domingo, 26 de julho de 2009

Hoje vi um milagre



"Disto me recordarei na minha mente; por isso esperarei. As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim." - Lamentações 3.21-22

"E Pedro e João subiam juntos ao templo à hora da oração, a nona. E era trazido um homem que desde o ventre de sua mãe era coxo, o qual todos os dias punham à porta do templo, chamada Formosa, para pedir esmola aos que entravam. O qual, vendo a Pedro e a João que iam entrando no templo, pediu que lhe dessem uma esmola. E Pedro, com João, fitando os olhos nele, disse: Olha para nós. E olhou para eles, esperando receber deles alguma coisa. E disse Pedro: Não tenho prata nem ouro; mas o que tenho isso te dou. Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda. E, tomando-o pela mão direita, o levantou, e logo os seus pés e artelhos se firmaram." - Atos 3.1-7 [ACF]


Hoje vi um milagre. Liguei a televisão bem cedo, como sempre faço, e aconteceu de estar num canal que transmitia um programa da IURD Ltda.

Um jovem rapaz estava com um sério problema na perna. Eu perdi o início da conversa entre o pastor que o estava "curando" e ele, mas, pelo aspecto, parecia que havia estado com pinos na coxa recentemente, devido a uma fratura grave.

O pastor curandeiro pôs a mão na coxa do rapaz e disse que iria curá-lo. Apesar de no final do programa o tal ministrante falar em Jesus, a ênfase que ele deu durante muito tempo foi no próprio poder curativo.

Foi trágico. O pobre rapaz, depois do show de curandeirismo exibido pelo programa, foi instado pelo pastor a caminhar logo após a imposição de mãos. Dava para perceber a dor que o pobre rapaz estava sentindo, e o esforço que fazia para deambular, pois certamente ele estaria em resguardo não houvesse sido seduzido pelas falsas promessas de milagre daquela empreja.

Quando Jesus e os apóstolos curavam, a restauração era completa e imediata. Era incontestável. Entretanto, a cura que o pastor disse que era de Deus em nada melhorou o aspecto das cicatrizes da perna do moço. As marcas dos pinos, a ferida, os hematomas... o rapaz tirou a bandagem que estava grudada na perna e o ferimento quase sangrou! E depois o pastor mandou que ele caminhasse de um lado para o outro mostrando que estava curado. A cara de dor do rapaz ao andar fazia com que até eu sentisse a dor que ele estava sentindo.

O pastor, não podendo negar que não fez nada na perna do rapaz machucado, vendo que tratava-se de mais um caso de curandeirismo barato, que não houve cura alguma, pôs a mão na coxa dele e disse que depois de uma semana (!) ele se sentiria melhor. Pobre rapaz.

Senti pena dele. Senti pena da humanidade. Senti indignação. Apesar desse momento "down" em que vi a fé do rapaz ser explorada, eu vi um milagre. Eu pude ver que lá fora o sol estava brilhando. O sol que Deus fez brilhar sobre mim e sobre ele. E sobre o pastor curandeiro que depois deve ter ido regozijante contar o seu dinheiro sujo. Eu vi um milagre: um novo dia em que Deus renova sobre nós suas misericórdias para que não sejamos consumidos. E a certeza de que ele nos deu uma nova chance de viver corretamente.

E ergui um clamor de coração: "Cadê o Ministério Público que não vê uma coisa dessas?"


Por Avelar Jr.
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