sexta-feira, 10 de abril de 2009

Modismos na Igreja

As misericórdias do Senhor se renovam todo dia, e devemos viver em novidade de vida. Suponho que até um certo ponto isto seja confundido com modismos na Igreja, que parecem se espalhar a cada dia mais. Não podemos absolutamente confundir as duas verdades bíblicas na primeira linha do texto com criações humanas, unção e mover de Deus com técnicas ou meras modas da hora.
Por exemplo, muitos pregadores usam o modismo "vire para o irmão do seu lado e repita". O modismo começou a aparecer há uns cinco anos atrás, e persiste, na realidade, se expande. Já cheguei a ouvir pregações em que o artifício foi usado quase cinquenta vezes. Além de cansativo, pelo menos para mim tira o foco da pregação. Quanto mais "vire para o lado", mais eu vou me perdendo na pregação. Entendo que a repetição é um dos elementos de didática, mas na minha opinião,a repetição de determinado conceito ou frases chave no curso de uma pregação é um recurso muito mais eficaz de fixação do que o "vire para seu irmão". Imagino que alguns acreditem que ao verbalizar a frase, repetindo-a para outra pessoa, a pessoa esteja fazendo uma declaração espiritual, selando algo no mundo espiritual, daí o uso excessivo deste recurso. Não compartilho dessa visão e não há nenhum lugar na Bíblia que diga isso. O bom ensino deve ser fixado na mente e vivido.
Uma grande obsessão tem a ver com músicas novas no louvor. Atuo na área de louvor há dezesseis anos, e a princípio não tenho problema com músicas novas. O problema é incorporar músicas que não se encaixam em cultos de louvor e adoração, só por que são novas. A novidade parece ser o principal critério escolhido por muita gente. Nem todas músicas gravadas por cantores ou grupos evangélicos servem para um culto de louvor e adoração ao Senhor. Podem ser boas músicas para solo, mas não para louvor. Entretanto há pessoas que pensam que um "hit parade" evangélico atualizado é uma forma mais "ungida" de louvar. Isto é, a meu ver, uma questão de preferência e pouco ou nada tem a ver com unção. Duvido que no grande avivamento de Azuza Street surgissem novas canções semanalmente - e ainda assim o Senhor se manifestou grandemente.
Esta questão de modismo é séria, pois influencia nosso modo de pensar e encarar questões verdadeiramente espirituais. Por exemplo, lá por volta do ano 2000, um certo ministério de louvor fazia muito sucesso no Brasil. 9 entre 10 evangélicos diziam gostar do grupo e considerar suas músicas e ministros "ungidos". Por excesso de exposição às músicas do grupo, que lançou muitos CDs, lá por volta de 2004 passou a ser "chique" dizer que não gostava do tal grupo, inclusive retroativamente. O que houve com a unção de 2000, se esvaiu? Que me consta unção não tem data de vencimento.
Que me leva a outro ponto. Em muitos CDs gravados ao vivo, existem sons excessivos de U-U-U-U e gritarias histéricas que deixariam os Beatles com inveja. Em muitos casos, a manifestação aparenta ser fictícia, exagerada, contando com auxílio de overdubs. Jesus não precisa disso, gente. Sem contar "Ui-Ui" de discoteca, com a mãozinha levantada para cima, girando e tudo, repetidos aos altos brados em músicas mais rápidas, que virou moda aqui em Miami. Acho que em outros lugares também.
Precisamos ter muito cuidado com o que incorporamos na igreja. Uma vez estava conversando com um pastor sobre oração na Igreja de modo geral, e ele me disse que seu sonho era ter uma igreja em que houvesse pessoas orando 24 horas por dia, 7 dias por semana. Até aí tudo bem. Só que na sua concepção, queria PAGAR pessoas para orar na Igreja!!! Fiquei estupefato com a declaração, mas depois entendi o contexto. Tenho um amigo judeu que me contou que em certas sinagogas pagam-se pessoas para orar, visto que poucos querem orar. Se isto é verdade, não sei. Mas como o pastor acima é de uma linha razoavelmente judaizante, entendi que de repente está querendo trazer para a igreja uma prática questionável de fora.
Outro modismo perigoso é explicar tudo aquilo com o qual uma pessoa não concorda como "religiosidade". Muitas das pessoas que vi usando este termo parecem ter mais religiosidade detectável do que seus acusados. Devemos lembrar que a graça de Deus é multiforme, e muitas das coisas que chamamos de "religiosidade" são formas diferentes de se expressar e cultuar a Deus.
Em suma, muitos destes modismos não passam de comportamentos obsessivos e não agregam valor à igreja, pois não se enquadram na multiforme graça de Deus e sim á obsessão de modernidade e mudança da sociedade secular. É preciso tomar muito cuidado para não vulgarizar o Cristianismo com tais modismos.


Fonte: Fonte: http://brazilexporters.com

2 comentários:

Alessandro disse...

Olá!

Estou aproveitando este espaço para divulgar meu blog "Salvos Pelo Amor!"

Não deixem de conferir!

Abraço.

http://salvospeloamor.blogspot.com/

Melque disse...

Incrível como 8 de cada 10 matérias deste blog falam mal de um certo grupo... Que Deus tenha misericórdia de sua Igreja tão dividida.

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