domingo, 15 de março de 2009

Falso pastor aplica golpe em família evangélica



A mulher entregou sua aposentadoria ao golpista para fazer o frete das doações que receberia mais tarde.
A lábia de um falso pastor levou uma família evangélica do Parque Oziel, em Campinas, a acreditar que ele queria mesmo fazer o bem. O farsante começou a falar sobre Deus com a dona de casa D. A, de 75 anos, quando ela lavava roupa na varanda. Depois de pregar o evangelho e contar muita mentira, fez com que a dona de casa acreditasse que ele tinha cestas básicas, móveis e materiais de construção para doar, mas que para fazer o frete precisava de dinheiro. A mulher entregou ao golpista R$ 400,00 que era pagamento da sua aposentadoria. O homem saiu de lá e não apareceu mais.
Segundo a dona de casa, o falso pastor era tão convincente que ela o convidou para entrar e tomar canjica. 'Ele sabia tudo sobre a bíblia. Me levou direitinho na conversa e eu entreguei tudo que tinha para pagar as contas' , disse. A primeira mentira foi que ele entregava cestas básicas no bairro e tinha sido humilhado por uma moradora, por isso estava na região. O golpista usava um celular para fingir que se comunicava com as pessoas que fariam a doação. 'Ele é um artista e pode enganar muita gente. Como pode usar o nome de Deus para fazer isso?' , disse o genro da dona de casa J. K, 37. Além dele, o irmão e a filha dela foram enganados.
O falso pastor também disse aos parentes da dona de casa que era funcionário da Bosch e que poderia conseguir emprego para toda família. No ano passado, a Rede Anhanguera de Comunicação (RAC) publicou uma matéria sobre o golpe dado em cerca de 20 pessoas também por um pastor, que se identificava como Robson e oferecia empregos na Bosch. As características dele com as do homem que enganou a família do Parque Oziel são as mesmas. Segundo a dona de casa, o golpista é baixo, forte, moreno, tem falhas no cabelo e aparenta ter 40 anos. Anda com camisa, calça jeans e sapato social marrom.
De acordo com a assessoria da Bosch, o processo de seleção da empresa é feito por meio de agências de empregos e que os funcionários não são autorizados a abordarem pessoas para seleção de candidatos.
A Polícia Civil não tem conhecimento sobre os golpes dados pelo falso pastor. Para que uma investigação seja iniciada, é necessário o registro de um boletim de ocorrência. A família da dona de casa ainda não fez o registro.

Fonte: Cosmo

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