apenas um quilo da melhor farinha (Lv 5.7-13).

Os sacrifícios servem para tirar o pecado e a culpa por ele deixada. As expressões “tirar pecados” e “tirar a culpa do pecado cometido” aparecem dezenas de vezes em Levítico e em Números. Esta última tem alguns sinônimos significativos: “Conseguir o perdão”, “ficar livre da culpa” ou “pagar a dívida” (Lv 4–6).

Se quebrar uma das leis do Senhor, a pessoa “ficará impura e também culpada” e “merecerá castigo” (5.1-2). Porém, se essa mesma pessoa confessar seu pecado e oferecer ao Senhor um animal “como sacrifício para tirar a culpa do pecado que cometeu”, ela “será perdoada” (4.31, 35; 5.10). As duas possibilidades são opostas entre si: em uma situação a pessoa fica impura e culpada; na outra, purificada e desculpada.

O processo do perdão começa com a consciência do pecado: “Se uma pessoa do povo, sem querer, quebrar uma das leis de Deus e for culpada de fazer aquilo que o Senhor proibiu, “logo que for avisada de que cometeu o pecado”, trará como sua oferta a Deus uma cabra sem defeito, para tirar o pecado que cometeu” (Lv 4.27-28, NTLH). Esse aviso de cometimento de pecado pode vir por meio da reação da consciência não cauterizada, de uma estranha tristeza interior, de alguma dor ou sofrimento, de orações não respondidas, da leitura ou exposição das Escrituras, da indicação de algum servo de Deus, da palavra acusatória do Espírito Santo ou por meio de alguma providência da misericórdia divina. J. I. Packer, no devocionário “O Conhecimento de Deus ao Longo do Ano” (Editora Ultimato), diz que Deus “continua odiando os pecados de seu povo e usa todo tipo de dor e aflição, interiores e exteriores, para desarraigar seus corações da transigência e da desobediência” (p. 81).

Moisés deixa claro que as tais “leis de Deus” exigem mais do que se supõe. A pessoa pode pecar e ofender a Deus “nos seguintes casos: se ficar com aquilo que alguém lhe entregou para guardar; se não devolver o que alguém deixou como garantia de pagamento de alguma dívida; se roubar alguma coisa de alguém; se usar de violência contra qualquer pessoa; se jurar que não achou um objeto perdido quando, de fato achou; ou se fizer contra alguém qualquer outra coisa parecida com estas” (Lv 6.2-3, NTLH). Para ficar livre da culpa de uma ou de todas essas faltas, o pecador, além de confessar e oferecer sacrifícios, deverá fazer os reparos necessários. No caso de alguma apropriação indébita, o culpado entregará à vítima “o valor total do que roubou, mais um quinto” (Lv 6.4-7).

Se todo o cerimonial for feito de acordo com as instruções, a oferta queimada produzirá “um cheiro agradável a Deus” (Lv 1.9, NTLH). Essa expressão aparece cerca de quinze vezes em Levítico e assinala o bom resultado do sacrifício e a desejada justificação do pecador.

Outra orientação significativa é dada por Moisés a Arão e seus descendentes: “O fogo do altar nunca se apagará; deverá ficar sempre aceso. Todas as manhãs, o sacerdote porá lenha no fogo, arrumará por cima a oferta que vai ser completamente queimada e queimará a gordura das ofertas de paz” (Lv 6.12, NTLH). A justiça de Deus precisa ser aplacada continuamente com o cheiro da oferta queimada e o pecador precisa estar continuamente seguro da sua justificação. A expiação é uma graça continuada.

O ser humano, em qualquer época, cultura ou lugar, está preso entre sua pecaminosidade e a santidade de Deus. Ele é absolutamente pecador e Deus é absolutamente santo. Por essa razão, ele depende exclusivamente da graça de Deus para ter comunhão com ele, se livrar do pecado, conseguir perdão, ter suas dívidas pagas, para não arder no Geena, onde o fogo também não se apaga (Mc 9.13-44). Essa graça existe, mas não é de graça. Ela custou a vida, não de um cordeiro qualquer, mas do Cordeiro de Deus, que “tira o pecado do mundo” (Jo 1.29)! Veja Agnus Dei.

Fonte: Ultimato

Da série - Ainda tem gente de Deus



Ao Amado
Composição: Guilherme Kerr e Sérgio Pimenta

Ao amado de minh'alma cantarei,
Fica bem cantar louvores a Jesus.
Como sóis de intensidade em plena luz,
Tal a glória do amado eu cantarei.

É Jesus, razão maior de eu viver,
De existir, de conhecer e prosseguir,
De jamais desanimar frente ao porvir,
De lutar, cansar, mas nunca esmorecer.

Ele é meu amado, meu Salvador,
Senhor da vida e preferido meu.
Ele é luz que arde em resplendor,
É aquele que a Bíblia diz ser Deus.
Autor da vida, Cristo, meu Senhor,
Amado meu, pra sempre, amado meu.

domingo, 21 de junho de 2009

Esclarecimento - EU NÃO ODEIO A ANA PAULA VALADÃO!


Essa semana recebi um comentário de um dos nossos leitores que afirmava as seguintes palavras : "Vejo que você tem uma certa raiva do DT, principalmente da Ana". Como ele mesmo pediu que eu respondesse postarei primeiramente seu comentário e em seguida postarei minha visão sobre o assunto. Aproveito e esclareço de uma vez por todas qual minha posição em relação ao Diante do Trono. Agradeço aqui a meu amigo Avelar pelas longas e esclarecedoras conversas que tivemos sobre as atitudes inescrupulosas desse grupo, que vem envergonhando aqueles que zelam pelo verdadeiro Evangelho de Cristo.

Comentário do Melqui

Olá! Quase toda semana eu vejo o seu blog. Têm muitas matérias legais, instrutivas, etc.. mas não concordo com sua posição em relação a Ana Paula. Não sou nenhum idólatra, nem nada. Gosto das músicas do DT assim como gosto das músicas que tocam na Batista do Novo Juazeiro, que por sinal não tem nada a ver com Diante do Trono.
Vejo que você tem uma certa raiva do DT, principalmente da Ana. Mas você pode dizer: Só falo isso por causa da idolatria à ela, etc...
Deixa eu tentar te explicar uma coisa, peço primeiramente que caso responda não leve para o lado pessoal, nem use de sarcasmo, certo?
Idolatria a Ana existe SIM! E MUITO!! E não só isso. Voce já viu a comunidade do DT no orkut? Além de idólatras tem tambem católicos, ateus e muitos homossexuais.
Agora eu te pergunto: Será que a Ana ou o DT tem algo a ver com isso? Porque assim, eu tenho acompanhado a trajetória do DT e em nenhum momento eu vi algum dos integrantes pedirem adoração para si, pedirem pra pessoas ficarem imitando a Ana ou criar comunidades em blogs e sites de relacionamento para nenhum dos integrantes nem pra seus filhos. Mas mesmo assim teimam em colocar a culpa no DT. Nunca vi o DT fazer apologia a outros deuses ou ao homossexualismo, mas novamente a culpa é do DT ou da Ana.

