sábado, 17 de outubro de 2009

Preso há 1 ano, Lindemberg trabalha e participa de cultos



Ligado a cultos evangélicos e assíduo participante das missas celebradas na P-2 (Penitenciária Dr. Augusto César Salgado) de Tremembé, a 138 km de São Paulo, o motoboy Lindemberg Fernandes Alves, 22 anos, completa na próxima terça-feira um ano na unidade prisional e mantém a esperança de liberdade em dois habeas-corpus cujos méritos devem ser julgados pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) até novembro deste ano.

Lindemberg Alves está preso pela morte da ex-namorada Eloá Cristina Pimentel, 15 anos, em Santo André, após um sequestro com mais de 100 horas de duração ocorrido no dia 13 de outubro de 2008. Eloá morreu no dia 17 de outubro, após ser baleada durante o desfecho do sequestro. Integrantes do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) da Polícia Militar alegam que invadiram o onde a estudante era mantida refém, juntamente com a colega Nayara Rodrigues, à época com 15 anos, após terem ouvido um tiro.
Além da religião, o motoboy também busca no trabalho em uma oficina de driblar o cotidiano da penitenciária, que abriga presos de casos de grande repercussão. Ele foi transferido para a P-2 no dia 20 de outubro de 2008 por questões de segurança, depois de sofrer ameaças no Centro de Detenção Provisória de Pinheiros, na capital paulista.
"Ele participa de todos os nossos cultos e demonstra arrependimento por uma atitude impensada em um momento de fragilidade", disse Marli Sacramento Lélis da Silva, secretária da Capelania Evangélica de Presídios do Estado de São Paulo. A capelania promove cultos evangélicos todos os sábados na unidade prisional. Marli disse que o apoio da família de Alves tem sido fundamental. "Eles estão constantemente visitando o Lindemberg", afirmou.
Segundo a advogada Ana Lúcia Assad, defensora de Alves, ele também tem procurado participar das celebrações de missas que acontecem aos finais de semana na P-2. "O Lindemberg está levando a vida dele na forma que é possível, trabalha em uma empresa que faz fechaduras, frequenta cultos evangélicos e missas. Ele está bem e tem as rotinas de um preso comum", disse a advogada, que realiza nesta sexta-feira uma de suas visitas quinzenais ao rapaz.
Em relação aos habeas-corpus, Ana Lúcia explicou que um dos pedidos é para que Alves responda em liberdade, enquanto que outro reivindica a nulidade do processo. "Na audiência em janeiro deste ano em Santo André, fizemos requerimentos que foram indeferidos pelo juiz. Nós pedimos o depoimento de dois policiais militares e o exame do sangue encontrado na arma de um dos policiais".
A expectativa do Ministério Público é de que o julgamento de Alves em um júri popular venha a ocorrer em 2010.

Relembre o caso
A estudante Eloá Cristina Pimentel, então com 15 anos, foi refém pelo ex- por 100 horas no apartamento em que morava com a família, num conjunto habitacional na periferia de Santo André, região do Grande ABC paulista. Inconformado com o fim do namoro, o motoboy Lindemberg Alves, 22 anos, invadiu o apartamento no dia 13 de oububro de 2008. Ele chegou a manter quatro reféns, mas no mesmo dia libertou dois adolescentes que estavam no local. No dia seguinte, libertou Nayara. No entanto, como parte das estratégias de negociação, a adolescente voltou ao apartamento na manhã do dia 16, sendo feita refém novamente.
O sequestro terminou no dia 17 de outubro, quando o Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) explodiu a e deteve Lindemberg. As amigas Nayara e Elóa deixaram o apartamento feridas por disparos feitos pela arma usada por Lindemberg. Na noite do dia 18, foi diagnosticada a morte cerebral de Eloá.

Terra/Notícias Cristãs

1 comentários:

Izaías disse...

"Ele participa de todos os nossos cultos e demonstra arrependimento por uma atitude impensada em um momento de fragilidade".
Puxa!!! Será que não deu pra pensar um pouquinho melhor em mais de 100 horas?
Os religiosos precisam acabar com essa panaquice de achar que só porque o sujeito começa a frequentar alguns cultos já é uma nova pessoa.
E se o sujeito comete um crime cruel e a sangue-frio, vai pra cadeia, diz olá para a cela e já volta pra casa... houve justiça aí?
Aí, se continuar na igreja, torna-se o famoso ex-qualquer coisa, ganha pelos testemunhos, aquela coisa toda que nós conhecemos.
E, é claro, fica na conta de Deus a injustiça de ter ficado só alguns meses na prisão, quando deveria ficar algumas décadas...ou para sempre, se esse fosse um país sério, com penas mais severas.
É sempre assim: "foi Deus quem me tirou da prisão pra que eu pudesse estar aqui contando o meu testemunho".
Dispensável um Deus injusto desse.

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