terça-feira, 19 de maio de 2009

Saia da caixa da religiosidade



Diz a Bíblia que logo após ser batizado, Jesus vai para o deserto onde é tentado pelo que todos nós somos tentados na nossa vida. Somos tentados a ser deus.

Voltando da temporada no deserto, Jesus começa seu ministério público nas praias da Galiléia. Começa a buscar seus primeiros discípulos.

Certa vez, quando estava ensinando a seus discípulos, começou a juntar uma multidão e Jesus se dirige a um monte para ensinar.

Lá ele começa a ensinar como deveria ser o coração do homem que desejava caminhar com o Criador. Ensina cada detalhe do coração do homem que deseja ser feliz, ser bem aventurado.

Depois desafia a todos, discípulos e multidão a fazer a diferença nos seus grupos, nos seus contextos de vida. Ele convida a todos a serem sal na terra e luz do mundo, levar luz onde há sombras.

Logo após começa a dizer para todos que não veio acabar com a Lei, que o que ele estava ensinado não tinha como propósito abolir a lei mas trazer um sentido completo, trazer vida para ela.

Interessante é que Jesus era um rabino e os rabinos são caras que interpretam as leis. Um rabino diz o que pode e o que não pode ser feito para que uma lei seja cumprida. Um rabino diz o que pode e não pode para que uma lei seja abolida. O conjunto de permissões e proibições denomina-se jugo do rabino.
Um rabino prega para os seus discípulos sobre o jugo de um rabino que tem autorização para pregar o seu jugo. Essa autorização para pregar seu próprio jugo e ganhada quando o rabino é reconhecido por dois rabinos de autoridade reconhecida entre a comunidade rabínica.

Jesus teve seu reconhecimento quando foi batizado. As duas autoridades que reconheceram Jesus foram o Espírito Santo que desceu em forma de pomba e a voz de Deus que disse “Esse é o meu filho amado de quem me agrado”.
Essas são as duas autoridades que reconhecem o jugo de Jesus, os ensinos de Jesus.

E ai Jesus começa a ensinar no estilo "Vocês ouviram o que foi dito, eu porém vos digo", ou seja, Vocês ouviram o que os rabinos disseram, eu porém digo a vocês que...

Queria convidar você a refletir comigo sobre um desses "Vocês ouviram o que foi dito" de Jesus. Ele fala da necessidade de amarmos nossos inimigos:

"Vocês ouviram o que foi dito: Amem o seu próximo e odeie o seu inimigo. Mas eu lhes digo: Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem, para que vocês venham a ser filhos de seu Pai que está nos céus. Porque ele faz raiar o seu sol sobre maus e bons e derrama chuva sobre justos e injustos.

Se vocês amarem aqueles que os amam, que recompensa vocês receberão? Até os publicanos fazem isso!

E se saudarem apenas os seus irmãos, o que estarão fazendo de mais?
Até os pagãos fazem isso! Portanto, sejam perfeitos como perfeito é o Pai celestial de vocês.”

Esse versículos estão lá em Mateus 5: 43-48

Todo ser humano é criação de Deus e todo ser humano, mesmo que não saiba, tem a luz de Deus dentro dele porque foi criado a imagem e semelhança do Criador.

Temos a tendência de achar que Deus “joga” só no nosso time e que ele vai nos dar aquela vaga no vestibular no lugar de dar pro outro cara que não é cristão. Temos a tendência de achar que somos filhos privilegiados do Criador porque “fazemos o dever de casa” bem direitinho. Ficamos indignados quando vemos um cara que não é cristão se dar bem na vida enquanto ralamos para viver.

As ondas parecem que sobem somente perto do cara que é todo erradão enquanto eu que sou cristão estou aqui e não estou pegando as boas. Mesmo que a gente não se dê conta achamos que as melhores ondas e os melhores tubos têm que ser da gente porque somos os mocinhos do filme.

Dizemos: Eu sirvo na minha igreja, dou o dízimo e não falto a nenhum culto, logo, nada de mal vai acontecer comigo e tudo vai dar certo na minha vida. Sem perceber lidamos com Deus na forma de barganha, de investimento a longo e curto prazo.

Jesus diz nos versículos que lemos: “Porque ele faz raiar o seu sol sobre maus e bons e derrama chuva sobre justos e injustos.”

Cara, não sou eu que estou dizendo, é Jesus.

Crédito: Carlos Bezerra
Fortaleza - CE

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