Ai você diz: Mas as atitudes dela no palco, andando como leão, falando em linguas, etc..Bem, se isso está errado, é entre ela e Deus, quem sou eu pra julgar?
Tem coisas que eu vejo e tbm não concordo, como terem feito uma música para homenagiá-la em seu aniversário, e apesar da boa intenção, acho que não é algo correto.Se quisessem homenagiá-la, orassem por ela e agradecessem a Deus por sua vida.Mas vejo também coisas na minha e em outras igrejas que também não concordo, mas sei que são humanos como eu, suscetíveis a erro e por isso não julgo.
Então surge um termo pejorativo:"Santa Paula Valadão".
Você o usa toda vez que se refere a Ana, e apesar de voce ser crente e saber que não se deve falar do servo do Senhor, voce teima em usa-lo. Ou você não leu na Biblia o que disse Davi. Davi quando teve a oportunidade de matar Saul, mesmo Saul já tendo sido desprezado por Deus devido seus pecados, Davi disse: Ai de mim de tocar no ungido do Senhor.(Não me lembro da referencia, sou humano).

Mas é isso. Isso é só um conselho amigo. Eu sei que se conselho fosse bom ninguém dava, mas eu como servo de Cristo, o Deus que mandou amar irmãos e inimigos, me sinto obrigado a admoestá-lo.

Agradeço sua atenção em ler esse pequeno texto.
Atenciosamente, Melque

20 de Junho de 2009 16:39


Nossa resposta

Caro Melque,

Entendo seu ponto de vista.


A idolatria não só a eles mas a muitos ídolos do meio gospel é inegável. E ela se manifesta às vezes de modo bastante claro quando torna estes artistas pessoas inquestionáveis do ponto de vista doutrinário, ético e prático, criando uma versão evangélica da doutrina da Infalibilidade Papal (pelo menos para os católicos somente são infalíveis Deus e o Papa, e este apenas ao falar "ex cathedra"). Sempre que uma crítica é levantada, não se cogita avaliar biblicamente se a crítica tem ou não razão, como os crentes de Beréia fariam (At 17), mas se cuida em dissipá-la de imediato usando os velhos argumentos sem base bíblica "não julgueis" e "não tqueis nos meus ungidos" (são dois trechos bíblicos isolados do contexto para que pessoas que ocupam alguma suposta proeminência não sejam questionadas pelos leigos em seus ensinos e atitudes).

Mas me questiono mesmo se você realmente tem visto mais de perto a trajetória do Banda de Música DT, como você diz, ou se apenas respondeu porque gosta da banda e não admitre críticas, pois estaria ciente das muitas polêmicas e atitudes duvidosas que já foram debatidas no orkut (e que não são debatidas na comunidade do DT porque os tópicos são sumariamente deletados pela moderação, que não admite a hipótese de se discutir atitudes negativas do grupo, fato que é notório. Se você quiser ver debates sobre o DT que foram vetados nessa comunidade, procure a "Não Aguento Mais Mantra Gospel" e a "Eu Odeio Diante do Trono", nos tópicos mais antigos. As comunidades são sérias e bem-humoradas e os moderadores também. E você pode sugerir temas).

Você acha mesmo que um grupo evangélico iria pedir fãs e adoração? Não iriam e não precisam. A idolatria em torno deles é espontânea, e chega a atrapalhar a vida deles, pois os tornam celebridades crentes assediadas e infernizadas pelos fãs. Daí nada mais natural que de vez em quando se pronunciarem contra a idolatria - é o mínimo que qualquer famoso que tenha cérebro faria. Mas algumas atitudes demonstram que é bom para eles que isso aconteça. Se eles estivessem, de fato, incomodados com a idolatria à APV, poderiam revezar a liderança da banda com André, Nívea, Mariana, etc. e dar umas férias para Ana Paula. Também poderiam não colocar a líder da banda em tanto destaque nas capas de CD, DVD e na TV, como acontece com bandas como Oficina G3, 4 por 1, Logos, e nas bandas seculares Titãs, Paralamas, Roupa Nova... Parece que o DT quer realmente um marketing baseado na pessoa e não na obra.

Confesso que causou-me espanto você ter dito: "Voce já viu a comunidade do DT no orkut? Além de idólatras tem tambem católicos, ateus e muitos homossexuais. Agora eu te pergunto: Será que a Ana ou o DT tem algo a ver com isso?" Mas qual é o problema de os homossexuais e católicos gostarem do DT? Eles não são músicos, e os músicos não querem que as pessoas gostem de suas músicas independentemente da classe ideológica a quem pertençam? E como você sabe que eles são idolatras? Ou que SÓ eles são os idólatras? Eles não podem apenas gostar da banda sem ser idólatras, como você? Será que nós somos imunes ao pecado da idolatria?

Eu pergunto onde estamos dizendo que a Ana Paula Valadão ou o DT são culpados ou incentivam ao homossexualismo ou ao catolicismo. Muito pelo contrário! O DT é uma banda omissa em falar o que a Bíblia fala sobre certas coisas porque teme perder mercado consumidor. Não é necessário fazer apologia a erros, basta a "voz profética", que eles acham que têm, calar-se estrategicamente quando é conveniente para os negócios e a vendagem dos audiovisuais.

Aliás, a "voz profética" calar-se é bem típico. Ela só tocou no "assunto do leão" tempos depois - e para jogar a culpa nos "religiosos" - sem dúvida porque houve SÉRIA REPERCUSSÃO na igreja brasileira, que a pegou de surpresa, já que está acostumada a que todos concordem com tudo o que ela faz. E a culpa é nossa ou é dela?

Mas você também disse: que "as atitudes dela no palco, andando como leão, falando em linguas, etc..Bem, se isso está errado, é entre ela e Deus, quem sou eu pra julgar?" Acho engraçado você afirmar que eu tenho "raiva" de Ana, e que se sente na obrigação de me "admoestar", mas quando é com a Ana as coisas são "entre ela e Deus". No meu caso é diferente por quê? Ela não precisa de correção ou admoestação também? E, se sim, por que me condena porque não me calo? Eu deveria aceitar calado o que você aceita calado para ser cristão? Será que não há aí dois pesos e duas medidas?

As atitudes e pregações dela como artista, louvorete, pastora, não são apenas problema dela porque atingem as pessoas mais frágeis da igreja, moldando, muitas vezes, o pensamento e atitude delas, e devem, portanto, ser apreciadas e conferidas com a Bíblia como padrão, como aconteceria com qualquer pessoa. A mesma Bíblia que diz "não julgueis", diz que não se deve julgar pelas aparências, mas pela reta justiça (Jo 7.24) e que até os apóstolos e anjos devem ser julgados (Gl 1.8-9), então, eu e você somos responsáveis por avaliar as coisas antes de absorvê-las, e por ajudar as pessoas a fazer o mesmo, certo? Novamente, o que ela e eu temos de diferente para que ela não mereça críticas e correções e eu sim?

Desculpe, mas o termo "Santa Paula Valadão" não é "pejorativo" porque não é voltado à pessoa dela. É voltado à atitude dos "valadetes" de tê-la quase como uma "santa católica inquestionável". O termo é baseado numa comunidade do Orkut, com mesmo nome. Lamento se você não compreendeu, basta pensar um pouquinho e não deixar que a indignação obscureça a razão. Não é preciso concordar, mas entender a intenção.

