quinta-feira, 21 de maio de 2009

A Igreja Evangélica brasileira está preparada para lidar com a questão " homossexual"?



Na última quinta-feira, discorri no culto de doutrina da igreja sobre a “questão homossexual”. Parece-nos que em alguns lugares isso ainda é um tabu. De qualquer forma, o que não se pode é tentar fugir da realidade e de uma necessidade clara. Será que a igreja está preparada para lidar com a questão homossexual? Seria relevante abordar tal assunto num culto de doutrina?

Para respondermos a estas indagações vejamos alguns pontos:

1. Muitas famílias na igreja possuem em seu seio um homossexual (homem ou mulher)

2. Muitos irmãos trabalham com homossexuais

3. Nossos filhos estudam com homossexuais e professores homossexuais lhes ensinam

4. Há pais crentes que proíbem seus filhos de fazer qualquer trabalho escolar, inclusive de sentar ao lado na escola de colegas com tendências homossexuais

5. Pais crentes desinformados tratam mal os filhos com tendências ou condição homossexual

6. Parece que alguns enxergam o homossexualismo como um pecado maior que os outros, o que não é verdade

7. Há casos de crentes que nem evangelizam os homossexuais, talvez com medo de pegar a “doença”

8. Outros, ao se depararem com homossexuais, quando não falam, pensam o seguinte: “Sangue de Jesus tem poder!”

9. Quando um homossexual vai visitar a igreja, há crentes que fazem questão de sentar distante

10. Quando um homossexual se converte, poucos são os capacitados para discipulá-lo

11. Principalmente crianças, adolescentes e jovens cristãos são ridicularizados na igreja por seus colegas, quando estes percebem qualquer comportamento homossexual

12. Existe nas igrejas homossexuais que estão lutando para viver segundo a palavra de Deus e não cair em pecado. Quem está dando assistência espiritual aos tais?

13. Para muitos crentes, o problema do homossexualismo se resume em duas palavras: “safadeza” ou “demônio”

14. A igreja anda desinformada quanto aos projetos que circulam nas câmaras municipais, assembléias legislativas, câmara e senado federal, que de maneira arbitrária tentam impor leis que relativizem a moral e silenciem a igreja.

Esta lista poderia ser maior, mas resolvi parar por aqui.

Será que o descrito acima não é verdade, ou não faz parte do nosso dia-a-dia? Será que não é o suficiente para uma tomada de consciência acerca da necessidade de abordar tal assunto na igreja?

Não estamos tratando aqui de uma apologia ao homossexualismo, pois não fazemos apologia ao pecado, tratamos sim, da necessidade de orientar a igreja para não ter uma atitude hostil e discriminatória, contrária ao que Jesus ensinou e viveu nos evangelhos. Ele ensinou que é possível amar o pecador sem compactuar com o pecado. Como já sabemos, amor só se prova na prática!

Fonte: Blog do Pr. Altair Germano

4 comentários:

NeoPravda disse...

Se um homossexual se converte ao Senhor, ele é nova criatura e todas as coisas velhas ficaram para trás. Se, do contrário, permanece um homossexual, seu lugar não é na igreja, pois nenhuma concordância existe entre Cristo e Belial. Sim, sim e não, não.

João Paulo Fernandes disse...

Com certeza Neopravada. Mas o que o texto ressalta é que como qualquer outro pecado, essas pessoas precisam do amor de Cristo. E devido a onda pós-moderna que invade as igrejas atuais, devemos estar sempre preparados para enfrenta-la.
Supliquemos a Deus sabedoria para lidar com esse tipo de caso extremamente complexo.
Abraço!

Avelar Jr. disse...

Definitivamente não.

O grande problema, João Paulo, é que a imaturidade e a falta de discipulado, propósito, comunhão e oração, conhecimento de Deus e da realidade que nos cerca, somado aos apelos do mundo e da educação descompromissada com Deus, veiculada de todas as formas e acessível a todos, têm tornado a igreja tão dormente que não consegue lidar nem consigo mesma!

Se na Epístola aos Hebreus o autor sentia a necessidade de ensinar o be-a-bá do evangelho para pessoas que viviam num contexto muito mais religioso que nós, que já deveriam ser mestres, imagine uma igreja moderna cuja única formação são as pregaçõezinhas de domingo, sem conteúdo, em sua maioria, e trazidas por mercenários e pastores insipientes, depois de uma hora e meia de gente gritando palavras soltas nos ouvidos e caindo no chão. O que se pode esperar dessa geração?

Não é à toa que Jesus questiona se quando retornar ainda encontrará fé no mundo.

A igreja tem se alienado de seu objetivo e, portanto, não tem como lidar com questões complicadas como o homossexualismo; daí só sobram dois horizontes: mundanismo ou preconceito.

Anônimo disse...

essa é uma análise simplista e unilateral; o homossexual é por natureza preconceituoso, dissimulado, dificilmente no início confessa sua homossexualidade. assim não podemos fazer generalizações. cada caso é um caso e tem que ser tratado a partir do arrependimento antes disso, fugi da aparência do mal.

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