terça-feira, 13 de outubro de 2009

Por favor, vem me buscar!




Andei vagando como ovelha perdida; vem em busca do teu servo, pois não me esqueci dos teus mandamentos. (Sl 119.176.)

O salmista se soltou, se desprendeu do pastor e das outras ovelhas, não passou aquela noite no aprisco e se perdeu. A experiência não foi boa. Teve saudade das verdes pastagens e das águas tranqüilas, da vara e do cajado do pastor, da mesa farta e do cálice transbordante, da unção com óleo, da bondade e da fidelidade diárias do Senhor. Então fez uma das mais ternas de suas muitas orações: “Andei vagando como ovelha perdida; vem em busca do teu servo, pois não me esqueci dos teus mandamentos” (Sl 119.176).

Essa experiência tem muito a ver com a parábola contada por Jesus Cristo. A história é a mesma. Gira em torno de uma ovelha perdida. Na primeira versão, o foco está na ovelha, que se vê vagando pelos campos e acaba suplicando ao pastor que vá buscá-la. Na segunda versão, o foco está no pastor do rebanho, que sente falta da ovelha perdida e sai à sua procura (Lc 15.4-7).

Quando se desprendeu do rebanho, o salmista não era um estranho na casa de Deus. Ele conhecia os mandamentos. Ele apenas fraquejou, deu-se o luxo de ter uma aventura qualquer lá fora. Mas a lembrança dos mandamentos, o peso da lei do Senhor tornaram aquela iniciativa incômoda, estranha, desnecessária, infeliz e demasiadamente afoita. Daí a confissão: “Andei vagando como ovelha perdida”. Daí o pedido de socorro: “Vem em busca do teu servo”. Outras vezes o salmista se separou do rebanho e outras tantas vezes ele voltou.

Vale lembrar a palavra de João: “Escrevo-lhes estas coisas para que vocês não pequem. Se, porém, alguém pecar, temos um intercessor junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo” (1 Jo 2.1).

Retirado de “Refeições Diárias com o Sabor dos Salmos” (Editora Ultimato, 2006).


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