No mais, aconselho que você estude SERIAMENTE os assuntos "não julgueis" (e os versos que mandam julgar) e o "não tqueis nos meus ungidos" (que não tem a ver com "imunizar pessoas contra críticas e correções", pois a Bíblia serve a todos para isso 2Tm 3.16-17). De preferência, peça ajuda ao pastor de sua igreja para falar sobre o tema, pois o Pastor Almir Marcolino é uma pessoa muito capacitada para aconselhá-lo, ensiná-lo e corrigi-lo - conselho de amigo e de irmão em Cristo! ; )

Não tenho nada pessoal contra Ana Paula Valadão. Apenas não concordo com muitas coisas que ela faz e tenho meus motivos, acho que você entende porque você também não concorda com tudo. Mas nem todo mundo pensa como você e eu.

Obrigado pela visita. Volte mais vezes e deixe seus comentários. Valeu pela crítica, porque ela nos dá idéias sobre temas que merecem ser comentados.


Resultado da enquete - Diante dos problemas sociais (violência, miséria, pobreza, etc) a igreja deve:

Na nossa enquete perguntamos - Diante dos problemas sociais (violência, miséria, pobreza, etc) a igreja deve:

1 - Ficar só orando. Afinal o Mundo é do maligno

2 - Orar e evangelizar, o restante é problema do Estado


3 - Orar, evangelizar e mobilizar a sociedade por mudanças

4 - Não fazer nada,pois o que tem de ser, será

O resultado foi o seguinte:


Clique para ampliar

sábado, 20 de junho de 2009

Lembranças de algo que não há

No último domingo, celebrei a Ceia na igreja que pastoreio. Para mim, é um momento importante, quando vivenciamos um mistério, que é a presença de Jesus nos elementos e no culto. Na verdade, não dá para explicar aquilo que nós reformados chamamos de “sacramento”. No máximo, podemos compartilhar a experiência.

Enquanto me lembrava do culto e do momento da Ceia, da alegria de partilhar da mesa do Senhor com gente tão pecadora quanto eu, mas também tão alcançada pela graça salvadora de Jesus, comecei a ficar triste.

Não por causa do culto em si, nem pela igreja que pastoreio. Muito menos pelas pessoas de lá. Minha tristeza se deu por causa de um cansaço.

Acho que estou cansado, estafado, esgotado. Não se trata de cansaço físico, que uma boa noite de sono resolve, nem de cansaço ministerial. Estou cansado é dos rumos que a igreja evangélica brasileira anda tomando. Em contraste com a santidade e a intimidade que o Senhor nos proporciona, lembradas pela celebração da Ceia, vivemos tempos muito ruins. Parafraseando Frank Peretti, estamos vivendo em um mundo tenebroso. Não temo em afirmar que rumamos para uma grande apostasia.

A fé bíblica deixou de ser parâmetro para o ser cristão. Hoje as pessoas buscam cada vez mais ter experiências sensoriais, ainda que em total afronta às Escrituras. Bíblia? Ora, para quê Bíblia, se hoje temos profetas, bispos e apóstolos ungidos, vindo diretamente do trono de Deus, sem nenhuma chancela do Espírito Santo e de seu corpo, que é a Igreja (não confundir com “igrejas”) aqui na terra? Por que gastar tempo lendo e interpretando uma literatura em sua maior parte de origem semita, produzida há cerca de 2 mil anos, se hoje temos DVDs, CDs e outras bugigangas que trazem o alento necessário às almas ocas? Por que se importar em ser pastoreado de modo saudável, se hoje não nos importamos mais em viver um verdadeiro renascimento medieval? Se hoje se cobra um módico preço de cada incauto para que ele seja abençoado por Deus através de gente que confunde estética metrossexual com intrepidez ministerial? Em nossos tempos, não é melhor cantar “Restitui” do que “Tudo a Ti, Jesus, entrego”?

Sempre que posso, procuro alertar as pessoas sobre como a igreja evangélica brasileira tem se transformado nessa espécie de “Sodoma gospel”, onde as pessoas, ainda que religiosas, são más e agem contra o Senhor (Gn 13.13). Fico feliz com a igreja que pastoreio hoje, que tem sido receptiva àquilo que procuro alertar. E sei também de outras comunidades e igrejas locais onde se busca o evangelho verdadeiro. Mas sei também que estamos nos tornando exceção.

Sinto saudades do tempo em que as aberrações eram prontamente identificadas e rejeitadas, um tempo em que o “deus-mercado”, o “deus-espelho” e o “deus-sucesso-a-qualquer-preço” ainda não tinham colocado as garras de fora. E isso tudo me entristece bastante.

Sei que Deus ampara os seus, não permitindo que fiquem atordoados (1Pe 2.6). Sei que estamos vivendo o cumprimento das profecias acerca da volta de Jesus (Lc 18.8), e que apareceriam falsos cristos e falsos profetas anunciando a “última revelação fresquinha” de Deus (Mt 24.5, 23, 24) — o que de fato já está ocorrendo. Mas a vida ministerial tem dessas coisas. Que Deus me ajude a olhar mais para suas promessas, que refrigeram o coração e a alma (Sl 19.7), enquanto andamos no seu caminho.

Autor:Rodrigo de Lima Ferreira, casado, duas filhas, é pastor da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil desde 1997. Graduado em teologia e mestre em missões urbanas pela FTSA, hoje pastoreia a IPI de Rolim de Moura, RO.

Fonte: Ultimato

Santa Paula Valadão - "Rogai por nós"...



È amigos, como se já não bastasse a idolatria a “Santa Paula Valadão”, ontem recebi um e-mail de um dos nossos leitores informando que fizeram até uma comunidade para o filho dela. Não acreditei e fui conferir. O negócio é sério mesmo! A comunidade chama-se Isaque Valadão Bessa e já conta com quase 5.000 membros! Eita nós... e assim caminha a humanidade.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

O Deus invisível



Ao estudarmos, com toda reverência e temor, a pessoa de Deus, podemos ver, dentro da sua natureza e dos Seus atributos de grandeza, Sua espiritualidade. Conforme nos mostra João 4. 24: "Deus é espírito...". Mas com essa passagem vemos a definição de que O Senhor, por ser espírito, não pode ser experimentado pelos cinco sentidos. Aqui eu vejo um problema.

Em 1 Tm 1. 17 nós vemos que realmente nosso Deus é invisível. Ele é espírito e também invisível. Mas, por isso, os homens não poderão se desculpar por não poderem ver a Deus, nem ter uma experiência com Ele, porque nós podemos sim prová-lO através dos nossos sentidos.

Todas as vezes que vemos Deus agindo através de uma situação difícil, que O ouvimos através de uma exortação de uma irmão, que falamos com Ele na certeza de que nos ouve, que sentimos na pele a tristeza pelo pecado, ou o calafrio ao sentirmos o Seu toque.

"Assim, ao Rei eterno, imortal, invisível, Deus único, honra e glória, pelo séculos dos séculos, amém!" 1 Tm 1. 17

Fonte: A roda dos esclarecedores

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Da série:Vamos pensar um pouco - Sobre a Sexualidade de Deus


Calma, não se assuste! Este texto não pretende dizer que Deus possui relações ou anseios sexuais. Apesar de já ter ouvido dentre a turma dos “adoradores extravagantes” o absurdo de que o ato de “adoração íntima” é semelhante a um ato de intimidade sexual entre Deus e os homens, e de também ser verdade que, sob uma ótica psicanalítica, anseios sexuais reprimidos podem ser observados facilmente nos atos de adoração nas igrejas neo-pentecostais, este texto não vai se referir a este tipo de sexualidade “sexual”. O termo “sexualidade” aqui faz referência aos gêneros “masculino” e “feminino” e sua relação para com Deus.

