domingo, 4 de outubro de 2009

Doces ao paladar




Como são doces para o meu paladar as tuas palavras! Mais do que o mel para a minha boca! (Sl 119.103.)

O esforço para provar que a Bíblia é a Palavra de Deus e o esforço mais ou menos oposto para provar que a Bíblia contém a Palavra de Deus podem ser empolgantes para uns e outros, mas desvia o foco principal. A atenção acaba sendo colocada mais no opositor do que na própria Palavra de Deus.

Embora haja lugar e necessidade para o estudo acadêmico e teológico da Bíblia, o alvo maior de cada leitor sacro deve ser a busca de alimento sólido, do “leite espiritual puro” (1 Pe 2.2), para alimentar tanto a fé como a certeza, tanto a certeza como a esperança, tanto a esperança como a coragem, tanto a coragem como o caráter, tanto o caráter como a perseverança.

Essa era a preocupação do salmista no Salmo 119. O entusiasmo com esse tipo de leitura, sempre acompanhada de meditação, era tal que ele mesmo conta a Deus: “Os teus decretos são o tema da minha canção em minha peregrinação” (v. 54).

O salmista abre o coração e derrama elogios à palavra de Deus: “Como são doces para o meu paladar as tuas palavras!” (v. 103); “Ganho entendimento por meio dos teus decretos” (v. 104); “A tua palavra é lâmpada que ilumina os meus passos e luz que clareia o meu caminho” (v. 105); “Os teus testemunhos são a minha herança permanente; são a alegria do meu coração” (v. 111); “Este é o meu consolo no meu sofrimento: a tua promessa dá-me vida” (v. 50); “Os teus mandamentos me tornam mais sábio que os meus inimigos, porquanto estão sempre comigo” (v. 98); e “Os teus testemunhos são o meu prazer; eles são os meus conselheiros” (v. 24).

Todo esse apreço pode ser resumido na seguinte declaração: “Para mim vale mais a lei que decretaste do que milhares de peças de prata e ouro” (v. 72).

Retirado de “Refeições Diárias com o Sabor dos Salmos” (Editora Ultimato, 2006).
 

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