quarta-feira, 25 de março de 2009

Espera só o Silas Malafaia ler isso!



A BÍBLIA DE JUDAS ISCARIOTES

Todo mundo conhece de cor e salteado a história de Judas Iscariotes ─ personagem marcante, que fazia parte do grupo seleto dos doze que Cristo escolhera para o seu ministério aqui na terra. Judas estava no meio dos discípulos, mas o seu projeto visava mais o reino daqui de baixo, cujo deus se chama “Mamon”. Foi ele o articulador do mais audacioso plano religioso-comercial daquela época ─ o da venda de Cristo por trinta valiosas moedas de prata”.

Jesus escolheu Judas, para ser o contraponto da mensagem de um Reino que não era desse mundo, justamente por saber que o seu futuro traidor, era por demais, ligado a área monetária, e porque não dizer: a área do enriquecimento ilícito. Judas, o discípulo da prosperidade terrena, deve ter considerado Simão Pedro um otário ou imbecil, pois, realizara a tolice de deixar a sua empresa de pesca para seguir o Mestre dos mestres.

Judas, ao vender o seu Mestre, naturalmente deve ter imaginado: “Puxa, fiz um grande negócio ao trocar Jesus por estas trinta moedas. Ele não é bobo, quando estiver às vésperas da condenação, como Filho de Deus, fará o maior milagre de todos os tempos: fulminará todos os seus algozes instantaneamente ─ e assim, eu terei unido o útil ao agradável ─ além de rico, participarei como mentor maior de um futuro reino, em Jerusalém”.

Raffaele Mertes, diretor do filme lançado em 1999, sobre a história do traidor, mostra um Judas frustrado e visivelmente abalado, ao constatar que Jesus, em seus últimos momentos de vida, não usara os seus poderes Divinos para libertar-se dos seus algozes. Judas ao ver seu sonho terreno cair por terra, desesperançado, toma a decisão trágica de se enforcar.

Hoje, num momento conturbado de nossa história, alguns discípulos interesseiros estão resgatando a mensagem e o projeto de Judas, ao expor nas prateleiras das livrarias gospel do nosso país, bíblias de preços exorbitantes, com títulos reluzentes, como algodão-doce-colorido que faz a festa da criançada, para enganar as incautas ovelhas que não examinam as Escrituras Sagradas. Estão usando o mesmo método de Judas: vendendo o produto “cristo”, para engordar os seus paraísos terrenos.

Comentários, que são verdadeiros atos de profanação, estão sendo acrescentados nos rodapés das páginas do Livro Sagrado, com o mesmo propósito espúrio de que foi movido Judas: fazer de Cristo um produto para uso e abuso dos marajás de um reino terreno e fugaz.

Essa bíblia de cunho financeiro, que muito bem poderia ser denominada “Bíblia de Judas Iscariotes”, tem elementos e caracteres básicos para ser diferenciada das demais. Senão vejamos:


............─ Ela não estimula pregar a Palavra, e sim vendê-La.

─ Ela não estimula a ser mais crente, e sim a ter mais crentes.

─ Ela não estimula a ser mais prudente, e sim mais astuto.

─ Ela não estimula o crescimento interior, e sim o exterior.

─ Ela não estimula a pacificação, e sim a competição.

─ Ela não preconiza o sofrer por amor da justiça, e sim a gozar com o fruto da injustiça.

─ Ela não preconiza a transparência, e sim a aparência.

─ Ela não oferece jugo suave, e sim juros pesados.

─ Ela não promete aflição, e sim comissão.
.......

É preciso que fiquemos de prontidão, pois, o anticristo sutil que deturpa a Palavra para fins mundanos, já está entre nós, como foi predito lá em I João 4 , 3: “[...] Este é o espírito do anticristo, do qual já ouvistes que há de vir, e agora já está no mundo”.

Créditos: Levi B. Santos

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