quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Reteté x Bereanos


 
Olá meus amigos e leitores!
Diante do quadro atual que vivemos, passamos por uma hora crítica em que precisamos avaliar e julgar os ensinamentos contundentes dos pregadores da boa vida e parar e pensar numa teologia bíblica.

Cada vez mais tenho percebido que parte dos evangélicos estão vivendo um estranho tipo de evangelho. O sensacionalismo bem como o emocionalismo, fruto do chamado Reteté tem ditado em nome do Espírito Santo comportamentos absolutamente contrários aos ensinos bíblicos.
Em nome da experiência, doutrinas e práticas litúrgicas das mais RIDICULAS que têm se multiplicado em nossos arraiais - "Sapatinho de fogo, unção do cajado, do riso, do leão, da urina, galo que profetiza, kung-fu", entre tantas outras mais, me faz abordar esse assunto.

Talvez ao ler este texto você esteja dizendo: quem somos nós para julgar alguém?
A Bíblia nos ensina que não podemos julgar ninguém. Ora, quando o Senhor Jesus advertiu contra o juízo temerário (Mt 7:1-6), Ele não estava declarando pecaminoso e proibido toda e qualquer forma de juízo. Dentro do contexto de Mateus nosso Senhor nos induz a discernir quem é cão e porco para que não se desperdice a graça de Deus. Julgar não é pecado! Afinal o próprio Deus exerce juízo. Ele mesmo nos ordena exercer o discernimento, que diga-se de passagem é o dom mais ignorado, e talvez o mais odiado hoje em dia.
Cristo julgou os escribas e fariseus pelo seu comportamento hipócrita e doutrinariamente distorcido (Mt 23:1-36). Se o julgar não é o papel de um homem de Deus, então creio que tanto os profetas do Antigo Testamento como os apóstolos devem ser despidos deste título! O que falar então dos crentes de Beréia? Ora, diz a Bíblia que eles não engoliam qualquer ensinamento, antes pelo contrário, verificavam se o ensino estava de acordo com a sã doutrina.
Como já escrevi inúmeras vezes, creio veementemente que boa parte dos nossos problemas eclesiásticos se deve ao fato de termos abandonado as Escrituras. Não tenho a menor dúvida de que somente a Bíblia Sagrada é a suprema autoridade em matéria de vida e doutrina; só ela é o árbitro de todas as controvérsias, como também a norma para todas as decisões de fé e vida. É indispensável que entendamos que a autoridade da Escritura é superior à da Igreja, da tradição, bem como das experiências místicas adquiridas pelos crentes. Como discípulos de Jesus não nos é possível relativizarmos a Palavra Escrita de Deus, ela é lâmpada para os nossos pés e luz para os nossos caminhos.
O reformador João Calvino costumava dizer que o verdadeiro conhecimento de Deus está na Bíblia, e de que ela é o escudo que nos protege do erro.
Em tempos difíceis como o nosso, precisamos regressar à Palavra de Deus, fazendo dela nossa única regra de fé, prática e comportamento.

O que precisamos, de verdade, é retornar aos tempos dos "joelhos calejados", tempos em que gastavamos horas meditando na Palavra do Senhor individualmente, tempos em que choravamos diante do Pai por sermos pecadores e não merecedores de tanto amor, tempos em que havia união entre as igrejas de Cristo, tempos em que não havia falsidade dentro da da casa do Senhor, tempos em que pastores eram respeitados e não invejados por outros pastores.... Um dia retornaremos a essa condição.... MARANATA Ora vem Senhor Jesus!
SOLA SCRIPTURA - bradou Martinho Lútero
 



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