Trata-se de uma questão que passa despercebida por praticamente todas as pessoas de fé. Sinceramente nunca li uma reflexão específica sobre esta questão (com exceção dos livros mencionados na Bibliografia, porém, não são obras específicas sobre a questão da sexualidade de Deus), a despeito disto, todos nós adoramos um Deus “masculino”. Quem nunca imaginou Deus semelhante a um velhinho com grossas sobrancelhas e barba branca?

Se Deus é Espírito (Jo 4:24) e, assim, não possui sexo nem gênero, por que razão atribuímos a ele uma imagem masculina?

Algumas respostas foram fornecidas pela psicologia. Sigmund Freud (aquele que tudo explica) disse que a imagem que nós temos de Deus trata-se de uma projeção da imagem que tínhamos de nosso pai na infância. Como todos devem saber, Freud era ateu e nunca negou isto, porém, a despeito de sua descrença, sua argumentação – se verdadeira – explica com perfeição porque a imagem que temos de Deus é paterna.

Mas, não vou me deter neste assunto, se você deseja conhecer mais sobre a argumentação de Sigmund Freud sobre as origens do pensamento religioso no ser humano, sugiro aos iniciantes que leiam este texto escrito pelo meu amigo Glauber Ataíde. A questão sobre a qual quero me debruçar aqui (além de outras que serão abordadas ao longo do texto) é mais abrangente: é totalmente proveitoso ao ser humano pensar em Deus como um ser paterno?

Antes de responder a esta questão, porém, preciso responder se pensar em Deus como "pai" é correto ou até que ponto é correto. A Bíblia claramente dá margens para pensemos em Deus desta forma, afinal, Deus é comparado a vários substantivos masculinos como Rei (Salmo 145:1), Senhor (Salmo 145:3), Pai (Mateus 6:9), Pastor (Salmo 23:1), entre vários outros.

É preciso deixar claro, contudo, que todas as passagens com referência à masculinidade em Deus são antropomorfismos, não declarações reais do que venha a ser Deus de fato. Antropomorfismo é uma maneira de criar analogias e metáforas usando como base características que nós, seres humanos, possuímos. Deus, por exemplo, não possui “olhos”, porém, para facilitar o entendimento de como vem a ser o cuidado de Deus para com o mundo, um escritor bíblico escreveu que os olhos dele estão sobre toda a Terra (Deuteronômio 11:12). Da mesma forma, Deus não possui mãos, nariz, boca, pés, ou qualquer parte física.

Talvez você não veja a necessidade de usar antropomorfismos ao falarmos de Deus, porém, de que outra forma poderíamos pensar sobre Ele senão através de analogias antropomórficas?

Pense: explicar porque uma maçã cai no chão é relativamente fácil (gravidade). Dizer qual é a velocidade em que ela chega ao chão já é um pouco mais complicado. Explicar qual é a origem das maçãs é mais difícil ainda. Identificar como a primeira árvore de maças surgiu no planeta é uma tarefa dificílima. Ter todas as respostas sobre como a Terra veio a existir é praticamente impossível. Explicar passo a passo como todo o Universo veio a surgir é totalmente impossível. Note que a cada vez que você aumenta o tamanho daquilo que se pretende explicar, mais complicado sua explicação se torna. Existindo Deus, sua explicação deverá ser a de maior grau de dificuldade, uma vez que Ele se encontra além do tempo, do espaço físico e da matéria. Você pode entender o mesmo princípio usando o exemplo da régua: contar quantos milímetros tem em um centímetro é muito fácil; contar quantos milímetros tem em uma régua de 30 cm (sem somar) é mais complicado; dizer quantos milímetros quadrados possui um livro é difícil; em um automóvel mais difícil ainda; em toda a terra é praticamente impossível. Porém, indo mais além, como dizer quantos milímetros possuem uma medida infinita?

Se entendemos Deus como um ser infinito, como nossas palavras podem ser capazes de expressá-lo de forma absolutamente verdadeira?

O uso de analogias antropomórficas é válido (talvez necessário) em vista da nossa incapacidade absoluta de entender Deus como Ele é. Quando um escritor bíblico diz que Deus é Rei, portanto, ele não está querendo dizer que a figura de “rei” representa Deus de forma absoluta, antes, ele quer dizer que em alguns aspectos específicos, a figura que conhecemos de “rei” é análoga a Deus.

Talvez com o exemplo a seguir você entenda o meu ponto de argumentação: observe a afirmação bíblica de que Deus é um Leão (Isaías 31:4 e outros). Ora, é óbvio que os escritores bíblicos que fizeram esta analogia (Deus x Leão) não estavam querendo dizer que Deus tinha juba, boca fedorenta e rabo. Com esta analogia eles estavam querendo na verdade enfatizar alguns aspectos que Deus e os leões possuem em comum: majestade, força e coragem, por exemplo.

Com a analogia de “Pai” a situação é semelhante. Deus não é pai. Quando a Bíblia diz que ele é pai, ela esta querendo dizer que em alguns aspectos Deus se assemelha a um pai, ou, que nossa relação para com Deus em alguns aspectos deve ser semelhante a relação que temos com nossos pais.

Minha argumentação para este texto é a seguinte: Deus nunca deve ser tratado absolutamente como um pai. Afinal, Deus não possui masculinidade, Ele é Espírito. Continua a ser verdadeiro que em alguns aspectos Deus é semelhante aos nossos pais, porém, a analogia da relação “Deus x Pai” deve se limitar a apenas aos aspectos em que eles são análogos, não a todos.

É por causa de más interpretações procedentes desta analogia “Deus x Pai” que doutrinas do “Deus castigador” surgiram ao longo da história da igreja. Inferir que Deus é castigador como um pai apenas porque em alguns aspectos de misericórdia ele é análogo aos pais é um erro grotesco. Da mesma forma não podemos dizer que Deus é um ser "masculino" porque Ele é chamado de "pai" e outros substantivos masculinos na Bíblia. Esta é uma das primeiras conclusões deste texto.

Vamos voltar à questão proposta para este texto: é totalmente proveitoso ao ser humano pensar em Deus como um ser paterno?

Proveitoso, sim. Totalmente proveitoso, não. Não devemos confiar toda nossa visão de Deus na analogia de que Deus é um ser paterno (masculino). Digo isto por algumas razões básicas:

1 – Os escritores bíblicos não tinham a intenção de condicionar todo o pensamento sobre Deus a esta analogia específica, antes, tinham a intenção de apenas focar algum aspecto específico análogo entre Deus e os pais (amor, misericórdia, cuidado e proteção).

2 – A imagem que temos sobre “pai” é muito relativa, afinal, cada pai é de um jeito e cada filho enxerga o pai de uma forma específica. Condicionar todo o pensamento sobre Deus à imagem de “Pai” faria Deus ser, em última análise, dependente daquilo que nossos pais são. Sendo Deus um ser que “é o que é” em si mesmo, condicionar todo o pensamento de Deus à analogia do “Pai” é um grave erro.

3 – Em algumas culturas a figura do pai é repugnante e, ao condicionar o pensamento sobre Deus à figura paterna, você estará afastando as pessoas de Deus, não as aproximando.

