terça-feira, 10 de março de 2009

Aqui vai bem o velho ditado - Mais Jesus, menos religião!



Fortaleza tem 3,5 mil igrejas evangélicas, afirma federação


Número de templos evangélicos cresce por toda a cidade, mudando o perfil religioso de Fortaleza. Estrutura descentralizada auxilia o surgimento de novas igrejas.
O fenômeno é facilmente percebido por quem anda pelas ruas de Fortaleza: as igrejas evangélicas estão em franca expansão. As arquiteturas são as mais variadas, desde os grandes templos até as sedes mais modestas, construídas a partir de residências ou lojas. A Federação das Igrejas Evangélicas do Estado do Ceará estima em 3,5 mil a quantidade de templos evangélicos na Capital. Segundo o site da Arquidiocese de Fortaleza e agentes de Pastoral, são 140 igrejas católicas, o que daria uma proporção de 25 templos evangélicos para cada igreja católica.
A avenida Leste-Oeste, no trecho que liga os bairros Jacarecanga à Barra do Ceará, pode ser vista como um microcosmo das mudanças ocorridas no perfil religioso da cidade. Das 22 igrejas contabilizadas por O POVO ao longo da via, 19 são evangélicas, duas fecharam as portas e apenas uma é católica. Alguns quarteirões chegam a ser ocupados por até três denominações religiosas.
Em uma noite de sexta-feira, O POVO esteve no local e conversou com fiéis e pessoas que trabalham nos cultos de duas igrejas - a Tocha Viva e a Assembleia de Deus Sião Celeste, que funcionam uma de frente para a outra. À esquerda da Tocha Viva, outra entidade realizava seu culto: a Deus é Amor.
O diácono João Batista Pinheiro, 48, passou por diversas denominações religiosas, como a Igreja de Cristo e a Igreja Universal do Reino de Deus, até chegar à Tocha Viva. “Meu dom não estava sendo utilizado”, explica. A origem do templo em que atua hoje foi sua própria residência, na rua Monsenhor Rosa, 918, no Jacarecanga. Com o passar do tempo, o número de fieis aumentou e o espaço tornou-se pequeno. A solução foi alugar parte de uma panificadora.
A rotina de atividades é ininterrupta: há ensaios na segunda e na terça; cultos de cura e libertação na quarta; dia de oração para senhoras na quinta; culto doutrinário na sexta; consagração e mais um culto no sábado e, fechando a semana, evangelismo no domingo à tarde. Esse é o momento em que os membros da igreja saem às ruas pregando a palavra de Deus.
João Batista está presente em quase todas essas ações, sempre no papel de supervisor. Além da função ministerial, trabalha em um órgão público durante o dia. O tempo para descanso ocorre nas brechas do sábado e do domingo. Tornar-se pastor é o passo seguinte, mas, segundo ele, “ainda não é chegado o tempo”. “Deus está preparando o meu caminho. Se eu for chamado, eu vou”, garante.
Mesmo com tamanha dedicação, as duas filhas de João Batista não frequentam o templo em que ele é diácono. A mais velha participa da Igreja Manancial das Águas Vivas, enquanto a mais nova assiste aos cultos no templo-sede da Tocha Viva. “Elas não deixam de servir ao Senhor, mas se estivessem aqui seria melhor. Creio que Deus possa trazê-las para formar um conjunto de mocidade aqui”, aguarda.
Manter o controle sobre o surgimento dos templos é tarefa quase impossível. Muitos dos imóveis estão no nome de pessoas físicas. Na Secretaria de Finanças do Município (Sefin), há apenas 54 imóveis registrados como igrejas, o que lhes garante isenção no pagamento do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU). Onde está o restante?
O presidente da Federação das Igrejas Evangélicas, o pastor Gabriel Evangelista, informa que, para a igreja ser reconhecida, ela precisa ser uma organização, do ponto de vista financeiro, e um organismo, do ponto de vista espiritual. “Tem de ser as duas coisas. Tem de ter CNPJ, estatuto e ata de fundação. Muitas vezes as pessoas só veem o lado espiritual e não se preocupam em tirar seu CNPJ. Cerca de 30% não têm o documento”.
De acordo com o pastor, a Prefeitura desconhece muitos templos evangélicos, bem como as empresas de água, energia e telefone. “Nossa intenção é inscrever na Sefin. As igrejas não podem ser tratadas comercialmente”.

Fonte: Jornal O Povo

2 comentários:

Anônimo disse...

Otima postagem realmente otima
Vou ver se tiro umas fotos de umas fachadas de varias igrejas ou melhor pontos de arrecadaçao e engano para colocar no blog

www.exejegues.blogspot.com

João Paulo Fernandes disse...

Apesar de cearense e de ter morado um bom tempo em Fortaleza, confesso que fiquei surpresso com a quantidade de igrejas! Grande abraço caro anônimo, continue conosco.

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