quinta-feira, 23 de abril de 2009

Crônica sobre a simplicidade da vida cristã



Carta de desabafo

Peço, por gentileza, ser poupado de discursos apoteóticos, de apologias inflamadas, de acontecimentos inatingíveis aos reles mortais.

Não! E repito não aos aplausos no que alude a uma versão de bênçãos mais afeiçoada a uma balcão de ofertas e liquidações.

Vou mais além! Em breves e sonoros instantes, nenhuma manifestação ou argüição em abordar dilemas doutrinários, sermões, revelações e profecias seja a tônica.

Tão somente, quero curtir uma enxurrada de alegria e sorriso contagiando, de uma maneira saudável, ao próximo e eu também não quero ser privado dessa dádiva.

Então, as minhas convicções, as minhas ponderações, as minhas justificativas e, em suma, aos meus achismos, não ganhem projeção e ressonância!...

Em contrapartida, prevaleça a presença gostosa, afável e despida de um Deus lúdico, sonhador, amigo e sempre optando pelo recomeço.

Chega, chega e chega!...

Qualquer falência de algum irmão não seja contemplado. Ao invés disso, possamos estender as mãos e participar do renascimento da vida. Isto implica, aproveitar a oportunidade de participarmos do evangelho simples e singelo.

De nos ocupamos menos com o fato do nosso irmão pular, esbravejar e num êxtase copioso dar Glória a Deus, Aleluia.

Haja, sim e sim, mais abraço, mais boas palavras, mais compreensão, mais respeito, mais dignidade, mais transparência e imaturidade, mais serviço, mais servir ao outro banhado pelo mesmo Cristo, mais lembrança dos convalidos e negligenciados, mais ouvir e, enfim, menos eu.

Torna – me – ia em um tolo, ao aspirar alcançar uma vida de prodígios e virtudes, imune as máculas e limitações da minha natureza. Sou falho, gente, veia e sangue, dúvida e lágrimas e tenho aprendido a não ver tais traços como o fim de tudo!...

Ao invés disso, peço, com veemência, a vital necessidade de sermos agasalhados pelo Espírito Santo, porque só por meio do seu fecundo toque – vislumbraremos as faces de uma Igreja inspiradora, revelacional, iluminada e sem perder de vista a teimosia de um Deus pela vida.

Por:Robson Santos Sarmento

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