Um exemplo sobre este terceiro ponto é a cultura japonesa, onde a figura do pai é a pior possível para se comparar com Deus. Um velho ditado japonês diz que as quatro coisas mais horríveis do mundo são: incêndios, terremotos, relâmpagos e pais.

Philip Yancey aborda um pouco desta questão em seu livro Alma Sobrevivente (Mundo Cristão, 2004):

O terapeuta Erich Fromm diz que um filho de uma família equilibrada recebe dois tipos de amor. O da mãe tende a ser incondicional, aceitando a criança, independentemente do que ela faça ou de como se comporte. O amor do pai apresenta a tendência de ser mais voltado à provisão, mostrando aprovação quando a criança apresenta certos padrões de comportamento. [...] A conclusão de Endo é que, para que o cristianismo apresente algum apelo ao povo japonês, precisará enfatizar o amor materno de Deus, o amor que perdoa erros, cura feridas e atrai os outros para si, em vez de forçá-los a vir.

Amor “materno” de Deus? Isto não seria uma blasfêmia?

Claro que não! Deus é tão análogo ao “pai” quanto é à figura da “mãe”. O amor de Deus é tão análogo a um quanto a outro. Entende-se facilmente a razão da Bíblia não conter menções ao fato de Deus ser “mãe” quando se sabe as religiões pagãs existentes na época em que os textos foram escritos enfatizavam demais o “Divino Feminino”. Se Deus se revelasse como “mãe”, certamente o povo faria confusão e aceitariam as práticas das religiões pagãs.

Existe, porém, uma passagem muito interessante na Bíblia que nos dá margem a pensar em alguns aspectos de Deus em analogia com o amor “materno”. Veja:


Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes quis eu reunir os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e vós não o quisestes! (Mateus 23:37)

Deus não é mãe. Mas em contra-partida também não é pai. Alguns aspectos do amor de Deus podem ser exemplificados pelo amor paterno, porém, da mesma forma, vários outros (talvez mais) aspectos podem ser exemplificados pelo amor materno.
Deus não é mais “pai” do que “mãe”, afinal, Ele não é nem pai nem mãe. Deus é Deus, e Deus não possui sexualidade.

Autor: Eliel Vieira
Fonte: Blog Desconstruindo

Enquanto isso na sessão do descarrego!

Violência pode acabar com a Parada Gay na avenida Paulista. Marcha para Jesus, sem violência, foi proibida há dois anos



A polícia registrou ao menos cem casos de roubo e furto durante a Parada Gay realizada neste domingo (14) em São Paulo. O evento também terminou com 412 atendimentos médicos realizados pela polícia. Em 2007, a prefeitura de São Paulo proibiu a Marcha para Jesus (foto), na avenida Paulista, alegando resguardar a avenida evitando que ela seja depredada.

Na noite desta segunda-feira, balanço da Secretaria Municipal de Saúde e da Santa Casa de São Paulo mostrou que ao menos 54 pessoas ficaram feridas. De acordo com o órgão, entre os feridos há pessoas vítimas de agressões físicas e da explosão de uma bomba caseira lançada no centro da cidade.

Ainda houve nove casos de roubo ou furto de veículos no evento, cujo público esperado era de 3,5 milhões de pessoas. O balanço com o público que se aglomerou da Paulista até a praça da República neste ano ainda não foi divulgado pelos organizadores.

O grande número de casos de violência fez o prefeito Gilberto Kassab (DEM) reavaliar a realização da Parada Gay na avenida Paulista. Para ele, a continuação do evento na Paulista será analisada.

“A Paulista cada vez mais se mostra inadequada para os eventos. O que pode ter atrapalhado [a parada neste domingo] foi a obra do metrô, no final da Paulista”, disse Kassab hoje, após um evento no Palácio dos Bandeirantes. “A avaliação [da parada] será feita com serenidade pela prefeitura. Nada indica que não possa ser [modificado o lugar do evento].”

Brigas e tumultos deixaram feridos ao longo da parada. Um homem de 35 anos sofreu traumatismo craniano ao ser espancado na rua Frei Caneca, nos arredores da Paulista. Outros dois rapazes –entre eles um de 17 anos– estão internados na Santa Casa devido a ferimentos também por espancamentos.

No largo do Arouche, no fim do circuito da parada, a explosão de uma bomba deixou ao menos 22 feridos. A origem do explosivo é investigada pela Polícia Civil.

Marcha para Jesus

Em 2007, o Ministério Público do estado e a Prefeitura de São Paulo assinaram um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) determinando que a partir de agora apenas três grandes eventos poderão ser realizados por ano na Avenida Paulista, região central da capital.

No acordo, segundo a Empresa de Turismo e Eventos da Cidade de São Paulo (SPTuris), a prefeitura definiu que as festas que passariam a ocorrer na avenida seriam o réveillon, a Corrida de São Silvestre e a Parada GLBT (gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros).

A SPTuris conta que a escolha dos eventos foi definida por vários fatores. No caso do réveillon e da São Silvestre, principalmente pela tradição. A parada GLBT foi escolhida como terceiro evento na avenida por vários motivos. Os principais foram: o fato de ser um desfile e não precisar da montagem de uma estrutura fixa como um palco, o que diminui o tempo de interdição da avenida para o tráfego de veículos; ser um evento tradicional com cerca de dez anos no local; ser um festejo capaz de transmitir à cidade a imagem de modernidade e nenhum preconceito; ser uma festa que traz muitas divisas econômicas para a capital.

Com a escolha da parada GLBT, outros dois grandes eventos que tradicionalmente ocorriam na Paulista não poderão mais ser realizados no local: a festa do trabalhador no 1º de maio e a Marcha para Jesus, caminhada realizada por evangélicos de várias igrejas.

Ainda de acordo com a SPTuris, a decisão foi tomada para resguardar a Avenida Paulista, evitando que ela seja depredada e assegurando sua posição de ícone de São Paulo, e ampliar os espaços destinados a eventos culturais na cidade. Para a empresa de turismo, a capital possui vários locais propícios à realização de grandes eventos que não são muito utilizados, como o Sambódromo (no Anhembi, na Zona Norte), Interlagos e Parque da Independência, ambos na Zona Sul. Neste último local, será realizada já neste ano a festa de 1º de maio pela Central Única dos Trabalhadores (CUT).

A Fundação Renascer divulgou,na época, nota oficial comunicando a “surpresa” ao saber que o evento Marcha para Jesus não poderia ser realizado na Avenida Paulista. A fundação, pertencente à Igreja Apostólica Renascer em Cristo, criada pelo casal Estevam e Sônia Hernandes, é a organizadora da marcha.

Segundo a assessoria da fundação, a marcha seria um evento “que já se transformou em tradição paulistana” e que, em maio do ano passado, foi também firmado uma TAC com o Ministério Público do estado em que havia ficado garantido “o direito de, se houvesse qualquer outro evento de massa na Avenida Paulista, ali também seria realizada a Marcha para Jesus”.

Fonte: Folha Gospel
Via: Gospel Prime

segunda-feira, 15 de junho de 2009

" Ane ane chouque, ane ane caih" - Possessão demoníaca ou cair no espírito?

Ah, o passado, esse troço que ninguém apaga.

