domingo, 1 de novembro de 2009

Tristeza e alegria...



Aqueles que semeiam com lágrimas, com cantos de alegria colherão. (Sl 126.5.)

Na ordem atual, a mistura da alegria com a tristeza é inevitável. Ainda estamos no deserto e não na Canaã celestial. Ainda somos cordeiros no meio de lobos e não de anjos. O mundo inteiro ainda jaz no maligno e não em Cristo. Ainda somos pecadores e não santos. Ainda estamos numa habitação temporária e não no corpo que há de vir (2 Co 5.1-5). Os céus e a terra que agora existem ainda não foram desfeitos pelo fogo para dar lugar aos novos céus e à nova terra, onde habita a justiça (2 Pe 3.13).

Nossa experiência atual não é só de alegria nem é só de tristeza. Se a saída para o campo é marcada pelo choro, a volta é marcada pelos cantos de alegria (Sl 126.5,6). A semeadura do bem não é fácil, obedecer não é fácil, nadar contra a correnteza não é fácil. Mas os frutos da semeadura do bem e da obediência são muito saborosos.

O tempo presente é de relativa tristeza. Mas quando Jesus voltar, em poder e grande glória, nos alegraremos e ninguém nos tirará essa alegria. É como no caso da mulher que está dando à luz, que sente dores na hora do parto e grande alegria quando o bebê nasce (Jo 16.20-22). É durante essa etapa, essa peregrinação, que Deus soberanamente nos oferece intervalos grandes ou pequenos, transformando nosso pranto em dança e nossa “veste de lamento em veste de alegria” (Sl 30.11). De vez em quando, o Senhor faz coisas grandiosas e gloriosas e, então, a nossa boca enche-se de riso e a nossa língua enche-se de cantos de alegria (126.1-3).

Retirado de “Refeições Diárias com o Sabor dos Salmos” (Editora Ultimato, 2006).


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