terça-feira, 4 de agosto de 2009

Shu profético



PARTE I

Existem comportamentos evangélicos extremamente esquisitos. Um deles é o tal do Shu! Bom, antes de qualquer coisa deixe-me explicar: segundo alguns adeptos do neopentecostalismo Shu é um clamor profético, uma Palavra profética lançada nas regiões celestiais, à semelhança de um ato profético, feito para extirpar a presença do pecado e convidar a vinda do Senhor Jesus com Sua Santidade!

Em algumas igrejas, no período de louvor com música, é comum entre uma canção e outra ouvirmos dos cantores a expressão em questão. É Shu para lá, Shu para cá, Shu em louvores alegres, em canções tristes, Shu em todo tempo e todo momento.

Pois é, o que me chama a atenção é que em nenhuma parte das Escrituras Sagradas vemos o Senhor ou os apóstolos orientando a Igreja de Cristo a pronunciar SHU enquanto canta. Ora, creio veementemente que boa parte dos nossos problemas eclesiásticos se devem ao fato de termos abandonado a Palavra de Deus. Aliais, vamos combinar uma coisa: que capacidade impressionante esse pessoal tem de inventar novas doutrinas.

Caro leitor, como já afirmei inúmeras vezes, não tenho a menor dúvida de que somente a Bíblia Sagrada é a suprema autoridade em matéria de vida e doutrina; e que somente ela é o árbitro de todas as controvérsias, como também a norma para todas as decisões de fé e vida. Isto posto, afirmo que qualquer comportamento, ensino, ou prática que não se adéqüe as Sagradas Escrituras deve ser rechaçado pelo povo de Deus.

Diante disto minha oração é que o Senhor nos reconduza a simplicidade da adoração levando-nos a viver um Cristianismo descomplicado onde a Graça de Deus se manifesta de modo abundante e abençoador.

PARTE II

Adoração extravagante.

O louvor da sua igreja é extravagante? Não? Então você está fora do mover de Deus. É exatamente isso que algumas pessoas têm dito àqueles que não aderiram a um dos mais novos métodos de adoração.

No Brasil, os representantes mais conhecidos deste estilo de louvor congregacional são Davi Silva, Mike Shea, Ludmila Ferber, David Quinlan e Ministério Diante do Trono. Em linhas gerais, essa tendência afirma a necessidade de uma adoração sincera, abundante, espontânea, totalmente guiada pelo Espírito de Deus. Para estes a palavra “extravagante” fala da atitude do adorador, a qual deve sobrepujar os padrões formais e expressar sua adoração em termos de liberdade e espontaneidade. Nesta perspectiva, o verdadeiro adorador voa como águia, ruge como leão, salta como coelho, canta de costas para o público, além de rolar pelo chão quando tocado por Deus. Para os adoradores extravagantes o que vale é romper com os paradigmas religiosos, manifestando através do louvor congregacional uma adoração desprovida de frieza espiritual. Segundo estes, tudo é válido desde o riso incontido ao choro histérico por parte dos adoradores.

Caro leitor, vamos combinar uma coisa? Em nenhum momento as Escrituras Sagradas nos ensinam a cantar extravagantemente. O Novo Testamento não nos concede respaldo teológico para que entoemos cânticos cuja inspiração é de cunho delirante. Ora, vale a pena ressaltar que o nosso louvor ainda que emocionado deve ser absolutamente racional.
Ah! Que saudade do louvor onde Cristo era o foco da adoração. Ah! Que saudade do tempo em que se cantava e entoava cânticos por missão! Lembro-me de momento maravilhosos onde a igreja prostrava-se em adoração ao Senhor cantando a Deus com coração contrito e quebrantado.

Prezado amigo, diante de tanta extravagância alguma precisa ser feita, os valores do reino de Deus precisam ser resgatados, e o evangelho de Cristo vivenciado.

Amados, mais do que nunca é imprescindível que reflitamos a luz da história sobre o significado e importância da Reforma. Acredito piamente que os conceitos pregados pelos reformadores precisam ser resgatados e proclamados a quantos pudermos, até porque, somente agindo desta forma poderemos sair deste momento preocupante e patológico da igreja evangélica brasileira.

Uma nova reforma Já!

Fonte: CACP (autor dos textos: Pr. Renato Vargens)

2 comentários:

Resumo da ópera disse...

Eu realmente não entendo essas "modas" evangélicas. Os jargões e essas expressões que supostamente traz "santidade".
O que nos aproxima de Deus e nos santifica é a intimidade com Ele, oração...Bíblia...Cantar baixinho (ou alto)só pra ele...Sem microfone.
Realmente corremos o risco de botar mais fé numa palavra qualquer (quer exista, quer não...shu...eu hein?!)do que no nome poderoso e maravilhoso de Cristo!

Rafael disse...

Eu realmente fico maravilhado ao ver tanta bagunça na igreja pois isto e o principio da apostasia como disse a biblia, e não vai mudar so vai piorar pois as escrituras serão cumpridas.

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