sábado, 7 de novembro de 2009

Caio Fábio fala sobre a religiosidade - Livrai-nos da “Caiofobia”, Senhor!

Caio Fábio fala sobre a religiosidade.Assita o vídeo e em seguida leia o texto abaixo.






Livrai-nos da  “Caiofobia”, Senhor!  


Estava tão acostumado a ver o Caio Fábio com o seu jeitão de pregador revolucionário, vestido elegantemente de terno e gravata, com o ar altivo de quem irradia confiança e carisma, que a minha resistência psicológica ao que não é padrão, às vezes, não quer aceitar o seu novo jeito simples e humilde de pregar como quem está conversando na mesa de um botequim.


Tenho bem guardado na memória os gigantescos congressos, nos quais, ele sempre era o orador oficial escolhido por unanimidade. Lembro-me ainda do grande número de pastores que nos palanques e púlpitos disputavam um lugar ao seu lado, todos boquiabertos com a maneira enfática e convincente, que só ele possuía, ao manejar a Palavra. E eu maravilhado, o via como um comandante vitorioso em seu panteão de glória, com a espada brandindo no ar, repelindo as hostes inimigas com brados de guerra, que em minha imaginação se transformavam em dardos flamejantes espargidos no ar, ao som de aclamações que me envolviam num clima comovente e quase ficcional.


Agora, me comungo com um Caio simples e sem arroubos, desprovido de sua indumentária costumeira, trocada por uma roupa simples de homem do povo. Vejo-o mais perto de mim, como quem está conversando no terraço de minha casa, tendo nos pés apenas um par de chinelos. A grande plateia transformou-se de repente em uns poucos, mas sinceros e silenciosos jovens numa pequena sala. Sinto-me gratificado ao ouvir o Caio de hoje, mais contundente e mais incisivo nas suas críticas ao simulacro de cristianismo que por aí se prega, Vejo-me junto da “galera” ─ todos sentados em bancos duros, ouvindo ele exercitar os dons que Deus lhe concedeu.


Esqueci esse negócio de vestimenta especial dos que sentam em cadeiras altas, fofas e confortáveis dos “púlpitos cristãos”, fechei os olhos para a exterioridade e para essa casca bela e cara com que recobrimos o nosso corpo. Soltei as amarras da falsa e tradicional santidade empoeirada, e deixei-me surpreender pela fala do agora mais maduro Caio. Deixei-me flutuar ante os seus firmes, significantes e bem elaborados estudos bíblicos. As palavras que agora saem de sua boca, talvez, não tenham aquele calor que incendiava os ambientes e levava muitos ao êxtase. Hoje, eu sinto nelas, um sabor diferente, que só com o auxílio do silêncio poderão ser perfeitamente degustadas. Ouço as suas preleções como quem ouve um concerto de uma orquestra sinfônica, o qual, para ser sentido com a alma requer o máximo de silêncio.


O seu jeito mais humilde, os seus trajes idênticos aos do povão, a sua mensagem fluindo como a placidez das águas de um rio, foram fatores preponderantes para desvanecer a “Caiofobia” que me invadira há algum tempo. Então, eu pude despertar para entender que aquele mal-estar inicial que se apoderara de mim, era simplesmente o ranço do preconceito, por me ver privado agora da exterioridade do reverendo dos tempos de minha “Caiomania”. Tinha sido eu mesmo que criara um pedestal para que o antigo Caio se solidificasse em minha mente como uma imagem de escultura. Ao mudar a sua postura, o velho Caio levou consigo a imagem petrificada, que eu fizera dele ─, análogo a composição musical “A Rita”, de Chico Buarque, que aqui cito um trecho: “...ele me causou perdas e danos. Levou os meus planos, meus pobres enganos[...]”



Apesar de relegado ao ostracismo pelos fariseus de ocasião, virando “saco de pancada” dos que antes o aplaudiam, o Caio não se atemorizou nem se acovardou. Renovou suas forças, e teve a humildade e a coragem de continuar sua missão, agora mais solitário, sem os amigos de Jó por perto, sem as pompas e adulações que antes mais atrapalhava do que ajudava o seu caminhar.

No tempo de Moisés, os filhos de Israel destinavam um bode, para receber por transferência, todos os pecados por eles cometidos. Será que os “Caiofóbicos” empedernidos da atualidade não estão querendo que o Reverendo tome o lugar do “bode expiatório” de que relata a Bíblia, para então assim, se verem livres de suas próprias mazelas e sujeiras escondidas a sete chaves? 



Por: Levi B. Santos


2 comentários:

leandro disse...

parabens!muito bonito oq vc escreveu sobre o caio...faço minhas as tuas palavras.

Levi Bronzeado disse...

Caro João Paulo

Que Deus ajude o seu servo Caio, a mostrar mais e mais verdades, como essas, que devem incomodar (e como devem) os inimigos do evangelho de Cristo - aqueles trajados de guardiões da Lei.

Com que simplicidade, sinceridade e lucidez o Caio consegue sem teologismos, passar a essência do que Cristo veio finalmente trazer para nós, reles pecadores.

Deus continue te abençoado, meu amigo!

Graça e Paz,

Levi B. Santos

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