terça-feira, 14 de abril de 2009

O canto das sereias


"As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem." João 10:27
"Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor." Rom. 6:23

Vivemos, hoje, o tempo das informações. Mal recebemos uma e outra já lhe sobrepujou e mais uma lhe passou à frente. Ainda estamos digerindo um ensinamento, compreendendo uma filosofia que nos foram apresentados, e somos obrigados a voltar os olhos e ouvidos para a "bola da vez". Ao menos a minha geração (dos cinquentões) tem dificuldade da acompanhar a velocidade com que as coisas se nos apresentam. E a Igreja de Jesus Cristo, da qual faço parte, não passa incólume a esse processo furioso de excesso de informações.

De todos os lados nos vêm vozes, propostas, que nos chamam ora para a “unção do jejum”, ora para o prazer da glutonaria; ora para o autoflagelo, ora para o hedonismo absoluto. Somos empurrados para o mundo, para vivermos o que o mundo oferece, sob pena de sermos considerados alienados. Somos intimidados a nos fechar no “mundinho” denominacional, sob pena de sermos considerados pervertidos, coniventes com o pecado e, até mesmo, desviados.

De repente, lembro-me do “canto das sereias”. Vale recordar que Sereia é nome grego que representa um ser mitológico, parte mulher e parte peixe. Eram lindas e cantavam com tanta doçura que atraíam os tripulantes dos navios... e afundavam os navios. Matavam a todos que seguiam sua voz... seu canto. Odisseu, personagem da Odisséia de Homero, conseguiu salvar-se porque colocou cera nos ouvidos dos seus marinheiros e amarrou-se ao mastro de seu navio, para poder ouvi-las sem poder aproximar-se.

Fazendo uma metáfora à realidade que vivemos, hoje, compreendo que, antes de conhecermos a Jesus, éramos marinheiros (velhos marinheiros), que comandavam os próprios barcos. Acostumados com o mar, arrecifes, tempestades, ciclones... inúmeros perigos... e nós cada vez mais, amedrontados. Porém, havia algo que nos deixava aterrorizados: o canto das sereias. Lindo, mavioso, hipnótico, sedutor, cujo fim era a morte. Tantas histórias de amigos que sucumbiram e morreram! Familiares que não resistiram e afundaram!

Incontáveis vezes, tentamos não ouvi-lo. Como Odisseu, tapamos os ouvidos; mudamos rota; contratamos músicos para tocar em nosso barco, sempre que tínhamos que partir... Mas as sereias continuavam, lá, cantando e nos levando para precipícios cada vez mais profundos... Dentro de nós apenas a ilusão provocada pela música e pela hipnose...

Agora, salvos em Jesus, deixamos o comando do barco em Suas mãos... Estamos seguros. Em Sua presença o mar se acalma, o destino é traçado por caminhos que nos levam ao porto... E, se aparecem arrecifes, tempestades, ciclones, piratas, sabemos que Ele comanda. NEle somos fortes... Será que conseguimos, mesmo, nos libertar, absolutamente, do canto das sereias?

Sim. Em Jesus Cristo somos livres. Entretanto, existe dentro de nós, ainda hoje, porque é dentro de nós que procedem as tentações; de nossas brechas que vazam nossas fraquezas, bem, existe em nós, o ECO do canto mavioso e mortal das sereias. De vez em quanto, ouvimos aquela voz que nos convida a tirarmos os olhos do comandante do barco, para olharmos atrás, onde cantam as sereias.

Estas, provavelmente, nos seguirão por toda a vida, disfarçadas de necessidades de “alucinações”, “viagens”, “sexo”, “amor”, “afeto”, “poder”, “reconhecimento”, “orgulho”, “falta de amor”, entre outras.

Apenas um DETALHE nos separa para sempre destas vozes: A VOZ DE JESUS ! Depois de selados pelo seu Santo Espírito, somos Um com Ele. Assim como Ele e o Pai são Um. Ouvimos sua voz mansa e suave e, guiados pelo Espírito, nós O seguimos! Glória e Honra a Ele eternamente que nos livrou do poder do pecado e da morte, para sempre. Porque, ovelhas do seu aprisco, seguimos a voz do Bom Pastor e Ele nos guarda de todo o mal.

Por: Ivy Menon (ivanilda Maria Menon De Oliveira)

0 comentários:

Postar um comentário

Deixe um comentário

 
Pesquisa personalizada