sexta-feira, 23 de outubro de 2009

A cruz faz propaganda de Deus



Deus não é apenas o Criador do espaço que abriga toda matéria e toda energia. João teve a candura de proclamar que “Deus é amor” (1Jo 4.8, 16). J. I. Packer acrescenta que essa declaração “é uma das mais tremendas encontradas na Bíblia -- e também uma das menos compreendidas”.

Uma coisa dá importância à outra. Apesar de ser o criador de todas as coisas visíveis e invisíveis, Deus é amor. Apesar de ser capaz de amar, Deus é o desenhista, o executor e o sustentador de todo o universo conhecido e desconhecido. Uma coisa fala da majestade; outra, do sentimento. Deus cria e se relaciona. Se Deus criasse e não se relacionasse, a criação seria órfã. Seria como um bebê saudável, perfeito e bonito sem mãe e sem pai. Uma das evidências do amor de Deus pela criatura é a ordem da criação. Ele só criou o ser humano no sexto “dia”, depois de ter criado tudo para sua sobrevivência, para seu conforto e para sua realização, inclusive sua capacidade de amar e de ter companhia.

Todavia, a maior propaganda do amor de Deus é a cruz: “Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm 5.8).

Packer explica que o amor de Deus não é causado, mas voluntário e espontâneo. Ele ama os não-amados e os não-amáveis. O tratamento que ele dispensa às criaturas e aos pecadores está cheio de amor por dentro e por fora. Ele os trata com misericórdia do princípio ao fim.

Embebecido pelo amor divino, Paulo se põe de joelhos diante do Pai e faz uso da oração para que os crentes de Éfeso sejam capazes de sentir e compreender “quão extenso, quão largo, quão profundo e quão alto é, na realidade, o seu amor” (Ef 3.18, BV). Porém, o próprio Paulo sabe de antemão que nem eles nem ninguém conseguirá plenamente tal façanha. Assim como ninguém consegue medir a água do mar com as conchas das mãos ou o céu palmo a palmo (Is 40.12), é também impossível medir ou pesar o amor de Deus.

A mais famosa e confiável declaração de amor é também o versículo mais conhecido da Bíblia: “Deus amou o mundo tanto, que deu o seu único Filho, para que todo aquele que nele crer não morra, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16, NTLH). À essa passagem deve-se juntar o comprovante dela: Deus “nem mesmo deixou de entregar o próprio Filho, mas o ofereceu por todos nós!” (Rm 8.32, NTLH).

Packer está certíssimo quando diz que “a cruz é a prova extrema da realidade e da imensidão do amor de Deus”!



Fonte: Ultimato

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