Um dos primeiros discos da cantora Eyshila, lançado pela gravadora Som e Louvores

Reteté x Bereanos


Diante do quadro atual que vivemos, passamos por uma hora crítica em que precisamos avaliar e julgar os ensinamentos contundentes dos pregadores da boa vida e parar e pensar numa teologia bíblica.

Cada vez mais tenho percebido que parte dos evangélicos estão vivendo um estranho tipo de evangelho. O sensacionalismo bem como o emocionalismo, fruto do chamado Reteté tem ditado em nome do Espírito Santo comportamentos absolutamente contrários aos ensinos bíblicos.
Em nome da experiência, doutrinas e práticas litúrgicas das mais RIDICULAS que têm se multiplicado em nossos arraiais - "Sapatinho de fogo, unção do cajado, do riso, do leão, da urina, galo que profetiza, kung-fu", entre tantas outras mais, me faz abordar esse assunto.

Talvez ao ler este texto você esteja dizendo: quem somos nós para julgar alguém?
A Bíblia nos ensina que não podemos julgar ninguém. Ora, quando o Senhor Jesus advertiu contra o juízo temerário (Mt 7:1-6), Ele não estava declarando pecaminoso e proibido toda e qualquer forma de juízo. Dentro do contexto de Mateus nosso Senhor nos induz a discernir quem é cão e porco para que não se desperdice a graça de Deus. Julgar não é pecado! Afinal o próprio Deus exerce juízo. Ele mesmo nos ordena exercer o discernimento, que diga-se de passagem é o dom mais ignorado, e talvez o mais odiado hoje em dia.
Cristo julgou os escribas e fariseus pelo seu comportamento hipócrita e doutrinariamente distorcido (Mt 23:1-36). Se o julgar não é o papel de um homem de Deus, então creio que tanto os profetas do Antigo Testamento como os apóstolos devem ser despidos deste título! O que falar então dos crentes de Beréia? Ora, diz a Bíblia que eles não engoliam qualquer ensinamento, antes pelo contrário, verificavam se o ensino estava de acordo com a sã doutrina.
Como já escrevi inúmeras vezes, creio veementemente que boa parte dos nossos problemas eclesiásticos se deve ao fato de termos abandonado as Escrituras. Não tenho a menor dúvida de que somente a Bíblia Sagrada é a suprema autoridade em matéria de vida e doutrina; só ela é o árbitro de todas as controvérsias, como também a norma para todas as decisões de fé e vida. É indispensável que entendamos que a autoridade da Escritura é superior à da Igreja, da tradição, bem como das experiências místicas adquiridas pelos crentes. Como discípulos de Jesus não nos é possível relativizarmos a Palavra Escrita de Deus, ela é lâmpada para os nossos pés e luz para os nossos caminhos.
O reformador João Calvino costumava dizer que o verdadeiro conhecimento de Deus está na Bíblia, e de que ela é o escudo que nos protege do erro.
Em tempos difíceis como o nosso, precisamos regressar à Palavra de Deus, fazendo dela nossa única regra de fé, prática e comportamento.

O que precisamos, de verdade, é retornar aos tempos dos "joelhos calejados", tempos em que gastavamos horas meditando na Palavra do Senhor individualmente, tempos em que choravamos diante do Pai por sermos pecadores e não merecedores de tanto amor, tempos em que havia união entre as igrejas de Cristo, tempos em que não havia falsidade dentro da da casa do Senhor, tempos em que pastores eram respeitados e não invejados por outros pastores.... Um dia retornaremos a essa condição.... MARANATA Ora vem Senhor Jesus!
SOLA SCRIPTURA - bradou Martinho Lútero

Fonte: Semeando a verdadeira doutrina de Cristo

sábado, 13 de junho de 2009

Muita água ainda vai rolar nos canais de emissoras evangélicas!!

Igreja Mundial fecha parceria com com empresa de água mineral

Após 4 horas de reunião com o Bispo Josivaldo Baptista, a empresa 100% Jesus fechou com a Igreja Mundial do Poder de Deus uma parceria que segundo a direção da marca de água mineral, “irá abalar os alicerces da evangelização”. O diretor da 100% Jesus, Christian Cavalcanti (na foto com o Apóstolo) afirma que a parceria será de apoio as obras da igreja, investindo na mídia televisiva da IMPD e impressa e levar através da potência que é a Igreja Mundial do Poder de Deus, as mensagens e propósitos que a 100% Jesus tem como objetivo. “Acreditamos que com esta parceria iremos agregar um grande valor e confiabilidade para marca, além de estar evangelizando com uma Igreja que é um fenômeno” declara Christian.
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A 100% Jesus também estará participando de todos os eventos da Igreja no Brasil e no Mundo e também estará abastecendo as mais de 1500 Igrejas existentes. “Coloco 100% de confiança nesta parceria e na força da fé do Apóstolo, que é uma das pessoas mais humildes e simpáticas que já conheci nesta nossa empreeitada. Alías toda a equipe da Mundial são pessoas abençoadas e muito humildes. O Bispo Josivaldo nos apoiou muito e acreditou em nossa marca e propósito, também sou muito grato a ele” complementa Christian Cavalcanti.

Antes o objetivo da marca 100% Jesus era de vender em todo Brasil uma média de 6 milhões de garrafas e copos neste período do inverno (onde o consumo de água cai), hoje com esta parceria firmada a meta aumentou para 10 milhões/mês. “Como podemos negar que estas duas empresas juntas não vão se tornar uma fenômeno evangélico?” celebra Christian.

Segundo a direção da 100% Jesus a parceria não irá limitar suas vendas somente aos fiéis da Igreja Mundial do Poder de Deus e que sim estarão vendendos para todas as igrejas do Brasil, inclusive as Católicas que tiverem interesse em estar evangelizando desta forma. “Nosso objetivo é e sempre será: evangelizar e fazer a obra de Deus” finaliza Christian.

Fonte: Gospelmais

É preciso incomodar os pecadores


Aos arrogantes digo: Parem de vangloriar-se! E aos ímpios: Não se rebelem! (Sl 75.4.)

Os pecadores não estão totalmente livres para pecar com tranqüilidade. Continuam pecando, mas a pregação os incomoda. Esse é o papel do profeta. É por isso que Deus falou com Ezequiel: “Você lhes falará as minhas palavras, quer ouçam quer deixem de ouvir” (Ez 2.7). O povo é obstinado e rebelde e chega a tapar os ouvidos para não ouvir a pregação, mas é preciso pregar, provocar desconforto, gerar culpa, convencê-los do pecado. A mesma palavra dada a Ezequiel foi dada a Paulo quando ele esteve em Corinto: “Não tenha medo, continue falando e não fique calado” (At 18.9).

Não são os pregadores os únicos que falam contra o pecado. Mesmo “fraca” (1 Co 8.7), a consciência ainda reside em muitos corações maus e os incomoda. Mais do que ela, o Espírito não cessa de convencer o homem do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.8). A soma disso tudo, da voz de dentro (a consciência), da voz de fora (o profetismo) e da voz de cima (o ministério acusador do Espírito), é um tropeço contínuo na vida humana sem o temor do Senhor. O incômodo só acaba quando o homem se arrepende e se converte. O inferno nada mais é do que viver sob condenação para todo o sempre depois da morte física, caso não aconteça a salvação.

Embora o salmista diga aos arrogantes “Parem de vangloriar-se!” e aos ímpios “Não se rebelem!” (Sl 75.4), os arrogantes continuam a se vangloriar e os ímpios a se rebelar. Vale a pena transcrever a dura lamentação de Jeremias: “Durante vinte e três anos a palavra do Senhor tem vindo a mim, desde o décimo terceiro ano de Josias, filho de Amom, rei de Judá, até o dia de hoje. E eu a tenho anunciado a vocês, dia após dia, mas vocês não me deram ouvidos” (Jr 25.3). A experiência de Jesus não é diferente: “Quantas vezes eu quis reunir os seus filhos [...], mas vocês não quiseram” (Mt 23.37).

Retirado de Refeições Diárias com o Sabor dos Salmos (Editora Ultimato, 2006).

Charge do veSHAME - Descubra seu dom

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Fim do site Geração Diante do Trono


O GERAÇÃO DT ACABOU

É isso mesmo que você acabou de ler: o site Geração DT termina por aqui, exatamente 6 anos depois de ter começado.

Esse site nasceu como uma brincadeirinha boba de um adolescente de 14 anos, mas acabou fazendo sucesso, se tornou coisa séria, e me possibilitou nesses últimos seis anos viver experiências que eu nunca imaginei que poderia viver: eu conheci gente de todo o Brasil - alguns (poucos) tornaram-se bons amigos. Eu viajei pra muitos lugares do país pra conhecer lugares e pessoas que me descobriram justamente através do site, algumas dessas viagens vão ficar marcadas pra sempre na minha memória! Cheguei a fazer parcerias, e através delas consegui ganhar algum dinheiro e muitas vantagens. Eu passei até mesmo a ser reconhecido em algumas igrejas e eventos, e a ser chamado pelo nome e abordado com carinho por pessoas que eu nunca tinha visto antes!

Esse site acabou servindo como um hobbie, um ministério, um refúgio, um espaço de desabafo quando me faltou uma alternativa ou quando eu simplesmente precisava colocar pra fora algumas coisas que estavam dentro do meu coração. Relendo os arquivos eu posso dizer que um ou outro texto foi fruto da mais solene hipocrisia, mas no geral, nesses anos, eu depositei nesse espaço da Internet a minha essência, o meu coração, o meu entusiasmo, algumas das minhas lágrimas, e o meu empenho para de alguma maneira ser útil para o reino de Deus.

Quem fez tudo isso foi Deus, e ele sondou todas as minhas motivações, e a maior parte delas foram motivações puras e verdadeiras. O Geração DT, no entanto, me deixou um legado que começou a me incomodar nos últimos dois anos: eu passei a ser conhecido por ai como o "garoto Diante do Trono", o "Valadete-Mor", o "fã do DT mais famoso do Brasil, coisas que as pessoas não diziam por maldade, mas que não me causavam tanto orgulho quanto elas imaginavam que causava. Fui eu que provoquei isso primeiro, e é bem verdade que o Diante do Trono fez a minha cabeça durante os últimos 11 anos (e ainda faz). Eu cresci ouvindo as canções deles, e elas foram importantes e presentes em muitas situações que eu vivi, elas fazem parte da minha vida sim. No entanto, quem me conhece um pouco mais de perto sabe que a minha identidade não é essa! Quando você é adolescente existe uma necessidade natural de encontrar um espaço no mundo, uma identidade, um lugar aonde as pessoas olham pra você e te admiram. A Internet e o Geração DT de alguma maneira me possibilitaram isso, mas acabou.

O meu maior desafio ultimamente têm sido deixar de lado hábitos e ranços da infância e da adolescência extremamente prejudiciais pra mim. Algumas dessas atitudes que preciso deixar parecem até pequenas e bobas, mas elas têm me trazido muita reprovação e me causado muito sofrimento. Essas mudanças precisam acontecer com alguma urgência, e a minha maior meta nesses dias é ser e me tornar reconhecido como um homem de caráter, não simplesmente uma imagem remota e ideal de caráter cristão, mas eu quero ser genuinamente uma benção para os meus: para a minha mãe que a cada dia precisa mais de mim, para a minha família, para a minha igreja local, para os meus amigos, para os meus colegas de trabalho e universidade, para a mulher que Deus está preparando pra mim. Não tem mais lógica nenhuma ser "uma benção" para alguém no Acre que lê os textos, e não ser para os que estão perto.

Devo perder audiência, devo perder vantagens, oportunidades de viagens e paparicos, mas definivamente chegou o tempo de sepultar a adolescência de forma radical, e nessa fase de mudanças o Geração DT deixou de ter sentido. Recentemente um amigo me disse pra eu não acreditar nessa "vida virtual" cheia de maravilhas e viver com os dois pés no chão. Uma outra grande amiga diagnosticou numa conversa muito séria que eu estou me cercando de pessoas que me só me aprovam, e isso não é bom. É tempo de mudanças radicais.

A você que esteve comigo todo esse tempo, o meu muito obrigado! Eu só tenho 20 anos e tenho uma vida inteira pela frente, mas vocês foram uma marca da minha adolescência, e podem ter certeza que vou levar pra toda a minha vida as coisas positivas que aprendi por aqui, lembrarei de alguns de vocês por toda a minha vida, nutrindo a mais doce das esperanças: a de um dia encontrar com Jesus e estar em comunhão eterna com todos os irmãos com os quais cruzei na estrada da vida.

Vou continuar escrevendo textos, e pretendo começar em breve um novo Blog cristão, mais modesto e bem simples, sem badalações. Estou pra registrar o domínio e devo começá-lo em mais algumas semanas. Se você quiser continuar me lendo, mande um e-mail pra ricardo.regener@gmail.com e assim que o blog novo estiver no ar você receberá um aviso.

NEle, o Princípio, o meio e o fim.

Fonte:Ricardo Regenner

EXTRA - BARRACO GOSPEL

Pastor Paulo Roberto xinga pastor Ciro de canalha no pulpito!! Tudo por causa da unção das galinhas


Deixem vir a mim as crianças e não as impeçam; pois o Reino dos céus pertence aos que são semelhantes a elas”

terça-feira, 9 de junho de 2009

Vamos pensar um pouco - O papel da Música na Igreja



Sinto-me ofendido quando algum responsável por uma programação de negócios de uma instituição espiritual pede que eu dirija um cântico para chamar as pessoas de volta à reunião. É como se a música sacra fosse naquele instante apenas um jingle, uma musiquinha de intervalo comercial, para chamar atenção dos clientes a um produto entre a programação que o telespectador quer realmente ver.

Esta prática, realizada com esta falta de cuidado, atenta contra dois papéis fundamentais da música sacra na Igreja Cristã. O primeiro papel desvirtuado é o papel da adoração. A música serve para adorar a Deus, para glorificar a sua Pessoa e destacar de modo poético e artístico a sua Obra. Quando usamos a música sacra como uma sineta que toca para chamar os alunos a próxima aula, tiramos a atenção que a música dá ao Nome do Senhor para a próxima pauta da reunião, para o próximo ítem da palestra, para desorganização do evento, para letargia de seus participantes que não sabem tomar um cafezinho de 5 min, sem aumentar o seu tempo para 20.
A prática de "cante agora qualquer coisa de Jesus, para começar, irmão" desvirtua o papel de edificação que a música sacra tem dentro do povo de Deus. Se a música é usada como simples "venham todos, vai começar", ela pode ter a teologia mais profunda, pintada em letras de ouro, nos versos mais bem articulados, pelo mais entendido e minucioso poeta da História Eclesiástica, apesar de sua qualidade, ninguém vai prestar atenção nela, a não ser o seu pobre regente (ou seria regido?). O presidente da mesa estará chamando o secretário para fazer alguma observação, o irmão delegado estará correndo para pegar sua pasta que deixou em cima da mesa dos salgadinhos, a irmã estará se perguntando "onde está o Júnior?", e a mensagem das Escrituras estará sendo totalmente desprezada.
Em nome do Senhor, eu vos rogo, pastores, presidentes de associação, diretores de seminário e afins, usem vossa mente privilegiada pela graça que descende do céu para achar outra solução à chamada dos participantes ao plenário. Sei que há muitos outros meios que podemos utilizar sem desvirtuar o papel da música na Igreja tão massacrado por outras frentes como bem sabeis.

Autor: Renato Brito

Heterogeneidade (ou, odeio sair com crente)



Dona Marina (minha sócia, proprietária e esposa) diz que eu enjoo das coisas muito rapidamente. Numa semana gosto de Kuat Zero. Na outra prefiro Aquarius Fresh. E depois de uns dias estou fissurado por H2O de maçã. Já fui apaixonado por salada… mas agora não suporto nem olhar para elas. Posso citar pelo menos 50 coisas que eu deixei de gostar.

Igualmente enjoo das pessoas. O convívio excessivo com alguém acaba por me deixar saturado dela. Quando passei a perceber isto, comecei involuntariamente a acreditar naquele ditado que diz que apenas os inimigos não perdemos pelo caminho.

Por que o tal do “crente” possui a tendência de reduzir seu círculo social cada vez mais? Há alguns anos percebi que não suporto a homogeneidade das relações, principalmente dentro da igreja. Obviamente que criar vínculos com os diferentes demanda esforço. Mas é a única maneira que conheço para não morrer de tédio.

Para sair do tédio, gostaria de derramar algumas críticas ao que usualmente é chamado de “culto”. As cadeiras sempre no mesmo lugar provocam em mim um tédio quase mortal. E ninguém tem coragem de mexê-las, ainda que seja alguns poucos metros para um lado ou para o outro. Também a falta de interatividade de muitas reuniões auto-denominadas “cultos”. Elas possuem uma fórmula litúrgica, quase matemática, que me incomoda. Me incomoda estar preso dentro de um lugar por horas… sem a possibilidade de conversar com alguém. Não me admira que a maioria das pessoas não se lembre do que foi falado em uma “palestra” poucas horas após o seu término. Creio que a minoria possui a habilidade dos monges de se concentrar em algo desinteressante por mais de cinco minutos.

Mas após o doutrinamento (ensino da “forma”), replicamos o modelo ao selecionar o que iremos fazer após a reunião. Não é nem necessário fazer pesquisa para perceber que só há 3 tipos de lugares onde as pessoas vão ao final de um culto:

1. Pra casa
2. Fazer algo que não deveriam fazer
3. Sair pra comer

O primeiro grupo age como se tivesse 70 anos de idade. Juro que queria entender. O segundo grupo é o da maioria. Já “bateram o ponto” em seu compromisso religioso, então nada melhor do que voltar a sua vida normal (por mais anormal que ela de fato seja). E o terceiro grupo é o mais animado dentre os crentes… porém me mata de tédio.

Escolhemos os lugares onde vamos e os repetimos religiosamente semana após semana. Nossa companhias também foram selecionadas pela afinidade. Preferimos nossos “amigos”, mesmo que não sejam tão amigos assim. Conversamos sobre as mesmas coisas, dia após dia. Se você é solteiro, fala sobre namorar. Se namora, fala sobre casar. Se é casado, fala sobre como é ser casado ou sobre ter filhos. Se é do tipo espiritual, conta “testemunhos”.

Não estou dizendo que as pessoas são descartáveis. Mas aumentar nosso círculo de relacionamento permite que não desgastemos amizades que deveriam durar por toda uma vida.

Mas se você ainda é um ser humano, então no mínimo deveria respirar emoção. Deveria estar cansado de tudo isto que citei e com um pouco de esforço, ainda se lembraria do desejo de liberdade que Deus colocou em seu coração. Percebe como ficam de fora do nosso dia a dia a expontaneidade, o êxtase, a surpresa e consequentemente a alegria? Quem disse que bonito é ser igual? Quem disse que as pessoas diferentes de nós mesmos não têm nada de interessante? Há um mundo imenso lá fora… e nós estamos perdendo nosso tempo buscando uma homogeneidade ridícula e anti-bíblica.

“Quando amamos somente aqueles que se parecem conosco, não amamos ao próximo, mas antes a nós mesmos refletidos no próximo” (Martin Buber)

Autor: Ariovaldo Jr.
Via: Bereianos



segunda-feira, 8 de junho de 2009

Campanha ‘40 anos de Poder’ com R.R Soares agita o país


E mais uma vez será reiniciada a campanha ‘40 Anos de Poder’ com o Missionário R.R.Soares percorrendo as principais cidades do país em grandes eventos.

A próxima parada da campanha será na capital mineira, no feriado do dia 11 de junho, na Praça da Estação, a partir das 8 da manhã. Presenças confirmadas de André Valadão, Sandrinha, Bruna Olly e Fernandes Lima.

No mesmo dia, a trupe segue para o extremo norte do país, na capital amazonense, onde participa da grande concentração no Sambódromo de Manaus, a partir das 18h. Nesta oportunidade, André Valadão cede lugar à cantora Dany Grace.

No dia 16 de junho, a campanha ‘40 anos de Poder’ acontecerá na zona oeste do Rio de Janeiro, no bairro de Santa Cruz, durante a inauguração da Sede Regional da IIGD. Entre as atrações musicais, presença confirmada de Dany Grace.

No dia seguinte, a caravana segue para Itapeva/SP, no Ginásio de Esportes Antônio Queiroz, às 9h30. Na sequência, às 14h, é a vez de Capão Bonito receber a Campanha na Associação Cultural Esportiva do município. E, às 19h, o Missionário segue para Itapetinga/SP, onde ministrará no Recinto de Exposições Acácio de Novaes Terra.

Em 18 de junho, o evento acontecerá em Piedade, no Ginásio Municipal Lino de Matos, às 9h30. Às 14h, o evento acontecerá na cidade de Votorantin, na Praça Zeca Padeiro, ao lado da Prefeitura. Às 19h, em Itu/SP, o evento será realizado no Ginásio Municipal Prudente de Moraes.

A maratona prossegue no dia 19/06, às 9h30, na cidade de Salto/SP, no Ginásio de Esportes do município. Às 14h30, o evento acontecerá em Boituva/SP, no Centro Municipal de Eventos. Às 19h, será a vez de Tatuí/SP receber o Missionário R.R.Soares no Clube 11 de Agosto. Por fim, a Campanha se encerra no dia 20 de junho, às 9h30 no CSU, Parque dos Espanhóis, na Vila Assis.

Nos eventos realizados na região de Sorocaba (SP), de 17 a 20 de junho, o Missionário contará com a participação dos cantores Fernandes Lima e Bruna Olly. Outras atrações poderão se juntar ao projeto e serão divulgadas na sequência.

Fonte: Graça Music
 
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